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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 11 de abril de 2024

Cine Dica: CINEMATECA PAULO AMORIM - PROGRAMAÇÃO DE 11 A 17 DE ABRIL DE 2024

 SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES

Saudosa Maloca 

SALA PAULO AMORIM


FANTASPOA NOS HORÁRIOS DAS 14h, 15h30, 17h30 e 19h30

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA NO SITE DO FANTASPOA

https://fantaspoa.com/programacao


SALA EDUARDO HIRTZ


14h30 – A PAIXÃO SEGUNDO G.H. - ESTREIA

(Brasil, 2023, 126min). Direção de Luiz Fernando Carvalho, com Maria Fernanda Candido e Samira Nancassa. Paris Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: Lançado há 60 anos e considerado um marco na trajetória da escritora Clarice Lispector (1920 - 1977), o romance traz as reflexões de uma mulher sobre amor, solidão, arte e morte. Transposto para o cinema, o monólogo ganha a força das imagens e dá um rosto e uma voz para esta personagem madura, linda e rica que resolve arrumar o quarto da empregada e se desespera diante de uma barata. A experiência mostra a perda de sua identidade e a faz questionar todas as convenções sociais que aprisionam, até hoje, o feminino.


17h – FANTASPOA

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA NO SITE DO FANTASPOA

https://fantaspoa.com/programacao


19h – DIAS PERFEITOS Assista o trailer aqui.

(Perfect Days – Japão/Alemanha, 2023, 125min). Direção de Wim Wenders, com Koji Yakusho, Min Tanaka, Arisa Nakano, Tokio Emoto. O2 Play/Mubi, 14 anos. Drama.

Sinopse: Hirayama vive em Tóquio e é responsável pela limpeza de vários banheiros públicos. Além do trabalho modesto, ele preenche seus dias com a paixão pela música, pelos livros e pela fotografia de árvores. Hirayama parece perfeitamente feliz com sua rotina metódica, mas alguns encontros inesperados trazem revelações surpreendentes sobre o passado do protagonista. O filme estreou no Festival de Cannes, onde recebeu os prêmios do júri ecumênico e melhor ator para Koji Yakusho, e foi um dos cinco indicados ao Oscar de filme internacional.


SALA NORBERTO LUBISCO


14h15 – JANGO NO EXÍLIO Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2024, 105min). Documentário de Pedro Isaias Lucas. Synapse Filmes, 14 anos.

Sinopse: O filme mostra o cotidiano do ex-presidente João Goulart durante os 12 anos em que ele ficou exilado, vivendo entre Uruguai e Argentina. A partir de depoimentos de familiares e amigos, o público conhece os lugares onde ele viveu, momentos de passeios e aniversários e também reuniões sobre questões políticas – até sua morte controversa em dezembro de 1976 na fazenda La Villa, em Misiones. A produção gaúcha chega aos cinemas no mês em que o golpe militar no Brasil completa seis décadas.


16h15 – LUPICÍNIO RODRIGUES: CONFISSÕES DE UM SOFREDOR Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2022, 96min). Documentário de Alfredo Manevy. O2 Play Filmes, 12 anos.

Sinopse: Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974) transformou em canções todo o sofrimento e as angústias das desilusões amorosas. Sua trajetória está intimamente ligada com a boêmia e a boa música brasileira, em lembranças de amigos e admiradores como Nelson Coelho de Castro, Arthur de Faria, Ney Matogrosso, Gal Costa, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte e seu próprio filho, o Lupinho O filme também traz imagens de arquivo em que o próprio Lupicínio relata episódios de sua carreira e interpreta suas composições.


18h – NADA SERÁ COMO ANTES Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2023, 78min). Documentário de Ana Rieper. Sessão Vitrine Petrobrás, Livre.

Sinopse: O filme mostra o momento da criação de "Clube da Esquina", um dos discos mais importantes da MPB e que foi lançado no início dos anos 1970. Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta e outros artistas falam sobre suas trajetórias e as influências de paisagens, histórias e poesias que resultaram em músicas inesquecíveis.


19h40 – SAUDOSA MALOCA Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2023, 110min). Direção de Pedro Serrano, com Paulo Miklos, Leilah Moreno, Gero Camilo, Gustavo Machado. Elo Studios, 14 anos. Drama.

Sinopse: Inspirado no samba “Saudosa Maloca”, uma das músicas mais conhecidas de Adoniran Barbosa, o filme recupera episódios da vida do compositor tendo como cenário uma São Paulo que não existe mais. Entre botequins e rodas de samba, aparecem seus amigos, suas paixões e outros personagens eternizados pelo músico.


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 14,00 (R$ 7,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 16,00 (R$ 8,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). CLIENTE BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES MEDIANTE PAGAMENTO COM O CARTÃO DO BANCO.


Estudantes devem apresentar Carteira de Identidade Estudantil.

Outros casos: conforme Lei Federal nº 12.933/2013.

A meia-entrada não é válida em festivais, mostras e projetos que tenham ingresso promocional. Os descontos não são cumulativos. Tenha vantagens nos preços dos ingressos ao se tornar sócio da Cinemateca Paulo Amorim. Entre em contato por este e-mail ou pelos telefones: (51) 3136-5233, (51) 3226-5787.


Acesse nossas plataformas sociais:

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quarta-feira, 10 de abril de 2024

Cine Dica: Em Cartaz - 'Tudo ou Nada'

Sinopse: Sylvie é uma mãe confrontada com a máquina administrativa e judicial, todavia, disposta a tudo por seus filhos. 

Atualmente não vivemos somente através de um sistema capitalista sangue suga, como também um sistema de Justiça que é lento em prender políticos corruptos, mas eficaz quando decide transformar a vida do cidadão comum em um inferno. Em tempos de desumanidade parece que esses grupos andam no piloto automático e sem menos dar uma chance para ouvir a palavra do perseguido. "Tudo ou Nada" (2023) a razão é deixada de lado, pois a lógica se torna ineficaz para enfrentar esse grande monstro e sendo preciso usar a força para obstruir essa grande bolha.

Dirigido por Delphine Deloget, o filme conta a história de Sylvie (Virginie Efira) uma mãe solteira que é confrontada com a máquina administrativa e judicial. Porém, ela está disposta em manter os seus filhos consigo, mas certo dia, enquanto estava no trabalho, o seu filho menor se queima no fogão e fazendo despertar o interesse do aparato administrativo e judicial e tirando o seu filho de casa. Caberá ela reavê-lo através dos meios legais, mas tendo que enfrentar uma burocracia inimaginável.

O filme começa de uma forma dinâmica, onde vemos a protagonista trabalhar em um bar dentro de uma danceteria e fazendo com que cada noite se torne um desafio ao enfrentar diversos jovens que se encontram em um único lugar para liberar as suas energias. Esse cenário é entrecortado com o ambiente em que ela mora, onde os filhos se encontram sozinhos e tendo que se virar com que tem em mãos. Esses primeiros minutos servem como prelúdio para termos uma vaga ideia do que irá acontecer em seguida, mas de uma forma bastante dolorida.

Uma vez que Sylvine é acusada de ser irresponsável nos cuidados de um dos seus filhos testemunhamos a máquina administrativa judicial, como se a protagonista fosse um verdadeiro monstro perante os seus filhos e fazendo de tudo para tirá-los. Em um determinado momento, por exemplo, ambas as crianças se escondem dentro do banheiro para que eles não sejam pegos, para logo a seguir vermos a porta sendo derrubada de forma implacável e para logo um deles serem levados. Por mais absurdo que seja esse é o mundo real nosso, onde a Justiça é cega perante os poderosos, mas bem lúcida contra as pessoas comuns deste mundo.

A partir desse momento o mundo de Sylvine começa a desmoronar, mas fazendo de tudo para reaver o seu filho, nem que para isso libere uma força da natureza interior que ela guarda por muito tempo. Sylvine é uma de muitas mães que foram jogadas na vida para se virar sozinha e tendo um acúmulo de responsabilidades que a deixam a beira de um ataque de nervos.  Virginie Efira nos brinda com uma ótima atuação, ao nos transmitir através de sua personagem uma mulher tentando entender como funciona essa realidade sistemática, mas tendo que reagir somente pelos impulsos, pois com o diálogo está cada vez mais sendo ineficaz.

Vale destacar atuação do filho mais velho, interpretado por Félix Lefebvre e que nos passa a confusão mental e física de um jovem que busca o seu lugar no mundo e ao mesmo tempo tendo que lidar com o turbilhão de problemas que a sua mãe se encontra. Ambos em cena se tornam o coração do filme como um todo, já que vemos uma mãe cujo copo se encontra transbordando, enquanto o filho não sabe ao certo como lidar com tudo isso. Entre brigas verbais e físicas, há sempre uma questão de união para fazer com que ambos não caem na loucura a todo momento.

Neste último caso, por exemplo, a protagonista começa a reagir de forma imprevisível, pois a razão se torna ineficaz contra esse sistema e fazendo dela uma inimiga a ser combatida, quando na verdade é bem ao contrário do que se imagina. Não cabe a esse sistema julgar uma pessoa, pois ela já tem uma vida a ser contada, porém, ela nunca é ouvida e podendo ser descartada a qualquer momento. Diante disso, cabe uma solução radical, mesmo que para isso a leve contra a maré deste mundo.

É curioso que o ato final me lembrou de um episódio da segunda temporada da série de ficção "Black Mirror", em que uma determinada personagem decide abandonar a civilização controlada pelos seus celulares e redes sociais e partir sem rumo para um mundo sem regras e sem ser vista. Aqui a ficção se torna realidade, sendo a nossa realidade está cada vez mais sendo tragada por diversos sistemas desumanos e cabe então decidirmos o que fazermos para voltarmos a ser felizes com o que temos. Um filme com uma temática universal e que pode estar acontecendo muito próximo de nós.

"Tudo ou Nada" é a luta árdua de uma mulher contra um sistema implacável, mas cuja suas ações irão lhe encaminhar em uma posição imprevisível. 

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Cine Dica: Fantaspoa na Cinemateca Capitólio

A partir de quinta-feira, 11 de abril, a Cinemateca Capitólio recebe a programação do Fantaspoa, o maior festival de cinema dedicado exclusivamente a filmes de gênero fantástico (fantasia, ficção-científica, horror e thriller) da América Latina.

A histórica vigésima edição do festival será realizada entre os dias 10 e 28 de abril de 2024 em quatro diferentes espaços culturais de Porto Alegre: Cinemateca Capitólio, Casa de Cultura Mário Quintana, Cine Cult Victória e Instituto Ling.


INFORMAÇÃO SOBRE A VENDA DE INGRESSOS: https://www.capitolio.org.br/novidades/7224/fantaspoa-2/


GRADE DE HORÁRIOS


11/04 – Quinta

13h00 –  Inquilinos

14h45 –  Rainha dos Ossos

16h30 – M

18h15 – Bark + Debate

20h30 – Inspirando + Debate


12/04 – Sexta

13h00 – Encontros

14h45 –  Mastergame

16h30 – Cat Call

18h15 – Fracasso! + Debate

20h30 – As Coisas Serão Diferentes + Debate


13/04 – Sábado

13h00 – Bark

14h45 – Inquilinos

16h30 – Visitantes – Edição Completa

18h15 –  A Ilha Entre as Marés + Debate

20h30 – Banquete de Haloween + Debate


14/04 – Domingo

13h00 – M

14h45 – Com Amor e um Órgão Essencial

16h30 – Rainha dos Ossos

18h15 – Rio + Debate

20h30 – PinkCity: Uma Meditação + Debate


16/04 – Terça

13h00 – A Ilha Entre as Marés

14h45 –  Inspirando

16h30 – Rio

18h15 – O Charco

20h30 – Mais uma Vez (Pela Primeira Vez) + Debate


17/04 – Quarta

13h00 – PinkCity: Uma Meditação Psicodélica

14h45 – As Coisas Serão Diferentes

16h30 – Visitantes – Edição Completa

18h15 – Pária + Debate

20h30 – Rats! + Debate


18/04 – Quinta

13h00 – Pária

14h45 – Fracasso!

16h30 – Banquete de Halloween

18h15 –  O Charco

20h30 –  Self Driver + Debate


19/04 – Sexta

13h00 – Rats!

14h45 – Com Amor e um Órgão Essencial

16h30 – Consumed

18h15 –  (ICONIC) + Debate

20h30 –  Dark My Light + Debate


20/04 – Sábado

13h00 – Mastergame

14h45 – Mais uma Vez (Pela Primeira Vez)

16h30 –  All you Need is Blood

18h15 – A Game in the Woods + Debate

20h30 – O Velociraptor Invisível + Debate

23h00 – Madrugadão Fantaspoa


21/04 – Domingo

13h00 – Cat Call

14h45 – Dark My Light

16h30 – A Game in the Woods

18h15 – Faceless After Dark + Debate

20h30 – Puddysticks + Debate


23/04 – Terça

13h00 – O Velociraptor Invisível

14h45 –  Faceless After Dark

16h30 –  Puddysticks

18h15 – A Síndrome do Verão Interminável + Debate

20h30 –  Júpiter + Debate


24/04 – Quarta

13h00 – Azrael

14h45 – A Síndrome do Verão Interminável


16h30 – Self Driver

18h15 – Ba + Debate

20h30 – Mami Wata + Debate


25/04 – Quinta

13h00 – Júpiter

14h45 – Mami Wata

16h30 –  Ba

18h15 – Matéria Escura + Debate

20h30 –  Filha do Sol + Debate


26/04 – Sexta

13h00 –  Matéria Escura

14h45 –  All you Need is Blood

16h30 – (ICONIC)

18h15 – O Desconvidado + Debate

20h30 –  Escuta Bem + Debate


27/04 – Sábado

13h00 – Filha do Sol

14h45 – Consumed

16h30 –  O Desconvidado

18h15 – The G + Debate

20h30 – Azrael


28/04 – Domingo

13h00 – Escuta Bem

14h45 –  Encontros

16h30 – The G

18h15 – Trenque Lauquen+ Debate

Cine Dica: Em Cartaz - 'Godzilla e Kong: O Novo Império'

Sinopse: Godzilla e o todo-poderoso Kong enfrentam uma ameaça colossal escondida nas profundezas do planeta. 

Quando Hollywood criou pela sua segunda vez uma tentativa de levar a sua versão de Godzilla para o cinema em 2014 eu nunca imaginei que isso renderia uma franquia, mas foi exatamente isso o que aconteceu. A pista para isso surgiu em "Kong: A Ilha da Caveira" (2017) e selando a união dos maiores monstros do cinema em "Godzilla vs Kong" (2021). Com dinheiro no bolso e querendo mais, eis que Warner lança agora "Godzilla e Kong: O Novo Império" (2024), longa que abre ainda mais o leque desse universo expandido, mas com o intuído de somente entreter nem que para isso custe os nossos olhos e cérebros.

Dirigido novamente por Adam Wingard, Kong e Godzilla se unem contra uma colossal ameaça mortal escondida na Terra Oca e cuja ambição é invadir a superfície. Em meio a isso uma equipe de cientistas liderada pela Dra. Ilene Andrews (Rebecca Hall) encontra uma civilização antiga e que possui uma forte ligação com a pequena Jia (Kaylee Hottle). Essas duas linhas narrativa revelam novos seres escondidos embaixo da terra e fazendo expandir novas possibilidades deste mundo escondido.

Ao assistir ao filme percebo que ele é extremamente fiel a franquia de Godzilla do cinema japonês de antigamente, já que após a obra prima de 1954 as continuações pisaram no acelerador e fazendo com que cada uma se tornasse ainda mais absurda. Aqui não é diferente, sendo que a única diferença que os monstros de agora são moldados por um CGI quase perfeito, mas que infelizmente se torna o seu principal calcanhar de Aquiles. Por mais que a Warner tenha investido pesado em criar um fantástico mundo de seres gigantes tudo é excessivamente absurdo e não nos restando nada a não ser desligar os nossos cérebros para conseguir apreciar a obra como um todo.

Outro grande problema deste filme, e talvez algo apontado desde o filme de 2014, é o fato de os personagens humanos serem facilmente descartáveis, já que eles estão ali para a gente poder se identificar com um calor humano dentro da história, mas se tornando meramente enfeites e que somente nos incomoda durante a projeção. Rebecca Hall, por exemplo, já demonstrou grande talento em filmes como "Vicky Cristina Barcelona" (2008), mas aqui nada ela pode fazer, a não ser interpretar no piloto automático e seguir o bonde andando. Por mais absurdo que seja, o grande calor humano se encontra no próprio Kong em cena.

Deixando Godzilla como mero coadjuvante, Kong é muito mais expressivo do que qualquer humano em cena, cuja suas ações e expressões a gente compreende mesmo com nenhuma fala e isso se estendendo nos demais gorilas gigantes que surgem em cena. Agora, convenhamos, os realizadores abusaram da sorte, ao ponto de inventarem um super vilão megalomaníaco que faz pose perante o Kong e sendo algo inacreditável de tão ridículo. A situação dele só não é pior quando surge um mini Kong, talvez a coisa mais absurda que o cinema norte americano inventou e que só não é pior se formos comparar com o bebê Kong visto em "A Volta de King Kong" (1986).

Tirando todos esses absurdos ditos acima até que você pode se entreter com o filme, desde que seja em uma grande Sala IMAX, pois só assim você irá se maravilhar com as diversas cenas da Terra Oca e que talvez seja a melhor coisa do filme como um todo. E para a nossa sorte, ou azar, temos o direito de ver o nosso Rio de Janeiro servir de palco para a grande batalha final, com direito de vermos uma praia de Copacabana sendo congelada enquanto as gigantes feras destroem por tudo por onde passa. Só falta agora enviarem esses monstros consagrados do cinema para a lua, pois no cinema norte americano desesperado por lucro tudo é possível.

"Godzilla e Kong: O Novo Império" é mais um capítulo cuja criatividade é zero, mas enquanto gerar lucro hollywood não estará se importando com isso. 


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segunda-feira, 8 de abril de 2024

Cine Dica: Em Cartaz - 'Licença para Enlouquecer'

Sinopse: Sara (Mônica Carvalho), Lia Danielle Winits) e Leia (Michele Muniz) são amigas inseparáveis, mas devido a pandemia elas são forçadas a conviverem. 

No decorrer dos próximos anos com certeza haverá vários filmes dos quais irão explorar o período em que o mundo viveu perante a sombra do Covid 19. No caso de fazer comédia sobre o assunto se torna um tanto que delicado, principalmente pelo fato de que várias vidas se foram devido a esse período. "Licença para Enlouquecer" (2024) procura nos fazer rir sobre aquele período nebuloso, mas cujo resultado se torna um tanto que forçado.

Dirigido por Hsu Chien, o filme se passa durante os tempos da Pandemia, onde as personagens Sara, Lia e Léia precisam dividir um pequeno apartamento e aprender a conviver. Depois de receber uma proposta irrecusável, as três partem para Maragogi, em Alagoas, para animar uma festa secreta e respirar outros ares durante aquele período cheio de incertezas.

O filme nada mais é do que aquelas típicas comédias plásticas brasileiras que procura fazer a gente rir de diversas situações corriqueiras e que aqui é justamente perante a situação de como as pessoas lidavam com a pandemia. Neste último caso, por exemplo, o trio central se mete em diversas confusões em não saber lidar com a nova realidade, desde a ter que sempre usar máscaras, álcool gel e manter a distância entre as pessoas. Claro que são três protagonistas que aparentemente são da elite e tendo que limitar certos prazeres que fazem com que o trio enfrente situações que as colocam à beira de um ataque de nervos.

Mônica Carvalho, Danielle Winits Michele Muniz até que se saem bem em cena, mesmo em situações em que a comédia que nos passa não nos provoque muitos risos. Vale destacar a presença do síndico Carlos (Nelson Freitas), um personagem até mesmo complexo e que reage perante as protagonistas como uma representação com relação a responsabilidade sobre os tempos em que o vírus estava à espreita em tempo todo. Curiosamente sentimos aos poucos que ele guarda um certo segredo sobre si, mesmo sendo revelado somente no ato final da trama.

Neste último caso, por exemplo, a praia paradisíaca onde o trio central foge para fugir do isolamento se torna o cenário principal de uma trama em que as protagonistas procuram tirar o máximo proveito e se metendo em diversas situações inusitadas. Claro que tudo é uma tentativa de nos fazer rir, mas cujo resultado fica aquém do esperado, pois brincar sobre o assunto acho que ainda é muito cedo, pois a dor sobre aquele período ainda se encontra fresco na mente de muitas pessoas. A tentativa é até válida, mas se tornando ineficaz na maioria das vezes.

"Licença para Enlouquecer" é apenas uma comédia brasileira bobinha sobre tempos de pandemia, mas cujo resultado nos soa estranho quando nos lembramos daqueles tempos sombrios. 

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Cine Dica: “Descomemorar” os 60 anos do Golpe Militar na Sala Redenção

De 01 a 12 de abril, a Sala Redenção apresenta a mostra “60 anos do Golpe Militar: Tão Longe, Tão Perto”. Contando com a curadoria de Nilo Piana de Castro, professor de história do Colégio de Aplicação da UFRGS, a programação exibe oito filmes que retratam a ditadura militar. A proposta é “descomemorar” o golpe de 1964, que, apesar de completar 60 anos em abril, segue até hoje influenciando movimentos anti-democráticos.

A abertura oficial da mostra exibe “O Dia que Durou 21 Anos”, que reflete sobre a influência do governo dos Estados Unidos no golpe de 1964. Também em cartaz na programação, “Ibiúna, Primavera Brasileira” e “A Batalha de Maria Antônia” retratam dois acontecimentos significativos de outubro de 1968 protagonizados por estudantes. “Mario Wallace Simonsen, Entre a Memória e a História”, “Pastor Cláudio” e “Codinome Clemente” focam na história de personalidades que marcaram o regime militar de diferentes maneiras. Além dos seis documentários, a mostra exibe os dramas “Deslembro” e “Verdes Anos”, que tem seus enredos baseados na ditadura e em suas consequências.

A fim de relembrar a História para não repeti-la, a mostra apresenta cinco exibições acompanhadas de bate-papo com os diretores das obras. Junto com o público, os cineastas terão espaço para destacar a necessidade de esclarecimento e posicionamento perante o passado, para que se possa vislumbrar um futuro de plena liberdade cidadã democrática. As sessões têm entrada franca e são abertas à comunidade em geral. O cinema da UFRGS está localizado no campus central da Universidade, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333.

Confira a programação no site oficial da sala clicando aqui. 

Cine Dica: Clube de Cinema - Evento de Lançamento

O Clube de Cinema de Porto Alegre tem o prazer de convidar para o lançamento do ZineClube, nosso zine feito inteiramente por membros do CCPA. O evento de lançamento ocorre em abril, mês em que o Clube completa 76 anos. O evento é gratuito e aberto ao público. No local, haverá distribuição da primeira edição do zine. O bar conta com cardápio com comidas, inclusive opções veganas, e bebidas. Chama os amigos e amigas e vem com a gente!

DATA: 23 de abril, terça-feira

HORÁRIO: 19h30

LOCAL: Vesper Bar (R. Duque de Caxias, 1348)

ENTRADA GRATUITA

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