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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Cine Especial: Próxima Sessão do Clube de Cinema - 'O Estrangeiro'

 Neste sábado (04/07), às 10h15 da manhã, o Clube de Cinema de Porto Alegre se reune na Cinemateca Paulo Amorim para uma sessão de O Estrangeiro, de François Ozon.

Baseado na obra homônima de Albert Camus, o filme traz uma adaptação fiel e visualmente elegante de um dos textos fundamentais do século XX. Ambientado na Argélia colonial e com uma expressiva fotografia em preto e branco, o filme preserva a atmosfera de estranhamento e ambiguidade da obra original, acompanhando um protagonista cuja indiferença diante da vida acaba colocando em xeque as convenções morais da sociedade que o julga.

Aos amantes do cinema francês, é bom lembrar que amanhã (quinta-feira, 02/07), às 19h, damos continuidade ao ciclo "Nouvelle Vague e suas influências", promovido em parecia com a Sala Redenção da UFRGS, com o filme Nas Garras do Vício, de Claude Chabrol. Após a sessão, acompanharemos os comentários da crítica e pesquisadora de cinema Fatimarlei Lunardelli. Neste ano, o ciclo participa de ação de extensão da UFRGS, de forma que oferece certificação aos participantes, possibilitando o aproveitamento de horas complementares. Inscreva-se!


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: 04/07 (sábado), às 10h15 da manhã

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

O Estrangeiro (L'étranger)

França, 2025, 112min

Direção e roteiro: Fraçois Ozon (baseado em romance de Albert Camus)

Elenco: Benjamin Voisin, Rebecca Marder, Pierre Lottin

Sinopse: Na Argélia dos anos 1930, Meursault leva uma vida marcada pela apatia e pelo distanciamento emocional. Após matar um homem em circunstâncias aparentemente banais, ele enfrenta um julgamento que ultrapassa o próprio crime, transformando sua indiferença diante da morte, do amor e das convenções sociais no verdadeiro objeto de condenação.

Sobre o Filme: François Ozon é, atualmente, um dos diretores franceses mais curiosos de se analisar de perto, justamente por sua versatilidade. Ele transita com facilidade por boas comédias, como "O Crime é Meu" (2023), e por dramas densos cujos temas soam polêmicos, como no caso de "Está Tudo Bem" (2021). "Em O Estrangeiro" (2025), o realizador prova novamente que alguns clássicos literários ainda podem — e devem — ser reaproveitados nos dias de hoje, entregando uma adaptação que é uma prova mais do que genuína desse potencial.

Adaptação da obra-prima literária do franco-argelino Albert Camus, o filme conta a história de Meursault, um homem indiferente que vive na Argélia ocupada dos anos 1930 e demonstra uma completa apatia perante a vida. Quando sua mãe morre, nenhuma emoção parece comovê-lo. Já no dia seguinte ao funeral, ele começa a se relacionar com sua colega de trabalho, Marie. No entanto, a rotina monótona de Meursault é interrompida por um vizinho que o arrasta para uma série de negociações obscuras até que, num dia quente de verão, uma tragédia ocorre na praia. 

Confira a minha crítica já publicada clicando aqui e seja sócio do Clube de Cinema. 

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema - "Nas Garras do Vício" (02/07, quinta-feira) na Sala Redenção da UFRGS

Nesta quinta-feira (02/07), às 19h, o Clube de Cinema promove mais uma sessão do ciclo "Nouvelle Vague e suas influências", realizado em parceria com a Sala Redenção da UFRGS.

O filme da vez é Nas Garras do Vício (Le beau Serge), de Claude Chabrol. Considerado uma das obras inaugurais da Nouvelle Vague, o longa acompanha o reencontro de dois antigos amigos em um pequeno vilarejo francês e, a partir dessa relação, reflete sobre as frustrações da vida provinciana, o peso da culpa e as possibilidades de redenção. Com grande força dramática, o filme explora a melancolia de seus personagens e da própria cidade, aproveitando ao máximo os cenários reais.

Após a sessão, contaremos com os comentários da crítica e pesquisadora de cinema Fatimarlei Lunardelli. Lembramos ainda que o ciclo integra uma ação de extensão da UFRGS e oferece certificado de participação, possibilitando o aproveitamento de horas complementares para estudantes. Inscreva-se!


Confira os detalhes da sessão:


SESSÃO DE QUINTA-FEIRA NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: 02/07 (quinta-feira), às 19h

📍 Local: Sala Redenção – UFRGS

R. Eng. Luiz Englert, 333 – Bairro Farroupilha, Porto Alegre

🎤 Sessão comentada por Fatimarlei Lunardelli

🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade


Nas Garras do Vício (Le beau Serge)

França, 1958, 98 min

Direção e roteiro: Claude Chabrol

Elenco: Gérard Blain, Jean-Claude Brialy, Michèle Méritz e Bernadette Lafont

Sinopse: Após retornar à sua cidade natal para se recuperar de uma doença, François reencontra Serge, um antigo amigo consumido pelo alcoolismo e pelo desencanto. À medida que revive lembranças e observa as tensões daquele pequeno vilarejo, ele tenta ajudá-lo a romper o ciclo de autodestruição que passou a definir sua vida.


Esperamos você!

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema de Porto Alegre: "Aqui Não Entra Luz" (20/06) no Cine Bancários


Neste sábado, dia 20 de junho, nosso encontro será às 10h15 da manhã no Cine Bancários, onde assistiremos ao documentário Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia. Partindo de histórias pessoais e de uma investigação sobre a arquitetura das casas brasileiras, Aqui Não Entra Luz propõe uma reflexão sobre o trabalho doméstico, as marcas da escravidão e as desigualdades que continuam presentes no cotidiano brasileiro. Ao reunir relatos de mulheres que foram, ou ainda são, empregadas domésticas, o filme articula experiências individuais e processos históricos mais amplos, revelando como espaços, relações de trabalho e hierarquias sociais permanecem conectados.

Entre as personagens está Miriam Mendes, mãe da diretora, cujas vivências inspiraram o documentário. A partir de lembranças da infância, quando acompanhava a mãe em seus locais de trabalho, Karol Maia constrói um filme sensível sobre memória, reconhecimento e justiça social.


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 20/06, às 10h15 da manhã

📍 Local: Cine Bancários

Rua General Câmara, 424 – Centro Histórico – Porto Alegre

Aqui Não Entra Luz

Brasil, 2025, 79 min

Direção e roteiro: Karol Maia

Sinopse: A partir das trajetórias de cinco mulheres que trabalharam, ou trabalham, como empregadas domésticas em diferentes regiões do Brasil, o documentário investiga as permanências da herança escravista nas relações de trabalho e na organização dos espaços domésticos. Unindo lembranças pessoais, pesquisa histórica e reflexões sobre direitos e reconhecimento profissional, o filme constrói um retrato das experiências de quem dedicou a vida ao cuidado das casas e das famílias de outras pessoas.



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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema de Porto Alegre: "Cleo" (13/06) no Instituto Goethe

Neste sábado, dia 13 de junho, nosso encontro será às 10h15 da manhã, no auditório do Instituto Goethe, onde assistiremos ao filme Cleo, primeiro longa-metragem do cineasta alemão Erik Schmitt.

Misturando aventura, romance e fantasia, o filme transforma Berlim em um espaço repleto de histórias, lendas urbanas e passagens secretas. Ao acompanhar a jornada de uma jovem em busca de um relógio capaz de voltar no tempo, Schmitt constrói animações, truques visuais e referências à história berlinense. Cleo propõe um passeio por diferentes camadas do passado e do presente, explorando a relação entre perdas, desejos e a possibilidade, real ou imaginária, de reescrever a própria vida.

Além da sessão de sábado, reforçamos que amanhã (quinta, 11/06), às 19h, damos continuidade ao ciclo "Nouvelle Vague e suas influências", promovido em parceria com a Sala Redenção. O filme da vez é A Chinesa, de Jean-Luc Godard. Após a sessão, haverá um bate-papo com os pesquisadores Alexandre Guilhão e Juliana Costa. Neste ano, o ciclo participa de ação de extensão da UFRGS, de forma que oferece certificação aos participantes, possibilitando o aproveitamento de horas complementares. Inscreva-se!

🗳️ ÚLTIMO DIA PARA VOTAR! A votação para definir os projetos que serão contemplados pela emenda parlamentar que pode beneficiar a preservação da memória do Clube de Cinema se encerra HOJE! Ainda dá tempo de participar, compartilhar com amigos e familiares. A votação leva cerca de 1 minuto: acesse o site, cadastre seus dados, escolha um projeto da saúde e, em "Demais Áreas", selecione Clube de Cinema de Porto Alegre (código 0058). Contamos com a sua ajuda!


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 13/06, às 10h15 da manhã

📍 Local: Instituto Goethe

Rua 24 de Outubro, 112 – Moinhos de Vento, Porto Alegre

🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade


Cleo

Alemanha, 2019, 99min

Direção: Erik Schmitt

Roteiro: Erik Schmitt e Stefanie Ren

Elenco: Marleen Lohse, Jeremy Mockridge, Heiko Pinkowski, Max Mauff

Sinopse: Fascinada pelas histórias e mistérios de Berlim, Cleo sonha encontrar um lendário relógio capaz de voltar no tempo. Quando conhece Paul, um jovem caçador de tesouros que possui pistas sobre o paradeiro do artefato, ela embarca em uma aventura que atravessa diferentes lugares, épocas e memórias da cidade.

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Cine Dica: Sessão dupla no Clube de Cinema: "Como Era Verde o Meu Vale" (30/05) e "Três Mulheres "(31/05)

Neste final de semana, teremos sessão dupla no Clube de Cinema!

No sábado, dia 30, nosso encontro será às 10h15 da manhã na Cinemateca Capitólio, onde exibiremos Como Era Verde o Meu Vale, de John Ford. Partindo das lembranças de infância de seu protagonista, Huw Morgan, o filme retrata a transformação social e a desagregação familiar em um País de Gales atravessado pela industrialização.

No domingo, dia 31, nos reunimos na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para assistir Três Mulheres, de Robert Altman: um filme hipnótico e difícil de decifrar, em que identidades se confundem, personalidades parecem migrar entre personagens e a lógica narrativa cede espaço a uma atmosfera onírica. Situado numa Califórnia desértica e artificial, Três Mulheres transforma gestos cotidianos, silêncios e relações banais em matéria de estranhamento psicológico e reflexão sobre feminilidade, desejo e construção da identidade.

🗳️ Lembramos que o Clube de Cinema está concorrendo a um recurso disponibilizado por meio de emenda parlamentar para viabilizar um projeto de preservação de sua memória, e você pode nos ajudar! Basta acessar o formulário neste link, preencher seus dados e avançar para a próxima etapa. Primeiro, é necessário votar em um projeto da área da saúde. Depois, na aba “Demais Áreas”, você poderá selecionar o Clube de Cinema de Porto Alegre (código 0058). Após escolher um projeto da saúde e um projeto em “Demais Áreas”, confirme seu voto. Os projetos mais votados serão contemplados. Ajude a preservar a história e a memória do Clube de Cinema!

⚠️ Recebemos um aviso do Instituto Goethe de que após a sessão de Circusboy, ocorrida no último sábado (23/05), foram encontrados resíduos de alimentos no auditório. Reforçamos aos nossos associados a orientação de não consumir alimentos e bebidas durante as sessões nas salas parceiras.


Confira os detalhes da programação:


SÁBADO (30/05, 10h15)

Como Era Verde o Meu Vale (How Green Was My Valley)

EUA, 1941, 118min

Direção: John Ford

Roteiro: Phillip Dunne e Richard Llewellyn

Elenco: Walter Pidgeon, Mareen O’Hara, Anna Lee, Donald Crisp, Roddy McDowall, Sara Allgood, Barry Fitzgerald e Patric Knowles

📍 Local: Cinemateca Capitólio – Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sinopse: Em uma comunidade mineradora do País de Gales, o jovem Huw Morgan relembra sua infância marcada pelos vínculos familiares, pelos rituais coletivos e pelas mudanças provocadas pela industrialização. Narrado a partir da memória, o filme acompanha o amadurecimento do protagonista diante das transformações sociais e afetivas que alteram para sempre o vale onde cresceu.


DOMINGO (31/05, 10h15)

Três Mulheres (3 Women)

EUA, 1977, 124min

Direção: Robert Altman

Roteiristas: Robert Altman, Patricia Resnick

Elenco: Shelley Duval, Sissy Spacek, Janice Rule

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim, Sala Eduardo Hirtz

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sinopse: Em uma cidade desértica da Califórnia, duas mulheres solitárias desenvolvem uma relação ambígua e cada vez mais instável após passarem a viver juntas. Entre deslocamentos de personalidade, desejos reprimidos e imagens recorrentes, o cotidiano gradualmente assume contornos de sonho e pesadelo.



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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Especial: Clube de Cinema - 'Circusboy'

 ​Nota: Filme exibido para os associados no dia 23/05/26.

Sinopse: O filme acompanha Santino, um garoto de circo que viaja pelo país com sua família e seus animais. Para ele, o lar está aqui hoje e lá amanhã.

​Por ter nascido no início dos anos oitenta, cheguei a conhecer os circos dos velhos tempos, época em que o picadeiro nos brindava com verdadeiros espetáculos. Posteriormente, conheci o clássico "O Maior Espetáculo da Terra" (1952), no qual as andanças de um grupo circense através dos EUA eram retratadas como uma grande aventura. Hoje, o circo já não é mais o mesmo de seus tempos dourados.

​Com o advento de novas tecnologias e o fácil acesso a outros meios de entretenimento, o circo atual sobrevive apenas através da paixão daqueles que não sabem viver de outra forma a não ser manter o espetáculo vivo, mesmo com poucos recursos. O filme brasileiro "O Grande Circo Místico" (2018) sintetiza bem essa realidade ao retratar uma família que, de geração em geração, insiste em manter a lona erguida mesmo quando se encontra à beira da falência. É aí que chegamos ao ponto central de "Circusboy" (2025), um documentário alemão sobre a cruzada de uma família circense através das décadas, testemunhada pelo olhar de uma criança sonhadora.

​Dirigido por Julia Lemke e Anna Koch, o documentário foca em Santino, um menino que cresce em um circo itinerante, onde o lar é a sua família, e não um lugar geográfico. Seu bisavô Ehe, um lendário diretor de circo alemão, compartilha histórias de sua carreira, incutindo em Santino o amor pela vida nômade. Em seu aniversário de 11 anos, Ehe o desafia a descobrir seu próprio talento e a contribuir ativamente para a comunidade.

​Assistir ao documentário não apenas me fez relembrar a minha infância, como também trouxe à memória os filmes citados acima. No longa, não vemos as cineastas interagindo com as figuras centrais da obra; elas optam por registrar o dia a dia de forma observacional, conduzidas pela perspectiva do pequeno Santino. Os minutos iniciais são uma representação genuína dessa escolha estética, já que a câmera o acompanha de perto, tornando-se uma extensão do nosso próprio olhar sobre o que virá a seguir.

​Santino procura sempre ser prestativo nas tarefas diárias para erguer a lona e começar o espetáculo. Ao mesmo tempo, o documentário revela o peso desse nomadismo precoce, já que a rotina itinerante faz com que o jovem mude de escola inúmeras vezes. Curiosamente, nada abala o garoto, que se encontra totalmente encantado pelo universo criado por sua família.

​Esse encanto é fortalecido pelo bisavô, que comanda o circo desde a juventude e mantém a tradição viva através das décadas. É nessa relação, por exemplo, que o documentário revela seu real charme: o uso de desenhos tradicionais como uma espécie de reconstituição do passado da família. Essa jornada entre altos e baixos nos encanta pela criatividade, sendo impossível não se emocionar com a trajetória de um determinado elefante que se tornou figura fundamental para aquela comunidade circense.

​Acima de tudo, "Circusboy" não é apenas um documentário sobre a resistência da arte circense em pleno século XXI, mas também sobre a jornada de um jovem em busca de seu lugar no picadeiro. Um longa que reforça a importância de mantermos nossos sonhos intactos, mesmo quando as adversidades surgem com o tempo. O show precisa continuar, mesmo quando o mundo diz o contrário.

​"Circusboy" é uma sensível declaração de amor para aqueles que guardam boas lembranças da era de ouro do circo e para os que, ainda hoje, lutam para manter esse espetáculo vivo.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Clube de Cinema de Porto Alegre: "Circusboy" (23/05) no Instituto Goethe

Neste sábado, dia 23 de maio, nosso encontro será no auditório do Instituto Goethe, às 10h15 da manhã, onde assistiremos ao filme Circusboy, dirigido por Julia Lemke e Anna Koch.

Misturando elementos de documentário, animação e road movie, o filme acompanha o cotidiano de uma das últimas famílias circenses itinerantes da Europa a partir do olhar de Santino, um menino de 11 anos que tenta descobrir qual será o seu lugar dentro do circo. Ao longo de um ano de viagens, apresentações e mudanças de cidade, o documentário observa não apenas a rotina de trabalho e convivência dessa comunidade, mas também as ambiguidades de uma forma de vida marcada simultaneamente pela liberdade, pela instabilidade e pela permanência de tradições familiares.

Também gostaríamos de te lembrar que o Clube de Cinema está em busca de recursos para realizar seu projeto de preservação da memória de seus 80 anos. Estamos participando de uma seleção pública por meio de uma emenda parlamentar na qual os projetos mais votados serão contemplados. Participar é muito simples: basta acessar o formulário neste link, preencher seus dados e avançar para a próxima etapa. Primeiro, é necessário votar em um projeto da área da saúde. Depois, na aba “Demais Áreas”, você poderá selecionar o Clube de Cinema de Porto Alegre (código 0058). Após escolher um projeto da saúde e um projeto em “Demais Áreas”, confirme seu voto!


Confira dos detalhes da sessão:


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 23/05, às 10h15 da manhã

📍 Local: Instituto Goethe

Rua 24 de Outubro, 112 - Moinhos de Vento, Porto Alegre

Circusboy (Zirkuskind)

Alemanha, 2025, 86min

Direção e roteiro: Julia Lemke e Anna Koch

Sinopse: Acompanhando a rotina de um circo itinerante familiar, o filme segue Santino, um garoto de 11 anos que cresce entre viagens, apresentações e encontros passageiros enquanto tenta descobrir qual será o seu papel dentro da tradição circense herdada de sua família.

Esperamos contar com a tua presença!

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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - '800 Milímetros: Histórias que resistiram à chuva'

Sinopse: Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior catástrofe climática de sua história.

Quando as enchentes de maio de 2024 começaram no Rio Grande do Sul, eu estava trabalhando em Sapucaia do Sul e testemunhando a chegada das águas na capital através da tela do meu celular. Aos poucos, fui vendo pelos noticiários as cidades sendo destruídas pela força das águas e as pessoas ficando desabrigadas, transformando tudo em um cenário apocalíptico. Porém, nem todos os registros estavam ao nosso alcance, pois, daquela data em diante, cada indivíduo tinha uma história única a ser contada.

Por mais profissionais que sejam, os veículos da mídia tradicional jamais terão a capacidade de adentrar as entranhas daqueles que sofreram com a tragédia, ou de escolher uma única pessoa que se torne a representação perfeita de um povo afetado em maior ou menor grau. Fora da grande mídia, no entanto, cada um registrou os eventos à sua maneira, revelando-nos algo que não foi visto pela maioria. "800 Milímetros: Histórias que resistiram à chuva" (2024) é um registro compacto sobre os fatos, mas que possui um peso enorme ao revelar o lado humano perante o inexplicável.

Dirigido por Thiago Lazeri, o documentário registra os eventos de maio de 2024, período em que o Rio Grande do Sul enfrentou a maior catástrofe climática de sua história. Em apenas dez dias, cidades inteiras foram devastadas pela chuva, pela lama e pelas enchentes. A partir dos testemunhos de pessoas que atravessaram essa experiência, o longa acompanha histórias de perda, sobrevivência e reconstrução, refletindo sobre a memória, o trauma coletivo e os impactos sociais e ambientais da tragédia.

Lembro-me de que, quando os trens foram liberados até a estação Mathias Velho, decidi ir até lá para ver a situação daquele bairro de Canoas após as águas baixarem. Ao chegar, uma sensação mórbida me atingiu em cheio: testemunhar o horror da destruição ao vivo trouxe um impacto que não havia sido transmitido a mim através da mídia tradicional. Ao meu ver, as reportagens de TV capturaram apenas o que era factual e essencial, mas não o horror real da situação.

O documentário de Thiago Lazeri nos leva ao cenário das consequências daquele mês de maio, onde o realizador registra não somente o lado solidário daqueles que decidiram ajudar o próximo, mas também a reconstrução daquilo que foi perdido. O que vemos na tela não é uma reconstituição fria dos fatos, mas sim a revelação crua de uma destruição vinda da própria natureza, fazendo-nos constatar o quanto somos frágeis perante a sua fúria. Os depoimentos das personagens são profundamente sinceros, e elas não têm medo de expor suas dores emocionais ao se depararem com a incerteza de por onde recomeçar do zero.

Através de sua lente, Thiago registra os estragos e recolhe relatos que nos fazem imaginar como eram as residências antes do ocorrido, permitindo-nos comparar mentalmente ambos os cenários. Dois anos depois, ainda existem pessoas que seguem na reconstrução de suas vidas, seja limpando o que foi destruído ou recomeçando a caminhar em outra cidade que não foi atingida como um todo. Porém, por mais que tenham forças para reconstruir, fica o aviso: nem tudo terá retorno.

Talvez o momento mais emocionante do documentário seja justamente o de Lucilene e Dona Lenite, moradoras de Muçum, município gaúcho localizado no Vale do Taquari. Lá, elas não apenas testemunharam seus lares sendo devastados, como também o cemitério onde estavam sepultados os seus entes queridos. O ápice desse momento é a dolorosa constatação de que a enchente não atingiu somente os vivos, mas levou consigo até mesmo os mortos em seu descanso.

"800 Milímetros: Histórias que resistiram à chuva" é o registro mais humano e cru sobre a tragédia de maio de 2024 — alcançando um efeito de empatia e realidade que a mídia tradicional simplesmente não conseguiu transmitir.

Mais informações sobre o documentário vocês conferem no site oficial clicando aqui. 

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema: "800 Milímetros: Histórias que resistiram à chuva" (16/05) no Cine Bancários

Neste sábado, dia 16 de maio, nosso encontro será no Cine Bancários, às 10h15 da manhã, onde assistiremos ao documentário 800 Milímetros: Histórias que resistiram à chuva, de Thiago Lazeri. A sessão contará com a presença do diretor, que conversará conosco após o filme.

Partindo da catástrofe climática que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o filme acompanha personagens que viveram diretamente os impactos das enchentes e da destruição provocada pelo maior desastre ambiental da história do estado. A partir de relatos e imagens marcadas pelos vestígios da tragédia, o documentário procura registrar não apenas a dimensão material das perdas, mas também as transformações subjetivas, os traumas e os esforços de reconstrução que permaneceram após a água baixar.


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 16/05, às 10h15 da manhã

📍 Local: Cine Bancários

Rua General Câmara, 424 – Centro Histórico – Porto Alegre

🎤 Sessão comentada com o diretor Thiago Lazeri


800 Milímetros: Histórias que resistiram à chuva

Brasil, 2024, 65min

Direção: Thiago Lazeri

Roteiro: Thiago Lazeri e Vitor Chagas

Sinopse: Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior catástrofe climática de sua história. Em apenas dez dias, cidades inteiras foram devastadas pela chuva, pela lama e pelas enchentes. A partir dos testemunhos de pessoas que atravessaram essa experiência, o documentário acompanha histórias de perda, sobrevivência e reconstrução, refletindo sobre memória, trauma coletivo e os impactos sociais e ambientais da tragédia. 

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Disque M Para Matar'  

Nota: Filme exibido para os associados no último dia 02/05/26.  

Alfred Hitchcock nunca escondeu a sua predileção em fazer filmes dentro do estúdio ao invés de cenas externas. É curiosa, por exemplo, a cena que o casal central  de "Os Pássaros" (1963) sobem em um morro real para logo ver os dois em um cenário que logicamente foi feito em estúdio. São esses pequenos detalhes que sempre me chamaram atenção, porém, o  realizador nunca se limitou em rodar somente em estúdio, mas sim usar essa limitação para expandir a sua criatividade como um todo.

Em "Festim Diabólico" (1948) o realizador cria toda uma trama de assassinato dentro de um apartamento, onde o cineasta  filma boa parte das cenas em plano-sequência e nos dando a sensação que tudo foi feito em um palco de teatro. Há quem diga que essa transição entre teatro e cinema muitas vezes não dá certo, pois são duas artes de se contar uma história, mas cuja as ferramentas quase nunca são as mesmas. "Disque M Para Matar" (1953) é uma pequena aula de como se faz um filme que nos transmite uma peça de teatro, mas tendo consigo as peças que moldam a sétima arte como um todo.

Baseado na peça de  escrita pelo dramaturgo inglês Frederick Knott, o filme se passa em Londres, onde um ex-tenista decide matar sua mulher, para poder herdar seu dinheiro e também como vingança por ela ter um amante norte americano e que se encontra na cidade. Ele acaba chantageando um colega de faculdade para matá-la, dando a entender que o crime teria sido cometido por um ladrão. Mas quando algo sai muito errado, ele vê uma maneira de dar um rumo aos acontecimentos em proveito próprio.

Basicamente Hitchcock filma quase boa parte de toda trama dentro do apartamento onde ocorre o crime, sendo que raras vezes surge uma cena externa e quando elas acontecem é notório que elas foram rodadas em estúdio. Pelo fato de ocorrer em um único cenário a trama nos provoca certa claustrofobia, principalmente quando a tensão surge no ar, seja no momento em que o marido começa arquitetar o seu plano, como também o crime em si que se torna o ápice do filme como um todo. Além disso, o realizador não deixa de fazer os seus jogos de câmera mesmo em um espaço limitado, como no caso das curtas cenas de plano sequência que impressionam até nos dias de hoje.

Mas uma das minhas partes preferidas é quando o marido contrata o assassino, interpretado por Patrick Allen, e começa lhe explicar como tem que ser feito o crime perfeito. Repare que, neste momento, Hitchcock filma de cima, como se nos dissesse para prestarmos atenção em cada peça do local que servirá de cenário para o possível assassinato. Uma vez que isso acontece, criamos então a cena do crime mentalmente, mas para somente não se encaixar com os desdobramentos do ato quando acontece. A cena, por sua vez, se torna o momento mais sufocante do longa, principalmente pela maneira que um dos personagens morre e cuja uma tesoura se torna peça primordial do ato.

Vale destacar que esse foi o primeiro filme Grace Kelly trabalhou com Alfred Hitchcock, sendo que posteriormente ela viria a trabalhar com ele  em "Janela Indiscreta" (1954) e "O Ladrão de Casaca" (1955). É curioso, por exemplo, a maneira como o diretor apresenta a sua personagem nas primeiras cenas, sendo inicialmente com roupas comportadas nas cenas com o marido, para logo a seguir vê-la com um vestido vermelho com o amante. Seria uma forma de, inicialmente, discordarmos dela por estar traindo o marido, mas para logo em seguida sentirmos pena dela por estar sendo vítima de um crime hediondo.

Já Ray Milland esbanja elegância, ao interpretar o marido de uma forma refinada, controlada e extremamente fria com relação às suas reais intenções dentro da trama. Ardiloso como ninguém, o seu personagem simplesmente deixa o assassino contratado em um beco sem saída e cuja cena se torna outro ponto alto do longa. Ray Milland se tornou conhecido por ter levado um Oscar pelo seu desempenho em "Farrapo Humano" (1948), mas na minha opinião ele obteve aqui a melhor atuação de sua carreira. 

E se por um lado Robert Cummings se torna um ponto fora da curva ao interpretar o amante, do outro, Patrick Allen esbanja simpatia ao interpretar o detetive Pearson. Com jeito refinado e frio em suas observações, é mais do que notório que o personagem foi inspirado no protagonista  Hercule Poirot dos livros de Agatha Christie e que com certeza o intérprete se encaixaria perfeitamente caso tivessem feito alguma adaptação dos livros na época. O personagem em si se torna o verdadeiro protagonista no final do longa e fazendo com que a sua investigação se torne dinâmica até o último minuto da história. 

Curiosamente, "Disque M Para Matar" também foi uma forma de Alfred Hitchcock experimentar o uso do 3D da época, ao fazer com que alguns objetos de cena nos desse a sensação de estarem saltando da tela. Mas assim como no cinema recente, essa forma de assistir cinema não perdurou muito, sendo que não importa quantas coisas são jogadas contra o público quando está assistindo ao longa, sendo que o mais importante é aproveitar uma boa história. Nisso  Alfred Hitchcock tinha grande talento, mesmo quando surgia uma nova tecnologia que pudesse mudar o seu foco.

Em "Disque M Para Matar" nos revela um Alfred Hitchcock ilimitado, mesmo quando a trama gira em torno de um único cenário.   

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Cine Dica: Clube de Cinema: "As Coisas Simples da Vida" (09/05) na Cinemateca Paulo Amorim

No sábado, dia 9 de maio, nos reunimos às 10h na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para assistir As Coisas Simples da Vida, de Edward Yang. Último longa de Yang, um dos pioneiros da nova onda do cinema taiwanês da década de 1980, As Coisas Simples da Vida acompanha o cotidiano de uma família de classe média em Taipei, organizando a narrativa a partir de movimentos discretos, na qual situações aparentemente corriqueiras se acumulam e passam a reverberar entre si. 

O filme acompanha diferentes personagens — o pai, a filha, o filho — em momentos de hesitação, reencontro e descoberta, compondo um conjunto em que silêncios, deslocamentos e pequenos gestos têm peso decisivo. Para além da sessão de sábado, reforçamos que amanhã, quinta-feira, dia 7 de maio, às 19h, exibiremos A Grande Testemunha, de Robert Bresson, na Sala Redenção da UFRGS. A sessão é aberta ao público e faz parte do ciclo temático "Nouvelle Vague e suas influências". Após a exibição do filme, haverá um bate-papo com o crítico de cinema Danilo Fantinel e Kelly Demo Christ, diretora de comunicação do Clube de Cinema.


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 09/05, às 10h da manhã

📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

As Coisas Simples da Vida (Yi yi)

Taiwan/Japão, 2000, 173min

Direção e roteiro: Edward Yang

Elenco: Wu Nien-jen, Elaine Jin, Kelly Lee, Jonathan Chang

Sinopse: A partir do cotidiano de uma família em Taipei, o filme acompanha diferentes personagens — entre eles uma criança curiosa, uma adolescente em descoberta e um pai em crise — enquanto enfrentam questões afetivas, profissionais e existenciais. Entre encontros, perdas e reflexões, suas experiências revelam as complexidades da vida moderna e as múltiplas formas de perceber e compreender o mundo.



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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema de Porto Alegre: "Disque M para Matar" (02/05) na Cinemateca Capitólio

Neste sábado, dia 2 de maio, às 10h15 da manhã, nos reunimos na Cinemateca Capitólio para assistir o clássico Disque M Para Matar, de Alfred Hitchcock.

Baseado em uma peça teatral de mesmo nome, o filme condensa sua ação em poucos espaços e personagens, seguindo a fórmula consolida pelo mestre do suspense: ao colocar o espectador a par do crime desde o início, Hitchcock desloca o nosso interesse para a execução minuciosa do plano e, sobretudo, para suas inevitáveis falhas, construindo um jogo de ironia e reviravoltas que nos mantém envolvidos na narrativa até o seu desfecho.


Confira os detalhes da sessão:


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 02/05, às 10h15 da manhã

📍 Local: Cinemateca Capitólio

Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre

Disque M para Matar (Dial M for Murder)

EUA, 1954, 105min

Direção: Alfred Hitchcock

Roteiro: Frederick Knott

Elenco: Ray Milland, Grace Kelly, Robert Cummings, Anthony Dawson

Sinopse: Ao descobrir a traição da esposa, um ex-tenista elabora um plano meticuloso para assassiná-la e garantir sua herança. Quando o crime não ocorre como previsto, ele precisa improvisar uma nova estratégia, manipulando evidências e circunstâncias para incriminá-la.

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