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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Cine Especial: Cinema Queer – Identidade e Diversidade: Parte 1



Nos dias 10 e 11 de Novembro eu estarei na Cinemateca Capitólio de Porto Alegre, onde participarei do curso Cinema Queer – Identidade e Diversidade, criado pelo Cine Um e ministrado pela professora de cinema Rosângela Fachel de Medeiros. Enquanto os dias da atividade não chegam eu por aqui irei destacar os principais filmes desse cinema ousado, diversificado e colorido.  
 


Glen ou Glenda? (1953)



Sinopse: Para investigar o suicídio de um travesti, um detetive da polícia busca informações com um psiquiatra entendido no assunto, que lhe conta duas histórias. Na primeira, Glen é casado com Barbara, mas deve descobrir uma maneira de contá-la sobre as suas necessidades de utilizar seus vestidos; na segunda, Alan decide se transformar em mulher fisicamente, através de uma cirurgia.

Após o sucesso do filme Ed Wood (94), muitos dos filmes do próprio  foram redescobertos para uma nova geração cinéfila, dentre eles, esse que foi o primeiro filme que ele dirigiu em 1853, sendo que já na época, condecorado a pior coisa já filmada. Mas visto atualmente, percebesse que Wood tinha grande imaginação, ao misturar tomadas de Bela Lugosi como um conquistador do mundo, em sequências extraídas de documentários e filmes destruídos que ele achou em um estúdio abandonado. É curiosa a conversa do médico, muito didatismo, sobre o assunto e a parte ficcional, na qual Wood que, realmente gostava de se vestir de mulher, interpreta Glen e Glenda. As partes nem sempre se casam (fato muito visto nos filmes de Wood) e o absurdo que provocam justifica o charme que o filme acabou adquirindo ao longo do tempo. 


Infâmia (1961)



Sinopse: Duas professoras de uma escola particular têm suas vidas viradas do avesso quando uma das crianças denuncia um sentimento um pouco maior que amizade entre as duas. A avó da garota, poderosa na cidade, trata de espalhar a história e fazer com que todos se voltem contra as pecadoras.

Para assistir a esse filme é preciso se colocar como se estivesse no início dos anos sessenta, pois naquele tempo, o homossexualismo ainda era um grande tabu na sociedade e no cinema. Portanto, o podemos considerar como um dos filmes mais ousados e corajosos daquele tempo, mesmo não possuindo nenhuma cena explicita e sim sugerida. Dirigido pelo diretor William Wyler (Bem Hur) o filme mostra o que acontece com a vida das pessoas a partir de um simples boato maldoso através (justamente) de uma criança, interpretada com maestria por Karen Balkin. 
Apesar de pouca idade, Balkin carrega todos os trejeitos de uma cobra perante sua presa para assim fazer com ela o que bem entender e a interpretação da menina é tão enigmática e poderosa e que com certeza esta na lista de melhores vilãs do cinema. Quanto a dupla central feminina, Audrey Hepburn cumpre bem o seu desempenho, mas é Shirley MacLaine que dá um verdadeiro show de interpretação principalmente no ato final da trama onde ela faz um desabafo e uma revelação na qual todos imaginavam desde o principio da trama, mesmo contrariando o olhar mais conservador da época, que simplesmente não aceitava tal verdade e só por isso. O filme merece ser redescoberto pelo público atual.


 

Pink Flamingos (1972)



Sinopse: A trama narra a trajetória de Divine, uma drag queen que quer recuperar o título de pessoa mais podreira da região em que vive.

Um casal de doidos que sequestra mulheres, faz um empregado engravidá-las e vende seus filhos…para alimentar um mercado de vendas de drogas na porta de escolas. E os personagens (muito) esquisitos não param por aí. Tem Mama Edie, a mãe de Divine, uma velha que fica num berço e tem um apetite imenso para ovos; Crackers, filho de Divine, que tem um estranho apetite sexual por galinhas; e Cotton, que gosta de ver Crackers se satisfazendo com as galinhas e com toda a mulher que tem o azar de cruzar com o caminho dele. 
Até hoje muitos consideram um dos filmes de pior espécie da história, mas que conseguiu ganhar os ares de cult e elementos é o que não faltam, já que o filme é um verdadeiro tapa na cara contra as pessoas que ainda vendiam o politicamente correto dentro dos EUA naquela época. Existe a lenda que o seu cineasta John Waters filmou a trama em apenas dois dias e ao preço de apenas R$ 10 mil dólares. E se a pessoa que assisti consegue assistir a esse filme até o seu final, aguarde para o banquete de fezes canino do qual ninguém consegue escapar de uma sensação de ânsia de vomito.


 Querele (1982)


Sinopse: O marinheiro francês Querelle (Brad Davis) desembarca em Brest. Marginal e movido pelo desejo, torna-se frequentador assíduo do bordel da cafetina Lysiane (Jeanne Moreau), amante de seu irmão Robert (Hanno Pöschl). Lysiane é casada com Nono (Günther Kaufmann), que costuma jogar dados com os clientes. Quem ganha pode ficar com ela, quem perde deve transar com ele.

Drama surreal franco-alemão realizado em 1982 por Rainer Werner Fassbinder, Querelle - Ein Pakt mit dem Teufel foi estrelado por Brad Davis, Franco Nero, Jeanne Moreau, Hanno Poschl, Laurent Malet e Gunther Kaufmann, entre outros. O argumento foi escrito por Fassbinder e Burkhardt Driest, adaptando o livro Querelle de Brest, de Jean Genet.Polémico como todos os trabalhos de Jean Genet - misógino ladrão, para além de artista - o filme joga grande parte dos seus méritos no ambiente claustrofóbico e estilizado que Fassbinder (também ele um autor maldito) fez sobrepor às interpretações, propositadamente pouco trabalhadas. Nota-se um efeito de espelho entre a ficção e a realidade do(s) seu(s) autor(es), colocando-se Fassbinder numa posição quase laboratorial, dando ao filme um cunho de artifício que é comentado e sublinhado do exterior. É, pois, mais uma experiência sensorial do que uma narrativa convencional. Acabou por ser o último filme do seu autor, que morreu de "overdose" quando estava na fase de montagem, pondo um fim precoce a uma breve, mas intensa carreira.
 

Saiba mais sobre o curso clicando aqui.


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Cine Dica: Longa Meio Irmão de Eliane Coster estréia na 42. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no Espaço Itau Augusta Cinema


Longa "Meio Irmão" de Eliane Coster estréia na 42. Mostra Internacional de Cinema São Paulo no Espaço Itau Augusta. Com Natalia Molina como protagonista e grande elenco, filme traz a atriz internacional Cris Lopes como Delegada. O longa metragem "Meio Irmão" de Eliane Coster estréia em São Paulo em 03 salas de cinema durante a 42. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com a primeira exixibição (premiere) no Espaço Itaú de Cinema - Augusta Sala 01: dia 18/10 às 21:20h com presença e bate-papo com o elenco e a diretora Eliane Coster. O filme participa da Mostra Competitiva de Novos Diretores onde os finalistas são eleitos por votação do público.
Meió-Irmão já foi exibido no Festival de Cinema de Toulouse na França e conta com jovens protagonistas com destaque para a talentosa Natalia Molina ao lado de grande elenco brasileiro, incluindo a atriz internacional Cris Lopes que interpreta uma Delegada no longa.
Cris Lopes comenta: "Agradeço o convite do Diretor de Casting Sergio Audi e a oportunidade de estar nesse filme com essa super Diretora Eliane Coster e sua equipe talentosa e com meus colegas de elenco. THANK YOU!" (atriz Cris Lopes).
Cris Lopes que atua no cinema nacional e internacional em vários idiomas e está na Argentina estreando simultaneamente no Cine Gaumont Buenos Aires com o filme Miguel que protagoniza sobre violencia de genero com debate com os argentinos do tema "Tomando Consciencia" no Festival de Cine Inusual.  Na Mostra de SP, além do longa Meio Irmão, a atriz também estréia com participação especial no elenco do longa Bia 2.0.
Sinopse Filme Meio Irmão: A mãe de Sandra (16) está desaparecida há dias. Desorientada e sem dinheiro, ela procura seu meio irmão Jorge (20), com quem tem pouco contato. Jorge,porém, enfrenta uma situação difícil: ele grava no celular uma agressão homofóbica a um casal de amigos acreditando não ter sido visto. Pouco depois, começa a receber ameaças anônimas para não divulgar as imagens. Nesta jornada, Sandra e Jorge enfrentam seus terrores mas constituem um precioso afeto.

A Diretora Eliane Coster fala sobre o estilo do filme: “Para expressar o clima de insegurança e um estado de suspensão dos personagens, o filme optou por trabalhar uma fotografia que intercala momentos de estabilidade expressos por meio de planos fixos que produzem densidade e peso, com momentos de grande dinamismo e turbulência, narrados em planos de movimentos ágeis. A articulação dessas duas dimensões representam a necessidade de se mover diante de um impossível. Nesta mesma orientação, a direção de arte criou ambientes realistas para expressar a ideia de que os afetos são constituídos na relação entre as pessoas e também delas com os ambientes que as acolhem, mesmo na precariedade. O som seguiu o mesmo realismo e foi combinado com algumas poucas mas significativas entradas da trilha musical. A montagem explorou a articulação entre os longos planos fixos e o dinamismo por vezes frenético dos personagens na construção de ritmos e pausas que colabora para criar as questões abordadas pelo filme.” (Eliane Coster, diretora)



TRAILER na Fan Page do Filme Meio Irmão: https://www.facebook.com/filmemeioirmao/

Programação 42a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo: http://42.mostra.org/br/filme/9668-MEIO-IRMAO


Curtir Fan Page da atriz internacional Cris Lopes (trailers, tv, entrevistas nacionais e internacionais): www.facebook.com/crislopesoficial

 Ingressos a venda: https://bit.ly/2PAY0gi


FIlme: MEIO IRMÃO (HALF BROTHER), de Eliane Coster (98'). BRASIL. Falado em português. Indicado para: 16 anos. 18/10/18 - 21:20 - Sessão: 48 (Quinta)ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - AUGUSTA SALA 1 - 236 lugares (5 cadeirantes e 4 obesos).Rua Augusta, 1470 e 1475 - Cerqueira Cesar - São Paulo - SP | CEP 01305-100 | +55 11 3288 6780 | +55 11 3287 5590. 19/10/18 - 13:30 - Sessão: 160 (Sexta).ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 5 - # Sala 5 - 98 lugares (3 cadeirantes e 1 obesos). Rua Frei Caneca, 569 - Consolação
 - São Paulo - SP | CEP 01307-001 | +55 11 3472 2362. 25/10/18 - 14:00 - Sessão: 631 (Quinta). CINESALA - 221 lugares (4 cadeirantes e 2 obesos).Rua Fradique Coutinho, 361 – Pinheiros  - São Paulo - SP | CEP 05416-010 | +55 11 5096 0585



Divulgação:Brasil/Portugal/Argentina/Canadá/USA/Japão: IMPRENSA CL: (5511) 3582.7654/3835.7205  - Entrevistas:(5511) 99653.0651. email: imprensacl@terra.com.br

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Cine Dicas: Em Blu-Ray - DVD – VOD:

O Conto



Sinopse: Jennifer (Laura Dern) tem uma ótima carreira como documentarista e professora e um relacionamento repleto de carinho e respeito mútuo com seu noivo, Martin (Common). Porém, quando sua mãe encontra uma história que ela escreveu para escola quando tinha 13 anos contando sobre um relacionamento que teve com dois adultos, ela é obrigada a revisitar um passado traumático e reconciliar suas lembranças com o que de fato aconteceu com ela.



Tudo o que é visto nesse filme é muito chocante, já que ele é baseado numa história real, que virou livro escrito por Jennifer Fox, que também dirigiu o filme brilhantemente. É um filme difícil de ver, mas extremamente bem feito e correto. A manipulação da menina pelos dois adultos é realmente difícil de ver. A forma como a mãe (feita pela sempre maravilhosa Ellen Burstynn) percebe como faltou com seu apoio nesse momento da vida da filha, é igualmente angustiante. E, é claro, Laura Dern, atriz tão premiada, está intensa e perfeita.
Ao final há um aviso de que nenhum menor de idade esteve presente em cenas mais fortes, tendo sido substituídas por dublês adultos. Isso fica claro na cenas, mas não atrapalha cena alguma. Muito pelo contrário. Dá um suporte à mensagem muito poderosa do filme. Para quem tem filhas, é ainda mais difícil de ver, porém, extremamente indispensável. 


 O Animal Cordial



Sinopse: Inácio é o dono de um restaurante de classe média, por ele gerenciado com mão de ferro. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair. Quando o estabelecimento é assaltado por Magno e Nuno, Inácio e a garçonete Sara precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão na casa: o solitário Amadeu e o casal endinheirado Bruno e Verônica.

O Animal Cordial tem sido classificado como slasher movie, ou seja, um filme de violência explícita, sangue em alto grau, corpos esquartejados, o que antigamente se chamava de “filme com facas, serras elétricas e machados”. A classificação está correta, mas não dá conta da força e do alcance do surpreendente longa-metragem de estreia de Gabriela Amaral Almeida, do qual corre o risco de encerrá-lo num nicho e limitar seu público alvo. Mais do que um microcosmo da sociedade retratado nas entranhas de um restaurante, temos aqui uma microfísica do poder. É um filme político como poucos. E agora cabe uma digressão sobre as referências cinematográficas mais evidentes. Filmes em que personagens são feitos reféns e aterrorizados por criminosos armados são frequentes na história do cinema. Falou-se com razão no clássico Horas de Desespero (1955), de William Wyler, como caso paradigmático. A diferença, porém, é que em O Animal Cordial o terror não é o bandido que vem de fora, não é o psicopata à margem da sociedade estabelecida. O monstro sanguinário, aqui, é o “cidadão de bem” que estava dentro o tempo todo. Um filme brasileiro mais atual do que nunca.

Foxtrot



Sinopse: Michael e Dafna ficam devastados quando oficiais do exército aparecem em sua casa para anunciar a morte de seu filho Jonathan; enquanto sua esposa sedada descansa, ele se envolve em um turbilhão de raiva e rivaliza com seu filho morto.


FoxTrot enfrentou críticas do governo de Israel, por razões óbvias, pois é um filme que mostra o lado insensato da guerra ininterrupta da região e a incoerência de um povo oprimido agora ser opressor.  É interessante que Foxtrot fala de guerra mas não possui nenhuma cena de combate. As mortes que acontecem durante a trama, inclusive, são mortes banais, de momentos corriqueiros. Isso não impede de o filme ser tenso a cada segundo. É um filme de detalhes, onde coisas pequenas, que na hora parecem não fazer sentido, logo significam muito e até mesmo mudam o rumo de toda a trama.  


Sua Melhor História



Sinopse: Durante o London Blitz de 1940, a roteirista Catrin se junta a uma equipe de filmagem britânica para tentar fazer um filme patriota para levantar a moral inglesa durante a Segunda Guerra Mundial.


Dunkiré novamente revisitado nesse filme singelo, engraçado e emocionante. Destaco a maneira como o filme retrata a maneira que naqueles tempos os realizadores faziam os filmes. Em tempos de alta tecnologia, é sempre um prazer ver a maneira que se faziam os filmes em tempos mais dourados.  

Desobediência

 Leia a minha crítica já publicada clicando aqui.



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