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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Cine Dicas: Estreias do final de semana (05/11/15)



007 Contra Spectre
 
 Sinopse: James Bond (Daniel Craig) vai à Cidade do México com a tarefa de eliminar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), sem que seu chefe, M (Ralph Fiennes), tenha conhecimento. Isto faz com que Bond seja suspenso temporariamente de suas atividades e que Q (Ben Whishaw) instale em seu sangue um localizador, que permite que o governo britânico saiba sempre em que parte do planeta ele está. Apesar disto, Bond conta com a ajuda de seus colegas na organização para que possa prosseguir em sua investigação pessoal sobre a misteriosa organização chamada Spectre.
  
A Floresta Que Se Move
 
 Sinopse: Elias (Gabriel Braga Nunes) é um bem sucedido empresário do segundo maior banco do Brasil. Seu destino muda no momento em que ele encontra uma misteriosa flautista que se diz vidente. Ela afirma que, naquele dia, ele se tornará vice-presidente e que, no dia seguinte, o homem seria presidente do banco. Quando ele conta a história para sua esposa, a ambiciosa Clara (Ana Paula Arósio), ela sugere que o casal convide o presidente do banco para jantar em casa naquela noite, para que o marido suba de posição na empresa. Só que o plano arquitetado por Clara culminará em uma série de assassinatos, em uma busca desenfreada por poder.
 
Beira-Mar
 
Sinopse: Martin e Tomaz viajam para o litoral gaúcho. Martin precisa encontrar um documento para o pai na casa de parentes, e Tomaz decide acompanhá-lo. Os dois acabam abrigando-se em uma casa de vidro à beira-mar, a fim de fugir da rejeição familiar de Martin e da estranha distância que surgiu entre os dois.

Cativas - Presas pelo Coração
 
Sinopse: A história de sete mulheres apaixonadas por presidiários. Elas se retém cativas aos seus amores, mostrando que a distância e as limitações da prisão não são capazes de destruir o amor que elas sentem, nem a esperança de costituir família eventualmente do lado de fora. A produção estuda tais relações, que influenciam diversos fatores na vida de cada uma destas mulheres que abriram suas vidas através de relatos e cartas repletas de emoção.

 Cidade de Deus - 10 Anos Depois

Sinopse: Como o próprio título já diz, resgata os dez anos passados desde o lançamento de Cidade de Deus (2002), longa de Fernando Meirelles e Kátia Lund que recebeu quatro indicações ao Oscar. Procura mostrar as transformações vividas pelos atores do longa na última década. Deram entrevistas atores como Seu Jorge, Alice Braga, Leandro Firmino da Hora, Darlan Cunha, Roberta Rodrigues, dentre outros.

 
Dheepan - O Refúgio

Sinopse: Dheepan (Antonythasan Jesuthasan), Yalini (Kalieaswari Srinivasan) e a pequena Illayaal (Claudine Vinasithamby) assumem identidades falsas para fugir do Sri Lanka, seu país natal, que está em guerra. Eles não se conhecem e, diante da iniciativa, precisam conviver como se fossem uma família verdadeira ao chegar na França. Sem conhecer a língua local, Dheepan consegue emprego como zelador em um condomínio de classe baixa, enquanto que Yalini passa a trabalhar como empregada doméstica de um idoso com problemas de saúde.
  
Olmo e a Gaivota

Sinopse: Olívia (Olivia Corsini) é uma atriz que está ensaiando a peça "A Gaivota", de Anton Tchekov, quando descobre que está grávida. Enquanto a produção avança, o bebê dentro dela cresce e um acidente a afasta da montagem, que tem seu companheiro como protagonista. De repouso em casa por semanas, ela lida com as bruscas mudanças em sua rotina, seu corpo e sua vida em geral.
  
Depois de Tudo
 
Sinopse: Ney (Romulo Estrela) e Marcos (César Cardadeiro) são melhores amigos que compartilham trabalho, sonhos e desejos, inclusive uma paixão pela linda Bebel (Maria Casadevall). Após um acidente, os dois se separam e tomam rumos diferentes na vida. Porém, com a notícia do coma de Bebel, Ney (Marcelo Serrado) e Marcos (Otávio Müller), agora mais velhos, se reencontram e os laços entre eles podem ser resgatados após anos de separação.  

Ruth & Alex
 
Sinopse: Em Nova York, Ruth (Diane Keaton) e Alex (Morgan Freeman), juntos há décadas, decidem vender o apartamento onde sempre viveram no Brooklyn e ir para um outro lugar. Eles apenas não imaginam a quantidade de problemas que vão encontrar nas negociações para se desfazer do imóvel que compraram na década de 1970.



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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cine Dica: Em Cartaz: A COLINA ESCARLATE



Sinopse: Apaixonada pelo misterioso Sir Thomas Sharpe (Tom Hiddleston), a escritora Edith Cushing (Mia Wasikowska) muda-se para sua sombria mansão no alto de uma colina. Habitada também por sua fria cunhada Lucille Sharpe (Jessica Chastain), a casa tem uma história macabra e a forte presença de seres de outro mundo não demora a abalar a sanidade de Edith.
Assim como inúmeros cineastas (como Tim Burton), Guillermo Del Toro  foi um jovem sonhador que, nas horas vagas, ficava assistindo aos filmes de horror de antigamente na frente da TV. Fã dos estúdios como Hammer, Amicus (ambos ingleses e especializados em obras de horror de décadas atrás) e de obras baseadas nos contos de Edgar Alan Poe (estreladas por Vincet Price), Del Toro se tornou o cineasta que ele é a partir desses filmes e, ao criar as suas próprias obras, veio a se tornar um dos grandes cineastas autorais dos últimos anos. Assistir ao seu último filme A Colina Escarlate, se percebe que não é meramente um filme de casa mal assombrada, como também uma bela homenagem do melhor do horror gótico de antigamente.
O filme se divide em três atos distintos: apresentação dos personagens; apresentação do cenário principal e o derradeiro conflito final. Através dessa forma que o cineasta apresenta a sua trama, não esperem por sustos a todo o momento, sendo que, eles acontecem, mas são raros e não se tornando o verdadeiro foco da trama. O filme se concentra mais na construção dos seus personagens e nas suas motivações, principalmente no seu primeiro ato.
É aí que talvez essa geração nova de cinéfilos, pouco familiarizada com o cinema de horror de antigamente, estranhe num primeiro momento tamanha preocupação que o cineasta tem na apresentação de cada um dos seus personagens, pois ela é longa e pode soar um tanto que cansativa. Porém, isso é valido com a proposta que o cineasta quer passar, de se criar não meramente um filme de fantasmas, mas assim um terror psicológico, do qual se deve preocupar mais com as intenções de determinados personagens do que os fantasmas em si.
Esses últimos, aliás, aparecem somente em alguns momentos e somente para guiar a personagem Edith Cushing (Mia Wasikowska) em situações das quais ela ainda não consegue compreender. Pelo fato de pouco serem vistos em cena, os fantasmas quando surgem é um dos lados técnicos que mais me decepcionou na obra. Não que eles não sejam assustadores, mas eles são muito melhor aproveitados quando estão somente nas sombras, sendo algo semelhante em que eu havia apontado no filme Mama (produzido também por Del Toro).
Fantasmas a parte, talvez o lado visual, técnico e artístico do cineasta, tenha se concentrado do começo ao fim somente na enorme casa onde se passa a trama principal, sendo que, ela em si, é como um personagem vivo e cheio de detalhes. Sua aparição no segundo ato da trama é um verdadeiro espetáculo de edição de arte, fotografia e cores, das quais se cria um verdadeiro mosaico, onde não se sabe quando começa e quando termina. Atenção para parte da frente da casa, onde a neve se mistura com a terra vermelha, dando a entender que o terreno sangra a todo momento e o que fez me lembrar muito o cenário apresentado em Guerra dos Mundos de Steven Spielberg.
Mesmo que a casa em si seja a verdadeira estrela da obra, o elenco também não decepciona, mesmo quando em determinados momentos os seus desempenhos poderiam ter sido melhores. É no caso de Mia Wasikowska que, embora já tenha estrelado inúmeros títulos (desde Alice no País das Maravilhas), ainda não foi dessa vez que ela me convenceu, já que sua atuação ainda persiste no modo “não ajuda, porém não atrapalha”. Já Tom Hiddleston (o eterno Loki da Marvel) nos convence com o seu Sir Thomas Sharpe, cujo seu ar de ambiguidade nos faz a gente se perguntar quais são as suas reais intenções a todo o momento com a sua amada Edith (Wasikowska). 
Porém, Jessica Chastain (vista recentemente em Perdido em Marte) que, ao interpretar Lucille, irmã de Thomas é o que dá um verdadeiro show de interpretação toda vez que surge em cena, mas falar muito do seu desempenho seria entregar algumas das grandes revelações da obra e, portanto cabe vocês testemunharem mais um grande desempenho dessa jovem atriz. Adianto que o final nos brinda com momentos sufocantes, revelações chocantes e um final que, embora previsível em alguns momentos, cumpre com o seu verdadeiro objetivo de não deixar nenhuma ponta solta com relação à verdadeira natureza daquele lugar. Com uma reconstituição de época perfeita e um figurino deslumbrante, A Colina Escarlate é uma verdadeira aula de como se fazia horror gótico de antigamente, mas que infelizmente nem todos irão compreender a proposta que Guillermo Del Toro quis nos passar, mas que felizmente prevejo status de Cult a caminho para esse belo filme.  



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Cine Dica: Filmes e Cine Esquema Novo na Cinemateca Capitólio

Os filmes Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra, Minha Irmã, de Ursula Meier, O Futuro, de Miranda July, e Tudo Perdoado, de Mia Hansen-Løve, seguem em exibição até o dia 8 de novembro na Cinemateca Capitólio. Ingresso: R$ 10,00. 
Entre os dias 3 e 8 de novembro, o Cine Esquema Novo Expandido – Berlinale Forum 2015 apresenta uma curadoria de obras exibidas no mês de fevereiro na seção Forum / Forum Expanded: oficialmente. A mostra terá sessões gratuitas na Sala PF Gastal, e videoinstalações na Cinemateca Capitólio.
As videoinstalações ocupam a Galeria da Cinemateca Capitólio, no térreo. Da Suíça / Alemanha vem o queer, colorido e hermético Opaque, de Pauline Boudry e Renate Lorenz, que conta com a performance de Werner Hirsch e Ginger Brooks Takahash. E do Brasil, dois trabalhos de cineastas/artistas que chegaram à Berlinale a partir dos encontros com a Curadora do Forum em Porto Alegre durante o CEN do ano passado: Fred Benevides​, ​com Viventes, e Arthur Tuoto (ganhador da Competição Brasil do Cine Esquema Novo 2014 com o filme-ensaio “Aquilo que Fazemos com as Nossas Desgraças”​), que comparece com seu “pequeno” video loop Je Proclame La Destruction.
O projeto de restauração e de ocupação da Cinemateca Capitólio foi patrocinado pela Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e Ministério da Cultura. O projeto também contou com recursos da Prefeitura de Porto Alegre, proprietária do prédio, e realização da Fundação Cinema RS – FUNDACINE.
 
GRADE DE HORÁRIOS
3 a 8 de novembro de 2015

3 de novembro (terça)

16:00 – Trabalhar Cansa
18:00 – Minha Irmã
20:00 – O Futuro

4 de novembro (quarta)

16:00 – Trabalhar Cansa
18:00 – Minha Irmã
20:00 – Tudo Perdoado

5 de novembro (quinta)

16:00 – Trabalhar Cansa
18:00 – Minha Irmã
20:00 – O Futuro

6 de novembro (sexta)

16:00 – Trabalhar Cansa
18:00 – Minha Irmã
20:00 – Tudo Perdoado

7 de novembro (sábado)

16:00 – Trabalhar Cansa
18:00 – Minha Irmã
20:00 – O Futuro

8 de novembro (domingo)

16:00 – Trabalhar Cansa
18:00 – Minha Irmã
20:00 – Tudo Perdoado

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Cine Dica: Em Cartaz: DHEEPAN - O REFÚGIO



Sinopse: Dheepan (Antonythasan Jesuthasan), Yalini (Kalieaswari Srinivasan) e a pequena Illayaal (Claudine Vinasithamby) assumem identidades falsas para fugir do Sri Lanka, seu país natal, que está em guerra. Eles não se conhecem e, diante da iniciativa, precisam conviver como se fossem uma família verdadeira ao chegar na França. Sem conhecer a língua local, Dheepan consegue emprego como zelador em um condomínio de classe baixa, enquanto que Yalini passa a trabalhar como empregada doméstica de um idoso com problemas de saúde.

Conhecido mundialmente pelo maravilhoso Ferrugem e Osso, o cineasta Jacques Audiard entra em cartaz esta semana com Dheepan: O Refúgio,  vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2015. O filme aborda que, além da difícil interação do trio central como uma família só nas aparências, o filme toca na ferida sobre o trajeto espinhoso que os imigrantes enfrentam num país desconhecido para eles, sendo que, Yalini, por exemplo, não sabe dominar o idioma local. Isso coloca eles numa situação de inúmeras possibilidades inusitadas e gerando grandes atuações do trio de protagonistas.
Embora o filme entre num determinado momento em que faz parecer que ele esteja mudando para outro gênero, a mudança por sinal faz todo o sentido, pois o protagonista é um soldado treinado, saído de um inferno e usar os seus métodos militares para resolver um determinado problema sufocante e proteger as duas pessoas próximas a ele acaba soando bem plausível. A abordagem da estética crua de Jacques Audiard nos entrega ótimos personagens distintos um do outro, cujo cenário é pouco acolhedor do início ao fim. Esse cenário segue desde a zona de conflito no Sri Lanka até os arredores de uma Paris nenhuma vez vista em seus cartões postais, mas quem assiste irá reparar certa semelhança com outros lugares do mundo, aonde a violência se encontra a espreita.
Forte em sua mensagem do início ao fim Dheepan: O Refúgio nos apresenta um assunto super atual, sobre a imigração na Europa, mas ao mesmo tempo mostrando que, por mais que a pessoa tenta fugir dos conflitos que a vida tenta lhe entregar, acaba no final das contas se transformando na pessoa que estava predestinada a ser.


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