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Sócio e Diretor de Comunicação e Informática do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 99 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Cine Dica: Streaming - 'Sorria'

Sinopse: Após um paciente cometer um suicídio brutal em sua frente, a psiquiatra Rose é perseguida por uma entidade maligna que muda de forma. Enquanto tenta escapar desse pesadelo, Rose também precisa enfrentar seu passado conturbado para sobreviver. 

Em tempos em que as super produções de Super Heróis domina o mercado cinematográfico como um todo é sempre bom ver o fato que, ao menos, o gênero de horror sobrevive e com força nestes últimos tempos. Embora ainda usando alguns clichês básicos de sucesso é interessante observar que a reciclagem de algumas ideias anteriores pode ainda dar certos frutos desde que sejam bem dirigidos. "Sorria" (2022) é um desses casos em que a trama não traz algo muito de novo dentro do gênero, mas se sustenta pela sua direção, a boa atuação do elenco e nos momentos assustadores que nos fazem pular da poltrona instantaneamente.

Dirigido por Parker Finn, o filme conta a história da Dra. Rose Cotter (Sosie Bacon), cuja a sua vida muda drasticamente, após uma paciente morrer de forma brutal em sua frente, e ela testemunhar o incidente bizarro e traumático no consultório. A partir daí, ela começa a experimentar ocorrências assustadoras que ela não consegue explicar, mas que de alguma forma, se relacionam com a morte que ela presenciou. Para entender o fenômeno que não sai de sua cabeça, a Dra. irá atrás de respostas, mesmo que o mal também já esteja perseguindo-a, e tudo que ela mais quer, é também fugir.

A trama me fez lembrar do ótimo "A Corrente do Mal" (2015), em que os personagens transavam e transmitiam durante o ato uma entidade diabólica que os assombrava a todo momento. Aqui, trocasse o ato carnal para o assassinato, mas tendo alguns pontos semelhantes dentro da história, com o direito de a protagonista ir atrás de respostas do porque estar acontecendo tudo isso com ela e possuindo também algumas pinceladas dentro da trama que me fizeram lembrar do ótimo “Arraste-Me para o Inferno” (2009) de Sam Raimi. Porém, diferente dos filmes citados, aqui o mal tem a representação de um rosto maligno sorridente e quando ele surge na abertura do filme é desde já um dos momentos mais assustadores que eu vi nos últimos tempos.

Vale salientar que a obra possui um clima mórbido, do qual nos transmite um realismo claustrofóbico para a protagonista e da qual lida, não somente com um assunto inexplicável, como também de uma tragédia pessoal e da qual não soube lidar ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, é interessante observar como o roteiro lida com os demais personagens em volta da protagonista, já que quase todos não sabem lidar com as suas ações e agem de uma forma mesquinha e que não querem lidar com isso em hipótese alguma. Uma pequena, porém, certeira crítica acida com relação a sociedade atual, cada vez menos humilde e querendo somente lidar com os seus afazeres pessoais ao invés de se envolver em ajudar alguém.

Embora um pouco conhecida para a maioria do público Sosie Bacon é aquela típica atriz que se entrega de corpo e alma em uma atuação que exige tanto o físico como também saber transmitir a confusão mental em que a sua personagem está passando. O seu desempenho, aliás, me lembrou bastante da extraordinária atuação da atriz Essie Davis do incrível "O Babadook" (2014), já que ambos os filmes as protagonistas transitam entre a lucides e a loucura e quase não sabendo lidar com as situações que fogem de qualquer lógica. Logicamente, o filme se encerra com a possibilidade grande de uma continuação, mas isso não enfraquece o seu final, já que ele é corajoso, forte e que foge do convencional dentro do gênero.

"Sorria" pode até usar ideias já exploradas em outros filmes, mas que não deixa de ser uma obra assustadora e que nos desconcerta com as suas imagens mórbidas. 

Onde Assistir: Prime Vídeo. 

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