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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Cine Dica: Em Cartaz: AQUAMAN



Sinopse: Arthur compreende que não pode fazer tudo sozinho quando começa uma cruzada com a sua companheira Mera em busca de um algo muito importante para o futuro de Atlantis.

Entre os seus erros (Esquadrão Suicida) e acertos (Mulher Maravilha), parece que a Warner/DC entendeu agora que não se pode copiar a concorrente (Marvel), ou tão pouco se apressar para assim se conseguir lucrar. Da pressa obteve retorno irregular com a Liga da Justiça, mas pela paciência obteve um filme mais do que satisfatório com a princesa Diana. Dessa encruzilhada de aprendizado surge, então, Aquaman, um filme que tinha tudo para dar errado, mas que resultou numa aventura deliciosa, escapista e visualmente fantástica.
Dirigido por James Wan (da franquia Invocação do Mal), acompanhamos a origem de Arthur Curry (Jason Momoa), que nasceu a partir da relação proibida entre a atlante Atlanna (Nicole Kidman) e o humano Tom Curry (Temuera Morrison). Quando o seu meio irmão Orm (Patrick Wilson) deseja se tornar o Mestre dos Oceanos, atacando os demais reinos aquáticos para que possa atacar a superfície, cabe a Arthur a missão de deter a guerra inevitável. Para isso, ele conta com a ajuda de Mera (Amber Heard), princesa de um dos reinos, e o apoio de Vulko (Willem Dafoe), que o treinou durante a sua adolescência em segredo.
Assim como os inúmeros filmes de origem, Aquaman acerta em seguir a velha fórmula da “jornada do herói” que, mesmo saturada, ainda funciona. Embora tenhamos conhecido essa versão cinematográfica do personagem através dos filmes anteriores do universo expandido da DC, aqui, o foco não está somente com relação a sua origem, como também de vermos o mesmo em ter que aceitar aos poucos o seu papel como futuro rei de Atlantis. Portanto, não há tempo para se fazer referencias aos filmes anteriores e nisso o estúdio acertou em cheio.
O grande problema era como apresentar esse universo do personagem sem parecer ridículo, pois se não houvesse um cuidado rigoroso, haveria o sério risco de um acumulo de efeitos visuais desnecessários. Mas se isso foi um defeito visível em Liga da Justiça, aqui, os efeitos visuais em abundância funcionam para explorar de forma equilibrada aquele mundo subaquático. Tanto a sua origem, como da maneira que é vista atualmente, Atlantis possui um dos mais belos visuais do ano, do qual até mesmo supera o reino de Wakanda visto em Pantera Negra. 
Mas, embora a trama se passe nos tempos atuais, o filme mais parece uma bela aventura de uma longínqua sessão da tarde dos anos 80. É como se estivéssemos assistindo aos filmes como, por exemplo, Os Mestres do Universo (1987), ou até mesmo Flash Gordon (1980), mas tudo turbinado com recursos de ponta, mas não se esquecendo do que funcionava naquela época. Assim como os filmes da concorrente Marvel, como Guardiões da Galáxia, ou Thor Ragnarok, Aquaman segue essa tendência dos filmes atuais em nos passar essa sensação gostosa e nostálgica vinda daquela época.
Outro trunfo da produção é ter obtido a melhor forma de nos identificarmos com o personagem principal. Embora tenha super poderes, além de ser o futuro herdeiro de um reino, Arthur Curry é um ser desprendido de responsabilidades maiores vindas do horizonte e tendo só o interesse de ajudar as pessoas necessitadas e que sofrem sérios perigos vindos das águas. Jason Momoa esta extremamente à vontade num papel que nasceu para ele, mesmo esse tendo sofrido diversas releituras ao longo dos anos.
Com relação aos demais o elenco o resultado é parcial, mas também nenhum desastre total. Se por um lado a princesa Mera (Amber Heard) funciona como parceira do protagonista, por outro, o nascimento da relação amorosa de ambos soa um pouco forçado. E se os respectivos personagens Orm (Patrick Wilson) e Vulko (Willem Dafoe) não nos impressionam muito, Arraia Negra, por sua vez, rouba a cena em todos os momentos que surge e muito se deve a interpretação intensa do ator Yahya AbdulMateen II. 
Além dos já mencionados efeitos visuais, James Wan impressiona na direção das cenas de luta. Embora seja perceptível o uso de efeitos em alguns momentos, os atores, pelo visto, se comprometeram em atuar em cenas em que se exigiu um grande esforço de todos.  Não há como não se impressionar com as cenas de ação e luta entre Arthur, Mera contra Arraia Negra na cidade da Cecília (Itália) que, desde já, é o melhor sequência de ação do longa.
Embora com um final previsível, Aquaman é o exemplo de equilíbrio que o estúdio Warner/DC finalmente conseguiu obter após inúmeros percalços. 

 
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2 comentários:

Antonio Barcellos disse...

Conheci agora o blog. Muito bom. É do que os cinéfilos precisam. Parabéns e obrigado por nos compartilhar.

Marcelo Castro Moraes disse...

De nada Antonio estou aqui para isso.