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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: Faroeste Caboclo


Sinopse: João (Fabrício Boliveira) deixa Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Ele quer deixar o passado repleto de tragédias para trás. Lá, conta com o apoio do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que mantém um emprego como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação marcada pela paixão e pelo romance, mas logo se verá em meio a uma guerra com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), que coloca tudo a perder.

Por mais que a gente tente enterrar o passado, ele acaba sempre nos encontrando e fazendo com que a gente caia novamente no poço de hábitos maliciosos que não nos levam há lugar algum.  Baseado na musica clássica de Renato Russo, acompanhamos a cruzada de João (Fabrício Boliveira), que fica dividido entre o mundo trafico do seu primo (o sempre ótimo César Troncoso) e de uma vida normal ao lado do seu amor Maria Lúcia (Isis Valverde), fazendo desde então viver numa roleta russa, no qual tanto irá prejudicá-lo, como também aqueles próximos a ele. Claro que já vimos esse filme antes: Os Bons Companheiros, Fogo contra Fogo e dentre outros são bons exemplos, mas diferentes dessas obras, o cineasta René Sampaio injeta um clima de tragédia grega, nos fazendo realmente temer pelo destino trágico dos personagens principais, pois quando assistimos, temos a sensação do mundo real e cru em que eles vivem.
Para não tornar tudo tão pesado, Sampaio injeta seu lado autoral vindo dos comerciais de TV, criando então cenas engenhosas em que a câmera surge em lugares dos mais imprevisíveis. Bom exemplo é quando o protagonista relembra o seu passado, e a cena começa dentro de um poço, onde assistimos então todo o percurso do balde cheio d’água  até a chegada na superfície. Porém, Sampaio se arrisca ao homenagear explicitamente Sergio Leone, aonde em certo momento chegamos até mesmo ouvir uma trilha semelhante que era composta pelo mestre Ennio Morricone que fazia para o diretor Italiano. Embora talvez funcione para o publico leigo, eu acredito que o cinéfilo de carteirinha irá achar um tanto que estranho, ou até mesmo um momento pálido e sem inspiração do cineasta, que deveria ter feito algo diferente no ato final da trama. Porém, isso é contornado pelo teor dramático e pelo destino dos seus protagonistas, que para o bem ou para o mal, se distancia e muito do convencional do cinema brasileiro atual. 

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