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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Cine Especial: BRIAN DE PALMA: O PODER DA IMAGEM: Parte 4


Nos dias 10 e 11 de março, estarei participando do curso Brian de Palma: O Poder da Imagem, criado pelo CENA UM  e ministrado pelo jornalista Leonardo BomFim. Enquanto os dois dias não chegam, por aqui, estarei escrevendo tudo o que eu sei sobre os filmes desse cineasta, que muitos o consideram como sucessor (ou imitador) de Alfred Hitchcock.  
Um Tiro Na Noite
  
Sinopse: Um jovem que trabalha em uma produtora de cinema de filmes B grava acidentalmente alguns ruídos em uma rua à noite, referentes a um acidente de carro que resultou na morte de um governador. Ele tenta então reconstituir os acontecimentos, através de suas gravações, para desvendar um intrincado quebra-cabeças.

Mesmo que algumas vezes ou outra tenha sido acusado de, imitar demais o mestre Alfred Hitchcock, De Palma jamais desapontou em inicio de carreira, principalmente quando colocava 100% de sua visão pessoal de fazer filmes na tela, sendo que aqui não foi diferente. O assassinato da trama é uma mera desculpa para o diretor deitar e rolar com sua câmera, sendo em momentos em que divide a tela (assim como em Carrie: A Estranha) ou sendo em momentos, em que pega a cena do crime e apresenta em diversos ângulos, a partir de cada passo que o personagem de John Travolta vai se aprofundando no caso. O diretor ainda aproveita para fazer sempre quando pode uma pequena homenagem a 7ª arte lá e aqui com os recursos técnicos de cinema, através do personagem de John Travolta, que é do ramo.
 É simplesmente delicioso ver o personagem fazendo um filminho mental a partir de recortes de uma revista, sendo que foi uma das minhas partes preferidas. E se já não bastasse isso, De Palma prova aqui que é um diretor que vai contra a maré e apresenta um final anti-hollywoodiano que poucas pessoas estão acostumadas. E para dizer que o diretor não deu nenhum pequeno toque a “lá Hitchcock”, ele presta uma pequena homenagem inocente ao diretor inglês no inicio do filme, mas aqui, não passa de uma mera pequena brincadeira.
  
Curiosidade: Durante o processo de edição de Um Tiro na Noite dois rolos de filmagens foram roubados e nunca mais vistos. As cenas contidas nestes rolos tiveram então que ser novamente rodadas, com um custo de US$ 750 mil. Como o diretor de fotografia Vilmos Zsigmond já estava trabalhando em outro filme neste período, ele foi substituído nestas cenas por Laszlo Kovacs.

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