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quinta-feira, 21 de março de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: ANNA KARENINA (2012)



Sinopse: Na Rússia de 1874, Anna Karenina (Keira Knightley), jovem aristocrata casada com Karenin (Jude Law), um alto funcionário do governo, envolve-se com o Conde Vronsky (Aaron Taylor-Johnson), oficial da cavalaria filho da Condessa Vronsky (Olivia Williams), chocando a alta sociedade de São Petersburgo.

Embora o cinema e o teatro sejam artes de entretenimento distintas, ambas possuem atores e atrizes que atuam em historias fictícias. Existem casos da união dessas duas artes, mas nenhuma me surpreendeu mais do que essa: a mais nova versão do clássico de Leon Tolstoi. Dirigido com empenho pelo cineasta Joe Wright (Orgulho e Preconceito), boa parte da trama se desenrola em um palco, onde elenco entra e sai de acordo com a mudança de cenário, que quando ocorre não existe cortes e simplesmente as coisas transcorrem com total normalidade, sendo que os atores prosseguem com suas interpretações sem mais nem menos. Se num primeiro momento isso possa parecer um tanto estranho, á formula nos fisga rapidamente, tornando o ritmo da trama dinâmico e muito bem orquestrado. Talvez essa forma de contar essa trama, seja uma espécie de representação da forma que vivia a sociedade aristocracia russa daquele período, em que as aparências (aparentemente) politicamente corretas, eram uma forma de representação dos bons costumes que as pessoas criavam umas com as outras, para então sempre se manterem na mesma roda.
Claro que tudo isso muda, quando Anna Karenina (Keira Knightley, competente) começa a ter um caso com o jovem Vronsky (Aaron Taylor – Johnson) e chega ao ponto de abandonar o próprio marido Karenin (Jude Law, espetacular) e filho. Diferente da versão clássica estrelada por Greta Garbo, aqui a personagem, pode até ser um tanto ambígua, mas não vitima, sendo que ela não mede esforços para manter essa relação, ao ponto de perder a boa aparência que tinha perante a sociedade russa.  Outro ponto a favor dessa versão é terem tornado os personagens masculinos mais humanos, onde não escondem as suas falhas e fraquezas perante a uma situação que foge de seu controle.
Vale lembrar, que as versões anteriores sempre sofriam uma readaptação quando a obra era levada as telas, devido a sua longa trama. Mas aqui, Joe Wright foi abiu ao inserir uma sub-trama de um romance mais suave: do fazendeiro Levin (Domhnaill Gleeson), que não deseja fazer parte desse universo de aparências, com a personagem Kitty (Alicia Vikander). Se esse pequeno romance pode-se esperar um final feliz, o mesmo não se pode dizer do triangulo amoroso da trama principal, sendo que as escolhas e conseqüências de ambos os personagem levam há um caminho sem volta. Vitimas das aparências impostas pela sociedade? Ou vitimas de seus atos impulsivos? Cada um que assiste tira suas próprias conclusões!    

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Um comentário:

disse...

Gosto muito desta obra de Tolstoi, que já vi com as atrizes Vivien Leigh e Sophie Marceau. Perdi a oportunidade de ver a versão com reta Garbo, mas um dia ainda conferirei esta obra.
Filmes de época são sempre recheados de lindos cenários e figurinos.
Abraços!