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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cine Dicas: Em Cartaz: A REDE SOCIAL

sinopse: Numa noite da primavera de 2003 Mark Zuckenberg gênio da computação de Harvard senta-se à frente deu seu computador e começa a trabalhar em uma nova ideia. Num rompante de blogar e programar o que surge ali em seu quarto é uma rede social que revolucionaria o conceito de comunicação. Seis anos e 500 milhões de amigos depois Zuckenberg é o bilionário mais jovem da história. Mas tudo tem seu preço.

Os verdadeiros  fatos de uma  realidade ás vezes não é o suficiente, portanto cria-se o mito, no qual será muito bem melhor vendido. Foi isso que passou na minha cabeça ao assistir o inicio e o fim de A Rede Social, pois o que se viu ali, foi apenas um pequeno e engenhoso artifício do diretor David Fincher para deixar a trama (baseado na obra Bilionários por Acaso) algo bem mais redondinho. Por conta disso, já circulou alguns dizendo de se tratar do novo Cidadão Kane. Exageros aparte, mas não a como negar que esse novo “Rosebud” serviu de ponta pé inicial para a criação de uma historia na qual boa parte dessa nova geração no mundo real esta envolvida e se essa ponta de iceberg realmente aconteceu isso é o que menos importa no momento.
Após ter perdido seu “Rosebud” (ou melhor, dizendo sua garota) em uma seqüência de diálogos fulminantes saídos da sua boca, Mark Zuckerberg (Jesse Eisemberg, brilhante) se fecha no seu quarto para criar no computador um meio de não só humilhar sua ex, como também todas as garotas da universidade. Tem inicio então a uma trama na qual é muito bem moldada graças a mão segura da direção de David Fincher. Vindo dos vídeos clipes dos anos 90, Fincher sempre soube dosar uma bela montagem de cenas nas quais faz o espectador jamais cansar. O filme esta sempre em movimento, sempre algo está acontecendo e muitos diálogos, mas que mesmo assim, o espectador é pego facilmente na montanha russa de imagens, no trajeto de Mark e da sua criação na qual se tornaria uma da marcas mais conhecidas do mundo, O Facebook.
O filme explora muito bem essa trajetória, não só de Mark, mas também de outros envolvidos na criação da criança como o brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield o próximo Homem Aranha do cinema) que de melhor amigo do criador, tornasse ex amigo, graças as artimanhas de Sean Parker (surpreendentemente bem interpretado por Justin Timberlake) que financiou o projeto do império mas tirou Saverin do posto de co- fundador em uma bela jogada de gato e rato. A trama vem e volta no tempo embalado não só pela genial montagem de Fincher, mas pela ótima trilha sonora de Trent Reznor que soube casar bem a trilha com os momentos em que os personagens estão tanto na época do Harvard como após o crescimento do famoso império virtual.
No geral, o filme é um retrato dessa nova geração cada vez mais retraída e do difícil contato de uns com os outros, mas que dentre eles, alguém conseguiu criar uma ferramenta no qual todos se relacionassem virtualmente, mas que no fim, o próprio não consegue se relacionar com ninguém sem antes magoar o próximo devido ao seu intelecto superior que por hora nos fascina e por hora nos enoja e isso se deve graças ao ótimo desempenho de Jesse Eisemberg. Vindo do sucesso Zumbilandia, o jovem ator transmite todos os sentimentos que o personagem sente de tal maneira que não me espanta se ele for lembrado na temporada de prêmios que se aproxima.
Com todos os pontos a favor de ser indicado a inúmeros Oscar no ano que vem, A Rede Social é um pequeno exemplo de que basta um pequeno artifício para entrelaçar o inicio e o fim da trama para torná-la perfeita e bem redondinha, mesmo que para isso se cria tal mito dentro da historia verídica.


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