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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cine Especial: BATMAN NO CINEMA: FINAL

Batman Begins

DIRETOR NÃO SE INTIMIDOU E CRIOU UM INICIO DEFINITIVO PARA O HOMEM MORCEGO

sinopse: Marcado pelo assassinato de seus pais quando ainda era criança, o milionário Bruce Wayne (Christian Bale) decide viajar pelo mundo em busca de encontrar meios que lhe permitam combater a injustiça e provocar medo em seus adversários. Após retornar a Gotham City, sua cidade-natal, ele idealiza seu alter-ego: Batman, um justiceiro mascarado que usa força, inteligência e um arsenal tecnológico para combater o crime.

Após o fiasco que a Warner fez com Batman e Robin, parecia que jamais haveria uma chance de Batman retornar aos cinemas para limpar a sua imagem depois daquele vexame. Eis que então, a Warner decidida a trazer novamente o herói de volta, contratou Christopher Nolan, que soube criar um filme, cuja trama não só soube respeitar o personagem do inicio ao fim, como também criou o universo do morcego algo mais crível para o nosso mundo real. A  trama não tem pressa em apresentar o personagem já encapuzado, e sim mostrar todo o desenvolvimento e os motivos que levaram um homem a combater o crime de uma cidade corrupta, sendo algo que nem nas outras adaptações soube mostrar isso. Christian Bale faz do seu personagem, algo mais humano, e também não esconder as dores que carrega ao longo dos anos e desde já se tornou o melhor Bruce Wayne/Batman. Michael Caine, Liam Neeson, Morgan Freeman, Gary Oldman, Ken Watanabe, Katie Holmes, Cillian Murphy, Tom Wilkinson e Rutger Hauer completam o elenco de estrelas, nesse belo filme que trouxe respeito e dignidade de volta para o ícone dos quadrinhos

Curiosidades: Antes do início das filmagens o diretor Christopher Nolan reuniu todo o elenco para uma sessão privada de Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982). Após o encerramento do filme, Nolan disse a todos que era daquele jeito que queria que fosse Batman Begins. Apesar de Cillian Murphy não ter sido escolhido para interpretar Batman, o diretor Christopher Nolan gostou tanto de seu teste de cena que o convidou para interpretar o personagem Espantalho.

 O CAVALEIRO DAS TREVAS

Sinopse: Em sua nova aventura para o cinema, Batman segue como o vigilante de Gotham City e tem Jim Gordon (Gary Oldman) e o promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart) como aliados, além do apoio de seu fiel mordomo Alfred (Michael Caine) e do amigo Lucius Fox (Morgan Freeman). Mas um inimigo surge para ameaçar a paz da cidade: o Coringa (Heath Ledger), que inicia uma série de ataques e ameaça Rachel Dawes (Maggie Gylenhaal). Batman então percebe que não enfrenta simplesmente mais um vilão, e sim um adversário maquiavélico e inteligente que não poupará esforços para sair triunfante da batalha.

Christopher Nolan havia feito no filme anterior, um filme correto e no momento certo para tentar revitalizar o personagem no cinema, ao fazer um filme pé no chão em que a ficção se misturasse com a realidade. Agora, ninguém esperava que a seqüência fosse tão boa ao ponto de chegar a um novo patamar nas adaptações das historias em quadrinhos. Se no filme anterior era trazer mais realismo ao universo do morcego, aqui mostra o que realmente aconteceria se uma pessoa decidisse combater o crime, sendo que sempre haveria conseqüências e o nome de uma delas é Coringa.
Ao introduzir o personagem no filme, a trama vai a níveis nunca alcançados antes em outras adaptações de HQ. Quando acha que o personagem já fez de tudo, pode esperar pelo efeito surpresa e isso, claro, se deve a sombrosa interpretação de Heath Ledger. Se em 2006 ele ousou ao interpretar o caubói gay em O Segredo em Brokeback Mountain de Ang Lee, aqui ele simplesmente desaparece no personagem tornando um ser humano assustador e imprevisível que deseja nada mais alem do mais puro caos.
Com isso, o filme explora até que ponto vai a maldade e a loucura humana, até que ponto o ser humano pode ou não ceder ao seu lado sombrio perante o horror que há no mundo, e isso é muito bem retratado pelos personagens Batman/Bruce (Christian Bale), Gordon (Gary Oldman) e Harvey Dent (Aaron Eckhart, espetacular), uma trindade que se uniu para o bem de uma cidade, mas mal sabem que haveria tantos sacrifícios em prol de algo maior.
Cenas ação realistas ao extremo, e espetaculares em momentos de pura tensão psicológica, fazem desse filme um dos melhores dos últimos anos que infelizmente não foi reconhecido muito bem na academia (com exceção Heath Ledger que acabou sendo indicado e ganhando todos os prêmios incluindo o Oscar).

Leia também: Partes 1,2,3 e 4.

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Cine Dicas: Estreias no final de semana (10/08/12)


Após semanas, com estréias de super produções no cinema, Porto Alegre  se rende um pouco a pequenos filmes, mas que tem muito a dizer. Começando com o filme Amor em Transito, filme Argentino que estréia hoje no Cine Santander e terá a presença ilustre do próprio diretor Lucas Blanco. Como os roadie movie são a bola da vez de uns dois anos pra cá (vide o recente Na Estrada), A beira do Caminho é a mais nova pedida desse gênero e o retorno do cineasta Breno Silveira (2 Filhos de Francisco) na direção.      
Enfim, desejo a todos um ótimo final de semana, bons filmes e aguarde por um certo agente inglês que irá começar a dominar o blog por aqui. Confiram as estreias: 


Amor em Trânsito

Sinopse: Em duas tramas, os dois casais se conhecem na capital argentina, mas estão em trânsito: Mercedes está prestes a embarcar para Barcelona, e Juan acaba de chegar à Argentina depois de muitos anos fora. Conhecem respectivamente Ariel e Micaela em meio a desencontros com outros namorados.

À Beira do Caminho
Sinopse: A emocionante história de João um homem que encontra na estrada uma saída para esquecer os dramas de seu passado. Por acaso ou sorte seu caminho se cruza com o de um menino em busca do pai que nunca conheceu. A partir desse encontro nasce uma bela relação que movimentará odelicado equilíbrio construído por João para enfrentar seus fantasmas. 

A Primeira Coisa Bela

Sinopse: Bruno Michelucci, professor de literatura em uma escola de hotelaria de Milão, sobrevive às recordações de uma infância de novela e à beleza embaraçosa de uma mãe vital e extrovertida. Tudo começa no verão de 1971, quando, na tradicional eleição da Miss da praia mais popular de Livorno, Anna, sua mãe, foi coroada inesperadamente como ?a mãe mais bela do verão?. A partir de então, chegam os problemas para a família Michelucci, e viver se converterá a toda uma aventura que vai superando Bruno até chegar aos nossos dias, quando Valeria, sua irmã, decide reconciliar Bruno com seu passado e com sua mãe.


A Tentação

Sinopse: Nesse thriller focado em uma corrida contra o tempo, filosofias opostas de dois homens envolvidos em um complicado triângulo amoroso com uma bonita mulher (Liv Tyler) se transformam em uma séria batalha que aborda as forças de vontades desses dois homens. Na trama, o fundamentalista cristão (Patrick Wilson) força o ateu (Charlie Hunnam) a ficar dependurado no topo de um alto edifício. O fundamentalista dá ao ateu uma hora para escolher entre sua a própria vida e a vida de outra pessoa, enquanto um policial (Terrence Howard) tenta convencê-lo a descer do topo desse edifício. Sem acreditar na vida após a morte, seria ele capaz de fazer tal sacrifício? “A TENTAÇÃO” (The Ledge) é um estudo do amor e da convicção das personalidades envolvidas que nos força a nos perguntar quão longe iríamos por algo em que realmente acreditássemos.

Lola
Sinopse: Em um mundo cada vez mais conectado pelas redes sociais Lola e seus amigos navegam entre romances e amizades no colégio enquanto lidam com a dificuldade de manter uma comunicação saudável com os pais. LOLA é uma autêntica e divertida comédia que retrata com bom humor e naturalidade a realidade dos jovens de hoje em dia.


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cine Especial: OS BICHOS PAPÕES DO CINEMA DA MINHA INFANCIA



Muitos dos grandes clássicos do terror, eu acabei vendo somente anos mais tarde, quando tinha olhos e coração mais forte para encará-los, pois sinceramente, eu era muito medroso quando eu era pequeno. Naqueles tempos (inicio dos anos 80) eu tinha interesse, mas tinha o maior medo dos filmes de terror, tanto, que somente quando determinado filme era anunciado eu tremia nas bases. Verdade seja dita, a forma que o SBT anunciava antigamente, os filmes de terror e suspense davam o maior calafrio, mesmo quando o filme era o mais puro trash.   
Pensando nisso, solto abaixo os filmes que me deixaram com as pernas bambas quando pequeno, e não me importo se vocês forem rir de mim, pois é para descontrair mesmo.

OS OLHOS NO ESCURO

Não, o titulo do filme não é esse, sendo que nem sei qual era o titulo do filme, pois nem sequer cheguei a assisti-lo e sim vi o SBT anunciar unicamente. Bom, para inicio de conversa, estava assistindo a saudosa sessão das 10 do canal, que estava passando o clássico infantil A Flauta Mágica. Quando estava dando os comerciais, o SBT  anuncia para a próxima atração, um filme de terror que nem me lembro o nome, mas que unicamente mostrava uns olhos arrepiantes no escuro e fazendo uma garota gritar e embalado pela voz assustadora do narrador do canal.
Foi então o suficiente para torcer, que a ultima parte do filme terminasse, para então corresse para cama do meu quarto, mas para o meu azar, nos morávamos numa área verde e tinha que subir umas escadas. Foi à subida mais longa da minha vida, pois tive que subir com a luz desligada e minhas pernas amoleceram de tanto medo, chegando a quase a rastejar nos degraus. Se tudo isso, foi por causa da próxima atração do SBT, imagine se tivessem anunciado o Exorcista na época.  

Alligator - O Jacaré Gigante

O clássico B do diretor Lewis Teague, foi um enorme sucesso no canal do dono do Baú, tanto, que ele vinha com aquela propaganda que a família dele viu e adorou etc. Naquele tempo (três ou quatro anos eu tinha) eu já era vidrado em assistir tudo que passava no SBT e queria porque queria ver Alligator. Mas como eu era um pequeno menino covarde, quando bichão comia as pessoas, eu tinha medo de olhar e me escondia rapidamente atrás do sofá.
Devido a isso, tinha medo de qualquer lagarto que aparecia na cozinha naquela época, acreditando que ele iria para o ralo e se transformasse num monstro. Vendo atualmente, acho bem difícil uma criança se impressionar facilmente, pois até mesmo quando Alligator esta andando na rua, percebemos quando os carros ou prédios são maquetes.


O ATAQUE DAS FORMIGAS GIGANTES

Refilmagem para a TV, do clássico dos anos 50, o Mundo em Perigo. Foi outro filme, que o SBT incansavelmente reprisava a exaustão na época e a luz do dia, só não me lembro se existiam cortes. Duas coisas, que esse filme me amedrontava na época quando pequeno, que eram: o barulho que elas faziam, quando atacavam as pessoas, sendo que parecia mais um grito de mulher misturado com qualquer outra coisa, e claro, a morte das pessoas sendo devoradas por elas, em que as cenas, a câmera ficava em movimento constantemente.
Visto hoje, é até bem risível os efeitos especiais, onde as formiga eram, às vezes bonecos, ou formigas de verdade mesmo, que eram aumentadas com truques de câmera.

 TUBARÃO

Um dos meus filmes preferidos do mestre Steven Spielberg, mas se ele assombrou inúmeras pessoas já adultas nos anos 70, o que dizer então, de um menino que ficou com as pernas moles por causa de um anuncio de um filme de terror na TV. Na verdade, do inicio até o final do filme, até que não me assustou muito, mas a cena que o tubarão começa a devorar Quint (Robert Shaw), foi algo que me deu embrulho no estomago. Curiosamente, só fui assistir a esse clássico, quando já tinha visto Tubarão 2, que de uma forma ingênua na época, achava  mais assustador que o primeiro.


O INCRÍVEL HULK

Toda a criança que se prezava na época,  fazia questão de se sentar na frente na TV, para assistir ao seriado clássico do Incrível Hulk e eu não era diferente. Mas se tem uma coisa que eu me lembro quando eu assistia a essa série, e rio bastante quando me recordo, é o fato que eu sempre tinha medo da transformação do herói. Adorava quando Lou Ferrigno rugia, corria em câmera lenta e arremessava a pessoas que nem bonequinhos, mas antes disso, quando David Banner (Bill Bixby) começava a sentir dor (ou nervoso) e começava a ficar com os olhos verdes, aquilo me assustava de monte e rapidamente me escondia atrás do sofá.
Minha mãe se irritava comigo por causa disso, ficava dizendo sempre que a transformação não era nada demais, mas vai dizer isso para mim naquela época, não tinha como me convencer do contrario.

Enfim, recordando desses cinco momentos assustadores da minha infância, fico me perguntando como seria então se tivesse encarado verdadeiros pesos pesados dos filmes de terror como o Exorcista e a Profecia. Em parte, até compreendo porque tem vários psicólogos por ai, dizendo que as crianças devem ser sim poupadas de certos filmes violentos, senão elas podem ficar traumatizadas pelo resto da vida. Atualmente é raro um filme de terror me causar arrepios, mas quando eles acontecem felizmente não me escondo mais atrás do sofá.    


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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cine Especial: BATMAN NO CINEMA: Parte 4


Com o filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge nos cinemas, vamos recapitular todas as aventuras do homem morcego que já teve no cinema, confiram:
  
BATMAN: A MASCARA DO FANTASMA

Sinopse: Desenho animado no qual Bruce Wayne, o Homem-Morcego, combate o Fantasma, um novo bandido que mata um grande criminoso e faz parecer que o herói encapuçado cometeu o crime, fazendo com que Gotham City se volte contra ele. Além disso, Batman ainda precisa se preocupar em defender a cidade do Coringa, um vilão extremamente perigoso.

Entre sucessos e fracassos que o homem morcego teve durante a década de 90, a série de desenho animado para a TV, comandada pelo gênio Bruce Tim, se tornou rapidamente um sucesso de publico e de critica, chegando até mesmo a conquistar alguns prêmios importantes da TV norte americana. Todos esses louros se deve unicamente, pelo fato da série seguir fielmente as raízes do herói, e  ao mesmo tempo injetando um estilo retro, que é muito parecido com a série clássica do Superman dos 40, que acabou sendo uma grande fonte de inspiração.
Com o sucesso em mãos, a Warner enxergou projetar esse universo para o cinema, o que acabou se concretizando em novembro de 1992, com o lançamento de Batman: A Mascara do Fantasma, que mostra tanto a origem do herói, como também do Coringa, que de uma forma indireta, foi responsável por colaborar com a origem do herói. Embora com uma animação econômica em alguns momentos, o filme conquista o espectador por apresentar uma trama mais sombria e humana do herói, que fica dividido entre proteger a sua cidade ou ter uma vida normal, ao lado da sua primeira namorada, Andréia.
Com um ato final que reserva inúmeras surpresas e com um Coringa completamente enlouquecido (dublado de uma forma excepcional por Mark Hamill), Batman: A Mascara do Fantasma era um bom exemplo, de como as historias do homem morcego deveriam ser trilhadas no cinema. Pena que a Warner demorou em se dar conta disso.             
  
Curiosidade: Inicialmente, era intenção da Warner lançar Batman - A Máscara do Fantasma apenas em vídeo, mas pouco após o início da produção o estúdio resolveu lançar o filme nos cinemas americanos. Com isso, a equipe de produção do filme teve menos de um ano para poder começar e concluir o filme.
  
Batman do Futuro - O Retorno do Coringa

Sinopse: Enquanto busca descobrir os segredos por trás do Coringa, Terry McGinnis, o novo Batman, descobre também a verdade por trás do maior mistério da carreira do Batman original: a verdadeira história em que Bruce Wayne e o Coringa se enfrentaram pela última vez. Mas quando o Coringa retorna à ativa e quase mata Wayne, é hora do novo Batman vingar seu mentor e acabar de uma vez por todas com a ameaça do palhaço assassino.

Com o imenso sucesso de Batman: A Série animada, o universo do homem morcego animado gerou inúmeros frutos, como a elogiada Liga da Justiça, porém, uma desacreditada idéia de mostrar o personagem num possível futuro, acabou rendendo boas historias. A trama mostra o velho Bruce Wayne, comandando de longe pela Bat-caverna, o novo Batman, Terry McGinnis, que combate o crime, numa Gotham City futurística. A série acabou rendendo um elogiado filme para video, Intitulado Batman: O Retorno do Coringa, que embora a origem do retorno do arquiinimigo do homem morcego no futuro soe um tanto que forçada, a trama ganha pontos por colocar os personagens centrais em situações em que se testa o lado psicológico de cada um deles, principalmente quando a historia retorna ao passado, mostrando a queda do segundo Robin e aparentemente morte do Coringa.    
Após o retumbante fracasso de publico e de critica de Batman e Robin no cinema, por muito tempo Batman: O Retorno do Coringa salvava um pouco a honra e imagem do homem morcego, que foi tão judiada no cinema naquela época.


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Cine Dica: Em Breve no Cine bancários: Vou Rifar Meu Coração



Sinopse: Documentário que trata do imaginário romântico, erótico e afetivo brasileiro a partir da obra dos principais nomes da música popular romântica, também conhecida como brega. Letras de músicas de artistas como Odair José, Agnaldo Timóteo, Waldick Soriano, Evaldo Braga, Nelson Ned, Amado Batista e Wando, entre outros, formam verdadeiras crônicas dos dramas da vida a dois. Em Vou rifar meu coração, os temas destas músicas se relacionam com as histórias da vida amorosa de pessoas comuns, enfrentando o desafio de falar sobre a intimidade de pessoas reais, em situações reais.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Cine Especial: PAUL THOMAS ANDERSON


Nas ultimas horas, foi anunciado que o mais novo filme de Paul Thomas Anderson ("The Master") irá concorrer no próximo festival de Veneza. Embora tenha ainda uma filmografia pequena, Anderson chamou muito atenção pela sua ousadia, forma de filmar e o talento por saber comandar um super elenco, onde cada personagem é fator importante para desenrolar da trama. Lembrando disso, solto abaixo os principais e melhores filmes da carreira desse engenhoso diretor.   
  
Boogie Nights - Prazer Sem Limites

Sinopse: Eddie (Mark Wahlberg) é um ator novato que acaba sendo descoberto por Jack Horner (Burt Reynolds), um diretor de filmes pornográficos que considera seu trabalho uma forma de arte. A partir daí, Eddie muda seu nome e passa a se envolver cada vez mais em um mundo de prazer e drogas.

No seu segundo longa metragem, o cineasta Anderson fez um raro mergulho do cinema convencional no pornô de Hollywood. Sem moralismo, ele expõe esse mundo tão polêmico com ternura. Mesmo distante de problemas práticos, com advento do video nos anos 80 alternando a conduta dos produtores, os integrantes do cinema erótico mantêm, segundo Anderson, uma união efetiva quase familiar. Finalista em três categorias  do Oscar (roteiro original, atriz coadjuvante para Julianne Moore e ator coadjuvante para Burt Reynold), o filme ainda reserva a presensa de um dos grandes mitos do pornô, que é a bela veterana Hartley, que no filme é uma ninfomaníaca esposa de um técnico, interpretado pelo ator William H. Macy (A Vida em Preto e Branco).
Embora com elenco cheio de rostos conhecidos, muitos se lembram que esse foi o filme que consagrou Mark Wahlberg (Os Infiltrados) e até hoje é considerado o melhor desempenho da carreira do ator. A cena em que ele se descontrola perante todos e seus últimos minutos em cena (fazendo uma referencia ao clássico Touro Indomável, mas de uma forma desconcertante), são dignas de nota.                  

Magnólia

Sinopse: A história se desenvolve em Los Angeles, nos arredores da rua Magnólia, acompanhando um dia na vida de nove personagens, que moram na mesma área e cujas histórias se cruzam por coincidências do destino. O filme aborda diversos temas polêmicos, como incesto, homossexualidade, drogas e violência.

Clássico do inesquecível ano de 1999 continua sendo arrebatador e com um dos finais mais enigmáticos de todos os tempos. Ousado mosaico dramático dirigido e escrito por Anderson que chamou a atenção da critica por Boogie Nights. A semelhança de Shorts Cuts, de Robert Altman, o roteiro apresenta vários personagens do inicio desconexos. A excessiva duração do filme é a proposta do diretor, que quis compor um épico sobre dramas comuns. O roteiro pesado, alguns espectadores testarão os seus nervos ou usarão muitos lenços. Atuações surpreendentes, onde se destaque Cruise, vencedor do Globo de Ouro 2000 de ator coadjuvante, ótimo papel de um guru dos machistas.
É um filme que possui inúmeros momentos magistrais, sendo que um todo mundo conhece, só não vou dizer aqui para não estragar a surpresa daqueles que não viram, mas adianto que, como eu disse acima, acontece nos minutos finais e com certeza é das coisas mais imprevisíveis que já vi num filme. A outra cena é aquela em que todos os personagens da trama, fragilizados perante as situações difíceis que andam passando, começam a cantar a bela musica “Aimee Mann - Wise Up”. Curtam esse momento abaixo.  

Curiosidades:O filme faz várias referências ao número 82. Este número se refere a uma passagem da Bíblia, mais especificamente ao livro do Êxodo, 8:2. Jason Robards (Era uma vez no Oeste), em seu último papel no cinema, vindo à falecer pouco depois do fim das filmagens. 

Sangue Negro

Sinopse: Virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel decide partir para o local com seu filho, H.W. (Dillon Freasier). O nome da cidade é Little Boston, sendo que a única diversão do local é a igreja do carismático pastor Eli Sunday (Paul Dano). Daniel e H.W. se arriscam e logo encontram um poço de petróleo, que lhes traz riqueza mas também uma série de conflitos.

O Cidadão Kane do século 21. Exageros a parte, o filme é ótimo por dois motivos: 1) Paul Thomas Anderson, que desde maravilhoso, Magnólia, não fazia um filme tão marcante. 2º) Daniel Day-Lewis que em cada filme que atua, age como se fosse seu ultimo desempenho da carreira e que acaba dando tudo de si numa atuação extraordinariamente assustadora. O filme é uma verdadeira critica ao consumismo de petróleo desenfreado que existe, tanto ontem como   atualmente e a típica historia que dinheiro não é tudo, mas que aqui funciona a dedo.
Não tem como não deixar de se lembrar dos primeiros dez minutos de filme, onde simplesmente não a palavras dos personagens que se apresentam na trama, sendo que unicamente as coisas ficam acontecendo na tela, embalado com uma bela trilha sonora e que as imagens apresentadas falam por si, algo que é muitíssimo raro no cinema atual. E logicamente, os minutos finais da trama são dignos de nota, onde Day Lewis discursa sobre as engrenagens do seu universo envolta do petróleo, no qual é encerrado de uma forma primorosa e desconcertante. Lewis acabou levando o seu segundo Oscar (o primeiro foi por Meu Pé Esquerdo), sendo uma das premiações mais justas da academia dos últimos anos.  
 Um filme que será lembrado a cada ano que passar.

E em breve:


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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cine Especial: UM CIDADÃO QUE CAI


CIDADÃO KANE PERDE LIDERANÇA PARA UM CORPO QUE CAI

Nunca quis me gabar com os meus textos, muito menos comprar briga com ninguém, mas sinceramente preciso dizer isso....EU AVISEI!!
Ano passado, eu havia escrito um especial intitulado, Rei Kane, não tão rei assim, no qual eu criticava o fato, que durante décadas, Cidadão Kane permanecia sempre em primeiro lugar e que já era a hora dos críticos que fazem essas listas repensarem sobre isso. Assim como naquele texto, repito, não tenho nada contra com relação à obra máxima de Orson Wells, pois acho um excelente filme e merece estar sempre figurando dentre os grandes. Porém, ao longo das décadas surgiram inúmeros filmes, que são maiores do que a vida, como O Poderoso Chefão, Psicose, 2001, Laranja Mecânica, O Sétimo Selo e dentre outros e que poderiam muito bem tirar o posto do Sr Kane.

Voltando aquela matéria, eu havia citado alguns filmes que poderiam facilmente ficar em primeiro lugar, e dentre eles citei Um Corpo que Cai (1958), que para muitos é a obra máxima de Alfred Hitchcock. Eis que semana passada, o grupo famoso de críticos British Films, que sempre se reúnem a cada dez anos para criar uma nova  lista dos melhores filmes de todos os tempos, anunciam a sua nova lista, e para o espanto de todos no mundo, colocam o filme de  Hitchcock em primeiro, dando a medalha de prata para Wells e quebrando assim uma liderança que já durava seis décadas. Claro que já surgiram críticos protestando pela mudança, mas convenhamos, todo o inicio tem que ter um fim e naquela matéria que eu fiz estava prevendo que um dia isso poderia acontecer. Anos se passam, as opiniões mudam, surgem novos críticos com um olhar cada vez mais atento sobre determinados filmes e com certeza as novas opiniões iriam prevalecer.


TRUFFAUT SE ADIANTOU

François Truffaut e outros críticos da frança, que acabaram se tornado grandes cineastas e criando o tão famoso movimento Nouvelle Vague, já enxergavam em Hitchcock um cineasta autoral, com sua própria visão pessoal de se criar filmes, coisa que os críticos americanos daquele período não enxergavam da mesma forma, mas que aos poucos, realmente se deram conta que os franceses tinham razão. Truffaut sempre dizia – “Kane era um filme que mais tinha inspirado novos cineastas, mas as gerações que sofreram essa influencia estão acabando, e para as novas gerações as suas inovações já são moeda corrente”, completou. Não sei bem mais ou menos quando o cineasta disse essas palavras, mas com certeza já foi por volta dos anos 60 e isso se fortaleceu, na famosa entrevista que Truffaut fez com o seu ídolo, onde ambos conversaram bastante sobre as obras do cineasta, como Janela Indiscreta, Interlúdio e claro, Um Corpo que Cai.
Alias esse filme de 1958, fortalece o que eu sempre prego por aqui, que o tempo que irá fazer justiça, com relação aos filmes que foram injustamente ignorados no passado, mas que acabam de uma forma merecida,  reconhecidos gradualmente ao longo dos anos. A vitoria de Um Corpo que Cai nesta nova lista, com certeza fará com que a nova geração de críticos se volte para uma analise mais aprofundada, da vasta e impecável filmografia desse cineasta inglês. Não me surpreendia, se outros filmes dele, começassem a subir cada vez mais ao pódio, pois Janela Indiscreta, por exemplo, não é somente um filme que previa o fim da privacidade que nos vivemos atualmente, mas também uma homenagem que o Hitchcock fez ao próprio cinema. Vemos James Stewart, não só investigando um possível assassinato na janela vizinha, como também a vida de cada um dos que moram nos apartamentos, como se cada janela representasse uma pequena tela de cinema e que passava então nela uma pequena historia.
Não era somente um filme com uma visão pessoal de se fazer cinema, era também uma homenagem ao próprio cinema. Estou prevendo alguma coisa daqui a dez anos?  Nunca se sabe, pois eu sem querer (ou não) estava prevendo o deposto do Sr Wells  no ano passado, portanto posso não estar muito errado com a minha pequena previsão acima. Que comecem as apostas ao longo dos anos!


Veja abaixo os dez melhores filmes da história, de acordo com a pesquisa do British Film Institute.

1 - "Um Corpo que Cai" (1958), de Alfred Hitchcock








2 - "Cidadão Kane" (1941), de Orson Welles











3 - "Era uma Vez em Tóquio" (1953), de Yasujiro Ozu
4 - "A Regra do Jogo" (1939), de Jean Renoir
5 - "Aurora" (1927), de F.W. Murnau
6 - "2001: Uma Odisséia no Espaço" (1968), de Stanley Kubrick
7 - "Rastros de Ódio" (1956), de John Ford
8 - "Um Homem com Uma Câmera" (1929), de Dziga Vertov
9 - "A Paixão de Joana D'Arc" (1927), de Carl Dreyer
10 - "8 ½" (1963), de Federico Fellini



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