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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cine Dica: Lançamento em DVD e Blu-Ray: Piratas do Caribe: Navegando nas Aguas Misteriosas

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cine Dica: Em Cartaz: Werner Herzog: Sou o que são meus filmes

Do dia 06 a 21 de setembro, o Cine Bancários e a Sala PF Gastal estarão exibindo (com entrada franca) Mostra “Werner Herzog: Sou o que são meus filmes”.
Por aqui, estarei postando sobre os filmes que eu for assistindo e falando um pouco de cada um deles. Já adianto que as obras de Herzog são no mínimo incomuns, portanto, recomendo e muito que elas sejam vistas na tela grande, porque não é sempre que temos essa grande oportunidade.


O DIAMANTE BRANCO
SINOPSE: O Diamante Branco, de Werner Herzog - Amazônia, 1992: um acidente com um protótipo de dirigível criado pelo cientista britânico Graham Dorrington mata seu amigo e diretor de filmes ecológicos, Dieter Plage, enquanto filmava animais selvagens junto ao Rio Amazonas. Doze anos depois, Werner Herzog retorna à região ao lado de Dorrington, disposto a fazer uma segunda tentativa. Melhor documentário pelo New York Film Critics Circle.
Sendo um filme de Werner Herzog já podemos ter uma idéia do que esperar dessa produção, pois o que todos os seus filmes tem em comum é mostrar pessoas que buscam a realização dos seus desejos e ao mesmo tempo enfrentam seus próprios limites, mesmo que isso possa lhe custar muito. Ou seja, vemos nos personagens apresentados em seus filmes um reflexo do próprio diretor do que ele faz, que é simplesmente busca meios para tentar se desafiar ou buscar alguém para se espelhar. E a bola da vez nesta produção de 2004 foi o cientista britânico Graham Dorrington, uma pessoa completamente obstinada em atravessar o Rio Amazonas com um dirigível.
Embora nos estejamos vendo o lado meio que excêntrico de Graham, ao mesmo tempo ele demonstra que tem pleno conhecimento do que ele faz é perigoso e que tudo tem seus limites, mas ao mesmo tempo, quanto mais ele sente que algo lhe impede de realizar o seu desejo, mais ele quer ir em frente, principalmente por talvez buscar redenção e fazer as pazes com o passado quando perdeu o seu amigo Dieter Plage numa tentativa no passado.
Como sempre, o filme explora bastante a natureza do lugar e Werner busca pela câmera as melhores cenas em retratar tanto a natureza como também os perigos que ela traz consigo. Em determinados momentos ficamos aflitos pelo destino dos protagonistas do documentário, principalmente pelos personagens secundários que surgem na tela, como um nativo do lugar que vive com suas galinhas e ajuda o resto do grupo, se interagindo e fazendo parte desse sonho de Graham.
Um filme indispensável para quem é fã do diretor e sabe muito bem o que esperar da produção.


Mais informações sobre os dias e horários das sessões vocês encontram nos blogs do Cine Bancarios e Sala P.F. Gastal clicando aqui e aqui.


 
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Cine Especial: JEAN-LUC GODARD: Parte 6

Nos dias 17 e 18 de Setembro estarei participando do curso “POESIA E ENSAIO NA OBRA DE JEAN-LUC GODARD” no CineBancários (Rua Gen. Câmara, nº 424 – P. Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vem, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande cineasta que liderou o movimento Nouvelle Vague.

Uma Mulher É uma Mulher
Sinopse: Fazendo uma reflexão de sua própria vida, uma dançarina de cabaré tenta convencer seu marido a engravidá-la.
Ana Karina faz um elemento representativo da comunidade feminina da França de 61. É irreverente, é sensual, é divertida, é obstinada. Sabe que quer algo, mas não parece saber muito bem o quê e como lá chegará.
A maternidade é uma mera desculpa que o diretor utiliza para passar à ação no filme. Esta é a sua primeira comédia e, para alguns, sua maior obra-prima (embora eu discorde). Não por ser uma comédia como houve poucas. Não por ter um elenco absolutamente notável, com três verdadeiros ícones da Nouvelle Vague: Karina, Belmondo e Brialy. Mas sim pela genialidade com que Godard brinca com o conceito de filme. O jogo de palavras com os títulos de livros é de um brilhantismo a toda a prova. A narração da história, dentro da história – algo que culminará em Pierrot le Fou – é de uma simplicidade estonteante. Mas é a riqueza de planos, a concepção do espaço (e este é o primeiro filme de Godard filmado essencialmente em estúdio) que apesar de ser interior é filmado como se fosse exterior, ou seja, com uma liberdade de movimento fabuloso. Basta olhar para Brialy a andar de bicicleta dentro de casa, que rapidamente se percebe o recado de Godard. O local onde se filma é menos importante das idéias que se tem para o valorizar ao máximo.
O primeiro filme de Godard a cores, também o único filme em que Godard dá um pequeno tom de musical, um gênero onde não irá caminhar, por considerar que é demasiado leve para as suas experiências dentro da gramática do cinema, a sua verdadeira paixão. Aliás, um dos tons essenciais deste filme é o de servir de palco para as primeiras experiências do realizador a todos os níveis. Atores a falar diretamente com o público, jogos de cor e de som, elogio do cinema da Nouvelle Vague dentro do próprio filme, uso de inter-titulos na história numa clara alusão à sua paixão pelo mudo, são elementos fundamentais na obra de Godard, e conhecem aqui a luz do dia.
Não é um filme profundamente reflexivo como na maioria dos seus filmes, e sim, acima de tudo, um filme que fala de amor, das relações de um casal e do desejo – ou melhor, dos desejos – e do capricho de uma só mulher. Ou melhor, de todas as mulheres. Pelo menos, como as imagina Godard. 
 
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Cine Dicas: Estréias no final de semana (09 09 11)

E ai pessoal. Chegamos a um final de semana com poucas estréias se comparado a outras semanas, porém, são pequenas mas bem significativas, como o genial Além da Estrada que vocês já podem ler minha critica por aqui. Lembrando que continua na capital as sessões especiais dos documentários de Werner Herzog, tanto no Cine Bancários como também na sala P.F Gastal, portanto aguardem novas criticas minhas.

Confiram as estréias:

Além da Estrada
Sinopse: No Uruguai, o argentino Santiago está em busca de um terreno herdado dos pais, falecidos há um bom tempo. Casualmente ele conhece Juliette, uma moça belga que procura um antigo amor. Eles viajam juntos pelo país e, ao longo do caminho, se tornam cada vez mais próximos. Quando chegam a Punta del Este, o universo de Santiago se torna um empecilho para o relacionamento dos dois.
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Cowboys & Aliens
Sinopse: Em 1873 um estranho (Daniel Craig) sem memória vai parar em Absolution cidade inóspita para visitantes dominada pelo medo e comandada pelo pulso forte do Coronel Woodrow Dollarhyde (Harrison Ford). Mas as coisas pioram com a invasão de seres alienígenas forçando os homens brancos a unir forças com os índios Apaches contra a ameaça extraterrestre.


Larry Crowne: O amor está de volta
Sinopse: O vencedores do OSCAR Tom Hanks e Julia Roberts estão juntos novamente nesta incrível comédia dramática sobre como a recessão econômica pode inspirar um cara comum que precisa se reinventar: Larry Crowne.brLarry Crowne (Tom Hanks) era o líder de sua equipe de estrelas da Marinha. Após ser rebaixado começa uma busca da reinvenção pessoal e volta à sua cidade natal. Nela Larry desenvolve uma paixão inesperada por sua professora da faculdade Mercedes Tainot (Julia Roberts).




Uma doce mentira
Sinopse: Numa manhã de primavera Emilie recebe uma linda carta de amor anônima. Sua primeira reação é jogar a carta no lixo. Mas ela vislumbra uma forma de salvar sua mãe uma mulher triste e isolada desde a partida de seu marido. Sem pensar muito ela envia a carta para a mãe sem saber que o autor é Jean seu tímido empregado. Emilie não imagina que seu gesto desencadeará uma série de desentendimentos criando situações fora de controle.



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Cine Dica: Em Cartaz Além da Estrada

Sinopse: No Uruguai, o argentino Santiago está em busca de um terreno herdado dos pais, falecidos há um bom tempo. Casualmente ele conhece Juliette, uma moça belga que procura um antigo amor. Eles viajam juntos pelo país e, ao longo do caminho, se tornam cada vez mais próximos. Quando chegam a Punta del Este, o universo de Santiago se torna um empecilho para o relacionamento dos dois.
O gênero Rodie Movie é um filme de estrada onde normalmente o protagonista sempre esta em busca de algo, seja por redenção ou por algum sentido na vida e isso é muito bem aplicado neste Além da Estrada. Aqui nos é apresentado dois personagens, Santiago e Juliette (Esteban Feune e Jill Mulleady ótimos) que se cruzam em uma viajem pelo o Uruguai, onde cada um tem um destino diferente, mas que acabam se unindo numa viajem que gradualmente irá mudar suas vidas. O encontro do casal central, por vezes, se torna mera desculpa para o filme se tornar uma espécie de documentário onde os protagonistas param para apreciar os lugares por onde passam, ou para conversar com as pessoas naturais de lá, que por muitas vezes durante a projeção, se tornam os grandes astros da historia, chegando ao ponto, de serem mais carismáticos que os próprios protagonistas. O que não quer dizer que eles se tornam meros enfeites, muito pelo contrario. A forma de como são apresentados na tela são de uma forma honesta e humana, tanto que não vemos grandes interpretações do casal, mas sim um lado natural deles, cru e realista na forma como eles vão se apaixonando um pelo outro e se dando conta que ambos preenchem o vazio que cada um estava vivendo em suas vidas.
O que impressiona é o fato do diretor estreante Charly Braun saber passar tamanha segurança do que esta fazendo, dando ares de verdadeiro veterano e ao mesmo tempo não escondendo sua vocação de documentarista. Sendo assim, não seria surpresa se futuramente ele fosse fazer documentários, pois como havia dito acima, o filme por vezes se torna um ao apresentar personagens que nada mais são que pessoas verdadeiras em seus habitats. É por seguir os ares de um documentário ou por um tom mais realista, que muita coisa que acabou surgindo durante a produção, acabou sendo aproveitada na historia, como o fato de um cachorro seguir o casal, ou até mesmo o surgimento da modelo internacional Naomi Campbell fazendo ela mesma, que a quem diga ela estava de passagem no Uruguai e acabou sendo convidada para participar do filme, numa ponta curiosa mas dispensável.
Com uma trilha sonora caprichada e com elementos que relembram clássicos como Sem Destino e até mesmo o recente Antes do por do Sol, Além da Estrada é uma deliciosa viajem sobre descobertas, seja no intimo de cada um, ou de lugares até então desconhecidos, mesmo eles estando bem perto da gente.


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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cine Especial: JEAN-LUC GODARD: Parte 5

Nos dias 17 e 18 de Setembro estarei participando do curso “POESIA E ENSAIO NA OBRA DE JEAN-LUC GODARD” no CineBancários (Rua Gen. Câmara, nº 424 – P. Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vem, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande cineasta que liderou o movimento Nouvelle Vague.


Alphaville

Sinopse: A cidade de Alphaville é comandada pelo computador Alpha 60, que aboliu os sentimentos em seus habitantes. Lemmy Caution (Eddie Constantine) é um agente enviado ao local, com a missão de encontrar o professor von Braun, criador de Alpha 60. Seu objetivo é convence-lo a destruir a máquina. o percurso Natacha (Anna Karina), a filha do professor, lhe ajuda como guia.
Parábola sobre o totalitarismo, é um dos filmes mais diretos do diretor, mas não menos interessantes. O protagonista em si foi construído a partir da imagem do personagem das HQ Dick Tracy, criado por Chester Gould, mas se olharmos bem, o visual lembra e muito os detetives de filmes noir da era de ouro do cinema como Humphrey Bogart em O Falcão Maltes por exemplo. E se por um lado, Godard não tinha um Bogart, pelo menos Eddie Constantine não faz feio como um detetive futurístico.
Como o visual era bem noir (mesmo retratando o futuro) o filme possuía uma trilha sonora descaradamente Hollyoodiana. Atualmente, essa obra pode ser muito bem encontrada entre os cem melhores filmes de ficção cientifica do cinema. Gênero que o cinema Frances alias pouco explorou durante sua historia.

Curiosidades: Apesar de Alphaville ser uma cidade futurista, foram usadas locações de Paris como sets de filmagens. Em 10 de julho de 1970 foi banido de todos os cinemas paquistaneses.


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Cine Dica: Em Cartaz: Werner Herzog: Sou o que são meus filmes

Do dia 06 a 21 de setembro, o Cine Bancários e a Sala PF Gastal estarão exibindo (com entrada franca) Mostra “Werner Herzog: Sou o que são meus filmes”.
Por aqui, estarei postando sobre os filmes que eu for assistindo e falando um pouco de cada um deles. Já adianto que as obras de Herzog são no mínimo incomuns, portanto, recomendo e muito que elas sejam vistas na tela grande, porque não é sempre que temos essa grande oportunidade.


Hércules
Sinopse: O trabalho de estréia de Herzog busca já a imperceptível transgressão do mero documentário e evoca um tema central de suas obras: o ridículo da revolta titânica.
O primeiro trabalho de Herzog não tem muito que dizer, apenas mostrando até que ponto os homens vão para adquirir o corpo perfeito para certas competições do fisiculturismo. Assistindo a esse curta, imediatamente me lembrei de Arnold Schwarzenegger num documentario onde ele estava competindo para ser mister universo. Seria o curta de Herzog uma especie de influencia na criação daquele documentário?


Fata Morgana
Sinopse: Uma viagem pela África, poética e surreal, como um sonho, fragmentária, por ser destituída de qualquer história, ainda assim amparada em uma coerência interna. Herzog confronta os mitos da criação com imagens da destruição.
Documentário com belas imagens, mas que se deve ser assistida com a mente aberta e adentrar sem pestanejar neste mundo que Herzog filma sem pressa num vasto deserto. A proposta esta sobre a criação da vida em meio ao nada e do nada surge à vida e da vida vem a destruição. Complicado? Assistindo de começo ao fim tem então uma vaga idéia da proposta do diretor. Homem surge do nada, com o nada ele cria e sua criação ele destrói gradualmente nos anos que ele passa no lugar onde nasceu. Não é para qualquer um, mas que representa muito bem o que é Herzog.


La Soufrière
Sinopse: Verão de 1976: há uma ameaça de uma erupção devastadora do vulcão "La Soufrière" na ilha de Guadalupe, Antilhas Francesas. A ilha é evacuada. Werner Herzog e sua equipe de filmagem ficam para filmar a catástrofe – e aguardam a erupção em vão.
Assim como seus personagens dos seus filmes, Werner Herzog é alguém que vai alem dos seus limites sem se importar com os riscos que ira aparecer a sua frente. Só mesmo explicando dessa forma para tentar entender os motivos que ele levou a adentrar em uma cidade fantasma que havia sido abandonada com a ameaça da explosão de um vulcão. Durante o documentário vemos imagens assustadoras de ruas desertas, casas abandonadas, assim como pobres animais que ficaram para traz sem ter tido um pingo de esperança.
Um dos pontos altos do documentário esta na entrevista de duas pessoas que se recusaram a sai da cidade e aceitam a morte com tamanha facilidade unicamente pelo fato que um dia irão morrer mesmo, então ficar ali para morrer ou depois não fará a mínima diferença. São depoimentos humanos de pessoas simples, que possuem poucos recursos, mas tem muito a dizer. No fim a erupção jamais aconteceu, mas serviu para colocar no mapa a situação humilde da ilha de Guadalupe e do lado imprevisível da mãe natureza.


Lições da Escuridão
Sinopse: Pouco antes da segunda Guerra do Golfo, tropas iraquianas incendiaram campos de petróleo e terminais durante sua retirada do Kuait. Herzog e seu cinegrafista tentam registrar o inconcebível, o apocalipse, através de suas imagens.
Através de imagens aéreas vibrantes, Herzog testemunha o inferno na terra quando os campos de petróleo começam a pegar fogo e tanto o céu como a terra vira um mar negro em chamas com imagens e depoimentos de pessoas afetadas por uma guerra sem sentido. Curiosamente vendo essas imagens, não me surpreenderia se Sam Mentes tivesse se inspirado nessa obra de Herzog para criar uma das cenas chaves do filme Soldado Anônimo

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