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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 70 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Cine Especial: JEAN-LUC GODARD: Parte 6

Nos dias 17 e 18 de Setembro estarei participando do curso “POESIA E ENSAIO NA OBRA DE JEAN-LUC GODARD” no CineBancários (Rua Gen. Câmara, nº 424 – P. Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vem, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande cineasta que liderou o movimento Nouvelle Vague.

Uma Mulher É uma Mulher
Sinopse: Fazendo uma reflexão de sua própria vida, uma dançarina de cabaré tenta convencer seu marido a engravidá-la.
Ana Karina faz um elemento representativo da comunidade feminina da França de 61. É irreverente, é sensual, é divertida, é obstinada. Sabe que quer algo, mas não parece saber muito bem o quê e como lá chegará.
A maternidade é uma mera desculpa que o diretor utiliza para passar à ação no filme. Esta é a sua primeira comédia e, para alguns, sua maior obra-prima (embora eu discorde). Não por ser uma comédia como houve poucas. Não por ter um elenco absolutamente notável, com três verdadeiros ícones da Nouvelle Vague: Karina, Belmondo e Brialy. Mas sim pela genialidade com que Godard brinca com o conceito de filme. O jogo de palavras com os títulos de livros é de um brilhantismo a toda a prova. A narração da história, dentro da história – algo que culminará em Pierrot le Fou – é de uma simplicidade estonteante. Mas é a riqueza de planos, a concepção do espaço (e este é o primeiro filme de Godard filmado essencialmente em estúdio) que apesar de ser interior é filmado como se fosse exterior, ou seja, com uma liberdade de movimento fabuloso. Basta olhar para Brialy a andar de bicicleta dentro de casa, que rapidamente se percebe o recado de Godard. O local onde se filma é menos importante das idéias que se tem para o valorizar ao máximo.
O primeiro filme de Godard a cores, também o único filme em que Godard dá um pequeno tom de musical, um gênero onde não irá caminhar, por considerar que é demasiado leve para as suas experiências dentro da gramática do cinema, a sua verdadeira paixão. Aliás, um dos tons essenciais deste filme é o de servir de palco para as primeiras experiências do realizador a todos os níveis. Atores a falar diretamente com o público, jogos de cor e de som, elogio do cinema da Nouvelle Vague dentro do próprio filme, uso de inter-titulos na história numa clara alusão à sua paixão pelo mudo, são elementos fundamentais na obra de Godard, e conhecem aqui a luz do dia.
Não é um filme profundamente reflexivo como na maioria dos seus filmes, e sim, acima de tudo, um filme que fala de amor, das relações de um casal e do desejo – ou melhor, dos desejos – e do capricho de uma só mulher. Ou melhor, de todas as mulheres. Pelo menos, como as imagina Godard. 
 
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3 comentários:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Marcelo, uma curiosidade: quem é esse do segundo fotograma da apresentação do seu blog? Logo anterior a Belmondo e Seberg.

Marcelo C,M disse...

Está se referindo as fotos dos atros acima junto com o titulo e com o olho de Blade Runner?

Karla Hack dos Santos disse...

Que delícia de ler sua análise... Flui muito bem!

;D

Sucesso!