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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre e frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 82 certificados). Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 7 de março de 2018

Cine Dica: Em Cartaz: A Maldição da Casa Winchester


Sinopse: Sarah Winchester é herdeira de uma empresa de armas de fogo e acredita ser assombrada por almas que foram mortas pelo rifle criado por sua família, os Winchester. Após as repentinas mortes do marido e filho, ela decide construir uma mansão para afastar os espíritos. Quando o psiquiatra Eric Price parte para avaliar o estado psicológico de Sarah, ele percebe que talvez a obsessão dela não seja tão insana assim.



O filme Invocação do Mal gerou a nova onda de sucesso dos filmes de terror atualmente no cinema. Usando técnicas simples de antigamente, desde o uso de sombras, ruídos e vultos surgindo repentinamente, o filme foi um grande sucesso, gerando continuação, derivados e filmes que seguiam essa tendência, como no caso da franquia Sobrenatural. Porém, usar a mesma formula não significa sucesso na certa, pois durante o trajeto de criação sempre pode se perder a chance de se construir algo mais original, que é no caso desse A Maldição da Casa Winchester, filme com grande potencial, mas que se perde no famigerado lugar comum.
Dirigido por Michael Spierig e Peter Spierig (do último Jogos Mortais), o filme acompanha a história do médico Eric Price (Jason Clarke, de Planeta dos Macacos: O Confronto), que possui um passado traumático e se afundando nas drogas e na sua própria profissão. Ele é então convocado para analisar o comportamento de Sarah Winchester (Helen Mirren) é herdeira de uma empresa de armas de fogo e que criou uma imensa casa que, segundo ela, é para afastar os espíritos. Não demora muito para Eric descobrir que se encontra numa fina linha em que se separa a razão do sobrenatural.
Tecnicamente o filme possui um belo visual gótico, onde o cenário da mansão em si já nos deixa assombrado pelos seus inúmeros detalhes. Visualmente o filme remete as velhas e boas produções do estúdio inglês Hammer, do qual era especializado nos filmes de horror e o sobrenome do protagonista é, obviamente, uma homenagem ao astro do gênero de horror Vincent Price (A Casa dos Maus Espíritos). Portanto, para os amantes do cinema clássico de horror o filme é um prato cheio, mas até certo ponto.
O problema principal de A Maldição da Casa Winchester é ter aquele famigerado Déjà vu que assombra o gênero, onde em algumas situações, por exemplo, já advínhamos com antecedência o que irá acontecer em seguida. Além disso, as soluções criadas para o protagonista enfrentar os seus próprios demônios do passado acabam soando forçados demais. Por um momento o filme quase se envereda para algo que nós já vimos em filmes como o Sexto Sentido, mas ao tentar criar algo criativo, acaba soando como forçado e muito ingênuo.
Ainda não foi dessa fez que Jason Clarke conseguiu obter uma atuação num filme que o consagrasse por definitivo, pois mesmo sendo talentoso, o seu desempenho em filmes errados o tornam um ator de segundo escalão dos estúdios. E se a veterana Helen Mirren faz o seu trabalho com uma enorme competência num filme que tem pouco a lhe oferecer, é triste ver atriz Sarah Snook não obter um papel digno que lhe tornasse mais popular entre o público. Conhecida mais pela sua atuação no surpreendente O Predestinado, Snook interpreta um papel de grande potencial, mas que fica sumindo e reaparecendo e tendo só melhor destaque nos minutos finais da trama.
Com um final que dá entender que o estúdio deseja fazer mais continuações, A Maldição da Casa Winchester é um exemplo de potencial desperdiçado, no qual nos prega grandes sustos, mas que esperávamos no fundo algo bem mais criativo.


2 comentários:

Emma Oliveira disse...

Levando tudo em conta, a excelente atmosfera e temática de A Maldição da Casa Winchester é ofuscada por falta de direcionamento e foco, que cria um filme morno e frequentemente gratuíto. Se tem uma coisa que eu não gosto nos filmes de terror atuais, são os screamers, e o que eu mais gosto é o terror psicológico. Gostaria que vocês vissem pelos os seus próprios olhos IT a Coisa 2017 Se ainda não viram, deveriam e se já viram, revivam o terror que sentiram. Depois de vê-la você ficara com algo de medo, poderão sentir que alguém os segue ou que algo vai aparecer.

Marcelo Castro Moraes disse...

Leia sobre s IT a Coisa 2017 no meu blog querida.