Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 70 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Cine Dica: O Cinema de Kenji Mizoguchi na Sala P. F. Gastal


O CINEMA DE KENJI MIZOGUCHI NA SALA P. F. GASTAL


Entre os dias 05 e 17 de maio a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta a mostra O Cinema de Kenji Mizoguchi, com seis filmes em película do grande mestre do cinema japonês, incluindoContos da Lua VagaO Intendente Sansho e Oharu – A Vida de uma Cortesã. Com apoio a Fundação Japão e do Escritório Consular do Japão em Porto Alegre, a mostra tem entrada franca. Durante a mostra, acontece uma edição especial do Projeto Raros, com o filme Desejo Assassino, obra-prima deShohei Imamura, um dos principais herdeiros de Mizoguchi dentro da Nouvelle Vague Japonesa.

KENJI MIZOGUCHI

A mostra O Cinema de Kenji Mizoguchi exibe seis filmes realizados durante a década de 1950, a última (e uma das mais prolíficas) do diretor japonês, que morreu precocemente em 1956, aos 58 anos, após várias décadas marcadas por dezenas de obras-primas da história do cinema. A mostra exibe os filmes Oharu – A Vida de uma Cortesã (1952, 16mm) Contos da Lua Vaga (1953, 16mm), A Música de Gion (1953, 35mm), Os Amantes Crucificados (1954, 16mm), O Intendente Sansho (1954, 16mm) e A Nova Saga do Clã Taira (1955, 16mm).

Destacando-se nos principais festivais europeus na década de 1950 (Oharu, Contos da Lua Vaga e O Intendente Sansho receberam prêmios importantes em Veneza), Mizoguchi foi rapidamente alçado ao panteão dos principais realizadores do mundo, especialmente pela crítica francesa, que via na obra do japonês o supra-sumo daquilo que era tido como a principal especificidade do cinema: a arte da mise en scène. Dizia o então crítico Jacques Rivette, na revista Cahiers du Cinéma: “esses filmes - que nos falam, numa língua estrangeira, de histórias às quais nossos costumes e modos de vida são completamente alheios - se comunicam conosco através de uma linguagem familiar. Qual linguagem? A única à qual um cineasta deve reivindicar quando tudo está dito e feito: a linguagem da mise en scène”. Naqueles anos, Mizoguchi era recebido como uma novidade singular no Ocidente, mas já havia realizado mais de cinquenta filmes desde sua estreia, em 1923, ainda no período silencioso do cinema japonês.

Nos anos 1930, Mizoguchi ficou conhecido pelo modo atípico de filmar, construindo a maioria das cenas em apenas um plano, deixando muitas vezes a câmera distante dos atores – num tipo de enquadramento que só seria frequente no cinema contemporâneo. Desde o início, colocou em cena o seu tema favorito: a luta das mulheres e o conseqüente destino trágico num país de costumes patriarcais, tanto em representações contemporâneas quanto em narrativas do período antigo. Nos pós-segunda guerra, Mizoguchi intensificou seu olhar sobre as tragédias femininas, construindo uma série de melodrama sobre a condição da mulher japonesa, entre nobres infelizes, gueixas revoltadas e camponesas dedicadas à família. Na última década de vida, o cineasta apurou ainda mais o seu estilo cinematográfico, trabalhando o plano-sequência e os enquadramentos com uma sensibilidade jamais igualada na história do cinema.  
     

RAROS ESPECIAL

Na sexta-feira, 08 de maio, às 20h, o Projeto Raros exibe o filme Desejo Assassino (Akai Satsui, 1964, 150 minutos), de Shohei Imamura, um dos principais discípulos de Mizoguchi, especialmente no modo como centraliza suas tramas na luta das mulheres para. No filme, também conhecido no Brasil comoSegredos de uma Esposa, Imamura constrói um delicado drama psicológico sobre uma dona de casa que vive com o marido e o filho numa casa em ruínas perto da linha férrea e começa a repensar sua vida após as visitas constantes de um estuprador. O filme é um dos marcos iniciais da Nouvelle Vague Japonesa. A entrada é gratuita.   

GRADE DE PROGRAMAÇÃO

Oharu – A Vida de uma Cortesã (Japão, 1952, 148 minutos)

Baseado em romance de Saikaku Ihara, o filme conta a história da vida de Oharu, uma mulher que na juventude fazia parte da cortê do imperador e que em virtude de um relacionamento acaba como pedinte e cortesã, já senhora.Exibição em 16mm.

Contos da Lua Vaga (Japão, 1953, 94 minutos)

Durante a guerra civil japonesa, no século 16, o pobre oleiro Genjuro e seu cunhado Tobei viajam com as respectivas mulheres à capital da província onde vivem, nas redondezas do lago Biwa, para vender utensílios de cerâmica. Com as vendas, Tobei compra armas e se torna samurai, abandonando a esposa. Genjuro, por sua vez, acaba passando vários dias no castelo da misteriosa Lady Wakasa, quando vai entregar as mercadorias. Exibição em 16mm.

A Música de Gion (Japão, 1953, 85 minutos)

A gueixa Miyoharu precisa de uma grande quantia de dinheiro para o debute de sua aprendiz, Eiko. Para ajudá-la, seu amigo Okimi, que pega o valor emprestado com o empresário Kusuda. Como pagamento, Kusuda quer possuir Eiko e ofertar Miyoharu como presente a Kanzaki, para fechar um negócio. As duas vão contra a tradição e se rebelam. Exibição em 35mm

Os Amantes Crucificados (Japão, 1954, 100 minutos)

Osan e Mohei vivem uma história de amor proibida no Japão do XVII, que por sua paixão vão contra os valores morais predominantes. Mesmo lutando contra todas as adversidades, o amor de ambos acaba de forma trágica. Inspirado na obra do dramaturgo Monzaemon Chikamatsu. Exibição em 16mm.

O Intendente Sansho (Japão, 1954, 120 minutos)

Tamaki viaja com Zushio e Anju, seu casal de filhos. No caminho, ela é enganada e é levada para a ilha Sado, e vê seus filhos serem vendidos como escravos. Dez anos depois, Zushio e Anju sabem da história de uma mulher em Sado famosa por cantar uma triste canção por eles. Os irmãos então fazem de tudo para reencontrar sua mãe.Exibição em 16mm.

A Nova Saga do Clã Taira (Japão, 1955, 108 minutos)

O capitão Tamadori retorna a Kyoto depois de derrotar piratas no mar ocidental. A corte decide não recompensar o capitão, já que reprova o crescente poder de sua classe. Kiyomori, filho do capitão, é enviado pelo pai para a residência de Tokinobu, e se apaixona pela filha do dono da casa, Tokiko. Exibição em 16mm.




GRADE DE HORÁRIOS DA PRIMEIRA SEMANA

05 a 10 de maio de 2015


05 de maio (terça)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – A Música de Gion

06 de maio (quarta)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – Contos da Lua Vaga

07 de maio (quinta)

17h – O Desejo de Minha Alma (estreia)
20h – O Intendente Sansho

08 de maio (sexta)

17h – O Desejo de Minha Alma
20h – Projeto Raros (Desejo Assassino, de Shohei Imamura)

09 de maio (sábado)

15h – Contos da Lua Vaga
17h – O Desejo de Minha Alma
19h – Oharu – A Vida de uma Cortesã

10 de maio (domingo)

15h – A Nova Saga do Clã Taira
17h – O Desejo de Minha Alma
19h – Os Amantes Crucificados




Sala P. F. Gastal
Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
Av. Pres. João Goulart, 551 - 3º andar - Usina do Gasômetro
Fone 3289 8133
www.salapfgastal.blogspot.com

2 comentários:

Bússola do Terror disse...

Vi alguns desses filmes japoneses há muitos anos atrás, quando passaram na extinta TVE.

Marcelo Castro Moraes disse...

Pois é, os filmes clássicos que passavam na tve dão saudades.