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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: O Mordomo da Casa Branca


Sinopse: A história ficcional de Cecil Gaines jovem negro do sul dos Estados Unidos que em 1957 conseguiu um emprego como mordomo da Casa Branca posto que ocupou até sua aposentadoria em 1986. Cecil foi testemunha dos bastidores e dramas do poder de presidentes como John Kennedy Richard Nixon e Ronald Reagan. Sua posição lhe trouxe também problemas em casa com a esposa Gloria e com seu filho Louis um jovem engajado em movimentos antissistema. O filme marca o retorno do diretor Lee Daniels às questões de igualdade racial e social depois do sucesso de Preciosa Uma história de esperança.

Lee Daniels se consagrou dirigindo “Preciosa”, um conto de fadas contemporâneo, sombrio, mas que havia ali um sinal de esperança e superação. Esses ingredientes novamente ele usa em “O Mordomo da Casa Branca”, que é baseado em uma reportagem de jornal. O filme se inspira na história real de um mordomo negro que serviu os presidentes dos Estados Unidos entre os anos 50 e 80. Cecil (Whitaker) surge como uma espécie de Forrest Gump da capital americana, onde fica observando de perto os principais momentos  políticos do país, principalmente com o começo dos direitos civis dos negros que intensificou no inicio dos anos 60.
Enquanto o protagonista fica em cima do muro somente observando, a trama coloca o filho como um jovem revolucionário, atuando ao lado de personalidades como Martin Luther King, Malcom X e com o partido Panteras Negras. Isso acaba servindo para  mostrar como a raça negra, ou qualquer outra daquela época, sofria com hipocrisia de  um governo que valorizava  o discurso da liberdade. Há então um equilíbrio entre o negro pai que serve aos brancos e o filho que luta pela igualdade, em meio aos principais acontecimentos da historia americana, o que faz por demais lembrar um pouco Forrest Gump, mas que no geral, essa formula funciona. O elenco de estrelas por vezes rouba a cena em diversos momentos, sendo que os Presidentes são interpretados por grandes talentos. Contudo, o mais importante deles (Kennedy), é interpretado pelo sem sal James Marsden (X-Men), que quase compromete uma das principais partes da trama. Mas o destaque fica mesmo para Forrest Whitaker (O Ultimo Rei da Escócia), que atravessa as várias décadas de vidas de Cecil de forma convincente e por vezes emocionante. “O Mordomo da Casa Branca” é o típico filme que os membros da academia do Oscar gostam: defesa de direitos civis, história americana e acima de tudo, uma trama sobre superação.
É claro que o principal propósito de todo esse épico era fechar a saga de servidão e luta com a eleição de Barack Obama. Acontece que os recentes equívocos que mancharam a imagem do presidente tiram um pouco da graça no ato final que pretendia ser inesquecível. Apesar de ser um tema importante que não pode ser esquecido, de uma trilha imponente e de uma ótima reconstituição de época, o filme meio que quebra á cara por soar meio que pretensioso demais nos seus minutos finais cruciais.
Mas se formos esquecer os erros políticos americanos da realidade, o filme pode sim ser bem visto.

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