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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cine Dica: Em Blu-Ray e DVD: AUGUSTINE


Sinopse: Jean Martin Charcot (1825-1893), médico francês que pode ser considerado um dos fundadores da neurologia moderna, estudava as doenças nervosas, especialmente a histeria, no seu trabalho em Paris, em 1885, no hospital Salpêtrière, quando apareceu o caso da jovem Augustine, de 19 anos, retratado no filme da diretora estreante Alice Winocour.

No final do século XIX, a histeria ainda era uma doença cujos sintomas desafiavam a medicina, que infelizmente alguns associavam á processam demoníacas e o que levou a muitas mulheres inocentes para a fogueira. O trabalho de Charcot é, por isso, muito importante.  A compreensão mais profunda do fenômeno psíquico que dá origem à histeria só aconteceu com o trabalho desenvolvido por Sigmund Freud (1856-1939), que foi discípulo de Charcot.
O médico francês aplicou a hipnose na abordagem clínica da histeria, com resultados notáveis.  Por meio dela, conseguia produzir a crise histérica e seus estranhos sintomas em pacientes, diante de uma platéia médica.  Freud acompanhou as famosas conferências e estudos clínicos de Charcot, em que a idéia de um ou mais eventos traumáticos estaria na origem dos sintomas. 
Estava preparado o terreno para a emergência do conceito de inconsciente, que revolucionou o conhecimento médico e deu origem à psicologia moderna. Nisso tudo, se situa a situação de Augustine (Soko), que vive tento crises violentas, mas que acaba sendo acolhido por Charcot, para ajudá-la, mas ao mesmo tempo servindo de cobaia para suas pesquisas. A relação de ambos acaba por ficar mais profunda, para não dizer intimamente e o que leva uma cumplicidade silenciosa um com o outro.     
Embora o filme não se preocupe em explicar em que época se passa a historia, visualmente a reconstituição de época e a fotografia escura acabam por ajudar o espectador se situar no período. O visual sombrio a meu ver representa aflição e a indefinição sobre qual o caminho a humanidade podia trilhar na época, principalmente com relação à medicina que somente avançava de uma forma gradual. Cada descoberta na época era uma vitoria para se festejar e em parte o filme reconstitui bem isso.     
A dupla central da um show a parte: Vincent Lindon, no papel de Charcot, que já havia desempenhado um papel de médico, no filme “A Criança da Meia-Noite”, de 2011, tem aqui uma interpretação que nos convence a todo o momento que ele é um verdadeiro profissional da área. Já a cantora francesa Soko é Augustine, que embora apresente uma interpretação contida, acaba nos convencendo na sua atuação, principalmente nos momentos de crise. 


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