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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Cine Especial: V DE VINGANÇA


"Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua idéia pode modificar o mundo mesmo tendo passado 400 anos."

“EU SOU UMA IDÉIA E IDEIAS SÃO FEITAS A PROVA DE BALAS”

 V de vingança
  
Sinopse: Em uma Inglaterra do futuro, onde está em vigor um regime totalitário, vive Evey Hammond (Natalie Portman). Ela é salva de uma situação de vida ou morte por um homem mascarado, conhecido apenas pelo codinome V (Hugo Weaving), que é extremamente carismático e habilidoso na arte do combate e da destruição. Ao convocar seus compatriotas a se rebelar contra a tirania e a opressão do governo inglês, V provoca uma verdadeira revolução. Enquanto Evey tenta saber mais sobre o passado de V, ela termina por descobrir quem é e seu papel no plano de seu salvador para trazer liberdade e justiça ao país.
  
Marcando a estreia do australiano James McTeigue na direção, após ter auxiliado o trabalho dos irmãos Wachowski (trilogia Matrix), agora produtores e roteiristas, V de Vingança (V for Vendetta, Alemanha/EUA, 2005) é a adaptação para os cinemas da HQ dos renomados autores Alan Moore e David Lloyd. Lembrando muito o clássico 1984, de George Orwell, o filme constrói um Reino Unido tomado por um Partido autoritário, cujo poder tem como conseqüência um controle intenso sobre a população. No entanto, um misterioso – e sobretudo poético – personagem mascarado, conhecido por V (Hugo Weaving), confronta o partido e transmite uma mensagem a toda a nação: dentro de um ano, a situação vai mudar, quando o mesmo planeja destruir o edifício do Parlamento Britânica.
Quando a funcionária de um meio de comunicação Evey Hammond (Natalie Portman), salva por V em um dado momento, resolve ajudá-lo, torna-se um meio termo entre cúmplice e refém. Dessa forma, os membros do Partido, liderados por Adam Sutler (John Hurt), o Chanceler, tentam capturá-la como forma de obter informações do mascarado. No entanto, V, motivado por uma vingança de um passado sofrido por conta do Partido, esconde muitos segredos e pretende levar seu plano até o final. Embora de temática forte e bastante política, V de Vingança possui uma leveza beirando à ingenuidade. O enigmático protagonista, que possui um gosto pela erudição e é incrivelmente habilidoso no combate, encanta o espectador pela sua desafiadora mensagem de esperança. Em 1984, o protagonista também arma contra o Partido, mas é incomparavelmente menos imponente.
Desse modo, mesclando falas otimistas, poéticas e ao mesmo tempo contundentes, V investe no seu objetivo e parece ter tudo muito bem planejado. Paralelamente, Evey, apesar de contribuir um pouco, torna-se uma grande aprendiz – mesmo a contragosto – dos valores pregados por V. Há relação desses valores com a anarquia. Não por acaso, o símbolo adotado por V é desta letra envolta por um círculo, na cor vermelha. De cabeça para baixo, é o ícone anarquista.A cena em que Evey é levada a uma prisão e tem contato com bilhetes escritos por uma moça que foi detida por ser homossexual, é uma das mais bonitas do filme e ilustra bem a luta que se prega pela justiça, liberdade individual e igualdade de direitos. Nessas esferas, o filme expande seu significado.
O lado culto que o filme evoca é uma constante. V, por exemplo, executa demolições de prédios imaginando-se como regente de uma orquestra (detalhe: nas suas bombas, há vários fogos de artifício, que dão um ar de festa). Outro personagem, companheiro de Evey, cozinha ao som de bossa nova.Uma boa produção, que conta com ótimas cenas de ação, misturada com um roteiro interessante que traz uma história envolvente, uma vez que V corre atrás dos “cobrões” do Partido, além de toda a poesia, resultam no sucesso do filme. De V de Vingança podemos concluir que os governos autoritários podem até obter controle político e ideológico, mas nunca vão calar as idéias e a voz dos dissidentes.


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3 comentários:

renatocinema disse...

Gosto do filme...porém, quem conhece a obra original fica triste com mudanças significativas realizadas pelo roteiro.

abs

LEO disse...

O gibi é bem melhor q o filme mesmo...

a trama em si, porém, continua mais atual do nunca!!!

tem obras q já nascem ETERNAS... (esta é uma delas)!!!

Marcelo C,M disse...

Quando o filme foi anunciado, eu imediatamente fui procurar a obra nas livrarias. Eu comprei aquela em dois volumes em preto e branco e achei incrível. Dai eu vi o filme depois, e embora eu tenho me contorcido na cadeira com algumas mudanças, a adaptação funcionou na telona muito bem. Sabia que sobreviveria ao teste do tempo,mas nunca imaginei que chegaria tão longe e se tornando simbolo das manifestações que acontecem por aqui e pelo mundo.