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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cine Especial: MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA: Parte 3

Nos dias 05 e 06 de Maio, estarei participando do curso “MARTIN SCORSESE – CINEMA, FÉ & VIOLÊNCIA”, que será realizado no Museu da Comunicação, criado pelo CENA UM e ministrado pelo critico de cinema, Rodrigo Fonseca. E enquanto a atividade não acontece, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse diretor, que deu sangue novo ao cinema americano nos anos 70 e ainda hoje.

A Última Tentação de Cristo

Sinopse: Jesus (Willem Dafoe) é um carpinteiro que vive um grande dilema, pois é quem faz as cruzes com as quais os romanos crucificam seus oponentes. Resumindo, Jesus se sente como um judeu que mata judeus. Vivendo um terrível conflito interior ele decide ir para o deserto, mas antes pede perdão a Maria Madalena (Barbara Hershey), que se irrita com Jesus, pois não se comporta como uma prostituta e sim como uma mulher que quer sentir um homem ao seu lado. Ao retornar, Jesus volta convencido de que é o filho de Deus e logo salva Maria Madalena de ser apedrejada e morta. Então reúne doze discípulos à sua volta e prega o amor, mas seus ensinamentos são encarados como algo ameaçador, então é preso e condenado a morrer na cruz. Já crucificado, é tentado a imaginar como teria sido sua vida se fosse uma pessoa comum.

Baseado no livro do grego Nikos Kazantzakis, Scorsese e o roteirista Paul Schrader  dão um retrato mais humano de Cristo, incluindo até desejos eróticos. Na época, o filme provocou polêmica e até ameaças contra a sua exibição. Apesar de proibido (veladamente ou não) em vários países, inclusive no Brasil, é na verdade um relato sensível e respeitoso do fundador do Cristianismo. Com uma abordagem ousada, porém, pode não agradar aos que vêem em Cristo uma figura de acordo com os conceitos tradicionais. O ato final, onde Cristo é crucificado, mas que também ocorre uma reviravolta até então inédita do que nos já conhecemos dessa historia tão conhecida, está entre os melhores momentos do filme.            
  
Curiosidade: Em meio às filmagens, Willem Dafoe ficou três dias sem conseguir enxergar por ter exagerado na utilização de lentes oculares para dilatar suas pupilas ao brilho do sol.


Caminhos Perigosos

Sinopse: Little Italy, cidade de Nova York. Charlie (Harvey Keitel) trabalha ao lado do tio, um mafioso respeitado, coletando pagamentos e realizando cobranças. Ele enfrenta o descontentamento de sua família, devido ao relacionamento que mantém com Teresa (Amy Robinson). Charlie na verdade não nasceu para o crime e deseja iniciar vida nova ao lado da namorada. Só que Johnny Boy (Robert De Niro), seu melhor amigo, o mete em uma enrascada quando se recusa a pagar uma dívida de jogo.

Este retrato da marginalidade nova iorquiana marcou o inicio da colaboração entre Scorsese e De Niro, que juntos fariam Taxi Drive, Touro Indomável e dentre outros. Foi o primeiro filme do diretor, que fez com que  ele chamasse  atenção, tanto do publico como da critica, e carrega várias das marcas registradas, compondo um registro visceral e dinâmico da vida nas ruas barra-pesadas da metrópole americana. Caminhos Perigosos também pode ser apresentado como um símbolo de um cinema mais cru, direto e sem papas na língua, diferente do cinema previsível que o publico americano daquela época estava acostumado.

Curiosidade:  Foi o crítico Jay Cocks quem sugeriu a mudança do título original para "Mean Streets", tendo por base uma citação de Raymond Chandler que dizia "down these mean. 


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