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Sendo frequentador dos cursos do CENA UM (tendo já 38 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros e musica erudita mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Constantine ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Cine Dica: Em Cartaz: LUCY



A ODISSEIA NO ESPAÇO DE BESSON



Sinopse: Quando a inocente jovem Lucy aceita transportar drogas dentro do seu estômago ela não conhece muito bem os riscos que corre. Por acaso ela acaba absorvendo as drogas e um efeito inesperado acontece: Lucy ganha poderes sobre-humanos incluindo a telecinesia a ausência de dor e a capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente.


Em Akira (1987), cientistas do futuro fazem experiências com jovens, para então eles despertarem determinados poderes que o ser humano nunca pode despertar. Na cine série de X-Men iniciada em 2000, sempre é pregado que a mutação é a chave da revolução. Em Watchmen (2009), um cientista sofre um grave acidente num laboratório, mas em vez de morrer, acaba adquirindo poderes ilimitados, mas ao mesmo tempo em que ganha um conhecimento vasto, capaz de fazê-lo perder o interesse pelos seres humanos.
Esses exemplos todos que eu citei, são na verdade filmes baseados em HQ, em que o foco principal é sobre o poder e a capacidade do ser humano guardado dentro de si. Volta e meia, sempre surge uma super produção em que o protagonista adquire um determinado poder, mas que nem sempre é explorado de uma forma que possa nos maravilhar. No mais novo filme de Luc Besson (O Quinto Elemento) a historia nos leva por caminhos talvez nunca antes explorados pelo cinema, mas que embora forçado em alguns momentos, não tem como a gente deixar de se espantar
Ao acompanharmos a protagonista Lucy (Scarlett Johansson) se metendo no lugar errado e na hora errada no submundo das drogas, nem ela e nem nós imaginamos o que estará por vir. É necessário dizer que a primeira meia hora de filme é de uma imprevisibilidade sem precedentes e fazer com que nós apertamos na cadeira para qualquer ação que irá acontecer na tela. Levamos isso mais em consideração, no momento que surge o grande vilão da trama Mr Jang (Min-sik Choi do já clássico filme Coreano Old Boy) que possui o visual e uns trejeitos semelhantes ao do vilão Gary Oldman de O Profissional, também de Besson. 
Desde o primeiro minuto, tudo que nós vimos nas obras anteriores de Besson está lá: câmera lenta corte rápidos, violência, trilhas clássicas e o lado humano aflorando nos personagens em abundância em meio ao absurdo. O que dizer da maravilhosa cena em que Lucy se abre para sua mãe pelo telefone, enquanto cirurgiões retiram dela o que lhe causou inúmeros problemas, mas que ao mesmo tempo, lhe abriu portas para lugares dos quais jamais imaginava. 
Lucy vê, faz e age como bem entender, com poderes que não deve nada para qualquer super herói tradicional que a gente conheça. Scarlett Johansson brilha em cada cena em que aparece, mesmo quando a sua beleza angelical por vezes atrapalha em colocar para fora um grande talento que ainda (pelo menos eu acho) está adormecido. Os efeitos visuais, embora sejam muitos, correspondem exatamente como a forma que agora Lucy enxerga o mundo em que nos rodeia.
É claro que hoje vivemos numa fase da sétima arte, em que o publico cinéfilo não engole mais determinados furos de roteiro e no fundo sempre exige uma dose de verossimilhança sobre tudo que acontece na tela. Com isso, surge na historia Professor Norman (Morgan Freeman) que estuda a fundo o potencial do ser humano (que são no máximo 10%) e que servirá de  conselheiro para Lucy saber qual será o seu próximo passo. Passo esse em que todos os personagens (e nós) se adentram num ato final indescritível.
Ato final esse em que o diretor usa e abusa de tudo que sabe sobre o modo de filmar, mas que ao mesmo tempo colocando em doses cavalares a verossimilhança já citada aqui. E quando achamos que fantasia, realidade, física, tempo e espaço, crença e razão unidos num único pacote formaria uma situação forçada aos nossos ouvidos e olhos, eis que Besson não deixa essa mistura cair no lugar comum. Pode-se dizer que ele nos brinda com minutos finais que, se por um lado não supera, pelo menos chega perto da mesma sensação que o publico sentiu ao assistir o final de 2001: Uma Odisseia no Espaço de 1968.
Com pouco mais de uma hora e meia, Lucy é um filme de entretenimento de primeira, mas jamais se esquecendo de contar uma boa historia, que de quebra, nos faz levantar inúmeras teorias com relação a tudo que a gente viu na tela. Quem dera se todo  blockbuster  americano fosse assim hoje em dia.  


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Cine Dica: Fora do Figurino na Sala P. F. Gastal

EXIBIÇÃO ESPECIAL DO DOCUMENTÁRIO FORA DO FIGURINO

Nesta quinta-feira, 4 de setembro, às 20h, acontece na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) uma exibição especial do documentário Fora do FigurinoAs Medidas do Jeitinho Brasileiro, de Paulo Pélico, com debate e coffee break.  
O evento para exibição do documentário “Fora de Figurino – As Medidas do Jeitinho Brasileiro” é uma parceria entre CoutureLab Escola de Moda e SEBRAE-RS, realizado com o intuito de trazer à tona questionamentos essenciais para a melhoria do mercado de moda gaúcho como um todo.
A programação do evento inclui coffee break a partir das 19h, oferecido pela equipe SEBRAE-RS. A exibição do filme terá início às 20h. Após seu encerramento, por volta das 21h, acontecerá uma mesa redonda com participação do convidado especial José Gayegos, propiciando o debate a respeito das questões suscitadas pelo documentário. José Gayegos é estilista, modelista, historiador e jornalista de moda, famoso por sua parceria e amizade com o grande estilista Dener.
JEITINHO BRASILEIRO
Frequentemente associado à nossa criatividade e capacidade de adaptação, o chamado jeitinho brasileiro, às vezes, parece nos distinguir como povo e fortalecer o orgulho nacional. Porém, esse mesmo traço da identidade brasileira é repetidamente apontado, por nós mesmos, como causa importante de velhos problemas do país que nos faria adiar soluções e perenizar dificuldades.
É nessa última perspectiva que o jeitinho brasileiro é examinado nesse documentário. Evitando a abordagem meramente conceitual, o filme aponta a câmera para casos reais nos quais o Brasil frente a desafios preferiu a aparente facilidade da improvisação, o que acarretou consequências onerosas para a sociedade.
O ponto de partida do documentário é a questão do levantamento antropométrico, estudo científico realizado periodicamente nos países desenvolvidos para manter atualizado um banco de dados sobre as medidas corpóreas da sua população, referências indispensáveis na indústria para fabricação de produtos.
DIRETOR
Paulo Pélico é dramaturgo, produtor de teatro, cinema e vice-presidente da APTI (Associação de Produtores de Teatro Independente. Coproduziu os espetáculos Cocoricó Uma Aventura no Teatro (2008); Liberdade, Liberdade (2005); O Quebra Nozes (2001) e Honra (1999 a 2001), além de Viva o Demiurgo - Notícias de Um Artista do Terceiro Mundo, texto de sua autoria com direção de Bibi Ferreira. Ministrou cursos e palestras sobre legislação cultural e financiamento da produção artística na PUC, FAAP, SESC e BOVESPA. Foi produtor associado do longa-metragem Sábado (1995), de Ugo Giorgetti, e, atualmente, desenvolve os documentários CLASSE EMERGENTE, sobre o fenômeno da expansão da classe média no Brasil, e DEVOÇÃO, que trata da surpreendente relação dos jovens guatemaltecos com fé religiosa. Fora do Figurino é seu primeiro longa-metragem como diretor.
SINOPSE
O filme mostra que nunca houve um levantamento antropométrico capaz de apontar as medidas brasileiras médias, ao contrário de países desenvolvidos. Diversos segmentos da indústria brasileira não têm outra opção senão empregar tabelas estrangeiras de medidas e apresentam dificuldades de adaptação com enormes prejuízos econômicos, problemas de saúde pública e mesmo de competitividade econômica para o país. As numerosas e frustradas tentativas de se resolver a questão na base do improviso levaram a resultados que ficaram entre o cômico e o constrangedor.

Sala P. F. Gastal
Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
Av. Pres. João Goulart, 551 - 3º andar - Usina do Gasômetro
Fone 3289 8133 / 8135 / 8137

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cine Dica: Em Cartaz: A Oeste do Fim do Mundo




Sinopse: Leon (César Troncoso) é um homem introspectivo que vive em um velho posto de gasolina, perdido na imensidão da estrada transcontinental entre a Argentina e o Chile. Seu único amigo é Silas (Nelson Diniz), um brasileiro que volta e meia o visita para trazer peças para consertar a moto dele. Um dia, a paz de Leon é abalada com a chegada de Ana (Fernanda Moro), uma mulher que escapou da tentativa de abuso sexual de um caminhoneiro com quem tinha pego carona. Sem ter para onde ir e no meio do deserto, Ana recebe abrigo de Leon inicialmente para apenas um dia. Só que o tempo passa e ela não consegue sair do local.

 

Embora com certo atraso, finalmente chega em cartaz o filme de Paulo Nascimnto, A Oeste do Fim do Mundo. O filme, uma coprodução Brasil-Argentina, se passa aos pés da Cordilheira dos Andes, venceu quatro Kikitos (entre eles, o de melhor longa latino-americano) no Festival de Gramado do ano passado. Embora tenha participado de filmes brasileiros como Faroeste Cabloco, Hoje e Tempo e o Vento, César Troncoso ainda é lembrado pelo já clássico o Banheiro do Papa, mas está muito longe de ficar marcado por apenas um personagem. Em A Oeste do fim do Mundo, Troncoso apresenta um personagem solitário, de inúmeras camadas emocionais há serem descobertas, mas que somente irá gradualmente se abrir, no momento que surge uma brasileira chamada Ana (Fernanda Moro) perdida na estrada.
Ambos se encontram perdidos na vida, em meio a escolhas erradas e situações que os levaram em lugares nos quais não queriam estar. O encontro de ambos em meio ao nada, faz com que eles se descubram e percebem que a melhor coisa para liberar a dor é colocar para fora certas palavras, mesmo elas sejam tão doloridas. Em meio à convivência, o cenário que se passa a trama se torna em si o protagonista da trama também.
O posto de gasolina/restaurante, embora simples, tornasse interessante da maneira que surge na tela. Isso devido ao bom casamento entre edição de arte e fotografia, sendo que essa ultima possui uma iluminação natural e que sintetiza muito bem a hora exata de cada cena em que se passa a trama. Portanto, não me admira que o responsável pela fotografia (Alexandre Berra) tenha se inspirado no clássico Cinzas do Paraíso de Terrence Malick como modelo para a criação da luz natural vista no filme.
Curiosamente, o cenário desolado e sem vida, se mostra um tanto que mais rico na medida em que o casal central vai se conhecendo. Essa sensação aumenta ainda mais, sempre quando surge o terceiro personagem da trama, um motoqueiro brasileiro chamado Silas (Nelson Diniz), que volta e meia surge com a sua moto turbinada. Para Silas, aquele lugar é o paraíso, um ótimo lugar para se esconder de tudo e a todos. Dá a entender que Silas foge de seus demônios interiores, mas o seu passado fica um tanto que obscuro o que só faz só aumentar a sua aura de mistério.
Talvez esse seja somente o único ponto fraco da trama, onde os protagonistas serem obrigados há ter que explicar tudo sobre o porquê deles estarem ali. A meu ver, as próprias cenas vistas, mesmo que sugestivas, nos faz compreender muito bem sobre o passado deles e criando por alguns momentos uma subtrama em nossas mentes para tentar enlaçar o passado do casal central. Faltou então um pouco de fé da parte do cineasta, em acreditar na imaginação do cinéfilo que fosse assistir a sua obra. 
Porém, o ato final nos reserva momentos singelos, como redenção, recomeço e perguntas que ficam no ar com relação ao futuro deles. No final das contas, A Oeste do Fim do Mundo é sobre feridas que nunca se cicatrizam, mas que basta estar com alguém próximo para se dar conta que o peso no mundo não se restringe apenas a você, mas sim a todos nós.  

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Cine Dicas: Estreias do final de semana (28/08/14)



Lucy



Sinopse: Quando a inocente jovem Lucy aceita transportar drogas dentro do seu estômago ela não conhece muito bem os riscos que corre. Por acaso ela acaba absorvendo as drogas e um efeito inesperado acontece: Lucy ganha poderes sobre-humanos incluindo a telecinesia a ausência de dor e a capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente.



                               Magia ao luar

Sinopse: O filme vai acompanhar um mágico britânico que é contratado para investigar uma possível charlatã mas algumas complicações pessoais em profissionais começam a acontecer e a bela jovem com poderes paranormais acaba colocando a operação em risco. Ele seria capaz de desvendar o caso e resistir à moça?





A Oeste do Fim do Mundo



Sinopse: Argentina. Um velho posto de gasolina perdido na imensidão da antiga estrada transcontinental é o refúgio do introspectivo Leon (César Troncoso). De poucas palavras poucos gestos e nenhum amigo sua solidão só é quebrada por um ou outro caminhoneiro eventual que passa por ali para abastecer. Ou pelas visitas sempre bem humoradas do sarcástico Silas (Nelson Diniz) um motociclista com ares de hippie aposentado.O tempo passa devagar nas margens da velha estrada. Até o dia em que a enigmática e inesperada chegada de Ana (Fernanda Moro) transforma radicalmente o cotidiano de Leon e Silas. Aos pés da imponente Cordilheira dos Andes segredos que pareciam estar bem enterrados vêm à tona reabrindo antigas feridas e mudando para sempre a vida dos protagonistas.



No olho do tornado



Sinopse: Ao longo de um único dia a cidade de Silverton é devastada por um ataque sem precedentes de tornados. A cidade inteira está à mercê dos erráticos e mortais ciclones enquanto os caçadores de tempestades preveem que o pior ainda está por vir. A maioria das pessoas procura abrigo enquanto outros correm em direção ao vórtice vendo até que ponto um caçador de tempestades irá para aproveitar aquela oportunidade única.



                                   Hélio Oiticica

Sinopse:O documentário Hélio Oiticica nos oferece um olhar do próprio artista sobre sua vida e obra. Trata-se de um diálogo direto com o espectador travado por meio de depoimentos e entrevistas históricas e permeado por imenso material de arquivo inédito. Nele podemos ouvir Oiticica narrando ideias que extravasam o pensamento de uma época e que ainda influenciam o nosso pensamento contemporâneo. Trata-se de um artista que germinou o movimento da Tropicália e que democratizou a experiência da criação invertendo o conceito de observador/consumidor de arte para o de autor/objeto da experiência artística. Ele morreu aos 42 anos quando ainda tinha muito por dizer e fazer.





A 100 Passos de um Sonho



Sinopse: No sul da França, Madame Mallory (Helen Mirren) é uma respeitada e autoritária dona de um restaurante estrelado no famoso guia Michelin que está cada vez mais preocupada com um estabelecimento indiano, concorrente, que abriu do outro lado da rua do seu empreendimento. Ela trava uma verdadeira guerra contra o vizinho, mas aos poucos conhece o filho do seu adversário, Hassan Kadam (Manish Dayal), um garoto com verdadeiro talento para a culinária. Os dois tornam-se amigos, e Mallory passa a guiá-lo pelos conhecimentos da refinada gastronomia francesa, sem abandonar a tradição indiana, encorajando-o a alçar voos muito mais altos.
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