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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Cine Dica: Em Cartaz: O FILHO DE SAUL



Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, Saul Ausländer (Géza Röhrig) é um dos prisioneiros do campo de extermínio de Auschwitz. Saul é responsável pela cremação dos corpos dos outros judeus e ele acredita que um dos cadáveres é de seu filho e, dessa forma, luta para escapar de lá para dar um fim digno ao corpo.

Em filmes recentes, como Quarto do Jack ou o filme O Regresso, o protagonista se prende no amor ou na vingança e faz disso uma forma de se manter vivo para assim alcançar os seus objetivos. Isso faz com que o personagem não se enfraqueça perante os obstáculos, pois às vezes o mundo em volta é deveras traiçoeiro. Nesse filme Húngaro, O Filho de Saul, a muleta para manter o protagonista ainda respirando em meio ao horror é por vezes surreal, mas ela funciona para fazê-lo seguir em frente, mesmo por mais absurdo que seja, pois a sua própria realidade em volta já se encontra terrivelmente desoladora.
A trama é simples: Saul (Géza Röhrig) é um judeu que trabalha num campo de concentração, onde o seu principal trabalho é limpar as salas de cremação onde se encontravam antes inúmeros judeus. Entre os inúmeros cadáveres que ele encontra pela frente em uma das salas de cremação, ele encontra um corpo de uma criança, da qual ele começa acreditar que seja o seu filho e começa então uma luta pessoal para ele dar um fim digno ao corpo.
Gradualmente, percebemos que o protagonista usa essa situação do qual ele inventou para se manter vivo, ou então buscar uma redenção pessoal a muito perdida em sua vida. Mais de que uma jornada de um homem em meio ao horror é uma jornada para manter a mente sã, para sim não enlouquecer e perder a sua humanidade. Motivos para desistir de tudo não faltam no decorrer da obra, o que faz dela angustiante perante aos nossos olhos.
Assim como em filmes recentes como o já citado O Regresso, o diretor estreante László Nemes cria inúmeros planos senciências, sendo que a câmera jamais tira o foco do seu protagonista. Porém, o cineasta impressiona da forma em que ele filma, onde a câmera sempre se encontra atrás de Saul, ou focando cada detalhe de sua expressão no decorrer do filme. Devido a isso, a câmera se torna uma espécie de representação de nós indo atrás do protagonista, como se nós estivéssemos nos escondendo atrás dele, enquanto ele testemunha o inferno na terra.
Falando nisso, o cineasta não poupa o cinéfilo com as cenas do campo de concentração e seus crematórios. Porém, por mais explicita que sejam as cenas, László Nemes foi habilidoso em filmar a maioria delas fora de foco e fazendo com que não tenhamos um verdadeiro soco no estômago. Contudo, nós sabemos o que está acontecendo, pois basta ver, mesmo fora de foco, uma montanha de corpos e que, quando não sabemos o que há em cena, a expressão do protagonista já nos diz tudo. 
Géza Röhrig (Saul) praticamente carrega o filme nas costas, pois jamais a câmera lhe abandona, mas quando isso acontece, é para somente focar algo importante que irá acontecer em cena. Não faltam logicamente momentos angustiantes, dos quais ficamos apreensivos com relação ao destino do protagonista. A cena em que ele presencia os soldados nazistas fuzilando judeus e os jogando numa vala é aterradora.
Com sequências como estás, compreendemos então a mente do protagonista e os motivos que o levam a agir de uma forma tão imprevisível. O ato final reserva momentos surpreendentes, onde a sua luta para alcançar o seu objetivo o leva para um caminho sem volta. O final, aliás, não nos deixa reconfortados, pois os eventos da trama continuam em nossas mentes, mesmo quando eles aparentemente se encerram no último quadro. 
O Filho de Saul é uma experiência perturbadora e inesquecível, mesmo revisitando o cenário do holocausto, que foi tantas vezes visto e revisto no cinema. 





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Cine Dica: CINEMATECA CAPITÓLIO RETOMA PROGRAMAÇÃO

A partir de 11 de fevereiro, quinta-feira, a Cinemateca Capitólio retoma sua programação de cinema com uma homenagem ao mestre italiano Ettore Scola, morto no mês de janeiro, exibindo a obra-prima Um Dia Muito Especial, com Marcello Mastroianni e Sophia Loren. A programação ainda exibe Os Destinos Sentimentais, do diretor francês Olivier Assayas. O valor do ingresso é R$ 10,00. 
O projeto de restauração e de ocupação da Cinemateca Capitólio foi patrocinado pela Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e Ministério da Cultura. O projeto também contou com recursos da Prefeitura de Porto Alegre, proprietária do prédio, e realização da Fundação Cinema RS – FUNDACINE.
As exibições são uma parceria entre a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, a distribuidora Pandora Filmes, a Embaixada da França, a Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e o Institut Français.


UM DIA MUITO ESPECIAL (Una Giornata Particolare, Itália, 105 minutos, 1977) - Direção: Ettore Scola

Roma, 6 de maio de 1938. Benito Mussolini e Adolf Hitler se encontraram para selar a união política que, no ano seguinte, levaria o mundo à 2ª Guerra Mundial. Praticamente toda a população vai ver este acontecimento, inclusive o marido fascista de Antonietta (Sophia Loren), uma solitária dona de casa que conhece acidentalmente Gabriele (Marcello Mastroianni), seu vizinho, quando seu pássaro de estimação foge e ela o encontra pousado na janela do vizinho. Antonietta nunca falara com Gabrielle, que tinha sido demitido recentemente da rádio onde trabalhava por ser homossexual. Ela, por sua vez, era uma esposa infeliz e insegura pelo fato de não ter uma formação profissional. Gradativamente os dois desenvolvem um tipo muito especial de amizade.

OS DESTINOS SENTIMENTAIS (Les Destinées Sentimentales, França, 2000, 180 minutos) - Direção: Olivier Assayas

Jean e Pauline se reencontram pela primeira vez em Barbazac, durante um baile: ela tem apenas vinte anos e ele é pastor, casado, pai de família e acaba de resignar-se ao fracasso de sua união com Nathalie. Em meio aos sobressaltos trágicos de um mundo em mutação, no qual abre-se a ferida incurável da Primeira Guerra Mundial, e onde desabam as certezas e as dinastias industriais, o amor de Jean e Pauline será mais forte do que tudo. * Cannes 2000: indicado para a Palma de Ouro * César 2001: indicado para Melhor Ator, Melhor Atriz, e Melhor Direção de Fotografia.
 
GRADE DE HORÁRIOS
11 a 14 de fevereiro de 2016

11 de fevereiro (quinta-feira)

16h – Os Destinos Sentimentais
20h – Um Dia Muito Especial

12 de fevereiro (sexta-feira)

16h – Os Destinos Sentimentais
20h – Um Dia Muito Especial

13 de fevereiro (sábado)

16h – Os Destinos Sentimentais
20h – Um Dia Muito Especial

14 de fevereiro (domingo)

16h – Os Destinos Sentimentais
20h – Um Dia Muito Especial

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Cine Dica: Em Cartaz: O QUARTO DE JACK




Sinopse: A única coisa no mundo que o menino Jack conhece é um quarto com uma pequena janela. É nesse lugar que ele nasceu e de onde nunca saiu. A criança já está com 5 anos e começa a questionar sua mãe o motivo de viverem presos no quarto, até o dia em que ele tem a chance de desbravar aquilo que nunca conheceu.
 
Quando se é criança, você imagina o mundo de outra forma, pois você gradualmente está conhecendo ele e descobrindo o quão grande ele é. Quando eu era pequeno, por exemplo, acreditava que, após descer em uma estação rodoviária, eu entrava em outro mundo, como se aquele lugar fosse de outro planeta. Essas lembranças cada vez mais douradas me vieram na mente ao ver uma cena chave do filme O Quarto de Jack, mas que, diferente de mim, o protagonista mirim foi conhecer um mundo vasto somente quando tinha cinco anos, pois antes a sua realidade era resumida somente entre quatro paredes.
Dirigido por Lenny Abrahamson (Frank), acompanhamos a vida de Jack (Jacob Tremblay, fenomenal), que, ao lado de sua mãe (Brie Larson) vivem num quarto fechado, onde há somente uma janelinha no teto, alguns móveis, televisão e uma cama. O primeiro ato da trama nos é apresentado o dia a dia dos dois naquele mundo minúsculo, onde a protagonista cuida da sua cria de todas as formas possíveis e escondendo dele a real realidade do que está realmente acontecendo. Quando descobrimos que na verdade eles se encontram presos há anos, e nas mãos de um molestador, a protagonista decide por conta própria sair daquele mundo, pois ela própria já não agüenta mais viver presa e esconder a realidade para o seu filho.
Falar mais desse primeiro ato seria estragar alguns momentos primorosos, pois é preciso tirar chapéus para a dupla central, cujo seus desempenhos se encontram limitados nesse cenário tão pequeno, mas o que tornam eles gigantes perante aos nossos olhos. Porém, num momento de desespero, do qual desencadeia a fuga e a libertação de ambos é desde já um dos melhores momentos do filme. Atenção ao momento em que Jack se encontra face a face com o mundo do qual ele via somente pela TV sendo belamente filmado e se casando perfeitamente com a sua trilha sonora.
Uma vez fora do cubículo, o segundo e terceiro ato da trama acompanhamos os passos da mãe e do seu filho, ao tentarem se acostumar com o novo mundo a sua frente. Assim como aconteceu no início, acompanhamos a trama pela perspectiva do protagonista mirim que, mesmo não entendendo o que acontece em volta, nós compreendemos muito bem e isso graças a boa direção de  Abrahamson e pelos ótimos desempenhos de  Joan Allen (Ultimato a Borne) e  William H. Macy (Magnólia), dos quais interpretam os pais da mãe de Jack. Esses últimos, aliás, se apresentam de formas distintas com relação à verdadeira origem de Jack e o que desencadeia um desequilíbrio familiar, do qual a mãe do pequeno protagonista terá que enfrentar.
Conhecida por ter atuado em comédias, como o recente Descompensada, Brie Larson nos brinda com uma personagem de peso, do qual ela passa toda a tristeza e sofrimento em que a sua personagem passou unicamente através dos seus expressivos olhos. Em uma situação como essa qualquer pessoa comum enlouqueceria, mas o seu desempenho nos faz convencer de que a sua personagem vence os obstáculos para proteger o seu filho, assim como matar o desejo de desistir de tudo. Embora novata em premiações, não é a toa que ela tenha se tornado franco favorita pelo cobiçado Oscar.
Mas a alma do filme é realmente Jacob Tremblay, pois mesmo sendo tão novo, ele transmite um ar de amadurecimento perante os adultos, mesmo que o seu personagem esteja gradualmente aprendendo sobre o novo mundo. Tudo gira em volta dele, o que faz do seu personagem o verdadeiro protagonista da trama. Esquecido nas premiações, como o Oscar, ficamos na torcida para que esse pequeno, mas grande artista não se perca com o tempo, assim como aconteceu com outros jovens talentos. 
Embora seja uma pequena produção, O Quarto de Jack ainda sim é um belo filme, do qual passa a idéia de que a inocência ainda pode ser a principal arma contra o lado sombrio vindo do ser humano atual.   




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Cine Dicas: Estreias do final de semana (11/02/16)



A Garota Dinamarquesa

 

Sinopse: O pintor dinamarquês Einar Mogens Wegener (Eddie Redmayne) é casado com Gerda (Alicia Vikander) e sempre se identificou com o universo feminino, mesmo de forma velada. Mas seu instinto fala mais alto e ele decide fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Einar passa a usar o nome Lili Elbe e entra para história como a primeira pessoa a se submeter a esse tipo de procedimento.


  Brooklyn

 

Sinopse:Nos anos 1950, a jovem Eilis Lacey (Saoirse Ronan) vive na Irlanda e parte em direção aos Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Ela se instala no bairro do Brooklyn, consegue um emprego e chama a atenção do imigrante italiano Tony (Emory Cohen). Os dois se apaixonam, mas uma tragédia na vida de Eilis a força retornar para sua terra natal, onde conhece Jim Farrell (Domhnall Gleeson). Agora, ela tem de se decidir com quem quer ficar.  


Deadpool

 

Sinopse: O mercenário Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um anti-herói do universo Marvel, conhecido como Deadpool. Depois de ser submetido a um experimento para ganhar fator de cura, o mercenário tagarela, armado com suas habilidades e um senso de humor negro, vai atrás do homem que quase destruiu sua vida.


 

Rio Cigano

 

Sinopse: As meninas ciganas Kaia e Reka são separadas na infância e criadas em mundos distantes. Durante uma viagem, os ciganos se veem obrigados a atravessar a fazenda de uma condessa, de onde são expulsos. Em meio à fuga, Reka se perde e a condessa a mantém em sua propriedade. A menina começa a trabalhar para ela, sem esquecer as lembranças da vida cigana. Já Kaia continua vivendo com a família, mas decide abandonar tudo para procurar a amiga.


Um Suburbano Sortudo

 

Sinopse: O camelô Denílson (Rodrigo Sant'anna) vive no subúrbio do Rio de Janeiro e trabalha duro. A sorte dele muda do dia para noite quando descobre que seu pai biológico desconhecido morreu e que ele era milionário. Denílson, então põe a mão na herança, mas para isso tem de aturar a família do falecido, que está toda endividada. Mas ele aguenta e ainda vai tentar usar sua experiência como camelô para comandar a empresa do pai.


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