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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do CENA UM (tendo já 32 certificados),sou uma pessoa fanatica pelo cinema, HQ, Livros e musica erudita mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Constantine ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cine Especial: LUMIÉRE, MÉLIÈS & OUTROS PIONEIROS: Parte 1


Nos dias 03 e 04 de Maio (no Santander Cultural de Porto Alegre) eu estarei participando do curso LUMIÉRE, MÉLIÈS & OUTROS PIONEIROS, criado pelo Cena Um e ministrado pelo critico de cinema Leonardo Bomfim. O curso será uma forma de apresentar como foi os primeiros anos de vida dessa arte que é o cinema, através dos primeiros filmes realizados por pioneiros como os irmãos Lumiére e Georges Méliès. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, por aqui eu irei postar os primeiros passos do cinema, que na época se chamava Cinematógrafo. 


 A CHEGADA DE UM TREM NA ESTAÇÃO", IRMÃOS LUMIÉRE, 1895, O PRIMEIRO FILME DA HUMANIDADE




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Cine Dica: Sessão Aurora apresenta filmes inéditos de Eduardo Coutinho

FILMES INÉDITOS DE EDUARDO COUTINHO NA SESSÃO AURORA

Neste sábado, 26 de abril, às 20h15, a Sessão Aurora apresenta na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), em parceria com o Instituto Moreira Salles, os últimos filmes finalizados por Eduardo Coutinho, inéditos em Porto Alegre: A Família de Elizabeth Teixeira e Sobreviventes de Galileia, reencontros com personagens de sua obra-prima, Cabra Marcado Para Morrer. A entrada é franca.  
Depois da conclusão de Cabra Marcado Para Morrer (1964-1984), Eduardo Coutinho manteve contato regular com Elizabeth Teixeira, mas não com seus filhos. No início de 2013, o realizador faz uma visita a Elizabeth e sua família no Rio de Janeiro e na Paraíba. O resultado desse encontro está no filme A Família de Elizabeth Teixeira. Em Sobreviventes de Galileia, o cineasta vai a Pernambuco para reencontrar dois outros personagens de seu filme: Cícero e João José (o Dão da Galileia). As duas obras fazem parte dos extras do DVD de Cabra Marcado Para Morrer, lançado pelo Instituto Moreira Salles.


A família de Elizabeth Teixeira
Direção: Eduardo Coutinho
(Brasil, 2013. 65’, 12 anos)
Sobreviventes de Galileia
Direção: Eduardo Coutinho
(Brasil, 2013. 27’, 12 anos)
Exibição em blu-ray.


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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cine Dica: Em Cartaz: ALABAMA MONROE




Sinopse: Elise (Veerle Baetens) e Didier (Johan Heldenbergh) se apaixonam à primeira vista. Ele é um músico romântico e ela a realista dona de um estúdio de tatuagem. Apesar das diferenças, o relacionamento dá certo e eles têm uma filha, Maybelle (Nell Cattrysse). Aos seis anos a menina fica gravemente doente e a família se desestabiliza.



Num ano em que Azul é a cor mais quente foi excluído (injustamente) no Oscar, na categoria de melhor filme estrangeiro, até que fiquei satisfeito com A Grande Beleza ter saído como vencedor. Mas ao assistir Alabama Monroe, percebo que ainda vai levar um bom tempo para os membros da academia pararem de errar. Para mim, o filme entra facilmente entre os melhores do ano em cartaz em nosso país.

O longa é baseado em uma peça de teatro, escrita por Johan Heldenbergh e Mieke Dobbels. O cineasta Felix Van Groeningen assistiu ao espetáculo e pediu autorização dos autores para fazer o filme após ficar enfeitiçado pela trama do casal central. A adaptação para a telona foi escrita pelo próprio cineasta em parceria com o roteirista Carl Joos.

Johan Heldenbergh pulou dos palcos para a tela de cinema também como ator, interpretando Didier que faz par amoroso com Veerle Baetens (Elise Vandevelde, extraordinária), dona de um estúdio de tatuagem e sendo que ela própria ter inúmeras belas tatuagens em seu corpo. Ele, líder de uma banda de bluegrass (um estilo de country), entra no estúdio de tatuagem de Elise e depois fala para ela que uma banda tocará e que ele estará por lá. Uma oportunidade para ela surgir e se surpreender ao perceber que ele é o vocalista.
Daí, o relacionamento começa, culminando com uma filha e ela mesma fazendo parte da banda no final das contas. O relacionamento digno de contos de fada contemporâneo só é desestruturado quando a filha Maybelle (Nell Cattrysse) é diagnosticada com câncer. As diferenças do casal são então ressaltadas pelo arraso emocional, com direito a brigas e sobre a diferença de pensamentos com relação a religião e crenças.

Mais do que um filme sobre superação com relação a perdas de entes queridos, o filme atinge de uma forma arrasadora sobre temas como o “não avanço” sobre pesquisas sobre células do tronco x religião, sendo que esse ultimo é representado por inúmeras igrejas que se dizem a voz do mundo, mas que por vezes somente atrasa a tentativa de salvar as vidas em risco. O drama com sinais de que tudo vai acabar (aparentemente) bem, pode remeter a Romeu e Julieta com um final dramático. 
O enredo é contado com viagens no passado e no tempo real e a trilha sonora merecer destaque (tanto que alcançou o primeiro lugar nas parada no país de origem). Composta por Bjorn Eriksson, e interpretada pelos atores Veerle Vaetens e Johan Heldenbergh, também chama atenção no filme. A trilha já alcançou o número 1 em vendas na Bélgica. Fora a indicação ao Oscar, eles já levaram o Prêmio FIPRESCI de Melhor Filme Estrangeiro no Palm Springs International Film Festival. Alabama Monroe ainda foi premiado no Festival de Berlim (prêmio do público de Melhor filme de Ficção e o Label Europa Cinemas), recebeu dois prêmios no Festival de Tribecca (melhor atriz e melhor roteiro), levou 9 prêmios Ensor na grande premiação belga, o Ostend Film Festival, e também concorre ao prêmio de audiência no European Film Awards 2013.

Um belo filme com inúmeras camadas de leituras, sendo que pode ser muito bem visto, tanto para aqueles que seguem uma crença mesmo que cegamente, como também para aqueles que se dizem ateus, mas que no fundo não negam de que há algo no ar lá fora.   
 

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Cine Dica: Sessão Plataforma apresenta o filme argentino Viola


JOVEM CINEMA ARGENTINO NA SESSÃO PLATAFORMA

A segunda edição da Sessão Plataforma de 2014 traz à Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) na quinta-feira, 25 de abril, às 20h30, o filme Viola, do jovem realizador Matías Piñeiro, um dos destaques do cinema argentino contemporâneo. A reprise acontece no sábado, às 19h.
Em seu terceiro longa-metragem, Piñeiro apresenta um grande frescor cinematográfico, usando seus personagens e os artifícios da representação para explorar a obra de William Shakespeare. Em sua curta e intensa filmografia, o diretor vem explorando a interação entre cinema e literatura, fugindo do lugar comum das adaptações. Segundo Piñeiro, “não são adaptações, pois não me interessa levar adiante uma obra inteira. Me colocaria numa burocracia narrativa que não me seduz, que não acredito que possa resolver bem agora mesmo.”
Revelação do cinema latino-americano, Matías Piñeiro é visto como uma das mais sensíveis e sofisticadas novas vozes da filmografia contemporânea da Argentina. O realizador tem percorrido importantes festivais ao redor do mundo, apresentando Viola em Berlim, Toronto, Cartagena, Copenhagen, Valdívia, onde conquistou Prêmio Especial do Júri, e no BAFICI Buenos Aires, onde conquistou o Prêmio FIPRESCI.


_Viola
dir: Matías Piñeiro, 65min, ARG, 2012.

- 63ª Berlinale - Berlin International Film Festival – Forum
- Toronto International Film Festival
- Valdivia International Film Festival (Prêmio Especial do Juri)
- CPH:PIX
- Cartagena International Film Festival
- BAFICI (Prêmio FIPRESCI)

SINOPSE_
Viola vive em Buenos Aires junto com Javier, seu namorado de longa data. Juntos, eles mantêm um pequeno negócio de pirataria de filmes. Um dia, Viola encontra uma jovem de uma trupe teatral que pede a ela que a substitua em um espetáculo do grupo. Trata-se de uma peça que combina fragmentos de diversas obras de Shakespeare, entre elas Noite de Reis. Mesmo não sendo atriz, Viola participa da peça, assumindo um papel masculino. A partir daí, cria-se uma série de intrigas e flertes entre Viola, Javier e os integrantes do grupo


Exibição confirmada: 24 de abril, 20:30hrs
Reprise única: Sábado, 26 de abril, 19:00hrs.
GRADE DE HORÁRIOS
22 a 27 de abril de 2014


22 de abril (terça)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina

23 de abril (quarta)

17:00 – Na Neblina
20:00 – Cabra Marcado Para Morrer (CinePolítico: 50 anos do Golpe Militar)

24 de abril (quinta)

17:00 – Na Neblina
20:30 – Sessão Plataforma (Viola, de Matías Piñeiro)

25 de abril (sexta)

17:00 – Na Neblina
19:30 – Na Neblina

26 de abril (sábado)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Sessão Plataforma (reprise)
20:15 – Sessão Aurora (Especial Eduardo Coutinho)

27 de abril (domingo)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina

 
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terça-feira, 22 de abril de 2014

Cine Dica: Em Blu-Ray e DVD: BLUE JASMINE

 Leia a minha critica já publicada clicando aqui.  




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Cine Dica: Lançamento do DVD de Cabra Marcado Para Morrer na Sala P. F. Gastal

CICLO DE CINE POLÍTICO PROMOVE LANÇAMENTO DO DVD DE CABRA MARCADO PARA MORRER NA SALA P. F. GASTAL

 
Na quarta-feira, 23 de abril, às 20h, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) e o grupo de pesquisa Kinepoliticom, da pós-graduação da Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS, em parceria com o Instituto Moreira Salles, promovem o lançamento do DVD de Cabra Marcado Para Morrer, obra-prima de Eduardo Coutinho, marcando a primeira sessão do ciclo de cinema político sobre os 50 anos do Golpe Militar no Brasil. O filme será exibido em blu-ray. Após a projeção, haverá um debate com os críticos Enéas de Souza e Milton do Prado e mediação de Cristiane Freitas. A entrada é franca.     

Em 1962, Eduardo Coutinho filmou na Paraíba um comício em protesto pela morte do líder camponês João Pedro Teixeira. Dois anos mais tarde, dirigiu um filme de ficção sobre a trajetória de João Pedro, cuja filmagem foi interrompida em 31 de março de 1964 com o golpe militar. 17 anos depois, Coutinho retoma as filmagens e reencontra alguns dos personagens que participaram das filmagens nos anos 1960, como os membros das Ligas Camponesas de Sapé e de Galileia. Concluído em 1984 como um documentário, o filme investiga também a trajetória da viúva de João Pedro Teixeira, Elizabeth, e a de seus filhos.

O Instituto Moreira Salles lança em DVD o documentário Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho (1933-2014). O lançamento inclui dois filmes inéditos do realizador, produzidos pelo Instituto Moreira Salles em parceria com a Videofilmes: Sobreviventes de Galileia (Brasil, 2013) e A família de Elizabeth Teixeira (Brasil, 2013). Ambos os filmes baseiam-se no retorno de Coutinho a Sapé (Paraíba) e Galileia (Pernambuco), locações originais de Cabra marcado para morrer, onde ele reencontra Elizabeth Teixeira e seus filhos e camponeses que participaram das filmagens em 1964 e no início dos anos 1980.

Além desses dois filmes inéditos, o DVD conta com uma faixa comentada, com a participação de Eduardo Coutinho, Eduardo Escorel, montador do filme, e Carlos Alberto Mattos, crítico de cinema. Como parte integrante do material, foi produzido um livreto de 74 páginas com um depoimento de Coutinho e uma seleção de críticas publicadas no Brasil e no exterior à época do lançamento do filme, nos anos 1980. 


Cine Político: 50 anos do Golpe Militar no Brasil
1ª sessão
Cabra marcado para morrer
Direção: Eduardo Coutinho
(Brasil, 1964-1984. 119’, 12 anos)
Exibição em blu-ray


GRADE DE HORÁRIOS
22 a 27 de abril de 2014


22 de abril (terça)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina

23 de abril (quarta)

17:00 – Na Neblina
20:00 – Cabra Marcado Para Morrer (CinePolítico: 50 anos do Golpe Militar)

24 de abril (quinta)

17:00 – Na Neblina
20:30 – Sessão Plataforma (Viola, de Matías Piñeiro)

25 de abril (sexta)

17:00 – Na Neblina
19:30 – Na Neblina

26 de abril (sábado)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Sessão Plataforma (reprise)
20:15 – Sessão Aurora (Especial Eduardo Coutinho)

27 de abril (domingo)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina

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sábado, 19 de abril de 2014

Cine Dica: Em Cartaz: Crônica do Fim do Mundo


Sinopse Pablo, um senhor de 70 anos, perdeu a esposa há cerca de 20 anos, durante uma explosão em Bogotá, e quase não sai mais de casa. Seu filho, Felipe, acaba de ter um bebê e sofre para cuidar da sua relação com a esposa. A vida dessa família vai ser afetada pela aproximação do fim do mundo, que segundo o calendário Maia ocorrerá em dezembro de 2012.

Divertido e emocionante longa sobre personagens,  em que suas vidas  pessoais estão prestes (aparentemente) a cair. O alardeado apocalipse de 2012 fica por aqui em segundo plano, para então explorar o lado desesperado e imprevisível dos personagens com relação ao juízo final, sendo que o roteiro se concentra principalmente nos personagens  principais que são o  pai e filho. Pablo (Victor Hugo Morant), um professor aposentado, não sai de casa há três décadas, desde a morte de sua esposa na explosão de uma bomba em Bogotá. Já seu o filho, Felipe (Jimmy Vasquéz), se divide entre os cuidados com o pai e a atenção à sua esposa e filho. 
Isolado em casa e com imensa tristeza, enquanto aguarda pelo apocalipse, Pablo vê o mundo através do olhar do filho, que filma pelo celular seu passeio pelas ruas. Insatisfeito com tudo, o ex-professor aproveita a atmosfera apocalíptica  para se vingar com palavras pelo telefone. Através de ligações telefônicas para pessoas de seu passado, Pablo empreende um acerto final – e, diga-se de passagem, desaforado – de contas.
Isso acaba rendendo os momentos mais divertidos do longa, principalmente quando ele acaba ligando para alguém que o ameaça de morte e fazendo ele ficar paranoico. Felipe por sua vez está em crise tanto profissional quando matrimonial, e encara sua existência com abatimento e temor. Um filme de pouco custo,  passado quase sempre nas mesmas locações e com raras externas, o longa realiza  realiza uma ótima analise psicológica com relação aos personagens. 
Seu roteiro sincero combina elementos que suscitam conflitos e trazem ritmo, garantindo assim o interesse do espectador durante a projeção.“Crônica do Fim do Mundo” agrada por sua abordagem sensível e interessante da desilusão e do desamparo na vida contemporânea. 

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