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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do CENA UM (tendo já 36 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros e musica erudita mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Constantine ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cine Dica: Em Cartaz: HELI





Sinopse: Heli (Armando Espitia) é jovem que mora no meio do nada, com sua mulher, Sabrina (Linda González), o filho pequeno, seu pai (Ramón Álvarez) e a irmã de 12 anos, Estela (Andrea Vergara). Ele e o pai trabalham numa montadora de carros. A vida não é fácil, mas dá para ser levada, a duras penas. A ruptura ocorre quando Estela começa a namorar um soldado, Beto (Juan Eduardo Palacios), e este rouba dois pacotes de cocaína.

 

Chocante filme ganhador do prêmio de direção no Festival de Cannes 2013, para o mexicano Amat Escalante, Heli é um filme para poucos, mas que diz muito. A trama é crua e uma verdadeira descida ao inferno pessoal e social, ao retrata um México longe das propagandas turísticas, longe da riqueza, distante de tudo, e afogada em problemas sociais e do pior do homem.
A primeira cena da produção já diz o que virá: um corpo é enforcado e jogado do alto de uma passarela. Curiosamente retornamos um pouco no passado e gradualmente começamos a descobrir o do porque esse chocante momento aconteceu. As desgraças surgem sem dó, nem piedade na vida de cada um dos personagens e faz com a gente sinta que não há escapatória para nenhum deles. Em suma, o que vemos na tela é o pior do ser humano quando ele se encontra desprendido de qualquer altruísmo pelo próximo. 
 Escalante não mostra cenas sugestivas, mas sim de cara mesmo e doa o que doer. E em seu filme há cenas explícitas de tortura: numa delas, no campo de treinamento, Beto é obrigado a rolar no chão que está sujo com seu vômito e fazendo-o desejar não estar naquele lugar jamais. As cenas mais bravas de tortura acontecem sob os olhares adolescentes e crianças enquanto estavam jogando videogame. O diretor, que é também escreveu o roteiro, parece indicar um paralelo entre a violência virtual do jogo eletrônico e a real – ambas tendem à desumanização das vítimas e seus algozes.
O cineasta é sincero ao mostrar a guerra do tráfico em seu país  sem usar panos quentes. Ainda assim, há um sentimento de repetição no que ele tem a dizer ou escancarar para nos. Num ponto a favor, ele não espetaculariza nenhuma das questões, ainda que não tenha muito de novo a dizer.
 
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Cine Dica: DOSE DUPLA NA SESSÃO PLATAFORMA



Nesta terça-feira, 22 de julho, às 20h30, a Sessão Plataforma exibe na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) os filmes Redemption de Miguel Gomes e Mil Sóis, de Mati Diop
No mais recente filme de Gomes, no dia 21 de Janeiro de 1975, numa aldeia no norte de Portugal, uma criança escreve aos pais em Angola para lhes dizer como Portugal é triste. No dia 13 de Julho de 2011, em Milão, um velho recorda o seu primeiro amor. No dia 6 de Maio de 2012, em Paris, um homem diz à filha bebê que nunca será um pai de verdade. Durante um casamento no dia 3 de Setembro de 1977, em Leipzig, a noiva luta contra uma ópera de Wagner que não lhe sai da cabeça. Mas onde e quando estes quatro pobres diabos começaram à procura da redenção?
Mati Diop se debruça sobre A Viagem da Hiena (1972), clássico dirigido por seu tio, o realizador senegalês Djibril Diop Mambety. Mory e Anta estão apaixonados. Os dois sonham em sair de Dakar e partir para Paris, mas Anta vai sozinha. Mory permanece sozinho. O que aconteceu desde então? 40 anos depois, A THOUSAND SUNS investiga o universo do herói do filme, Magaye Niang. Niang nunca saiu de Dakar, e agora imagina o que teria acontecido com Anta, o amor de sua juventude.

SERVIÇO:

Terça feira, 22 de julho, 20h30

* REDEMPTION, dir: Miguel Gomes, 26min, POR, 2013.
Principais exibições anteriores:
- Venice International Film Festival – 2013
- Toronto IFF - 2013
- New York IFF - 2013
- Viennale – 2013
- Rotterdam IFF 2014

* A THOUSAND SUNS (Mille Soleils), dir: Mati Diop, 45min, FRA, 2013.
Principais exibições anteriores:
- FIDMarseille – 2013 (Grand Prix Best Film)
- Toronto IFF - 2013
- CPH:DOX - 2013
- Viennale – 2013
- IndieLisboa – 2014 (Best Short Film)

Sessão Plataforma.

Realização: Tokyo Filmes, Livre Associação, Coordenação de Cinema e Video da Secretaria de Cultura de Porto Alegre.
Apoio: Cervejaria Seasons

Ingresso: R$ 03,00
Projeção: Bluray - legendas em português.
Reprise única - Sábado, 26 de julho, 19h30.

Sessão Plataforma é uma sessão de cinema, realizada mensalmente desde agosto de 2013 na cidade de Porto Alegre (RS), que exibe filmes recentes, de qualquer nacionalidade, duração e bitola.

 
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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Cine Dica: Workshop CRÍTICA DE CINEMA


21, 28 de Julho e 04 de Agosto de 2014 (segundas-feiras)
19h30 às 22h
CineBancários (Rua Gen. Câmara, 424 - Porto Alegre)

15 vagas gratuitas para bancários sindicalizados
Inscrições devem ser feitas pelo e-mail
34331204 / 05, com Fábio ou Daniela.
 
APRESENTAÇÃO
Estabelecida como uma das facetas mais proeminentes do chamado “jornalismo cultural”, a crítica de cinema, na prática, se estabelece quase como um gênero próprio de prática jornalística. Em uma definição bem específica, a crítica de cinema é o exercício de análise artística de filmes, visando estabelecer um juízo de valor baseado em parâmetros comparativos de qualidade, estética, forma e conteúdo da obra fílmica. A partir desta formulação, pode-se afirmar que a crítica de cinema não é uma ciência, mas sim uma arte, dado seu caráter intrínseco de expressão de uma subjetividade. Contrariamente ao jornalismo, que se atém aos fatos, a crítica tem como sua matéria de análise uma obra artística, que permite diversas formas de abordagem, e, consequentemente, de compreensão.
A relação do espectador com a crítica cinematográfica inicia, quase invariavelmente, antes mesmo da ida ao cinema, e prossegue após a experiência da sala de cinema, quando o espectador retorna ao texto, momento então onde se estabelece com o leitor um “novo diálogo”, mais reflexivo.
A crítica de cinema, por muitas décadas restrita aos livros, às revistas especializadas e aos cadernos de cultura de grandes jornais, hoje encontra um vasto espaço de circulação pelo meio virtual. A manifestação da crítica de cinema vive um momento de crescente expansão em blogs e sites especializados, uma alternativa à grande mídia. Mas fica sempre a controversa questão de fundo: a facilidade do meio não estaria, de algum modo, esvaziando a chamada “crítica profissional” de cinema?

O Workshop CRÍTICA DE CINEMA, ministrado por Marcus Mello, vai discutir e analisar estas e outras questões fundamentais, além de proporcionar aos participantes a experiência prática de produzirem suas próprias críticas cinematográficas.

OBJETIVOS
O Workshop CRÍTICA DE CINEMA oferecerá um panorama sobre a crítica cinematográfica, abordando seus aspectos históricos, a estrutura do texto crítico e os elementos da análise fílmica. O workshop também inclui um módulo prático, no qual os alunos serão convidados a produzir textos, que posteriormente serão analisados e discutidos em grupo.
O objetivo da atividade é provocar o olhar crítico sobre a produção cinematográfica e estimular a formação de novos críticos.
Para participar deste workshop não é necessário nenhum pré-requisito. A atividade é aberta a todos os interessados no tema.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Aula 1
Um panorama sobre os principais momentos da história da crítica cinematográfica, desde os seus primórdios até a consolidação da atividade.
Aula 2
A estrutura de um texto crítico, os elementos da análise fílmica, a função da crítica.
Aula 3
Análise e discussão dos textos produzidos pelos alunos.

MINISTRANTE: MARCUS MELLO
Crítico de cinema, editor da revista Teorema, fundada em agosto de 2002, uma das publicações de cinema mais respeitadas do Brasil. Entre agosto de 2004 e março de 2012 foi titular da coluna de cinema da revista Aplauso (edição 57 a 113). Membro da ABRACCINE – Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Possui artigos publicados nos livros Cinema dos Anos 90 (Editora Argos, 2005), Cinema Mundial Contemporâneo (Papirus Editora, 2008), Os Filmes que Sonhamos (Lume Filmes, 2011), Irmãos Coen: Duas Mentes Brilhantes (Caixa Cultural, 2012) e Hitchcock é o Cinema (Fundação Clóvis Salgado, 2013), entre outros.

Workshop CRÍTICA DE CINEMA - de Marcus Mello
* Datas: 21, 28 de Julho e 04 de Agosto de 2014 (segundas-feiras)
* Horário: 19h30 às 22h
* Local: CineBancários (Rua Gen. Câmara, 424 - Porto Alegre)
* Investimento: R$ 100,00 (valor promocional de R$ 80,00 para as primeiras 10 inscrições. * Válido apenas para inscrições por depósito bancário)
15 vagas gratuitas para bancários sindicalizados - inscrições devem ser feitas pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br ou pelo telefone 34331204 / 05, com Fábio ou Daniela.
* Formas de pagamento: Cartão de Crédito / Boleto / Depósito bancário
* Material: Certificado de participação
* Informações: cenaum@cenaum.com / Fone: (51) 9320-2714
* Realização: Cena UM - Produtora Cultural
* Patrocínio: Back in Black / Sapere Aude Livros / B&B Games
* Apoio: CineBancários / Facool
* Parceria: Espaço Vídeo  
CineBancários
(51) 34331204 / 34331205
Rua General Câmara, 424, Centro - POA
blog: cinebancarios.blogspot.com
site: cinebancarios.sindbancarios.org.br
facebook.com/cinebancarios
Twitter: @cine_bancarios

Cine Dicas: Em Blu-Ray e DVD (18/07/14)



TRAPAÇA


Leia a minha critica já publicada clicando aqui.



ROBOCOP (2014)

Leia a minha critica já publicada clicando aqui. 

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Cine Dica: FILME EXPERIMENTAL ENCERRA CURTA NAS TELAS NA SALA P. F. GASTAL


O projeto Curta nas Telas apresenta entre os dias 15 e 20 de julho o

filme Memórias Externas de uma Mulher Serrilhada, dirigido por Eduardo

Kishimoto, um dos destaques da produção experimental dos últimos anos.

As exibições ocorrem na Sala P. F. Gastal, acompanhando a sessão das

19h30 do longa-metragem Cães Errantes, de Tsai Ming-liang. Na

sexta-feira, 18 de julho, o curta será exibido antes da sessão das

17h.

O filme apresenta fragmentos da intimidade de Josi, uma adolescente de

classe média baixa que encontra um vídeo seu em um site pornográfico.

Com uma multiplicidade de formatos de captação – câmeras fotográficas,

celular, webcams e páginas da internet, a obra de Eduardo Kishimoto

aposta no mosaico visual para abordar um tema intensamente

contemporâneo: a exposição violenta da mulher nos espaços virtuais.


Ficha Técnica – Roteiro, Direção, Montagem: Eduardo Kishimoto /

Produção Executiva: Daniel Chaia / Direção de Fotografia: Carlos

Firmino / Empresa produtora: Bola Oito Produções / Elenco: Ana

Georgina Castro, Wendy Bassi, Fábio Nassar, Rafael Morpanini e Paolo

Gregori.


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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Cine Especial: Federico Fellini – O Maestro: Parte 4


Nos dias 23 e 24 de Julho, eu estarei participando do curso Federico Fellini – O Maestro, criado pelo CENA UM  e ministrado pela jornalista Fatimarlei Lunardelli. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui estarei destacando os principais filmes desse cineasta, que até hoje é considerado um dos melhores diretores autorais e críticos do cinema Italiano.

Julieta dos Espíritos 


Sinopse: Julieta é uma mulher burguesa que vive confortavelmente em uma luxuosa casa com o marido e duas empregadas. Seus pais e sua família a distraem um mundo higienizado. Mas ela descobre que seu marido, ela adora ingenuamente, tem sido infiel, se abrindo para um grande mundo mental em que seu espírito se mistura em sonho e realidade. Julieta deixa de lado o conformismo burguês e se revela um ser de extraordinária riqueza interior.

Não se trata de um filme propriamente espiritualista, embora pareça em certos momentos, foca mais em anseios, em sentimentos que remetem inclusive a sensação de tempo perdido pela falsa felicidade do casamento. Para somar a isso tudo, Julieta vem de uma educação conturbada, entre a religiosidade e a incredulidade de seu avô, a qual ela lembra com carinho. Não tem como não lembrar de Oito e Meio, alguém de meia idade com problemas existencialistas, a formula é parecida, e o filme é tão surrealista quanto o maior sucesso de Fellini. Para ressaltar isso tudo, foco na cena em que nossa protagonista se despede de seus antigos tormentos, por já se sentir livre, até mesmo seu avô agracia essa despedida com a sua imagem.
Vale ressaltar que a obra foi feita em homenagem a Giulietta Masina, sua esposa, que fez sucesso em um outro filme seu, Noites de Cabíria. Outro ponto interessante é o fato do filme ser o primeiro colorido de Fellini, e mesmo sendo seu primeiro experimento, as cores são maravilhosas, uma mistura de sofisticação com alguns tons exagerados, que permaneceu durante a continuação de sua obra. E mesmo de narrativa bem densa, sendo necessário máxima atenção, Julieta dos Espíritos é bem dinâmico, explorando muito bem as frequentes doses de nervosismo expostos em imagens de sua protagonista.  Fellini filma sonhos, tem definição melhor do que essa ? Nino Rota bem que da uma mão com suas composições maravilhosas. Em poucas palavras dessa vez se tornou claro o objetivo do filme, outros pormenores, alguns fatos construídos ficam dessa vez por conta do espectador, afinal não é bom dar tudo de mão beijada.  

A TRAPAÇA



Sinopse: A trama gira em torno de três trapaceiros que vivem a aplicar pequenos golpes em pessoas humildes.  Eles são os anti-Robin Hood, o mítico ladrão inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres.



Misturando o humor satírico de "Abismo de um Sonho", com o drama de filmes como A Noite e O Eclipse, embora A Trapaça seja inferior aos três citados, Fellini mais uma vez aborda questões sócio-políticas da Itália pós-guerra. O filme apresenta uma série de grandes sequências, como aquelas que ocorrem em uma festa de réveillon, prenunciando os grandes momentos que viriam, cinco anos mais tarde, com "A Doce Vida". Além do ótimo trabalho realizado pelo cineasta, o filme conta ainda com a bela fotografia em preto-e-branco de Otello Martelli e a excelente trilha sonora de Nino Rota, seu compositor preferido.  No elenco, o grande nome a destacar é o de Broderick Crawford, que se mostra aqui como um grande comediante. Crawford era conhecido por suas brilhantes atuações em filmes policiais e dramáticos como, por exemplo, "A Grande Ilusão", de 1949, que lhe deu o Oscar de Melhor Ator.  
A grande atriz italiana, Giulietta Masina, única esposa de Fellini, tem pouco tempo de tela, num papel de coadjuvante.


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