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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Cine Dica: Programação de outubro - Sala Redenção



 
 Boyhood - Da Infância à Juventude

Segue a programação da Sala Redenção – Cinema Universitário para o mês de outubro. Teremos várias mostras e sessões especiais:


Mostra de Vídeos e Cinema Expandido BIM em BienalSur: Território e Resistência – de 04 a 09 de outubro


Mostra Amos Gitai – de 10 a 13 de outubro

Cine Caramelo – de 16 a 20 de outubro

Poloneses Contemporâneos – 23 a 27 de outubro

Parceiros da Sala Redenção:

Cinema: Trabalho, Organizações e Sociedade: exibição comentada de Castanha (2014) de Davi Preto

CineDHebate Direitos Humanos -  sessão comentada de O Preço do Amanhã (EUA | 2011 | 109min). Direção: Andreu Niccol

Singularidades -  exibição comentada de Verdes anos (Brasil | 1984 | Drama | 90min). Direção: Carlos Gerbase, Giba Assis Brasil

IV MOUC – Mostra universitária de curtas


Agradeço desde já pela divulgação.

Tânia Cardoso de Cardoso

Coordenadora e curadora

Sala Redenção – Cinema Universitário


(51) 3308-4081


Mostra de Vídeos e Cinema Expandido BIM em BienalSur: Território e Resistência Curado por Andrés 

Denegri e Gabriela Golder

04 de outubro | quarta-feira | 16h

09 de outubro | segunda-feira | 19h

 Recordação (Recollection | Palestina, Alemanha | 2015 | 70min)

Recordação está composto inteiramente de sequências de filmes israelenses e estadunidenses rodadas na cidade de Jaffa entre as décadas de 1960 e 1990, principalmente do gênero denominado bourekas, que encenavam tensas relações românticas entre homens judeus mizrahi “toscos” e mulheres pertencentes às elites askenazis. Jaffa proporcionava o marco perfeito para construir novos relatos israelenses nas ruínas palestinas abandonadas. Como explica Aljafari, os palestinos fora “desarraigados na realidade e na ficção”. Em Recordação, todos os protagonistas são eliminados da metragem original, deixando um cenário vazio constituído pela cidade. Parece que alguém está retornando a Jaffa, como podia fazer a qualquer outro lugar depois de uma catástrofe. “Ele sabe tudo. Sou eu mesmo; meus avós que iam a caminho a Beirute e regressaram porque havia uma tormenta; um fotógrafo; uma combinação de todas as figuras marginadas. A memória mesma que filma. A memória de todo o cenário que resgata a tela”. Recordação indaga numa hipótese cinematográfica: como podemos voltar a frequentar e povoar o espaço num sono inquietante e febril?

 05 de outubro | quinta-feira | 16h


Dial H-I-S-T-O-R-Y (Bélgica | 1997 | 68min)

Dial HISTORY é um filme de ensaio que percorre a história de sequestros de aviões como retratado na televisão convencional. Em contraste com um fundo de uma cronologia de sequestros de aviões, começando pelo primeiro sequestro de avião documentado em 1931, que foi inscrito imediatamente na arena política desde o primeiro momento. Dial HISTORY ilustra como os sequestros conseguiram progressivamente mais cobertura da televisão, que se fez mais e mais mortal. A natureza da televisão ao vivo permitindo um minuto a minuto atualiza o sequestro como uma situação desentranhada, apagando a linha entre o entretenimento e a tragédia. Questionando o papel do escritor numa sociedade saturada de imagens, a narrativa de Dial HISTORY é baseada num diálogo imaginário entre um terrorista e um romancista no qual o escritor considera que o terrorista sequestrou seu papel dentro da sociedade: “há um curioso nó que une os romancistas e os terroristas, há anos pensava que um romancista podia alterar isso. A vida interior da cultura. Agora os fabricantes de bombas e homens armados tomaram esse território”. Neste sentido, o tema subjacente mais profundo é que o sequestro dos sequestradores estava se transformando em si sequestrado pelas empresas de meios de comunicação. A obra estreou em 1997 no Museu de Arte Moderna de Paris Georges Pompidou e depois foi projetada na Documenta X de Kassel.

05 de outubro | quinta-feira | 19h

06 de outubro | sexta-feira | 16h



Do Outro Lado Do Rio (Brasil | 2004 | 88 min)

Do Outro Lado do Rio é uma viagem aos limites do Brasil. Uma investigação sobre a área indefinida entre as cidades de Oiapoque (Brasil) e Saint Georges de L’Oyapock (Guiana Francesa), onde identidades são intercambiadas e um rio separa, simbolicamente, uma pessoa de seus sonhos.

Oiapoque é uma zona de intersecção entre o Brasil e a Guiana Francesa, a porta de entrada a uma nova vida em território francês. A cidade possui o maior fluxo migratório dentro das fronteiras brasileiras e dá conta de um mundo em estado de trânsito. As pessoas que vivem na região e suas histórias são o tema principal do documentário. Obstinadas, desconfiadas e inconformadas com as condições na Amazônia, estas pessoas buscam, sobretudo, a consolidação de um sonho tenaz, incerto e vago. Cheias de um notável espírito aventureiro e representativas de um tipo de Ulisses Amazônico contemporâneo, encontram-se no constante planejamento de sua Odisséia de uma terra sem fronteiras.

06 de outubro | sexta-feira | 19h

09 de outubro | segunda-feira | 16h


Toponímia (Toponimia | Argentina | 2015 | 82 min)

Toponímia é o nome dado à disciplina que estuda a origem etimológica dos nomes dos lugares. O conjunto que Perel escolhe para analisar visualmente em seu filme é uma série de povoados no oeste da província de Tucumán, fundados pelo governo militar em meados dos anos setenta sob o projeto Operativo Independencia, que pretendia eliminar a guerrilha (principalmente do ERP, Exército Revolucionário do Povo) que operava nesta região. Justamente, os nomes escolhidos para estes povoados vieram de militares de alta patente mortos em enfrentamentos com a guerrilha. Com mínima contextualização histórica, limitada à revisão de documentos oficiais, Perel se volta para o registro da atualidade destes povoados e apela a uma estética tão austera quanto rigorosa: planos fixos de quinze segundos. Desta maneira, mostra como o tempo erodiu esta tentativa de imposição semântico-histórica, assim como a natureza e o esquecimento seguem apagando os traços da utopia que ali uma vez se tentou. 


 Mostra Amos Gitai

 Projeção da trilogia do cineasta israelense Amos Gitai, contando com os filmes House (1980), A House in Jerusalem (1998) e News from Home/News from House (2006).

House é um documentário sobre uma casa localizada na zona oeste de Jerusalém: abandonada durante a guerra de 1948 pelo seu dono, um médico palestino; requisitada pelo governo israelense e considerada como “vacante”, alugada por imigrantes argelinos e judeus em 1956, comprada por um professor universitário que se encarrega da sua transformação em uma villa patrícia... O local da construção é como um teatro no qual os moradores anteriores, os vizinhos, os trabalhadores, o construtor e o novo dono aparecem. A televisão israelense censurou o filme.  

Dezoito anos após seu primeiro filme, Gitai volta ao mesmo local em A House in Jerusalem, para observar as mudanças nos novos residentes assim como na vizinhança. O diretor trabalha como um arqueólogo, revelando, baixo múltiplas camadas, um complexo labirinto de destinos.

Já em News from Home/News from House vemos que a casa de Jerusalém oeste não é mais o microcosmo que foi há 25 anos. Seus habitantes de dispersaram, esse espaço comum se desintegrou, mas permanece como o centro emocional e físico no coração da situação Israelense-Palestina. A realidade concreta a transformou em histórias e memórias dispersas. Um nova identidade, uma nova diáspora evoluíram. Retomando as histórias anteriores, o diretor completa a trilogia. Criando uma espécie de arqueologia humana, Gitai explora as relações entre os moradores da casa, passado e presente, entre Israelenses e Palestinos. Cada um em sua própria maneira se torna um sinal do destino da região, do mundo.

10 de outubro | terça-feira | 16h

13 de outubro | sexta-feira | 19h


House (Bait | Israel, França | documentário | 1980 | 51 min). Direção: Amos Gitai

House é um documentário sobre uma casa localizada na zona oeste de Jerusalém: abandonada durante a guerra de 1948 pelo seu dono, um médico palestino; requisitada pelo governo israelense e considerada como “vacante”, alugada por imigrantes argelinos e judeus em 1956, comprada por um professor universitário que se encarrega da sua transformação em uma villa patrícia... O local da construção é como um teatro no qual os moradores anteriores, os vizinhos, os trabalhadores, o construtor e o novo dono aparecem. A televisão israelense censurou o filme.

10 de outubro | terça-feira | 19h

11 de outubro | quarta-feira | 16h


A House in Jerusalem (Bait be Yerushalayim | Israel, França | documentário | 1998 | 90 min). Direção: Amos Gitai 

Dezoito anos após seu primeiro filme, Gitai volta ao mesmo local em A House in Jerusalem, para observar as mudanças nos novos residentes assim como na vizinhança. O diretor trabalha como um arqueólogo, revelando, baixo múltiplas camadas, um complexo labirinto de destinos.

11 de outubro | quarta-feira | 19h

13 de outubro | sexta-feira | 16h


 News from Home / News from House ( Israel, França, Bélgica | documentário | 2005 | 93 min). Direção: Amos Gitai   

Já em News from Home/News from House vemos que a casa de Jerusalém oeste não é mais o microcosmo que foi há 25 anos. Seus habitantes de dispersaram, esse espaço comum se desintegrou, mas permanece como o centro emocional e físico no coração da situação Israelense-Palestina. A realidade concreta a transformou em histórias e memórias dispersas. Um nova identidade, uma nova diáspora evoluíram. Retomando as histórias anteriores, o diretor completa a trilogia. Criando uma espécie de arqueologia humana, Gitai explora as relações entre os moradores da casa, passado e presente, entre Israelenses e Palestinos. Cada um em sua própria maneira se torna um sinal do destino da região, do mundo.


Cine Caramelo

É com imensa alegria que chegamos à quarta edição do Cine Caramelo - Festival infantojuvenil de cinema de Porto Alegre, trazendo muitas doçuras cinematográficas para serem apreciadas por crianças, jovens e adultos, de 16 a 20 de outubro, na Sala Redenção. O tema que guia nossa programação deste ano é ritos de passagem. De fábulas realistas a mundos fantásticos e reinos mágicos, vamos nos aventurar em desafiadoras jornadas de autotransformação, amadurecimento e celebração dos ciclos da vida. São filmes que retratam experiências individuais e refletem a nível coletivo e social, colocando a educação mais uma vez em pauta. A poesia não pode faltar e vem especialmente na presença do nosso convidado Claudio Levitan, que realizará nossa sessão comentada deste ano. A quarta edição do Cine Caramelo foi construída através da parcerias fundamentais com o Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, Sala Redenção, Fecomércio/SESC, Videocamp, diretores e produtores que cederam seus filmes para compor esta programação que queremos partilhar juntos! Sejam todos bem-vindos! 

Andreia Vigo

  Curadora e Diretora Geral


16 de outubro | segunda-feira | 14h15

Cavaleiro Ferrugem (Knight Rusty A Hero Shall Rise | Alemanha | animação | 2013 | 85 min). Direção: Thomas Bodenstein

Bem quando seu sonho de vencer o grande torneio se torna realidade, o Cavaleiro Ferrugem é falsamente acusado de roubo e é banido. Destituído de seu castelo e de sua honra, ele luta para se redimir e reconquistar o coração de sua princesa. Além de tudo, ele também tem que derrotar o príncipe malvado e salvar todo o reino! O Cavaleiro Ferrugem vive a aventura de sua vida, neste comovente conto de desafios e heróis.

16 de outubro | segunda-feira | 16h


O Serviço de Entregas da Kiki (Majo No Takkyûbin | Japão | animação | 1989 | 103 min). Direção: Hayao Miyazaki

Ao completar 13 anos, seguindo a tradição de todas as bruxas, Kiki deve se mudar para uma cidade na qual não haja nenhuma bruxa e passar lá um ano morando sozinha em uma espécie de “estágio”. Após achar uma bela cidade à beira mar, Kiki e seu gatinho Jiji tentam se adaptar à nova vida.



16 de outubro | segunda-feira | 19h


Casa Grande (Brasil | ficção | 2014 | 115min | classificação 12 anos). Direção: Fellipe Barbosa

Casa Grande lança um olhar atual para a complexa e histórica relação entre a classe dominante e as camadas menos favorecidas da população. Jean é o filho adolescente de uma família rica que cresceu cercado de conforto e segurança, em uma casa servida por vários empregados. Quando o pai começa a enfrentar dificuldades financeiras e tem de demitir alguns funcionários, o garoto se vê obrigado a sair da bolha da classe média alta. Quanto mais a família afunda, mais Jean vai experimentando a sensação de liberdade e questionando os valores de sua criação. O filme traz uma importante discussão sobre a educação dos filhos e as distâncias sociais no Brasil.


17 de outubro | terça-feira | 14h15

O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes (Brasil | animação | 2009 | 82 min). Direção: Walbercy Ribas e Rafael Ribas

O Grilo Feliz segue compondo suas músicas, para alegria dos habitantes da floresta, e agora deseja gravar um CD. Porém a descoberta de fósseis de insetos gigantes faz com que ele se envolva em uma inesperada aventura, que o obriga a enfrentar um bando de perigosos louva-deuses comandados por Trambika.


17 de outubro | terça-feira | 16h

Pense Grande (Brasil | documentário | 2016 | 24 min). Direção: Pio Figueroa

Pense Grande traz 10 histórias inspiradoras de jovens que decidiram apostar em si próprios e estão usando seu talento para transformar o mundo e sua história. Gente que tinha o sonho de viver de algo em que elas pudessem se reconhecer e investir seu talento.

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Uma Escolha (Mercy's Blessing | Malawi | ficção | 2017 | 30 min). Direção: May Taherzadeh

Em uma vila rural no coração da África, um adolescente tem um sonho: tirar ele e sua irmã mais nova da pobreza. Mas quando uma mudança do destino quebra suas esperanças e tudo parece perdido, ele é confrontado com a escolha final.


17 de outubro | terça-feira | 19h

Mãe Só Há Uma (Brasil | ficção | 2016 | 82 min | classificação 16 anos). Direção: Anna Muylaert

Após denúncia anônima, o adolescente Pierre é obrigado a fazer um teste de DNA. Ele descobre que foi roubado da maternidade e que a mulher que o criou não é sua mãe biológica. Após a revelação o garoto é obrigado a trocar de família, de nome, de casa, de escola, tudo isso em meio às descobertas da juventude.

18 de outubro | quarta-feira | 14h15


Festa No Céu (The Book of Life | EUA | animação | 2014| 95 min). Direção: Jorge R. Gutierrez

O filme conta a jornada de Manolo, um jovem que está dividido entre cumprir as expectativas da sua família e/ou seguir seu coração. Antes de escolher qual o caminho a seguir, ele embarca numa incrível aventura, que se estende por três mundos fantásticos: o dos Vivos, o dos Esquecidos e o dos Lembrados.



18 de outubro | quarta-feira | 16h

Meninos E Reis (Brasil | documentário | 2016 |16 min). Direção: Gabriela Romeu

No reisado, um dos folguedos mais populares do Cariri cearense, crianças aprendem a jogar espada com destreza e meninas crescem como rainhas. Mas Maria, a rainha de um dos reisados mais tradicionais da região, está no último ano de reinado e encara o drama de passar a coroa para a irmã mais nova, vivendo um verdadeiro rito de passagem.

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Terreiros Do Brincar (Brasil | documentário | 2017 | 52 min). Direção: David Reeks e Renata Meirelles

O filme retrata a participação de crianças em vários grupos de manifestações populares em quatro Estados brasileiros, e a sua relação com um brincar coletivo, inter-geracional e sagrado.



18 de outubro | quarta-feira | 19h

A Família Dionti (Brasil | ficção | 2015 | 96 min). Direção: Alan Minas

Um filme emocionante, em que o fantástico e a realidade se equilibram e tecem juntos uma trama envolvente e cheia de surpresas. Nas muitas histórias por trás da história, a mãe apaixona-se, evapora e desaparece; Josué sonha com a volta da mulher a cada chuva, enquanto cria sozinho os dois filhos: Serino, que é seco e chora grãos de areia, e Kelton, que se derrete com a chegada de Sofia, uma garota de circo. O filme retrata de forma especialmente delicada o tema universal do primeiro amor.

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Sessão Comentada com Claudio Levitan

É arquiteto, músico e escritor, especialmente de literatura infantil e infantojuvenil, atuando também no teatro e nas artes gráficas. Autor de espetáculos infantis, como Porto Alegre no Livro das Crianças Perdidas. Escreveu O porão misterioso, que recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura Infantil. Publicou também Pimenta do Reino em Pó, Porto Alegre no Livro das Crianças Perdidas, Tangos & Tragédias em quadrinhos, além de ter participado de várias antologias de contos. Transformou em História em Quadrinhos o livro-poema Pé de Pilão, de Mario Quintana. E gravou os CDs: O primeiro disco, Minha longa milonga, Opereta Pé de Pilão, Levitan e os Tripulantes: Projeto LP, Canções do Livro das crianças perdidas e Avulsas), com os quais ganhou vários prêmios.



PROGRAMA DE Curtas

19 de outubro | quinta-feira | 14h15

Salu e o Cavalo Marinho (Brasil | animação | 2014 | 13 min). Direção: Cecilia da Fonte

A história de Mestre Salustiano, um dos artistas populares mais famosos do Brasil. Filho do rabequeiro João Salustiano, Salu logo cedo sonha em participar de um grupo de Cavalo Marinho, folguedo típico da região onde mora.

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O Menino Leão e a Menina Coruja (Brasil | ficção | 2017 | 16 min). Direção: Renan Montenegro

Esse é o universo das pessoas-animais, seres que misturam características humanas com as de outro animal. Quando filhotes, eles precisam estudar na Escola Filhote Selvagem, um lugar onde o aprendizado vai muito além da sala de aula.

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Caminho dos Gigantes (Brasil | animação | 2016 | 12 min). Direção: Alois Di Leo

Em uma floresta de árvores gigantes, Oquirá, uma menina indígena de 6 anos, vai desafiar seu destino e entender o ciclo da vida.

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Médico de Monstro (Brasil | ficção | 2017 | 11 min)

Dudu já escolheu sua futura profissão, agora terá que enfrentar seus medos para se tornar um médico de monstros.

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A Roupa Nova do Papai Noel (Brasil | ficção | 2016 | 10min’). Direção: Guto Bozzetti e André Bozzetti

O Papai Noel anuncia que não virá ao Brasil no natal por causa do forte calor e um grupo de crianças decide fazer uma roupa nova para o bom velhinho poder aproveitar o verão em terras tropicais e poder entregar todos os presentes, é claro.

 19 de outubro | quinta-feira | 16h


Boyhood - Da Infância à Juventude (Boyhood | EUA | ficção | 2014 | 166 min |classificação 14 anos). Direção: Richard Linklater

O filme conta a história de um casal de pais divorciados que tenta criar seu filho. A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

19 de outubro | quinta-feira | 19h


Nunca me Sonharam (Brasil | documentário | 2017 | 84 min). Direção: Cacau Rhoden

Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, o filme questiona: como nós, enquanto sociedade, estamos cuidando e valorizando a qualidade da educação oferecida aos jovens na fase mais sensível e transformadora de suas vidas? Os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil. 


20 de outubro | sexta-feira | 14h15

Yellowbird - O Pequeno Herói (Gus - Petit oiseau, grand Voyage | França, Bélgica | animação | 2014 | 90 min). Direção: Christian De Vita

Yellowbird é um pequenino passarinho órfão que nunca saiu de seu ninho. Tímido, desajeitado e sem nenhuma confiança, ele se torna inesperadamente o líder de um bando que migra para a África.


20 de outubro | sexta-feira | 16h
Abril e o Mundo Extraordinário (Avril et le monde truque | França | animação | 2015 | 105 min). Direção: Christian DesmaresFranck Ekinci

Na França, ainda em um estado atrasado de desenvolvimento, pessoas desaparecem misteriosamente sem que ninguém saiba por qual motivo. As coisas mudam quando os pais de Avril, dois cientistas, somem e a filha decide ir à procura deles.


20 de outubro | sexta-feira | 19h
Eles Voltam (Brasil | ficção | 2012 | 100 min | classificação 14 anos). Direção: Marcelo Lordello

Cris, 12 anos, e seu irmão mais velho são deixados na beira da estrada por seus pais. Em pouco tempo percebem que o castigo vem a se tornar um desafio ainda maior. “Eles Voltam” acompanha Cris em sua jornada de retorno ao lar. Um caminho feito de encontros, em que realidades distintas serão seus guias. Uma fábula de tons realistas sobre as vivências que farão Cris se revisitar.

 

Poloneses Contemporâneos



Em outubro a Sala Redenção – Cinema Universitário e Sesc/RS apresentam a mostra Poloneses Contemporãneos. Serão exibidos 04 filmes realizados entre 2009 e 2015.

Tudo que amo (2009), dirigido por Jacek Borcuch, trata da história de quatro amigos, de realidades diferentes, que tentam formar uma banda de punk rock na Polônia no ano de 1981. O longa trata das mudanças na vida dos jovens no momento em que estouram os conflitos na Polônia, como crescimento da luta do sindicato Solidadiedade em um país em meio a mudanças de forças políticas e greves gerais.

Diversos diretores já realizaram filmes sobre telas de pintores de diferentes épocas, como Eric Rohmer, Akiro Kurosawa ou Peter Greenway. O cineasta Lech majewski, em O moinho e a Cruz (2011), aventou-se na experiência de encenar o processo da pintura da última tela tela do pintor renascentista Pieter Bruegel, Procissão para o Calvário. Encenar uma tela por si só não é uma tarefa fácil. Quando a tela escolhida tem um grande número de cores, dá conta de diversos acontecimentos históricos, a tarefa se torna mais árdua ainda. Pois o longa propõe uma recriação inédita em movimento da tela em questão.

Body (2015), da realizadora Malgorzata Szumowska, ganhou o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim. A partir de um investigador de polícia, que tem uma filha que sofre de anorexia e de uma terapeuta espírita que tratará da menina, o filme aborda três pontos de vista sobre o corpo: aquele sem vida, o que está a ponto de entrar em falência, e aquele que já não tem mais vida corpórea e sim espiritual. A partir dos três personagens questões relacionadas à vida e à morte são colocadas em xeque.

Para fechar a programação, exibiremos Demon (2017), com direção de Marcin Wrona. Em função da morte prematura do diretor, que se suicidou no quarto do hotel em que o filme seria exibido, já havia toda uma atenção mórbida em torno do longa. Mas o filme é muito mais do que isso apenas. Sua narrativa é também uma alegoria ao passado da Polônia. O Longa mistura drama, comédia e terror psicológico.



Tânia Cardoso de Cardoso

Coordenadora e curadora da Sala Redenção – Cinema Universitário



23 de outubro | segunda-feira | 16h

26 de outubro | quinta-feira | 19h

Tudo que Eu Amo (Wszystko, co kocham | Polônia | 2009 | 95min). Direção: Jacek Borcuch.

Os rumores de uma revolução na Polônia crescem como uma bola de neve. O ano é 1981. O movimento Solidariedade começa a ganhar força e o povo, insatisfeito, está cada vez mais disposto a criticar o regime comunista. O adolescente Janek, filho rebelde de um policial militar, é o vocalista de uma banda de punk rock local. O jovem se apaixona por Basia, filha de um ativista político simpático ao movimento Solidariedade. Os dois se envolvem amorosamente, compartilham experiências e, é claro, discutem política.

23 de outubro | segunda-feira | 19h

24 de outubro | terça-feira | 16h

27 de outubro | sexta-feira | 19h


O Moinho e a Cruz (Mlyn i krzyz | Polônia, Suécia | 2011 | 92min). Direção: Lech Majewski.

O filme propõe uma recriação inédita e em movimento do quadro "A Procissão para o Calvário" (1564), de Pieter Bruegel, que narra a Paixão de Cristo durante a ocupação espanhola. A história alterna a construção do quadro, narrada por Bruegel, o sofrimento de Jesus, comentado por Maria, e a vida típica dos camponeses que compunham esta sociedade do século XVI.

 24 de outubro | terça-feira | 19h

25 de outubro | quarta-feira | 16h


Body (Body | Polônia | 2015| 92min). Direção: Malgorzata Szumowska.

Um cético investigador de polícia e sua filha, que sofre de bulimia, lidam, cada um a sua maneira, com a morte de um ente querido. Quando eles entram em contato com a traumatizada terapeuta Anna, são forçados a mudar suas opiniões sobre vida e morte.

 26 de outubro | quinta-feira | 16h

27 de outubro | sexta-feira | 16h


Demon (Demon | Polônia, Israel | 2015 | 94min). Direção: Marcin Wrona.

Um homem chega em uma desconhecida cidade, local onde sua noiva cresceu. Como um presente de casamento do avô dela, eles ganham um pedaço de terra onde possam juntos erguer uma casa e construir uma família. Enquanto preparam o terreno para a futura casa, o noivo acha ossos humanos na terra de sua nova propriedade. Coisas estranhas começam a acontecer e a interferir na vida do casal.


PARCEIROS DA SALA REDENÇÃO

Cinema: Trabalho, Organizações e Sociedade

 O cinema como meio de difusão de cultura e reflexão, constitui-se num dos meios de maior acesso, pela sua abrangência. O cinema também se constitui como uma importante fonte de entretenimento e aprendizagem. Mesmo que outras áreas do conhecimento já produzam em relativa intensidade discussões sobre análises fílmicas, cabe ressaltar que na área de Administração essas discussões e pesquisas ainda se encontram embrionárias. Tal fato abre possibilidades para pensar em um diálogo entre o cinema e as temáticas relacionadas a trabalho, organizações, a sociedade e subjetividade. Em nossa curadoria, escolhemos filmes brasileiros, com produção e direção nacionais, além de atenderem à temática referente que será debatida: trabalho, organizações e sociedade. 

Andrea Oltramari e Fernanda Tarabal,

docentes da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Castanha (Brasil | 2014 | Documentário | 95min) Direção: Davi Pretto

4 de outubro | quarta-feira | 19h

João Carlos Castanha é um ator de 52 anos que vive com sua mãe Celina, de 72 anos. Ele trabalha na noite como transformista em bares GLS e faz pequenas participações em peças de teatro infantis, filmes e programas de televisão. Atormentado e perseguido por fantasmas de seu passado, dia após dia, João passa a confundir cada vez mais a realidade que vive com a ficção que interpreta. Vencedor do prêmio de Melhor Som no 6º Festival de Paulínia, 2014.



Após sessão, debate com:

João Carlos Castanha, ator e protagonista do filme;

Davi Pretto, diretor do filme.

 Paola Wink, produtora;

 Lucas Panitz, Professor na Universidade Federal de Pelotas - UFPel.


CineDHebate Direitos Humanos

O documentário, uma das vias escolhidas para denunciar situações de violação a direitos humanos, não é apenas o registro da realidade. Articula-se como uma série de afirmações sobre ela, que podem ser verdadeiras ou falsas. Imagens e sons não são apenas o veículo da transmissão dessas afirmações, pois lhes dão poder de convencimento.  Ora, a capacidade de fazer afirmações sobre a realidade não é exclusividade do cinema documentário — o cinema narrativo ficcional também é capaz de fazê-lo. O Cinedhebate selecionou sete filmes excepcionais que tem muito a dizer à nossa conturbada época. Seu fio condutor é o espectro da distopia que assombra a atual forma de vida líquida e consumista. O cinema ficcional contribui muito para aguçar a reflexão crítica sobre os direitos humanos — como condição básica para a sobrevivência da sociedade e suas instituições, e sobretudo como caminho para sua (re)humanização. O cinema também contribui para atentarmos ao nosso papel enquanto indivíduos para melhorarmos nossas vidas e dos demais à nossa volta.

O Preço do Amanhã (EUA | 2011 | 109min). Direção: Andreu Niccol



Esperando confirmação da mudança de data

Acusado de assassinato, um homem deve descobrir como derrubar um sistema onde tempo é dinheiro e que permite que os ricos vivam para sempre, enquanto os pobres devem implorar por cada minuto de suas vidas.


 SINGULARIDADES

 A Sala Redenção – Cinema Universitário exibirá uma seleção de filmes e curtas/médias metragens brasileiros. A mostra será exibida mensalmente e começará no dia 27 de julho. Em cada encontro será debatido sobre uma temática. A mostra Singularidades - Dialogando com sujeitos no cinema brasileiro será composta por 04 (quatro) filmes, 03 (três) curtas-metragens e 01 (um) média metragem, como: Dromedário no asfalto (2015, direção Gilson Vargas), Menos que nada (2012, direção Carlos Gerbase), Ainda Orangotangos (2007, direção Gustavo Spolidoro) e Verdes anos (1984, direção Carlos Gerbase e Giba Assis Brasil); curtas-metragens com direção de Emiliano Cunha Sob águas claras e inocentes (2016), Tomou café e esperou (2013); curta-metragem Domingo de Marta (2014) e o média-metragem Som sem sentido (2016), os dois com direção de Gabriela Bervian. A proposta da mostra é falar de cinema brasileiro proporcionando escuta ao outro. Podendo dialogar, sob diferentes perspectivas e olhares de diretores e profissionais, sobre as singularidades dos sujeitos que são mostrados nos filmes, nos curtas e média-metragens e de que forma o cinema as representa. Proporcionar também um olhar atento ao cinema brasileiro. Debatendo sobre a sociedade e a cultura em que estão expostos, usando as obras cinematográficas brasileiras como meio de escuta e representação dos sujeitos.

Verdes anos (Brasil | 1984 | Drama | 90min). Direção: Carlos Gerbase, Giba Assis Brasil

25 de outubro | quarta-feira | 19h

Em meio à repressão política e à ideologia do "milagre brasileiro", na década de 70, um grupo de adolescentes vive suas preocupações cotidianas sobre futuro, noites regadas a dança, brigas de namoro e conflitos com os pais. Durante alguns dias vivem seus verdes anos, um pouco mais que um sonho.

 Após a sessão, debate com um dos diretores do filme, Giba Asssis Brasil, e a

fonoaudióloga Luiza Milano.

 IV MOUC – Mostra universitária de curtas 

Nos dias 30 e 31 de outubro acontecerá a 4ª Mostra Universitária de Curtas na Sala Redenção – Cinema Universitário da UFRGS, com o objetivo de integrar estudantes, realizadores do audiovisual e interessados em cinema. Nesses dois dias a mostra irá exibir curtas realizados como exercício ou atividade prática em disciplinas acadêmicas, produzidos por estudantes de diversas universidades do Brasil.

O projeto da Mostra Universitária de Curtas (MOUC) surgiu em 2013, criado e desenvolvido por Juliana de Melo Balhego, graduada em Publicidade e Propaganda da UFRGS. Atualmente a mostra conta com um grupo onze participantes: Freddy Paz; Laís Werneck; Alex Racor; Marta Karrer; Ramiro Simch; Jonathan Hirano; Layse Pias; Carina Goettems; Ayenne Conceição; Bruna Antunes; Giseli Lins e Guilherme Conrad, estudantes e profissionais do cinema. Além da exibição dos curtas selecionados, a quarta edição da MOUC irá trazer palestras com experientes profissionais da área de cinema.



Na segunda feira, dia 30 de outubro a partir das 09h, haverá palestra das seguintes áreas:

09h - Roteiro: Mariani Ferreira

11h - Crowdfunding: Laís Werneck

14h - Assistente de Direção: Carolina Costa Silvestrin

domingo, 1 de outubro de 2017

Cine Dica: Em Cartaz: Pendular

Sinopse: Um jovem casal se instala em um grande galpão industrial abandonado. Uma fita laranja colada ao chão separa o espaço em duas partes iguais: à direita um atelier de escultura; à esquerda um espaço de ensaio de dança. Pendular acontece neste ambiente, onde arte, performance e intimidade se misturam; e onde os personagens perdem aos poucos a capacidade de distinguir entre seus projetos artísticos, o passado de cada um e sua relação amorosa.

No filme Histórias que só Existem quando Lembradas, a cineasta Júlia Murat já demonstrava abilidade na criação de cenas sutis e das quais ficavam em aberto para que o cinéfilo interpretasse da maneira que quisesse.  Em Pendular, acompanhamos um casal formado por um artista plástico (Rodrigo Bolzan, de Animal Político) e uma dançarina (Raquel Karro) que vão morar em um galpão industrial abandonado. O local servirá tanto como lar ateliê para ambos.
O filme nos brinda com belas cenas simbólicas, das quais podem ser interpretadas como uma forma de representação da maneira como se encontra os conflitos internos dos personagens. Gradualmente a trama destaca esses conflitos entre os protagonistas que, tanto se destaca em suas diferenças criativas, como também a possiblidade de uma futura maternidade. Porém, o cenário onde se passa a trama principal se torna uma espécie de terceiro personagem que, por vezes, se torna um reflexo sobre a relação de ambos e gerando mais perguntas do que respostas com relação ao futuro de ambos.
O edifício, por exemplo, é formado por cenários vazios, mas dos quais se encontram objetos perdidos, onde eles guardam histórias já esquecidas pelo tempo. O mistério de um cabo de aço que percorre os cômodos se torna um verdadeiro mistério e sendo interpretado das mais diversas formas. Por fim, há divisão do cenário, onde cada um faz o seu trabalho individualmente, se tornando então uma pequena mostra das personalidade de ambos e do qual não esconde um certo grau de prepotência de ambas as partes.
Mesmo com suas imagens sutis, das quais levatam mais dúvidas do que respostas, o filme também reserva momentos de maior explosão e que vão contra ao que a gente espera num primeiro momento. As cenas de dança são de uma verdadeira beleza, onde comprova as infinitas possiblidades com relação ao corpo, mas são nas cenas de sexo entre o casal que realmente surpreende. Essas cenas, aliás, possuem um teor cru, sem nenhum refinamento e sintetizando os desejos carnais dos mais primitivos do ser humano. 
Por fim,  Pendular comprova o grande talento da cineasta  Júlia Murat, onde soube criar momentos tanto sutis, como também momentos de forte impacto e nascendo então um mosaico sobre os relacionamentos contemporâneos e com alto teor crítico visual. 

Onde assistir:
Cinebancários:R. Gen. Câmara, 424 - Centro, Porto Alegre. Horários: 15h e 19h.  Espaço Itaú de Cinema Porto Alegre: Av. Túlio de Rose, 80 - Passo d'Areia, Porto AlegreHorário: 19h50.