Leia minha critica já publicada clicando aqui.
Quem sou eu
- Marcelo Castro Moraes
- Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
- Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
Pesquisar este blog
terça-feira, 17 de julho de 2012
Cine Dica: Em DVD e Blu-ray: A SEPARAÇÃO
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Cine Especial: TODAS AS CORES DE PEDRO ALMODÓVAR: EXTRA
UM UNIVERSO COLORIDO EM TODOS OS SENTIDOS
Ganhando o Oscar de melhor filme Estrangeiro por Tudo Sobre Minha Mãe.
O universo de Almodóvar é
imperfeito, com seres imperfeitos, que buscam a todo o momento um lugar ao
sol, mesmo que isso pareça impossível. Os seus protagonistas vão desde há
pessoas loucas, gays, lésbicas, travestis e transexuais, que fazem de tudo,
para destruir uma muralha a frente delas, para conseguir o seus objetivos e que
para o bem ou para mal, tem resultado. O mundo em que elas vivem é colorido,
com cores quentes, frescas, mas que às vezes, mostrado de uma forma plástica,
para esconder o lado obscuro e hediondo, da cidade onde eles moram. Madri, a
cidade favorita do cineasta, que é vista por diversos ângulos em todos os seus
filmes, desde um lar reconfortante, como
o pior dos lugares para se viver.
De longe, Almodóvar é o cineasta
que mais injeta em seus filmes o seu “eu” interior, mais precisamente, tanto
fragmentos de inúmeras situações que ele viveu ao longo da vida, como também
aquelas que ele presenciou, através de outras pessoas. Não há como negar a
força do universo feminino, que ele sempre incrementou em seus projetos, sendo elas,
o lado doce e forte do cineasta. De Salto Alto, Mulheres A Beira de um Ataque
de Nervos, A Flor do meu Segredo, Tudo sobre Minha Mãe e Volver, são exemplos
de tramas, onde mostra mulheres a beira do abismo, mas que mostram força
perante o obstáculo, em frente aos homens como exemplo de desafio (ou busca), que por vezes, não as compreendem, ou tentam até mesmo dobrá-las
a todo o custo, mas que no final das contas, ame-as ou deixe-as.
A SEMSIBILIDADE DO
SER Y:
Má Educação
Embora na maioria dos casos, Pedro
Almodóvar seja reconhecido como um cineasta que melhor traduz o universo interior
das mulheres, as camadas de inúmeras personalidades do homem, está muito
presente nos seus filmes, mas de uma forma, que dificilmente o publico
masculino em geral consegue aceitar ela, sendo muito poucos com a mente aberta,
para conseguir abraçá-la. As primeiras obras, como A Lei do Desejo, por exemplo,
vemos homens que abraçam os seus desejos pelo mesmo sexo, de uma forma crua,
louca e humana. O publico feminino, tão acostumado a suspirar por Antonio
Bandeiras atualmente, se choca ao ver o astro de filmes como Zorro, se deitar
com outro homem e amá-lo loucamente, como se aquilo fosse (e é) natural, como
se aquilo fosse encontrado em qualquer esquina de Madri. Não tenha duvidas que
Antonio Bandeiras tenha tido o seu melhor momento da carreira nas mãos do cineasta, que via nele, tanto a forma exata de representar o desejo interior do
homem, como também o lado obscuro de sua loucura, que faz mover o ser em busca
de seu objetivo. Assim como foi visto em Ata-me, onde o personagem de
Bandeiras, tendo perdido sua felicidade no passado, tenta a todo custo adquirir
uma luz na vida, através da personagem de Victoria Abril, mesmo no contra gosto
dela.
O universo dos travestis de Almodóvar
é visto de uma forma natural e (porque não dizer) belamente superior a própria
mulher em alguns momentos. Talvez porque eles agem como deveriam ser, ou
simplesmente injetam a sensibilidade que eles têm, para conseguir adentrar no
universo da mulher e entende-la, mesmo que isso pareça impossível para outros
olhos. Quando vemos a personagem de
Marisa Paredes (em Salto Alto), se emocionar e até mesmo chorar, ao assistir um
homem travestido que nem ela, representando um tempo dela que não volta mais, percebemos
a força que aquele ser tem, mesmo representando algo que ele não é, ou que ele
talvez queira ser, sendo que às vezes, isso já basta para o indivíduo.
Também não é necessariamente os
homens de Almodóvar ser gays, travestis ou algo do gênero, para demonstrar a
sua doçura um pelo outro. Em seu melhor trabalho, Fale com Ela, os dois
protagonistas criam um laço de amor e amizade, que embora nunca dito, demonstra
um amor não declarado um pelo outro, enquanto as mulheres da trama, se
encontram em estado de coma. Novamente a loucura e o abuso do homem perante o
sexo frágil é posto em cheque aqui, mas de uma forma singela, humana, cheia de
amor e o mais puro cinema de Almodóvar, onde a seqüência do suposto estupro
está entre as melhores cenas de sua carreira.
ONDE ESTÁ ALMODÓVAR?
A PELE QUE HABITO
Como havia dito acima, a vida e o
lado pessoal de Almodóvar, esta impregnado em toda a sua filmografia, sendo até mesmo difícil dizer qual dos seus filmes é
um retrato exato de sua vida. Talvez muitos irão dizer que seja Má Educação, muito embora, eu acredito que seja apenas uma critica do cineasta contra as instituições
católicas, que tenta cobrir com panos quentes, o abuso que a toda poderosa fez
ao longo dos anos. Critica, que talvez o cineasta quisesse ter feito já há muito
tempo, mas que só pode lançar em 2004, pois se nos seus primeiros filmes (anos
80), já cutucaram alguns, imagine se tivesse feito algo do gênero naquele período.
Mas então, qual seria o filme que
mais se aproxima do que é Almodóvar? Seria de Salto Alto? Tudo sobre Minha Mãe?
Volver? Seriam todos, ou o filme sobre Almodóvar
em si estaria por vir? Fica na opinião de cada um!
Até lá, veremos novos filmes, que
talvez venham superar a sua genialidade de seus filmes anteriores. Pois se em A
Pele que Habito, é um filme menos pessoal do cineasta, mas que mesmo assim,
consegue injetar o seu universo do começo ao fim, podemos esperar algo cada vez
maior nos seus filmes seguintes, mesmo que ele invente de experimentar novas
formas de contar uma historia. Um filme em Preto Branco? Seria um contraste se
comparado ao seu universo de cores quentes, mas que por ali, estaria Almodóvar
de sempre, em sua querida Madri!
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
sexta-feira, 13 de julho de 2012
NOTA: EM BREVE NO MEU BLOG...
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
Cine Especial: TODAS AS CORES DE PEDRO ALMODÓVAR: FINAL
Enfim, encerro meus
posts especiais sobre os filmes do cineasta Pedro Almodóvar. Nem todos os filmes,
é claro, eu pude rever ao longo desses dias, para escrever um pouco de cada um
deles, mas valeu a pena. Pois rever filmes como desse cineasta, da sempre
aquela sensação de estar vendo por um novo ângulo, sempre descobrindo novas
coisas que não havia visto anteriormente, na primeira vez que assistiu tempos atrás.
Lembrando, que amanha começa o mais novo curso do CENA UM, sobre esse cineasta,
que é muito aguardado digas se de passagem. Portanto, aguardem uma matéria especial
sobre o que eu achei da atividade, que promete ser imperdível.
A PELE
QUE HÁBITO
Leia
minha critica já publicada clicando aqui.
MATADOR
Sinopse: Diego Montes (Nacho
Martínez) é um toureiro precocemente aposentado que trocou os touros pelas
mulheres. Depois de fazer sexo com elas, matá-las era uma forma de reviver a
emoção das estocadas na arena.María Cardenal (Assumpta Serna) é uma advogada
criminalista que, secretamente, admira a arte do matador (como também são
chamados os toureiros). No momento culminante do amor, ela mata seus parceiros,
homenageando assim o mítico ritual da tauromaquia.Até que um dia eles se
encontram...
Rodado em 1986, uma direção segura de
Almodóvar, que consegue abordar a morte e a tourada numa atmosfera
incrivelmente sensual, sem o humor escrachado de seus outros filmes que viriam
a seguir como Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos.
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
Cine Dicas: Estréias no final de semana (13/07/12)
Não ta sendo fácil para o gaucho
se levantar nestes últimos dias, pois o frio veio pra ficar. Mas para aqueles
que têm força de vontade, não custa puxar as cobertas quentinhas da cama, se
levantar e tomar um banho (brrr), para então, encarar a rua e aproveitar as áreas
culturais desse final de semana. No meu caso, estarei participando do curso do
CENA UM, a respeito do cineasta Pedro Almodóvar. Portanto quem se inscreveu
comigo, nos veremos por lá.
Quanto às estréias do final de
semana, elas são poucas, liderado pelo mais novo filme de Wallter Salles, Na
Estrada, contudo, Valente se destaca em sessões de pré-estréia. O mais novo
filme da Pixar vem para arrancar elogios do publico e critica e tentar apagar a
má repercussão de Carros 2.
Confiram as estreias:
PRE-ESTRÉIAS:
VALENTE
Sinopse: A jovem princesa
Merida não quer saber da vida de realeza e não gosta nem de pensar em ser
apenas mais uma esposa para o filho de algum lorde. Indo contra as tradições e
os costumes, ela desafia seus pais ao perseguir o sonho de se tornar uma
arqueira e, com isso, coloca em risco o reinado de seu pai, o Rei Fergus.
VIOLETA
FOI PARA O CÉU
Sinopse: O drama biográfico
Violeta Foi Para o Céu é um mergulho na vida de Violeta Parra, compositora,
cantora e folclorista chilena que representa uma paixão nacional equivalente à
Édit Piaf na França.
ESTREIAS:
NA
ESTRADA
Sinopse:Nova York,
Estados Unidos. Sal Paradise (Sam Riley) é um aspirante a escritor que acaba de
perder o pai. Ao conhecer Dean Moriarty (Garrett Hedlund) ele é apresentado a
um mundo até então desconhecido, onde há bastante liberdade no sexo e no uso de
drogas. Logo Sal e Dean se tornam grandes amigos, dividindo a parceria com a
jovem Marylou (Kristen Stewart), que é apaixonada por Dean. Os três viajam
pelas estradas do interior do país, sempre dispostos a fugir de uma vida
monótona e cheia de regras.
Um Verão
Escaldante
Sinopse: Paul (Jérôme
Robart) trabalha como ator figurante, mas sonha em ser um pintor. Através de um
amigo, ele conhece o artista plástico Frédéric (Louis Garrel), que é casado com
uma famosa atriz de filmes italianos chamada Angèle (Monica Bellucci). Fazendo
um pequeno papel em um filme de guerra, ele acaba conhecendo Elisabeth (Céline
Sallette) durante uma filmagem e os dois começam a se relacionar. Livres em sua
maneira de viver, Frédéric e Angèle viajam para Roma para passar um período por
lá e convidam os dois namorados para ficar com eles em sua casa. Uma vez lá, o
quarteto passa a vivenciar uma experiência que poderá mudar suas vidas.
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Cine Especial: TODAS AS CORES DE PEDRO ALMODÓVAR: Parte 6
Nos
dias 14 e 15 de Julho, estarei participando do curso TODAS AS CORES DE PEDRO ALMODÓVAR, criado pelo CENA UM e ministrado pelo Doutor em Ciências
da Comunicação Josmar Reyes. E enquanto os dois dias não vêm, por
aqui, estarei escrevendo um pouco sobre o que eu sei desse cineasta, que
adora explorar o universo feminino de várias maneiras possíveis.
Kika
Sinopse:
Kika é uma maquiadora contratada por Nichoilas, um escritor norte-americano
radicado em Madri, para maquiar o corpo de seu enteado Ramón e deixá-lo
apresentável no velório. Porém, Ramón não está morto, ele sofre de catalepsia,
e acaba despertando durante a maquiagem. Como resultado, Ramón e Kika começam
um relacionamento. Tudo vai bem para o jovem casal até que Nicholas retorna de
uma longa viagem. Primeiro Kika se envolve com o escritor, e depois Andréa
Caradortada, uma bizarra apresentadora de um programa sensacionalista de TV,
suspeita que Nicholas é um serial killer e passa a espionar a vida de todos em
busca de um um furo jornalístico.
O filme tem um começo vertiginoso, com habitual
humor corrosivo do diretor, algumas seqüências kitsch e cenas de sexo que
beiram o explicito. O resultado de tudo isso é muita diversão com o toque
dramático, polêmico e surreal no melhor estilo do cineasta. Fourque Abril e
Rossy de Palma estão deliciosamente engraçadas, sendo que Abril, no papel de
uma jornalista sensacionalista (Andrea Caracortada), veste figurinos de Jean
Paul Gaultier.
Má Educação
Sinopse: Quando criança, Ignácio (Gael García Bernal) estudou em um
colégio interno católico. Lá ele sofreu abusos sexuais por parte de seu
professor de Literatura, o padre Manolo (Daniel Gimenez Cacho), que marcaram
sua vida para sempre. Ignácio se apaixona por um colega de colégio, Enrique
(Fele Martínez), que termina sendo expulso. Vinte anos mais tarde, os três
personagens se reencontram. Este reencontro marcará não só a vida, mas também a
morte de alguns deles.
Confesso que vi esse filme somente uma vez e já não
me lembro muito dele. Portanto, farei algo diferente aqui, dando espaço
ao próprio Almodóvar, sobre o porquê de ter criado esse filme. Confiram:

" É um filme muito íntimo, mas não é
autobiográfico. Não falo de minha vida no colégio (...). Obviamente minhas
memórias foram importantes na hora de escrever o roteiro, já que vivi nos
locais e momentos onde a história se passa. ‘Má Educação’ não é um ajuste de
contas com os padres que me educaram mal, nem com a Igreja em geral. Caso
tivesse necessidade de me vingar, não teria esperado quarenta anos para
fazê-lo. A Igreja não me interessa, nem como adversária. O filme não é uma
comédia, ainda que haja humor nem um musical infantil, ainda que crianças
cantem. É um film noir, ou, pelo menos, gostaria de considerá-lo assim. O
gênero noir admite bem a mistura com outros gêneros, sempre que a narração
respire esse ar fatal, sem o qual o negro seria cinza. No noir pode não haver
polícia nem armas, nem sequer violência física, mas tem de haver mentiras e
fatalidade, qualidades que normalmente uma mulher encarna: a femme fatale. Ela
é consciente de seu poder de sedução e é fria, razão pela qual não se altera
facilmente. É alguém que perdeu os escrúpulos e não se interessa em
recuperá-los. Para ela, o sexo não é fonte de prazer e sim de dor para os
demais. Em A Má Educação, a femme fatale é um enfant terrible, o personagem
interpretado por Gael Garcia Bernal”.
Pedro Almodóvar.
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
Cine Dica: Em Cartaz: O ESPETACULAR HOMEM ARANHA
ENTRE ERROS, ACERTOS E PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS
Sinopse: O Espetacular Homem-Aranha é a história de Peter Parker um
estudante rejeitado por seus colegas e que foi abandonado por seus pais ainda
criança sendo então criado por seu Tio Ben e pela Tia May. Como muitos
adolescentes Peter tenta descobrir quem ele é e como ele se tornou apessoa que
é hoje. Peter também está começando uma história com sua primeira paixão Gwen
Stacy e juntos eles lidam com amor compromissos e segredos. Quando Peter
descobre uma misteriosa maleta que pertenceu a seu pai ele começa uma jornada
para entender o desaparecimento de seus pais - o que o leva diretamente à
Oscorp e ao laboratório do Dr. Curt Connors antigo sócio de seu pai. Procurando
por respostas e uma conexão Peter comete um erro que o coloca em rota de
colisão com o alter-ego do Dr. Connors O Lagarto. Como Homem-Aranha Peter tem
que tomar decisões que podem alterar vidas para usar seus poderes e moldar seu
destino de se tornar um herói.
As comparações com essa nova
reinvenção do herói nas telas, com a já clássica trilogia comandada por Sam
Raimi são inevitáveis, mas não quer dizer que não seja possível separá-las uma
da outra. Para começar, são filmes completamente diferentes, mas que
curiosamente, segue com o mesmo trajeto em inúmeros pontos da historia, mas apresentada
de uma forma fresca, como estivéssemos vendo pela primeira vez a origem
clássica do herói. Isso não quer dizer que essa nova versão esteja livre de
certos deslizes, ao começar pelo fato da Sony vender o filme “como a historia
não contada”, sendo mais especificamente sobre os pais de Peter, que jamais
foram citados na trilogia anterior. Mas se era para tocar neste ponto de
interrogação sobre eles, porque não seguiram adiante no decorrer da trama?
Saber quem eles eram e porque
eles foram embora, isso simplesmente é deixado de lado na primeira hora de
filme e serviu unicamente de desculpa, para o protagonista adentrar num
universo até então desconhecido dos seus pais, para então ele adquirir os seus poderes e
conhecer a sua contra parte nesta primeira aventura, o Dr Curt Connors. Ou
seja, uma coisa levou a outra, em coincidências que beiram de uma maneira forçada,
mas depois delas acontecerem, o filme retorna aos momentos sobre a construção do
herói, de uma forma gradual e sem pressa e mesmo já sabermos de cor e salteado
o que irá acontecer, nos simpatizamos, tanto com o protagonista, como também
com o seus simpáticos tios cheio de lição de moral, interpretados de forma
competente pelos veteranos Martin Sheen e Sally Field.
Andrew Garfield até que cumpre de
uma maneira satisfatória, a responsabilidade de interpretar um personagem tão
conhecido por todos. Sua forma de interpretar é natural, fazendo nos convencer
que realmente ele é um adolescente cheio de conflitos e duvidas interiores
(embora seus chiliques na boca e nos olhos tenham me incomodado um pouco).
Curiosamente, ele consegue muito bem separar a personalidade de Peter Parker,
com a do Homem Aranha, que surge soltando piadinhas a todo o momento no
decorrer do filme, fazendo o fã mais antigo, se lembrar dos bons e velhos
tempos do personagem nas HQ, o que torna isso um grande acerto. Falando em bons
e velhos tempos, os produtores acertaram em não repetir o casal do filme
anterior e trouxeram a vida o verdadeiro primeiro amor de Peter, Gwen Stacy, interpretada de uma forma competente por Emma Stone, que cá entre-nos,
consegue passar muito mais personalidade de sua personagem, se comparada a
contra parte das HQ.
Em contrapartida, o personagem Curt
Connors (Rhys Ifans) se divide em dois atos completamente
diferentes. Se em um primeiro momento nos simpatizamos com ele, em sua busca
para ajudar a humanidade (e na tentativa de adquirir um novo braço), por outro
lado, ele acaba se tornando um vilão sem sal, ao se tornar no monstro lagarto,
cujo objetivo é tornar á sua idéia megalomaníaca em realidade, de transformar
todas as pessoas em lagartos! Se o filme investisse unicamente em seu conflito
em tentar controlar o seu monstro interior, garanto que sairiam ganhando.
Quanto à direção, fica muito claro do
porque de Marc Webber ser escolhido para o comando, pois após bem sucedido 500
Dias Com ela, era uma questão de lógica que ele seria convidado, para comandar
tramas que ficassem em voltas de um relacionamento complicado. No caso do casal
aracnídeo, Webber torna bem verossímil, e porque não em alguns momentos,
superior ao casal visto na trilogia original, principalmente pelo fato do casal
de atores ter tido uma boa química, tanto dentro como fora da tela. Já nos
momentos quando o filme engrena para as cenas de ação, Webber não cria nada de revolucionário
em termos de efeitos visuais ou truques de câmera, mas elas acontecem de uma
forma gradual e promissora, embora não espere algo tão inesquecível, como a fantástica
cena de ação no trem em Homem Aranha 2, que ainda hoje continua insuperável.
Entre altos e baixos, O Espetacular
Homem Aranha até que se sai bem como uma boa aventura, sem com muitas ambições e
tão pouco revolucionário, em termos de trama e ação. Se o novo universo cinematográfico
do aracnídeo era para começar dessa forma, na próxima aventura, talvez as
coisas fiquem mais claras e sem promessas a não serem cumpridas no meio do
caminho.
E sim, Stan Lee faz sua ponta habitual,
hilária digas se de passagem.
Leia também: Trilogia HomemAranha
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
Assinar:
Comentários (Atom)













