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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cine Especial: TODAS AS CORES DE PEDRO ALMODÓVAR: Parte 6



Nos dias 14 e 15 de Julho, estarei participando do curso TODAS AS CORES DE PEDRO ALMODÓVAR, criado pelo CENA UM e ministrado pelo Doutor em Ciências da Comunicação Josmar Reyes. E enquanto os dois dias não vêm, por aqui, estarei escrevendo um pouco sobre o que eu sei desse  cineasta, que adora explorar o universo feminino de várias maneiras possíveis.



Kika

Sinopse: Kika é uma maquiadora contratada por Nichoilas, um escritor norte-americano radicado em Madri, para maquiar o corpo de seu enteado Ramón e deixá-lo apresentável no velório. Porém, Ramón não está morto, ele sofre de catalepsia, e acaba despertando durante a maquiagem. Como resultado, Ramón e Kika começam um relacionamento. Tudo vai bem para o jovem casal até que Nicholas retorna de uma longa viagem. Primeiro Kika se envolve com o escritor, e depois Andréa Caradortada, uma bizarra apresentadora de um programa sensacionalista de TV, suspeita que Nicholas é um serial killer e passa a espionar a vida de todos em busca de um um furo jornalístico.

O filme tem um começo vertiginoso, com habitual humor corrosivo do diretor, algumas seqüências kitsch e cenas de sexo que beiram o explicito. O resultado de tudo isso é muita diversão com o toque dramático, polêmico e surreal no melhor estilo do cineasta. Fourque Abril e Rossy de Palma estão deliciosamente engraçadas, sendo que Abril, no papel de uma jornalista sensacionalista (Andrea Caracortada), veste figurinos de Jean Paul Gaultier.           

Má Educação 

Sinopse: Quando criança, Ignácio (Gael García Bernal) estudou em um colégio interno católico. Lá ele sofreu abusos sexuais por parte de seu professor de Literatura, o padre Manolo (Daniel Gimenez Cacho), que marcaram sua vida para sempre. Ignácio se apaixona por um colega de colégio, Enrique (Fele Martínez), que termina sendo expulso. Vinte anos mais tarde, os três personagens se reencontram. Este reencontro marcará não só a vida, mas também a morte de alguns deles.

Confesso que vi esse filme somente uma vez e já não me lembro muito dele. Portanto, farei algo diferente aqui, dando espaço ao próprio Almodóvar, sobre o porquê de ter criado esse filme. Confiram:     

" É um filme muito íntimo, mas não é autobiográfico. Não falo de minha vida no colégio (...). Obviamente minhas memórias foram importantes na hora de escrever o roteiro, já que vivi nos locais e momentos onde a história se passa. ‘Má Educação’ não é um ajuste de contas com os padres que me educaram mal, nem com a Igreja em geral. Caso tivesse necessidade de me vingar, não teria esperado quarenta anos para fazê-lo. A Igreja não me interessa, nem como adversária. O filme não é uma comédia, ainda que haja humor nem um musical infantil, ainda que crianças cantem. É um film noir, ou, pelo menos, gostaria de considerá-lo assim. O gênero noir admite bem a mistura com outros gêneros, sempre que a narração respire esse ar fatal, sem o qual o negro seria cinza. No noir pode não haver polícia nem armas, nem sequer violência física, mas tem de haver mentiras e fatalidade, qualidades que normalmente uma mulher encarna: a femme fatale. Ela é consciente de seu poder de sedução e é fria, razão pela qual não se altera facilmente. É alguém que perdeu os escrúpulos e não se interessa em recuperá-los. Para ela, o sexo não é fonte de prazer e sim de dor para os demais. Em A Má Educação, a femme fatale é um enfant terrible, o personagem interpretado por Gael Garcia Bernal”.
Pedro Almodóvar.  

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