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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Cine Dicas: Em DVD e Blu-Ray (09/05/13)


Sacrifício 

Sinopse: Há gerações, o clã Zhan mantém posições de poder e influência. Agora, Zhao Dun é Primeiro Ministro e seu filho Zhao Shuo é um general do exército casado com ninguém menos que a filha mais velha do rei, Zhuang Ji. Porém, um dia, o inimigo mortal do clã, Tu’an Gu, massacre todo o clã – mais de 300 pessoas – sem deixar nenhum sobrevivente. Enquanto seu marido enfrenta a morte, Zhuang Ji está dando a luz ao único sobrevivente do clã. Zhuang Ji acaba morrendo, mas o medico que faz o parto, um plebeu chamado Cheng Ying, escapa com a criança.

Chen Kaige (Adeus minha Concubina) cria uma mirabolante e trágica historia sobre a troca de bebês, em meio a uma guerra palaciana, cheia de traições e interesses. Embora um tanto confuso no inicio, o filme começa a se desenvolver melhor, a partir do momento que o personagem Cheng Ying arquiteta a sua vingança através da criança que ele cria. Contar muito aqui seria estragar as inúmeras surpresas que a trama revela, pois o filme é mais do que uma mera historia de vingança na época feudal Chinesa, mas sim explora quais as conseqüências que ela cria e até onde a pessoa tem o direito de querer se vingar pelos crimes que os outros cometeram.
    
Elefante Branco 

Sinopse: Os padres Julián e Nicolas, junto com a assistente social Luciana lutam para solucionar os problemas sociais do bairro. Porém seus esforços entrarão em conflito com a igreja, governo, narcotráfico e polícia.

Na boa fase do cinema Argentino, Elefante Branco é mais uma prova que esse período irá durar por um bom tempo. Dirigido por  Pablo Trapero (Abutres), o cineasta novamente usa com elegância a sua câmera, em seqüências sem cortes, onde se explora minuciosamente aquele universo que o filme irá se encarregar de explorar em cada detalhe. Passando toda a trama numa grande favela, o filme se encarrega em explorar o dia a dia difícil daquela comunidade, em meio à pobreza e crimes a todo o momento. Neste cenário caótico, temos os dois padres protagonistas (Ricardo Darin e Jerémie Renier) que fazem de tudo para colocar a situação nos trilhos, mesmo quando as coisas não saem como esperado.
Embora seja esperado que Ricardo Darin cumpra o seu papel com louvor, desta vez quem rouba a cena é Jeremie Renier, como um padre bom samaritano, mas que possui certas camadas de sua pessoa que irão surpreender o publico. Com momentos em que a verossimilhança e tensão se juntam para criar momentos imprevisíveis, Elefante Branco passa a mensagem de jamais perder a esperança, mesmo quando aquele universo que os personagens vivem, despeja situações que os façam querer desencorajar.  


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Cine Curiosidade: TRUFFAUT NA MÍDIA


CURSO SOBRE O CULTUADO DIRETOR FRANCÊS FOI DESTAQUE NO JORNAL DO COMÉRCIO DE HOJE. 
  
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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cine Especial: François Truffaut : O Homem que Amava o Cinema: Parte 3


Nos dias 18 e 19 de maio, eu estarei participando do curso François Truffaut: O Homem que Amava o Cinema, criado pelo Cena Um e ministrado pela coordenadora e curadora da Sala da Redenção da UFRGS, Tânia Cardoso de Cardoso. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui, estarei postando um pouco sobre os principais filmes desse diretor, que foi um dos pilares que sustentou o surgimento do movimento Nouvelle Vague.  

A Noite Americana 
François Truffaut  faz uma verdadeira declaração de amor a sétima arte.

Sinopse: Um dos filmes que melhor representa as loucuras que se passam em um set de filmagem. Um ator que fica deprimido porque sua noiva sai com um dublê, uma atriz que se entregou às bebidas e não consegue lembrar de suas falas e muitas outras confusões, que o diretor deve fazer de tudo para contornar, até gravarem uma das cenas mais importantes do filme: a que o dia deve ser transformado em noite artificialmente.

François Truffaut sem duvida é um dos gênios do cinema francês. Aqui ele faz uma verdadeira declaração de amor ao cinema  e retrata de uma maneira bem humorada o dia á dia de um set de filmagens, que durante o percurso de semanas de filmagens, até a  finalização de um filme, pode acontecer de tudo. Atenção pelas cenas em que o diretor presta seu amor e carinho ao cinema: seu alter-ego (Ferrand), em flashbacks, relembra sua infância, quando roubava pôsteres dos filmes em cartaz, entre eles, do filme Cidadão Kane, coisa que o próprio Truffaut confessou que fazia quando jovem. Ou então na cena quando o diretor recebe um telefonema do compositor do filme para mostrar-lhe uma música, que esta seria o tema de amor de outro filme de Truffaut. Neste momento, enquanto ouve a música ao telefone, ele abre uma encomenda que recebera de vários livros sobre cinema e diretores como Hitchcock e Godard, que vão sendo exibidos com a música de amor ao fundo.

Curiosidades: O nome do filme é uma alusão à técnica criada nos Estados Unidos para filmar uma cena noturna durante o dia, usando um filtro especial nas lentes da câmera. O filme é dedicado às irmãs Lillian e Dorothy Gish.

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Cine Dica: Fantaspoa 2013: VERSÃO RARA DE GODZILLA HOJE NO CINEBANCÁRIOS


Sinopse:Usando um processo de colorização chamado Spectrorama 70, que consiste na aplicação de um gel colorido sobre o filme original, em preto e branco, Luigi Cozzi nos traz sua versão colorizada do clássico de 1956. Além disso, uma trilha sonora original, composta pelo Magnetic System foi utilizada neste filme, assim como cenas de outros filmes e também de noticiários, criando uma nova versão deste filme clássico, que até hoje segue sem lançamento comercial em DVD. Nas palavras de Cozzi: um trabalho de um fã, feito para outros fãs assistirem. A única cópia conhecida do filme, a ser apresentada no Fantaspoa, é uma gravação de uma exibição da TV italiana, do acervo do próprio diretor. Será uma oportunidade única de assistir este filme e debatê-lo com seu realizador.

Clássico do cinema japonês, criado por Ishirô Honda, merece ser redescoberto por essa nova geração cinéfila. Quando eu conheci Godzilla, foi somente quando eu vi as suas continuações que reprisava alguns anos atrás no SBT, mas eu não tinha nenhum contato com o primeiro filme e nem ao menos interesse em ir atrás. Talvez isso se deva de eu ter me acostumado á continuações tão medíocres e uma versão americana de 1998 mais medíocre ainda, e com isso, esperava algo parecido no primeiro filme, que foi um grande engano da minha parte. Redescobrindo o clássico de 1954, percebemos como a idéia da criação da criatura foi de um momento mais que propicio, que infelizmente acabou sendo que banalizada nas continuações. Na época que a produção foi lançada, a recém se fazia dez anos que o Japão sofreu um golpe duro pelas costas, que foi a bomba de Hiroshima e ao mesmo tempo, o mundo vivia com medo com relação às bombas atômicas.
O monstro em si, é uma metáfora desse medo em que os japoneses estavam vivendo, como também, representava a força da natureza incontrolável e que nada pode ser feita contra ela. Algo parecido no que se vê até hoje, para quem mora no Japão, depois de desastres como terremotos e tsunamis. Em contrapartida, a trama representa muito bem a força e a união do povo japonês perante as dificuldades, em cenas em que mostra a dor, mas a perseverança e coragem desse povo. Não é a toa que o filme fez um tremendo sucesso de publico e critica, gerou varias continuações (tendo sido criado uma versão americana dois anos depois) e ter gerado a mania de monstros de seriados japoneses.
Do elenco, destaque para o veterano Takashi Shimura, figura bastante conhecida nos clássicos filmes de Akira Kurosawa (Viver). Embora o filme tenha envelhecido em alguns aspectos, deve-se notar que é uma produção muito bem cuidada e bem pensada, tanto na fotografia, como em efeitos especiais que se tinha há oferecer na época, mas é na trilha sonora em que a parte técnica realmente se destaca. Criada pelo compositor Akira Ifukube, a trilha possui seis temas, sendo que, “Main Title’’ é a melodia que personificaria a lembrança do Godzilla ao público em geral. Basta ouvir os primeiros acordes do tema inicial, que associação ao mostro é imediata, sendo que ela voltaria em todas as continuações do personagem.
Revendo esse clássico, não é a toa que até hoje Godzilla é considerado o rei dos monstros e que serviu de fonte para a criação de outros filmes (como o medo pós "11 de setembro" usado como metáfora no filme Cloverfield).

O filme terá exibição somente hoje nos Cinebancários as 19horas. 

Programação completa: http://www.fantaspoa.com.br/2013/

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Cine Dica: Documentário Sobre Teresa Poester na Sala P. F. Gastal


DOCUMENTÁRIO SOBRE A ARTISTA TERESA POESTER
GANHA LANÇAMENTO ABERTO AO PÚBLICO NA SALA P. F. GASTAL


O Estúdio Galeria Mamute lança, no dia 9 de maio, às 19h30, na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), o documentário Teresa Poester – 10.357 Km em Linha, de Niura Borges, que revela o processo criativo da artista na série em que ela utiliza papéis de grandes dimensões e caneta esferográfica. O documentário inaugura a série Coletânea Processos de Criação, uma iniciativa idealizada para a produção de um conjunto de filmes documentários de curta-metragem que retratam o processo de criação de artistas gaúchos contemporâneos de diversas áreas. Após a exibição, acontece um debate com a participação da artista, da diretora Niura Borges e da cineasta Ana Luiza Azevedo. A sessão é aberta ao público e tem entrada franca.
 O documentário de Niura Borges apresenta um recorte específico na produção de 35 anos de carreira de Teresa Poester, uma das mais conceituadas artistas do Estado. O filme traz depoimentos dos artistas Antônio Augusto Bueno, Laura Castilhos, Maria Helena Bernardes e Marilice Corona, do poeta e escritor Armindo Trevisan, do cineasta Jorge Furtado, do aluno Kelvin Koubik, do músico Wagner Cunha e das professoras e pesquisadoras do Icleia Cattani e Paula Ramos, do Instituto de Artes da UFRGS, que falam das suas relações com a artista e sua obra. 
O projeto foi financiado pelo 1º edital FAC da SEDAC/RS.

Mais informações vocês conferem na pagina da sala clicando aqui. 

LUTO: RAY HARRYHAUSEN: 20 DE JUNHO DE 1920 / 07 DE MAIO DE 2013

"Graças ao senhor, a minha infância foi mais rica e imaginativa. Os seus filmes eu assistia, numa sessão da tarde de qualidade jaz esquecida, rendendo para mim tardes inesquecíveis e que jamais esquecerei. Descanse em paz grande gênio dos efeitos visuais".


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terça-feira, 7 de maio de 2013

Cine Especial: François Truffaut : O Homem que Amava o Cinema: Parte 2


Nos dias 18 e 19 de maio, eu estarei participando do curso François Truffaut: O Homem que Amava o Cinema, criado pelo Cena Um e ministrado pela coordenadora e curadora da Sala da Redenção da UFRGS, Tânia Cardoso de Cardoso. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui, estarei postando um pouco sobre os principais filmes desse diretor, que foi um dos pilares que sustentou o surgimento do movimento Nouvelle Vague.


Jules e Jim - Uma Mulher para Dois

Sinopse: Na Paris do início do século 20, os amigos Jules e Jim se apaixonam pela mesma mulher, Catherine. Ela, porém, ama Jules, com quem se casa. Depois da Primeira Guerra Mundial, quando o trio se reencontra na Alemanha, Catherine se apaixona por Jim. O filme mostra como esse triângulo de amor e amizade evolui ao longo dos anos.

Se muitos na época consideravam Jean Luc Goldard como o cineasta mais inovador, François Truffaut foi o mais querido. Dono de uma personalidade que transmitia simpatia, ele nos brindou com obras humanas, que fala de sentimentos, relacionamentos, alegria nas pequenas coisas, e que talvez com esses elementos, tenha ajudado a ganhar o carinho do publico. Com essas formulas, Truffaut criou aqui uma obra curiosa sobre relacionamentos humanos, que foi baseada na obra autobiográfica de Henri-Pierre Roché, que Truffaut comprou num sebo anos antes: foi amor à primeira vista quando leu a historia, que chamava de “perfeito hino ao amor e, talvez á vida.  
 Ao lado de Os Incompreendidos, esse talvez seja a maior obra prima de François Truffaut. Aqui ele cria um triangulo amoroso inusitado (a frente da sua época), que criara situações de proporções arrasadoras, em meio a uma fotografia primorosa e cenas inesquecíveis (a cena do trio correndo juntos é inesquecível).  Henri Serre, Oskar Werner e Jeanne Moreau fazem seus papeis como se fossem os últimos de suas vidas e Moreau é a que mais se sobressai, numa interpretação completa e intensa.  Uma das musicas temas do filme foi cantada pela própria atriz, numa determinada cena e se tornou clássica.

Jules e Jim é uma comemoração sobre o amor, sinceridade vinda de humanos verdadeiros e que faz um contraste dos nossos tempos atuais em que certos valores parecem instintos. Se muitos quiserem embarcar no cinema francês comece por esse então, pois anos mais tarde, o filme serviu até mesmo de base para a criação de outros filmes posteriormente, como o filme Três Formas de Amar, dos anos 90 e até mesmo inspirou outras mídias, como a HQ Estranhos no Paraíso. 

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Cine Dica: Fantaspoa 2013: O Gabinete do Dr Caligari em nova versão


Um dos melhores representantes do expressionismo alemão será exibido no Fantaspoa,  numa copia restaurada, rara e será musicada ao vivo pelo pianista alemão Marian Lux. Esse restauro, explicam os organizadores, foi possível combinando trechos do filme garimpados em diferentes acervos.  O filme será exibido hoje, às 21h15min no instituto Goethe (rua 24 de outubro, 112) e o valor da entrada é R$ 6.00.
  
O Gabinete do Dr Caligari  

Sinopse: Hipnotizado pelo maléfico Dr Caligari, sonâmbulo vai assassinando diversas pessoas, até se rebelar quando lhe é exigido que mate bela jovem.

Em certa ocasião Tim Burton disse uma vez que se inspirava e muito no diretor Ed Wood nas suas criações, mas pelo visto, a filmografia de Wood não foi sua única inspiração. Assistindo recentemente O Gabinete do Dr. Caligari (dirigido por Robert Wiene), percebo vários elementos visuais que sempre estiveram nos filmes de Burton. Pegue o filme Batman: O Retorno como maior exemplo: o Pingüim (Dany Devito) na visão de Burton era idêntico a Caligari. Marco do expressionismo alemão fascina até hoje pelos criativos cenários e pela brilhante iluminação, que remetem o filme a um belíssimo clima surrealista que não deve nada ao salvador Dali. Trazendo ainda um desfecho fabuloso e surreal, O Gabinete do Dr. Caligari talvez tenha sido uma das obras mais influentes de todos os tempos: é fácil assistir o filme e pensar o quanto dele é tomado como referência, não só em obras feitas na época depois dele, como até hoje (o desfecho deve ter sido assistido inúmeras vezes por David Lynch, por exemplo). Merece ser revisto, relembrado, ou, descoberto pelos novos cinéfilos de hoje.

Programação completa: http://www.fantaspoa.com.br/2013/


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Cine Dica: Mostra de Curtas Universitários na Sala P. F. Gastal


SALA P. F. GASTAL RECEBE MOSTRA DE CURTAS UNIVERSITÁRIOS 

Nos dias 7 e 8 de maio, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) recebe a programação da 1ª Mostra Universitária de Curtas, a MOUC. Serão exibidos 17 curtas (selecionados entre mais de 40 trabalhos inscritos), distribuídos em dois programas, no horário das 19h, com entrada franca.
O projeto da mostra foi criado e desenvolvido pela estudante de Publicidade e Propaganda da UFRGS, Juliana Balhego, para abrir um espaço para a divulgação de curtas-metragens. A MOUC tem como objetivo integrar estudantes produtores de audiovisual e interessados em cinema. A ideia partiu da vivência pessoal de quem cursa Comunicação e tem que produzir pequenos filmes para as disciplinas da universidade. Para isso, a Mostra selecionou apenas produções que foram feitas como exercício ou atividade prática durante alguma disciplina, trabalhos normalmente realizados em grupo e exibidos apenas em sala de aula e na internet. A meta é estimular a produção audiovisual e levar essas obras para a tela do cinema, para que o trabalho e a dedicação dos estudantes possa chegar até um público maior.
A 1ª Mostra Universitária de Curtas inclui produções realizadas por estudantes de diversas universidades de Porto Alegre e região metropolitana. Os títulos estão assim distribuídos:
        
PROGRAMA 1 (7 de maio, 19h)
  
Alice na Cama, de Fernando Bassani
Na Lata, de Daniel Camargo e Gabriela Martins
Sem Créditos no Final, de Eduardo Dall’Agnol
Um Conto à Deriva, de Germano de Oliveira
A Entrevista, de Lucas Cunha
O Cão, de Abel Roland e Emiliano Cunha
O Pertencente, de Gabriel Faccini
Lesão Treinando & O Filhote de Cachorro Selvagem, de Tiago Rezende
Como Ser um Grande Escritor, de Guilherne Petry
  
PROGRAMA 2 (8 de maio, 19h)
  
O Matador de Bagé, de Felipe Iesbick
Operação P: A Proposta, de Sedenir Medeiros Junior
Rocco, de Filipe Matzembacher
Marcelo e Alice, de Elissa Brito
Quem é Rogério Carlos?, de Pedro Bughay
Rua da Liberdade, de Leandro Dias Engelke
Depois da Pele, de Márcio Reolon e Samuel Telles
Floresta Negra, de Anderson Meinen
  
 No dia 9 de maio, às 19h30, a Sala P. F. Gastal exibe o documentário Teresa Poester – 10.357 Metros em Linha, de Niura Borges, e a partir de sexta-feira, dia 10 de maio, o cinema da Usina do Gasômetro recebe uma mostra de filmes relacionados à literatura, dentro da programação da 6ª Festipoa Literária (aguarde divulgação específica de ambas as programações).

Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui. 

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cine Especial: François Truffaut: O Homem que Amava o Cinema: Parte 1

Nos dias 18 e 19 de maio, eu estarei participando do curso François Truffaut: O Homem que Amava o Cinema, criado pelo Cena Um e ministrado pela coordenadora e curadora da Sala da Redenção da UFRGS, Tânia Cardoso de Cardoso. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui, estarei postando um pouco sobre os principais filmes desse diretor, que foi um dos pilares que sustentou o surgimento do movimento Nouvelle Vague.

OS INCOMPREENDIDOS   

Sinopse: Antoine Doinel é um garoto de 14 anos. Seus pais não lhe dão muita atenção, então ele mata aula para ir ao cinema e sair com seus amigos. Certo dia, ele descobre que sua mãe tem um amante, mas isso é apenas o principio para inúmeras mudanças que o jovem experimentaria dali em diante.

Numa época (final dos anos 50) em que o cinema Francês estava cada vez mais sendo feito por pessoas mais velhas e que não tinha nenhuma sintonia com a juventude daquele período, coube um grupo de jovens críticos de cinema (de uma revista intitulada L’Express), para injetar novo sangue para a sétima arte daquele país, mas que ao mesmo tempo fortalecia o termo “cinema de autor”. Assim nasceu o movimento Nouvelle Vague, que é referenciado até hoje, como um dos momentos mais importantes do cinema mundial e que influenciou o surgimento de outros movimentos pelo globo, como o nosso "Cinema Novo" e a "Nova Hollywood" do cinema americano.  Desse grupo que gerou essa onda, meu favorito sempre será François Truffaut, que diferente de seus colegas (como o gênio Jean Luc Godard) não queria fazer um cinema que apenas dizia sobre o que acontecia na França daquela época, como também queria falar um pouco de si próprio e do seu amor pelo cinema, em uma filmografia autoral e muito simpática.
Em sua estréia como diretor, Truffaut cria em Os Incompreendidos (o que muitos consideram) uma espécie de reconstituição de sua infância difícil, onde beirava entre a rebeldia e a busca (mesmo que escondida) por uma redenção. Agora se o personagem Antoine era um retrato genuíno ou não de sua juventude, isso é o que menos importa, já que o importante é o fato do diretor ter se encarregado de criar inúmeras passagens de cenas inesquecíveis: a seqüência onde o jovem protagonista está caminhando e depois correndo para a praia, está entre as melhores cenas da historia do cinema. Isso sem contar a cena anterior do brinquedo do parque de diversões, onde faz inúmeras voltas, fazendo uma representação, não somente o estado de espírito do protagonista, como também um prenuncio de uma mudança de 360º graus que o cinema Francês experimentaria dali em diante.
Mas essa não seria a ultima vez que veríamos o personagem Antoine, já que o filme fez tanto sucesso, que acabou gerando inúmeras continuações, com ele já crescido e com o mesmo ator, Jean-Pierre Léaud, que se tornaria figura bem conhecida na filmografia, tanto de Truffaut, como de Jean Luc Godard.

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Cine Dica: IX Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre


IX Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre
EM CARTAZ NO CINEBANCÁRIOS DE 3 A 19 DE MAIO 

  
Ingressos para todas as sessões: R$ 6,00

O CineBancários exibe, de 3 a 19 de maio, a nona edição do FANTASPOA. A programação oficial do evento contará com mais de 150 obras, sendo 99 longas-metragens, que advêm de 42 diferentes países. As quatro mostras competitivas do Fantaspoa (Apocalipse Zumbi, Panorama, Ibero-Americana e Competição Internacional) – que se concentram em exibir as obras produzidas no mundo nos últimos três anos – apresentarão 65 filmes em 2013.
Desses, 48 estarão em première latino-americana no Fantaspoa; 11 em première nacional; e um em première mundial. Além disso, a mostra não-competitiva Especiais exibirá dois filmes brasileiros em première mundial. Dessa forma, o evento demonstra ser eficaz no atendimento de uma de suas principais funções como festival de cinema: servir de janela de exibição para obras de inegável valor artístico e cultural que dificilmente conseguiriam ser exibidas ao grande público nas salas de cinema tradicionais.
O Fantaspoa realizará 173 sessões, sendo 33 delas comentadas pelos diretores, produtores e/ ou demais membros envolvidos nas produções apresentadas. Serão mais de 50 convidados – dentre esses, 35 estrangeiros – que virão a Porto Alegre apresentar seu trabalho e conversar com o público.
  
MOSTRA Profondo Giallo, por Priscila Poletti e Diego Bertoldi
  
Paralelamente, o Espaço de Arte da Casa dos Bancários recebe a exposição fotográfica Profondo Giallo, dos artistas Priscila Poletti e Diego Bertoldi.
 A mostra se concentra em retratar cenas do cinema de terror italiano no seu auge, anos setenta e oitenta. Diretores como Mario Bava, Dario Argento e Lucio Fulci, tiveram uma contribuição vital para o desenvolvimento cinematográfico desse gênero. Bava foi o precursor de dois famosos subgêneros dentro do cinema de horror, o slasher e o giallo. Mas foi Dario Argento que conseguiu alcançar o sucesso através dos elementos visuais característicos do giallo: as cores saturadas e mortes violentas garantiram o seu reconhecimento no cinema. Lucio Fulci por sua vez, ganhou notoriedade pelo subgênero gore, ao dirigir filmes como Zombie Flesh Eaters (1979) e City of the Living Dead (1980).
 A escolha do tema e dos três diretores do cinema de terror reflete o gosto pessoal dos autores e acompanha a expectativa de apresentar alguns dos elementos cinematográficos utilizados pelos cineastas através de fotografias.

Programação completa: http://www.fantaspoa.com.br/2013/

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domingo, 5 de maio de 2013

Cine Especial: Zé do Caixão: 50 anos de terror: Extra


No final do curso sobre José Mojica Marins, peguei todo mundo desprevenido, ao inventar em tirar uma foto de todos nos juntos, homenageando nosso querido cineasta e rogando uma praga para aqueles que não participaram da atividade. Como sempre, foi um ótimo curso, em que Primati não só nos fez compreender melhor sobre quem é Mojica como pessoa, como também nos fez conhecer um pouco mais sobre a situação de ontem e hoje do nosso cinema brasileiro que sempre vive de altos e baixos.  
Para encerrar, confiram um simpático curta de animação, narrado por um Zé do Caixão animado e que foi exibido no final da atividade.


Leia também: tudo sobre Zé do Caixão: 50anos de terror.  

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sábado, 4 de maio de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: Fantaspoa 2013: MAR NEGRO



Sinopse: Quando a estrela do purulento Baiacu-Sereia brilhar no breu da noite, até que haja luz no mar de Perocão, então se dará inicio a estranha contaminação, causada pela mancha negra que se aproxima silenciosa pelo litoral transformando a vida marinha e a comunidade pesqueira em mortos-vivos que, ao perder uma parte decepada (olho, guelra, perna, barbatana, mão ou puã), imediatamente, se junta à outra parte, e outra, e assim sucessivamente até que o caos se estabeleça.

Não me lembro da ultima vez em que ri tanto dentro de uma sessão de cinema, mas foi exatamente isso que me aconteceu ontem na abertura do Fantaspoa 2013, com a exibição do filme Mar Negro. Dirigido por Rodrigo Aragão (A Noite do Chupa Cabra), o filme é tosco, ao ponto de você nunca se assustar com o que esta acontecendo na tela, mas sim se divertir com os absurdos que acontecem a todo o momento, com direito a muito sangue, humor negro, nudismo e com inúmeros clichês do gênero de horror que estão todos juntos dentro desse liquidificador cheio de gore. Embora seja uma produção visivelmente barata (e com elenco amador), Aragão transmite paixão em tudo que faz na tela, com o direito de usar a câmera das mais diversas formas possíveis, num verdadeiro jogo de edição que não deve em nada a qualquer outra produção de grande orçamento.  
O filme é violento, mas ficamos sem tempo para a gente se chocar, mas sim rir a cada segundo.Isso graças à injeção de piadas e palavrões (bem ao estilo brasileiro), que são disparados o torto ao direito a cada momento enquanto acontecem as atrocidades que explodem na tela. Numa verdadeira mistura de A noite dos Mortos Vivos, Drink No Inferno, A Morte do Demônio e Fome Animal, o ápice da jornada sanguinolenta acontece num bordel, onde rola de tudo um pouco, com direito a um deputado tarado que se meteu no lugar errado e na hora errada. Para a surpresa de todos (e minha) quem rouba a cena na noite do juízo dentro do bordel, é o dono (a) do próprio estabelecimento: um travesti hiper engraçado, interpretado por ninguém menos pelo Cristian Verardi (assessor da programação da sala P.F Gastal), que simplesmente vai se descascando e se transformando em outra figura quando a coisa aperta, ao ponto, de tirar do seu armário um trabuco tamanho gigante e detonar tudo que esta em sua frente.
Embora com um final um tanto que alongado (mas jamais cansativo), o filme termina em aberto e fazendo a gente imaginar como seria divertido se Aragão criassem uma nova trama, onde se explora todas as pontas soltas (ou furos) que o roteiro deixou em aberto nos minutos finais da projeção.

NOTA: O filme terá mais uma exibição no dia 06/05, ás 17horas no Cinebancários.

Leia mais sobre a programação do Fantaspoa 2013 clicando aqui. 

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Cine Dicas: Estréias do final de semana (03/04/13)


Um final de semana em que Porto Alegre se torna a capital do cinema do gênero fantástico, pois começa hoje o Fantaspoa 2013. Quanto a mim, além de ir a algumas sessões do festival, estarei participando do ultimo dia de curso sobre José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão.
Para todo um ótimo final de semana e boas sessões para todos.  

FANTASPOA 2013
Tudo sobre o festival, você encontra no próprio site do evento clicando aqui.

EM TRANSE 

Sinopse: Um profissional (James McAvoy) ligado aos leilões de peças de arte acaba envolvido com uma gangue responsável pelo roubo de quadros. Para se livrar destas pessoas, ele deve se unir a uma hipnoterapeuta (Rosario Dawson), mas logo a relação entre desejo, realidade e sugestão hipnótica começa a colocar todos em perigo.


SOMOS TÃO JOVENS 

Sinopse: 'Somos tão Jovens' conta a emocionante e desafiadora história da transformação de Renato Manfredini Jr. no mito Renato Russo, revelando como um rapaz de Brasília, no final da ditadura, criou canções como ‘Que País é Este’, ‘Música Urbana’, ‘Geração Coca-Cola’, ‘Eduardo e Mônica’ e ‘Faroeste Caboclo’, verdadeiros hinos da juventude urbana dos anos 80 que continuam a ser cultuadas geração após geração por uma crescente legião de jovens fãs.


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: A HORA MAIS ESCURA


Sinopse: A caça e execução do terrorista saudita Osama Bin Laden (Ricky Sekhon) por soldados americanos no Paquistão, em maio de 2011.

Existem casos que a vida nos provoca uma situação inesperada, ao ponto que todos os nossos planos acabam tendo que ser modificados. O mais novo filme de Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror) resume bem isso: o que começou como um filme que retratava as tentativas frustradas da captura do terrorista Osama Bin Laden e, que ao mesmo tempo explicitava as torturas para tentar chegar até o vilão (essas alias se manterão no inicio do filme), acabou tendo o percurso mudado quando aconteceu a execução do terrorista em maio de 2011.
Com isso, os roteiristas reformularam a trama, mas não abandonaram o seu principal foco, que foi relatar passo a passo essa operação de uma forma gradual e muito bem contata. Jessica Chastain (Arvore da Vida) interpreta uma profissional agente da CIA, que durante um bom tempo, investigou cada peça de um quebra cabeça e que a levasse a Bin Laden. É claro que numa posição como está não faltou burocracia, desconfiança dos seus chefes e do alto escalão, que viam nela com muita descrença, mesmo com todos os esforços que ela fazia pelo estado   
Não resta duvida que o ato final seja a melhor parte do filme, onde mostra a invasão da fortaleza de Bin Laden, mas até lá, é tudo muito bem orquestrado e que faz com que a gente esteja com eles até o grande ato. Claro que os produtores dançaram conforme a musica, ou seja: foram fieis até aonde eles conseguiram encontrar em termos de informações autenticas. Mas por melhor que seja o filme, ele não apagou a teoria de que a morte do terrorista pode ter sido também uma armação do governo, mas que isso fique para outro futuro e ousado projeto.  

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Cine Dica: O Universo de José Mojica Marins



Durante o terceiro dia de atividades do curso Zé do Caixão: 50 anos de terror, Carlos Primati passou um pequeno documentário lançado em 1978: O Universo de José Mojica Marins, que dentre outras coisas, possui alguns depoimentos marcantes do próprio cineasta. Num deles (caracterizado como o personagem Zé do Caixão), ele fala a seguinte frase: “que na vida se deve aparecer e não desaparecer, pois se não aparece, desaparece para sempre”. Ou seja: que nos devemos fazer algo de significativo em nossas vidas, para que quando a gente se for, sejamos lembrados, seja numa imagem, num lugar ou no que escreveu.
Ele vai mais longe, dizendo que uma vez que você entra de cabeça na cultura e acima de tudo, ter opinião própria, a pessoa jamais será um “morto vivo”. Com isso, é preciso ser diferente de outras pessoas, que sempre se preocupam o que os outros vão pensar e preferem jamais dar opinião sobre o que pensa e o que quer  realmente no seu dia a dia. É um momento que me pegou, pois eu penso o mesmo. Sendo que ao longo desses anos sempre me dediquei a escrever e divulgar as minhas matérias sobre os filmes que eu assisto, numa persistência que até eu me espanto comigo mesmo. As atividades que eu participo pelo CENA UM, são outro exemplo da minha busca de conhecimento e reconhecimento na área do cinema, pois não quero ser um anônimo, mas sim que todos saibam do que eu sei, do que eu faço e o que eu quero passar para as pessoas quando vão assistir um filme.
Abaixo, assistam o documentário que está postado no youtube.



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