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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'MIB: Homens de Preto Internacional' - Os Esquecíveis

Sinopse: M (Tessa Thompson) tenta se tornar agente, já que teve uma experiência extraterrestre quando jovem e não teve sua memória apagada. Quem irá auxiliá-lo nesta jornada é o atrapalhado agente H (Chris Hemsworth). 

"MIB: Homens de Preto", (1997) foi uma agradável surpresa na época, sendo que era uma ficção divertida e que explorava as teorias de conspiração com relação a existência alienígenas em nosso planeta. Já a sua sequência, "MIB: Homens de Preto 2" (2002) nada mais era do que uma releitura do primeiro e a terceira parte, "MIB: Homens de Preto 3" (2012), era um bom fechamento para a trilogia, mas que chegava de uma forma muito tardia. É aí que chegamos "MIB: Homens de Preto Internacional", filme que expande esse universo, mas de uma forma ingênua e, por vezes, aborrecida.  
Dirigido por  F. Gary Gray, do filme "Velozes & Furiosos 8" (2017), a trama conta a história da agente  M (Tessa Thompson), do filme "Thor: Ragnarok" (2017), que desde pequena sonha em ser uma Agente da organização secreta que ela sempre acreditou existir. Contratada por O (Emma Thompson), Em tem a sua primeira missão ao lado do agente H (Chris Hemsworth). Porém, eventos fazem com que M desconfie do seu próprio parceiro.  
Resumidamente, o filme é, de novo, uma releitura do primeiro filme de 1997 e cujo os roteiristas se limitam em acrescentar algo a mais do que isso mesmo. Aliás, é notório que, no segundo e terceiro ato da trama, o filme não consiga ter um ritmo do qual nos faça obter a nossa total atenção. Algo que soa até mesmo estranho vindo de alguém como o diretor F. Gary Gray, já que em "Velozes e Furiosos 8" ele havia criado algo frenético, mas que aqui ele optou em trabalhar em ponto morto. 
Para aqueles que também esperam por alguma referência aos personagens originais da franquia pode muito bem se desapontar também, já que elas são curtas e estão ali somente para encher uma linguiça de uma história vazia. É uma pena, já que o material de origem, vinda de uma HQ obscura dos anos 90, não é limitada e poderia muito bem expandi-la. Mas como atualmente hollywood usa sempre o termo "em time que ganha não se mexe", acaba, por vezes, pagando um alto preço em persistir nesse mesmo método.  
Só acho uma pena que tenha acabado nesse resultado, já que eu gosto bastante do elenco que foi escolhido. Tessa Thompson, por exemplo, é um ótimo talento que vem se destacando desde "Thor: Ragnarok", mas aqui parece que ela está presa por cordas criadas pelos realizadores e nos apresentando uma atuação que poderia ter sido muito melhor desenvolvida. Já Chris Hemsworth tem mostrado boa veia cômica desde Caça-Fantasmas (2016), mas aqui o seu humor perde até mesmo para personagens digitais, o que já não é uma boa coisa. E por fim, me pergunto como Liam Neeson entrou nessa furada, já que o seu papel é tão previsível que poderia ter sido interpretado por qualquer outro interprete que o resultado se tornaria o mesmo.  
"MIB: Homens de Preto Internacional" é um filme esquecível dentro de uma franquia que, convenhamos, somente funcionou no primeiro capítulo. 


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