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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Cine Especial: Clube de Cinema de Porto Alegre: 'Um Banho de Vida' - Um Tudo ou Nada

Sinopse: Bertrand está no auge dos seus quarentas anos e sofre de depressão. Depois de um tratamento infeliz, ele começa a frequentar a piscina de seu bairro, onde se junta a uma equipe de nado sincronizado masculina. Sob o comando de Delphine, uma ex-atleta vitoriosa, Bertrand e os novos companheiros decidem participar do Campeonato Mundial de Nado Sincronizado. 

Existe um novo grupo de profissionais dentro cinema atual francês e que se envolve em alguns dos principais atores de lá. Guillaume Canet, Jean Dujardin, Mathieu Amalric e Gilles Lellouche estão quase sempre atuando nos filmes um dos outros ou vice e versa. “Um Banho de Vida” marca a estreia na direção do último e conta com Canet e Amalric como protagonistas. O cinéfilo antenado irá reparar que os realizadores se inspiraram no já clássico “Ou Tudo ou Nada” (1997), comédia britânica que concorreu ao Oscar em 1998, em que protagonistas de meia idade, desempregados, viravam strippers para obter reconhecimento e algum lucro. Agora, substitua o strip-tease pelo nado sincronizado e obterá uma trama que, se não é original, ela ao menos diverte e faz a gente se identificar com os personagens.
Além dos talentos que são vistos na tela, Lellouche se mostra um hábil  diretor de  atores, mas sua obra se leva mais a sério do que se deveria em alguns momentos, além de se estender um pouco em algumas situações dispensáveis, mesmo quando elas se tornam em alguns momentos importantes para compreendermos melhor as motivações de cada um dos personagens principais. Uma das boas sacadas da trama é a troca de papeis geralmente criados pela sociedade. Aqui são os homens, alguns bem-sucedidos, mas que começam a sentir dificuldades financeiras, ou alguns frustrados perante a vida e que procuram na atividade de natação uma forma de buscar uma redenção pessoal e para assim conseguir forças para prosseguir na vida. Lellouche consegue, portanto, uma investigação sobre o lado sensível do homem, do qual aqui não se difere muito do lado doce da mulher, mas sim demonstram estarem na mesma corda bamba em termos de buscar um novo começo na vida, na profissão e no amor.
O clima "Sessão Da Tarde' faz de “Um Banho de Vida” se encaminhar para um final um tanto inverossímil, mas nunca é demais saímos da sala do cinema com um sorriso no rosto e termos mais esperança para enfrentarmos os obstáculos vindos do mundo. 


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