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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Cine Especial: Políticas + Corrupção + Notícias = Verdades?



 Todos os Homens do Presidente

Nos últimos dias o povo brasileiro está sendo bombardeado por notícias das quais estremecem os alicerces de nossa política e afetando então a tão fina e frágil camada de confiança que ainda tínhamos por ela. Em meio a denúncias, com ou sem provas, além das delações premiadas, a mídia, para o bem ou para o mau, vem tendo um papel fundamental para que as pessoas se mantenham informadas com relação aqueles que nos governam. Mas até onde tudo isso é verídico?
Nem vou me estender com o fato de que há meios de comunicação atuais, por exemplo, que decidiram usar os seus recursos para formar um verdadeiro circo, independente de haver ou não provas concretas contra determinados políticos, desde que isso molde a mente das pessoas e nasça então um lucro para a fonte graças a audiência. Felizmente já se foi o tempo em que os nossos recursos para se informar eram limitados, pois temos a internet, por exemplo, para então pesquisarmos em fontes confiáveis e formarmos uma opinião própria com relação ao que está acontecendo. Mas o jornalismo, seja parcial ou imparcial, não é novidade no nosso mundo atual, pois o cinema já fez questão de mostrar que esse cabo de guerra já dura há muito tempo.
Abaixo, segue cinco filmes essenciais e que refletem o que os brasileiros passam atualmente em meio a esse furacão de acontecimentos imprevisíveis.  

 

 A Montanha dos Sete Abutres (1951)



Sinopse: Repórter inescrupuloso (Kirk Douglas) explora o drama de um homem preso em uma mina (Richard Benedict). Ao perceber que esta reportagem pode ser a chance profissional de sua vida, transforma a operação de resgate em um assunto nacional, atraindo milhares de curiosos, cinegrafistas de noticiários e comentaristas de rádio, fazendo uso dos piores expedientes éticos.


Denuncia atroz da chamada imprensa marrom, aquela que vive do sensacionalismo. E não para nisso: a história, co-escrita e produzida pelo próprio Billy Wider, acaba afirmando que esta situação dá ao público o que ele quer. Se a venalidade é suavizada por certos personagens e comportamentos dramáticos, a narrativa sufoca o espectador do começo ao fim. Controlado pelo diretor, Douglas tem uma excelente interpretação até o último segundo de projeção. 


Todos os homens do presidente (1976)



Sinopse: Carl Bernstein (Dustin Hoffman) e Bob Woodward (Robert Redford), jornalistas do Washington Post, investigam a invasão da sede do Partido Democrata, ocorrida durante a campanha presidencial dos EUA, em 1972. O trabalho acabou sendo um dos principais motivos da renúncia do presidente Richard Nixon, do Partido Republicano, em 1974. Foi o famoso escândalo de Watergate.


Belo e ágil drama político, que muitos consideram como um dos melhores filmes sobre o tão falado escândalo de Watergate que, curiosamente, foi feito pouco tempo depois após á polêmica que abalou os EUA. A forma como o filme é construído em que recria a investigação dos repórteres passo a passo, com certeza ao longo do tempo, serviu de base para a criação de outros filmes sobre investigação, como no caso de Zodíaco de David Fincher. Infelizmente, o diretor Alan J. Pakula só voltaria a fazer um filme tão significativo como esse em A escolha de Sofia, mas depois disso, os outros títulos podem ser considerados dispensáveis.
Outra coisa que ajudou e muito no filme é a química quase contagiante, da parceria de Dustin Hoffman e Robert Redford em cena, onde ambos os personagens que eles interpretam se completam, ao investigar a fundo o importante caso da trama. Muito embora, Jason Robards (Era uma vez no Oeste), roube a cena a cada momento que surge e não é a toa que recebeu um merecido Oscar de ator coadjuvante.

 

Rede de Intrigas (1976)



Sinopse: Apresentador de noticiário (Peter Finch) recebe a notícia de que está demitido em razão dos seus baixos índices de audiência. Um dia, com o programa no ar, comunica a sua saída da emissora e avisa que se matará na próxima semana, quando o programa estiver no ar. É imediatamente afastado, mas o público pede a sua volta e como a rede estava com problemas de audiência resolve lançá-lo. A partir de então ele passa a encarnar o profeta louco, mas mesmo tendo um comportamento insano a recepção do público é altamente positiva. No entanto, as pessoas responsáveis pela sua ascensão agora querem detê-lo.

Apesar de alguns clichês na trama e nos personagens, o filme é uma sarcástica e absorvente crônica sobre os bastidores da TV. A eterna luta pela audiência e a ligação umbilical que ela tem com a apelação e a falta de propósito. Lumet foi um dos primeiros a retratar com profundidade e nenhuma inocência o que pode acontecer nos corredores da notícia. O limite entre o ousado, o cinismo, a histeria e a falta de noção completa dentro de uma rede de televisão que quer tudo menos perder telespectadores.  Oscar de melhor ator para Peter Finch (que acabou morrendo dias antes da cerimônia), atriz e atriz coadjuvantes para as atrizes Faye Dunaway e Beatrice Straight e melhor roteiro para Paddy Chayefsky.     
 
 O Informante (1999)



Sinopse: Em 1994, ex-executivo da indústria do tabaco concedeu entrevista bombástica ao programa jornalístico 60 Minutos, da rede americana CBS. Dizia que os manda-chuvas da empresa em que trabalhou não apenas sabiam da capacidade viciadora da nicotina como também aplicavam aditivos químicos ao cigarro, para acentuar esta característica. Na hora H, porém, a CBS recuou e não transmitiu a entrevista, alegando que as consequências jurídicas poderiam ser fatais. Baseando-se nesta história real, O Informante narra a trajetória do ex-vice-presidente da Brown & Williamson Jeffrey Wigand (Russell Crowe) e do produtor Lowell Bergman (Al Pacino), que o convenceu a falar em público.

Há dois conflitos fortes nesta produção finalista em sete categorias do Oscar: uma é o que atormenta o executivo Jeffrey (Crowe) em função do seu antigo emprego, o outro aparece nas ameaças da emissora que emprega o produtor Lowell (Pacino). Nesta parte, o filme ganha vigor, apesar dos clichês de suspense, algumas vezes desnecessários e que parecem trapaça narrativa. Há um grande desempenho de Christopher Plummer como o apresentador Mike.

ZODÍACO  (2007)



Sinopse: 1º de agosto de 1969. Três cartas diferentes chegam aos jornais San Francisco Chronicle, San Francisco Examiner e Vallejo Times-Herald, enviadas pelo mesmo remetente. A carta enviada ao Chronicle trazia a confissão de um assassino, dando detalhes da morte de 3 pessoas e da tentativa de homicídio de outra, com informações que apenas a polícia e o assassino poderiam saber. As três cartas formavam um código que supostamente revelaria sua identidade ao ser decifrado. O assassino exigia que as cartas fossem publicadas, caso contrário mais pessoas morreriam. Um casal de Salinas consegue decodificar a mensagem, mas é Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal), um tímido cartunista editorial, que descobre sua intenção oculta: uma referência ao filme "Zaroff, o Caçador de Vidas" (1932). Os assassinatos e as cartas se sucedem, provocando pânico na população de San Francisco. A situação faz com que os detetives David Toschi (Mark Ruffalo) e William Armstrong (Anthony Edwards) e o repórter Paul Avery (Robert Downey Jr.), que trabalham no caso, tornem-se celebridades instantâneas. Graysmith, que trabalha no mesmo jornal de Avery, apenas ajuda quando lhe é permitido. Mas o Zodíaco, como o assassino era chamado, estava sempre um passo a frente.

Baseado em fatos reais sobre os assassinatos em massa que aconteceu devido ao assassino que auto se dominava zodíaco. Até hoje não fica muito claro quem foi ele realmente e o que o filme de David Fincher tenta fazer é trazer uma luz de verdade dessa estranha história. Por alguns momentos, o filme lembra as investigações retratadas em filmes como Todos os Homens do Presidente e JFK, mas o filme fala por si graças a agilidade do diretor em contar a longa história sem cansar.
Destaque para Robert Downey Jr que na época estava se recuperando em sua carreira e se estabelecendo em Homem De Ferro.



Curiosidades: O roteirista Shane Salerno teve a preferência de compra do livro de Robert Graysmith quando tinha apenas 19 anos. Durante anos ele e Graysmith desenvolveram o roteiro do filme, até que os direitos de adaptação foram negociados com a Touchstone Pictures. Mesmo após a venda Salerno escreveu várias versões do roteiro, encomendadas por diversas administrações da Touchstone.




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