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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cine Dica: Festival Close: A Volta da Pauliceia Desvairada


Sinopse: Este documentário, financiado pelo Governo do Estados de São Paulo, traça um panorama da diversidade sexual na noite paulistana, incluindo entrevistas da drag queen Silvetty Montilla e do DJ André Pomba.
  
Com uma câmera na mão, Lufe Steffen mergulha na noite de São Paulo, entrando em cada casa noturna de festas gays e batendo um papo com cada pessoa com que ele cruza durante uma semana toda de noitadas deste universo de paz e amor. O documentário responde as perguntas do porque essas pessoas madrugam nesses lugares, usam roupas extravagantes, falam gírias próprias, os rios de dinheiro que gastam numa noite, o que esperam do amor do mesmo sexo e dão sua opinião sobre a política e a religião conservadora. A câmera de Steffen é como se fosse um cientista geral, em que tenta compreender esse universo, que cada vez está mais misturado, onde não se distingue mais qual o sexo.
O grande atrativo do documentário se encontra na maneira que é feita as entrevistas: nada é preparado, sendo tudo uma forma descontraída e em alguns momentos bem humorada. As conversas são feitas em inúmeros lugares, seja numa fila ou dentro da danceteria, onde em alguns momentos o cineasta entrevista pessoas caindo de bêbadas devido à festa da noite.
O resultado disso são declarações espontâneas, sinceras e que falam por si. Essas pessoas não estão preocupadas em impressionar no que vai dizer para câmera, tão pouco fingem, por muitas vezes erram, mas se corrigem nas palavras em seguida.
Sem descanso, Lufe Steffen vai entrevistando os mais variados tipos de gays durante a semana que perambulou nas ruas de São Paulo: jovens se descobrindo, adultos saindo do armário, pessoas mais velhas defendendo o que sente desde antigamente, homens, mulheres, travestis, transexuais e grag quees. A lista é imensa, sendo que todos são ouvidos e por muitas vezes algumas figuras vistas anteriormente retornam durante o documentário para dar uma nova opinião sobre outro assunto diferente do anterior.
Falando nos assuntos, o filme levanta certas questões como a indefinição atual de diversos pontos. Como no caso da indefinição da moda de se vestir que não existe, ou o que eles(as) procuram na noite. Seria somente sexo? Algum compromisso? Ou somente se divertir e beber?  Uma das entrevistadas responde o seguinte: “durante o dia a dia fico presa nos afazeres e a noite decido soltar os meus demônios para não explodir”, concluiu!
No final das contas o documentário não é sobre homenagens, tão pouco julgamentos, mas  sim criar um mosaico sobre pessoas que vão contra a maré, de uma sociedade atual politicamente correta e hipócrita. Essa consciência de livre arbítrio vale não somente para a comunidade gay, como também para todos aqueles que têm o desejo de ser o que realmente quiserem na vida e sem se preocupar ou dar satisfação para outras pessoas que acham que tem o direito de dizer o que é certo ou errado.  

Mais informações sobre o quarto festival Close que acontece no Cinibancários você confere clicando aqui.  

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