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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 9

Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje.
   
O  Grande Mestre Beberrão 

Sinopse: Uma perigosa quadrilha de bandidos sequestra um jovem oficial para exigir a libertação de seu líder. Vespa Dourada (Pei-pei Cheng), extremamente habilidosa nas artes marciais e irmã da vítima, é incumbida de fazer o resgate. Ela conta com a ajuda de Gato Bêbado (Hua Yueh), um mestre do kung fu disfarçado de mendigo, para executar o arriscado plano.

Considerada um dos maiores clássicos de todos os tempos no cinema de artes marciais, esta é a produção que inaugurou uma linha que até hoje é explorada em filmes como O Tigre e o Dragão e O Clã das Adagas Voadoras, a dos vôos alegóricos. O filme foi realizado por King Hu, considerado o melhor do gênero e que em mais de uma ocasião trouxe inovações e influenciou toda uma geração de cineastas, tanto orientais quanto do Ocidente.

O ESPADACHIM DE UM BRAÇO SÓ

Sinopse: One-Armed Swordsman conta a história de Fang Gang (interpretado por Wang Yu, uma das grandes estrelas lançadas por Chang Cheh). Seu pai morreu para salvar o mestre, que então adotou o pequeno Fang para criar e treinar. Já mais velho, ele sofria as provocações dos discípulos-irmãos por ser filho de um servente; estes acabam desafiando-o num acerto de contas que termina em tragédia.

Pei-er, a filha do mestre, num gesto de raiva insensata, corta o braço direito de Fang. Delirante em sua dor, ele se afasta pela floresta, até uma ponte sobre um riacho; cambaleante, desmaia e cai num barco que ali passava naquele exato instante. Xiaoman, a moça que remava, leva Fang para casa e se ocupa dele. Logo cresce entre os dois um profundo afeto e a decisão de morarem juntos e ajudarem um ao outro. A mágoa de Fang pela perda do braço e conseqüentemente de sua vida como espadachim é duramente rebatida por Xiaoman, que também perdeu o pai em sacrifício pelo mestre. Com a mãe, ela aprendeu que as artes marciais se interpõem entre o homem e sua vida, que não devem ser louvadas porque sempre acarretam morte, em geral pela obrigação de honrar preceitos e responder a juras de lealdade. Todo esforço de Fang por desenvolver suas habilidades para seu braço restante com intuito de auto-proteção é visto com maus olhos pela moça, que defende firmemente sua posição de camponesa pacífica. Através de uma série de qüiproquós e movido por seu senso de vingança em nome da honra e de justiça, Fang acaba envolvido numa armação que visava destruir o clã do seu mestre e todos os seus discípulos. Contrariando Xiaoman, ele parte para defender o que acredita, em gesto notadamente humanitário. Com a espada cortada herdada do seu pai, Fang escapa da geringonça criada pelo clã inimigo para bloquear as longas espadas forjadas por seu mestre, salvando a este e a seus discípulos do extermínio. Mas tal ato de heroísmo não é seguido, ao contrário do que se poderia esperar, por uma volta ao seio da casa que lhe acolheu e fez dele um exímio espadachim, e sim por uma partida para o campo, ao lado de Xiaoman. São as regras do coração que comandam o filme; o afeto dispensado pela moça a Fang, sua dedicação em salvar sua vida e cuidar dele, mesmo com poucos meios, é o na verdade o grande ato heróico que merece admiração. E pelo reconhecimento de Fang, enorme é o peso que Xiaoman ganha no desenrolar da trama. Suas preocupações, seus sentimentos, suas palavras, são na verdade o motor que articula as ações do herói e o sentido do filme. É para protegê-la que ele incansavelmente treina seu braço esquerdo e desenvolve uma técnica própria e é por sua relação com ela que ele se vê enredado com o clã que ameaça o do seu mestre. Optando por seguir se envolvendo, como que absorto em obrigações que depassam sua vontade, Fang – e nós também – carrega consigo as preocupações de Xiaoman, de forma que toda a batalha travada parece uma batalha travada pela preservação de um amor.


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