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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: ELYSIUM


Sinopse: No ano de 2159 existem duas classes de pessoas: os muito ricos que vivem numa estação espacial imaculada construída pelo homem chamada Elysium e os demais que vivem na Terra arruinada e superpovoada. As pessoas na Terra estão desesperadas para escapar da criminalidade e da pobreza do planeta e precisam desesperadamente da assistência médica de ponta disponível em Elysium mas alguns residentes de Elysium farão de tudo para impor o cumprimento das leis anti-imigração e preservar o estilo de vida luxuoso dos seus cidadãos. O único homem com alguma chance de trazer igualdade a esses mundos é Max (Matt Damon) um sujeito comum que precisa urgentemente chegar a Elysium. Com a sua vida em risco ele assume a contragosto uma missão perigosa que o colocará cara a cara contra a Secretária Delacourt (Jodie Foster) de Elysium e seu exército linha-dura. Se ele for bem-sucedido entretanto poderá salvar não só a sua própria vida mas também a de milhões de pessoas na Terra.

Como dito acima na sinopse, basicamente é isso Elysium: uma premissa simples, mas muito bem orquestrado na narrativa, proposta pelo cineasta Neill Blomkamp, cuja trama é também de sua própria autoria. Elysium é pesado em sua proposta que passa, com personagens inseridos em momentos chaves, com uma trama com começo, meio e fim bem amarrados. Assim como Distrito 9, o diretor novamente expõe a crueldade da diferença social, racial e colocada na historia de uma forma convincente, mesmo se tratando um futuro incerto, mas que passa uma metáfora sobre a hipocrisia e preconceito do nosso mundo atual. 
O diretor transmite sua mensagem através de diálogos, que embora curtos em alguns momentos, são certeiros em sua proposta que quer passar.  Novamente Neill Blomkamp prova que é a mais nova promessa do cinema americano. Se em Distrito 9 ele deu o seu cartão de visitas, em Elysium ele confirma que é um diretor repleto de idéias, nas quais possui um estilo próprio em filmar e dirigir os seus atores que escolhe.
Resta saber se o tema de diferença de classes, discriminação e o sofrimento das minorias irá se estender para mais um filme. Como sempre. Matt Damon não faz feio como herói de ação e convence no papel do errante Max, que na oportunidade que tem de ir para Elysium para se curar, pode também ajudar todos aqueles que precisam ir. Os brasileiros Wagner Moura e Alice Braga cumprem muito bem suas funções em seus papeis. Wagner Moura, aliás, conseguiu ter uma estréia em um filme americano muito mais feliz do que outros que tentaram, já que seu personagem simplesmente rouba a cena toda vez que surge e sua participação no ato final é de extrema importância.
A sempre ótima Jodie Foster me impressionou pelo fato de interpretar uma personagem tão desprezível, sendo que ela nada mais é do que uma referencia da política norte americana, com relação as pessoas que tentam a todo ano entrar no país de forma clandestina. Porém, nem de metáforas vive o filme e Sharlto Copley é uma prova disso. Ele havia trabalhado com o diretor em Distrito 9 e aqui ele faz um vilão extremamente detestável e uma verdadeira grande ameaça para os protagonistas. A fotografia de Elysium novamente repete a técnica do filme anterior do cineasta, onde o mundo é composto de inúmeros casebres que se estendem até onde a vista alcança .
Mas, assim como aconteceu no filme anterior, todo o cenário caindo em ruínas acaba que ajudando a contar a história. O contraste entre a Terra, que mais parece um planeta sem vida, com o verdadeiro éden que é a estação espacial Elysium é valorizado em cada centímetro da cenografia. Os efeitos do filme, embora simples, são eficazes, sendo que a primeira vista de Elysium nos primeiros minutos não tem como deixar de se impressionar.
As explosões, tiros, mortes são de uma forma crua, suja e que explora o contato cada vez mais inevitável da maquina com o ser humano. Aqui no caso, o personagem de Matt Damon usa um exoesqueleto que o torna forte num determinado tempo. Não teve como eu não me lembrar de Robocop, sendo que essa sensação é a mesma que eu senti em Distrito 9 e o que me faz acreditar que  Neill Blomkamp teria sido uma escolha mais lógica para a nova versão que está sendo comandada atualmente por José Padilha.
Enfim, Elysium é uma boa ficção científica que vai muito mais além do que um mero entretecimento. Nos faz refletir sobre o nosso mundo atual e que nos faz acreditar cada vez mais que o futuro será muito mais sombrio que nos possamos imaginar se não tomarmos uma providencia com nos mesmos.    

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