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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cine Especial: CINE-SÉRIE RESIDENT EVIL


A cine série Resident Evil sempre sofreu com as criticas especializadas e pelos fãs de carteirinha do jogo, que sempre pregam que os filmes fogem demais da trama original. Sinceramente não sou familiarizado com o jogo, mas digo que esses filmes são ruins, mas divertidos de assistir e que nasceram unicamente para entreter assim como um vídeo game. Talvez por se afastar um pouco do universo dos jogos, é o que deve ter sido o acerto para essa cine série chegar tão longe. Diferente de outras adaptações que não passam nem do segundo filme como Lara Croft por exemplo.     
Pensando nisso, e com a estréia do mais novo capítulo da série, decidi recapitular cada filme neste ultimo final de semana que passou. Admito que me divirto vendo os filmes e abaixo explico porque.    

Resident Evil - O Hóspede Maldito

Sinopse: Alguma coisa terrível está oculta na “Colméia”, um enorme laboratório subterrâneo utilizado para pesquisa genética que é controlado pela Umbrella, uma dos maiores conglomerados do mundo. Lá há uma epidemia do T-Vírus, uma arma biológica de grande poder que acaba matando todos os cientistas que lá trabalhavam. Na verdade se eles tivessem sido mortos realmente teria sido ótimo, mas todos são transformados em zumbis, que sentem uma fome incontrolável e transformam todas as suas vítimas em outros zumbis. Quando isto acontece Alice (Milla Jovovich), que não sabe bem quem ela é, e Rain Ocampo (Michelle Rodriguez) se integram a um comando que entra na “Colméia” para entender e tentar controlar a situação. Porém isto tem de ser feito muito rápido, pois em três horas “Rainha Vermelha”, o supercomputador que controla o local, o selará para sempre e quem estiver lá dentro estará fatalmente condenado a se tornar um zumbi.

Na época, Paul W.S. Anderson era conhecido por ter feito a adaptação Mortal Combate para o cinema, que época (pasmen) era a melhor adaptação de vídeo game para o cinema até aquele momento. Usando uma trama, que segundo as próprias palavras do cineasta, se passa anteriormente o que é visto no jogo, o filme possui um inicio promissor, com direito a suspense caprichado, numa cena envolvendo um elevador e que deixa quem assiste sem fôlego. Eis que então, surge a protagonista Alice (Milla Jovovich), linda, nua, desmemoriada e embarcando numa aventura embaixo da terra, ao lado de um comando com a missão de saber o que acontece.
Claramente, o filme é uma produção B, disfarçada para parecer uma produção classe A, mas em nenhum momento deixamos de nos divertir assistindo o filme. Lembrando, que a produção foi a retomada dos filmes de mortos vivos (fortalecido com Extermínio na época), que estavam bem esquecidos nos anos 90 e acabou retornando com força total. Milla Jovovich provou potencial e fibra para um filme de ação, embora seja curioso, que ela passe por todo tipo de prova de fogo, mas jamais deixa de ficar bonita. O filme também fortaleceria o tipo de personagem que Michele Rodriguez faria nos anos posteriores, mas que convenhamos, ela se encaixa perfeitamente como uma mulher durona, que faz serviço de homem e que não leva desaforo para casa.
O ato final reserva algumas surpresas, e deixando um grande gancho para a inevitável seqüência que viria   
  
Resident Evil - Apocalipse

Sinopse: Desde que foi capturada pela Corporação Umbrella, Alice (Milla Jovovich) passou por várias experiências biogênicas. Ela teve seus genes modificados, o que fez com que adquirisse poderes, sentidos e agilidade sobre-humanos. Agora ela precisa retornar à cidade de Racoon, onde recebe o apoio de Jill Valentine (Sienna Guillory) e Carlos Olivera (Oded Fehr) para eliminar um vírus mortal que ameaça fazer com que todo ser humano retorne como morto-vivo.

Nesta seqüência, sai Anderson e entra o diretor Alexander Witt, que nada mais é do que um típico diretor de segunda unidade de alguns filmes, e que neste aqui, vê claramente que ele tem muito que aprender em termos de dirigir uma produção. Se no primeiro se disfarçava de filme A, aqui é escancarado como uma produção B, com o direito há ter um super monstro, saindo de um típico filme de baixo orçamento da década de 80.   
Mas para alegria (ou não) dos amantes do jogo, Jill Valentine surge nos primeiros minutos da trama, com características e visual idênticos da fonte original e claramente da para ver que a atriz(?) Sienna Guillory está mais do que a vontade no papel. Mas para o seu azar, a protagonista do filme é mesmo Alice (Jovovich), que agora surge com super poderes, devido a experiências que passou nas mãos dos vilões. Falando neles, nunca vi vilões mais canastrões, sendo que fico me perguntando, como Umbrella se tornou tão poderosa, nas mãos de vilões tão caricatos.
O final é bem mais resolvido que o anterior, mas deixa um pequeno fiapo de trama solta, que serviu como desculpa para continuar com a cine serie no cinema.       
  
Resident Evil 3 - A Extinção

Sinopse: O T-Vírus experimental, criado pela Umbrella Corporation, foi liberado no mundo, transformando a população em zumbis que se alimentam de carne humana. Com as cidades sem segurança alguma, Carlos Olivera (Oded Fehr) e L.J. (Mike Epps), juntamente com as sobreviventes K-Mart (Spencer Locke) e Betty (Ashanti), reúnem um grupo e fogem pelo deserto, em um comboio blindado. Eles procuram outras pessoas que não estejam infectadas, mas apenas encontram outros mortos-vivos. O grupo é acompanhado pelo dr. Isaacs (Iain Glen), que está num complexo laboratorial subterrâneo da Umbrella Corporation, escondido sob uma torre de rádio abandonada em Nevada. Isaacs acompanha também Alice (Milla Jovovich), que, após ser capturada pela Umbrella, foi submetida a um teste biogenético que alterou sua configuração genética. Agora transformando-se constantemente e sob o risco de ser traída pelo seu próprio corpo, Alice segue o comboio e tenta conduzi-los ao seu destino: o Alasca, onde acreditam que estarão livres dos zumbis.

De todos os filmes, esse é meu preferido, talvez por ter sido mais bem produzido. Também pudera, pois o diretor da bola da vez foi Russell Mulcahy, o cara que dirigiu o clássico, Highlander, o Guerreiro Imortal (mas que também dirigiu a bomba do segundo), que aqui soube criar uma trama mais redondinha e que desse espaço para explorar melhor os personagens. Claramente, o filme presta uma homenagem a Mad Max, pois a trama se passa toda em um deserto apocalíptico, mas ao mesmo tempo existem elementos que até lembram um western spaghetti. Dessa salada, novamente todo o foco se concentra em Alice, descobrindo novos poderes e ajudando um comboio a se salvar de inúmeros mortos vivos. Mas ao chegar no ato final, o filme ganha proporções que beirão ao absurdo, provando que existe uma obsessão dos produtores pela imagem de Milla Jovovich. Pois só assim para explicar a cena final, que por mais absurda que seja, deixou muitos fãs salivando, para saber o que iria acontecer e para ver muito e muito mais Milla Jovovich (literalmente) na próxima aventura.      
Resident Evil 4: Recomeço

Sinopse: Em um mundo devastado por um vírus mortal, Alice continua sua jornada para encontrar e proteger os poucos sobreviventes que restaram. Lutando contra a Umbrella, a guerra se torna mais violenta e ela recebe ajuda inesperada de uma velha amiga. O único lugar que ainda permace aparentemente seguro é Los Angeles, até que a cidade é invadida por milhares de zumbis que trarão terror aos poucos vivos que ainda restam, Alice está prestes a entrar em uma armadilha mortal.

Vendo o sucesso da franquia, Paul W.S. Anderson decide nesta quarta aventura voltar no comando de direção e criando (novamente) um novo visual que se diferencia dos capítulos anteriores. Infelizmente, o que foi mostrado no final do filme anterior, é rapidamente descartado em seqüências de ação absurdas já no inicio da trama, em situações que lembram bem mais um vídeo game, animação japonesa e zero de aprofundamento na trama. Convenhamos, a trama aqui é uma mera desculpa, para apresentar o bom uso do 3D, e nisso Anderson se mostra o melhor, fazendo um belo casamento da terceira dimensão, com cenas de câmera lenta, criando belas imagens e que nos faz nos esquecer dos absurdos que surgem na tela e com algumas coincidências forçadas.
Curiosamente, o sub-titulo “recomeço”, de nada tem haver o que acontece na trama, já que o filme continua com o que já aconteceu, e prossegue com a saga de Alice contra  Umbrella. Tanto que, o filme não tem final, sendo que mais do que um gancho, o filme parece mais um capitulo incompleto da forma que termina. Mas para alegria dos fãs do jogo, há o retorno da Jill Valentine (Sienna Guillory), mas para a tristeza de todos, apenas em alguns segundos e durante os créditos.    
   
Resident Evil 5: Retribuição

Sinopse: Fruto de uma das experiências das Umbrella Corporation, Alice (Milla Jovovich) acorda misteriosamente em outra realidade, como se nada tivesse acontecido no planeta Terra. Mas as seqüelas do vírus T logo aparecem na forma de zumbis famintos por carne humana e ela descobre, novamente, fazer parte de um novo e viajante experimento. Dentro das intalações da terrível corporação, a guerreira descobre que um antigo inimigo pode estar por trás de um plano para salvar não só ela, mas também seus antigos companheiros de luta, como Ada (Binbing Li), entre outros. Agora reunidos, eles lutarão lado a lado num combate sangrento, que os levará a uma importante e inacreditável revelação. Só existe um problema, Jill Valentine (Sienna Gillory) e Rain Ocampo (Michelle Rodriguez), sob as ordens da poderosa Rainha Vermelha, não estão dispostas a facilitar as coisas para o grupo, que ainda por cima corre contra o tempo.

Começando exatamente no ponto que se encerrou a aventura anterior (mas com o direito de apresentar um desaparecimento inexplicável de dois personagens), o filme nos bombardeia com belas cenas em câmera lenta, que enlaça com uma musica eletrônica e um 3D perfeito. Se Anderson fosse um ótimo diretor de criar boas historias, e com seu talento de criar cenas perfeitas com o bom uso do 3D, seus filmes seriam considerados obras primas, mas que infelizmente está longe disso.  Como se trata de uma cine serie, cuja sua origem é de um vídeo game, a trama joga a protagonista praticamente em um, com direto a passar por inúmeras fases, numa espécie de jogo gigante criado pela inteligência artificial da Umbrella.
Embora a trama se inicie, com a protagonista fazendo um belo resumo de todos os acontecimentos dos filmes anteriores, o espectador de primeira viagem ficará boiando, principalmente com a volta de personagens vistos anteriormente, mas que estavam mortos, mas nada que a tecnologia da clonagem não possa fazer. Com isso, a personagem durona de Michele Rodriguez retorna, unicamente para encher mais a lingüiça de uma trama raça, com direto de Alice ser mãe de uma menina surda no decorrer da trama.   
Embora Jill Valentine (Sienna Guillory), esteja mais presente na trama, a personagem pouco pode fazer, principalmente por ter se tornado fantoche da Umbrella, mas que acaba tendo grande destaque no ato final da trama, em que ela vai no braço contra Alice. Isso é pouco para os fãs dos games, mas para o leigo, e que somente curtiu Resident Evil no cinema, o filme (mesmo com os seus muitos defeitos) é prato cheio para se curtir no cinema. Contudo, a meu ver o próximo capitulo tem o dever de encerrar as aventuras de Alice no cinema com certa dignidade, pois se chegou até aqui, que o final pelo menos seja correto e bem redondinho.      


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