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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Cine Especial: IRMÃOS COEN: Parte 7

Nos dias 30 e 31 de Julho estarei participando do curso sobre a vida e obra dos Irmãos Coen no Museu da Comunicação (Rua dos Andradas, 959 - P. Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vem, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esses grandes irmãos cineastas.

Onde os Fracos Não Têm Vez

Sinopse: Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).
Demorou, mas não tardou. Depois de vários anos, a academia finalmente premiou os Irmãos Coen quando na verdade já deveriam ter sido premiados em filmes como Fargo. Onde os Fracos Não Têm vez não é o filme redondo que normalmente a academia gosta de premiar, mas sim puramente Coen, onde todas as características dos filmes anteriores estão lá, só que numa trama mais seria, mas não menos surpreendente. Numa espécie de filme de faroeste contemporâneo, acompanhamos o trajeto de alguns personagens, todos ligados a uma valise cheia de dinheiro e o resultado final é mais do que surpreendente, é como sempre, inesperado. A grande alma da trama está toda em volta do assassino Anton Chigurh (Javier Bardem, espetacular) uma verdadeira entidade do caos que, por onde passa, é somente morte destruição e somente vai parar, quando concluir sua missão.

Curiosidades: Heath Ledger chegou a negociar sua participação no filme, mas decidiu abrir mão dele para poder descansar um pouco;
Segundo Tommy Lee Jones os irmãos Coen queriam rodar o filme inteiramente no Novo México, devido aos impostos do estado, mas ele os convenceu a realizarem as filmagens no Texas;


Queime Depois de Ler
Sinopse: Osbourne Cox (John Malkovich) é um analista que trabalha para a CIA. Ao chegar em uma reunião ultra-secreta ele descobre que foi demitido. Revoltado, ele resolve se dedicar à bebida e a escrever um livro de memórias. Katie (Tilda Swinton), sua esposa, fica espantada ao saber da demissão de Osbourne, mas logo deixa o assunto de lado por estar mais interessada em Harry Pfarrer (George Clooney), um investigador federal casado que é também seu amante. Paralelamente Linda Litzke (Frances McDormand), funcionária de uma rede de academias, faz planos para uma grande cirurgia plástica que deseja realizar. Ela tem em Chad Feldheimer (Brad Pitt), um professor da academia, seu melhor amigo. Até que um dia um CD perdido cai nas mãos de Linda e Chad, entregue por um faxineiro da academia. Ao perceberem que se trata de material confidencial, eles ligam para Osbourne Cox tentando conseguir dinheiro para evitar que seu conteúdo seja divulgado.
Uma das mais divertidas obras dos irmãos Coen, onde presta uma homenagem ao mundo da espionagem, mas com muito bom humor negro. Como sempre, os personagens são no mínimo interessantes e muito excêntricos, principalmente Osboume Cox interpretado loucamente por John Malkovich, mais do que a vontade num papel onde o sarcasmo é a alma do personagem. Uma coisa que sempre escrevo sobre os filmes dos irmãos Coen, é que seus personagens sempre ficam em volta de situações imprevisíveis que os levam a momentos únicos e por algumas vezes sem volta. Um belo é exemplo disso é o encontro acidental entre os personagens de Brad Pitt(hilário) e George Clooney, simplesmente inesperado e um dos melhores momentos de uma trama 100% inspirada.


Curiosidade: O personagem Osbourne Cox foi criado especialmente para John Malkovich;


Um Homem Sério
Sinopse: 1967. Larry Gopnik (Michael Stuhlberg) trabalha como professor de física na Universidade de Midwestern. Ele vê sua vida mudar radicalmente quando sua esposa, Judith (Sari Lennick), decide deixá-lo por Sy Ableman (Fred Melamed). Além disto, uma carta anônima ameaça sua carreira na universidade. Larry ainda precisa lidar com os problemas de Arthur (Richard Kind), seu irmão, que mora em sua casa e dorme no sofá; seu filho Danny (Aaron Wolff), problemático e rebelde; e ainda Sarah (Jessica McManus), sua filha, que constantemente pega dinheiro de sua carteira para uma futura cirurgia plástica no nariz. Sem saber o que fazer, Larry busca os conselhos de três rabinos.
Se os personagens dos irmãos Coen se metem em situações imprevisíveis, então o mais certo é eles levarem tudo numa boa, pois no final das contas, tudo acabara bem. Talvez seja isso que surge na mente do personagem Larry Gopnik (Michael Stuhlberg, perfeito) um judeu americano correto e que leva suas virtudes consigo, mas que terá que enfrentar não só os problemas loucos de sua família, mas como também no seu trabalho e com os seus vizinhos. Como se passa em 1967, o filme é sátira descarada de um tempo onde se mais se dizia que “a família norte americana era perfeita”, mas somente superficialmente como no filme é muito bem retratado. Destaco aqui o epilogo que termina de uma forma incrível e aberta e o fantástico prólogo que aparentemente não possui ligação nenhuma com o resto da trama, mas depois, se pararmos para pensar, fazia todo o sentido.

Curiosidade: Ao término dos créditos finais está a frase "no jews were harmed in the making of this motion picture" (traduzindo, "nenhum judeu foi ferido na produção deste filme);

 
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