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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 12 de março de 2019

Cine Dica: “Pastor Cláudio”, de Beth Formaggini, estreia dia 14 de março no CineBancários

“Pastor Cláudio”, de Beth Formaggini, estreia dia 14 de março no CineBancários Documentário revela crimes praticados pelo bispo Cláudio Guerra na Ditadura Militar no Brasil

“Pastor Cláudio” surgiu a partir da investigação de Beth Formaggini na direção do documentário "Memória Para Uso Diário" (2007), sobre os desaparecidos políticos da ditadura. Em 2012, foi lançado o livro "Memórias de Uma Guerra Suja", em que Rogério Medeiros e Marcelo Netto reuniram depoimentos de Cláudio Guerra. A partir deles, Beth conseguiu respostas para casos que permaneciam sem esclarecimento da Operação Radar (1973-1976), que executou integrantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Foi então que a diretora partiu para Vitória com objetivo de entrevistar Cláudio Guerra, em companhia de Eduardo Passos.
O longa venceu o prêmio de melhor filme no Festival de Vitória 2018 e participou do Festival Internacional de Cinema Documental (Equador, 2018), Festival Kinoarte de Cinema 2018, da mostra Brasil em Movimento (França, 2018), Festival Internacional de Mulheres no Cinema - FimCine 2018, Festival do Rio 2017, Festival de Havana 2017, Festival Internacional de Filme Documentário do Uruguai - Atlantidoc 2017, Forum Doc BH 2017 e do Festival Internacional Pachamama (Acre, 2017). 
Sinopse:Conversa entre o Bispo evangélico Cláudio Guerra, ex-chefe da polícia civil que assassinou e incinerou militantes que se opunham à Ditadura Militar brasileira e Eduardo Passos, psicólogo militante dos direitos humanos. 


Personagens:
Cláudio Guerra
Eduardo Passos
Ivanilda Veloso
Marival Chaves
Maria Helena Vignoli de Morais

Ficha técnica:
Direção, roteiro e produção executiva: Beth Formaggini
Pesquisa: Linara Siqueira, Juliana Machado, Beth Formaggini, Marcia Medeiros, Vinicius Noronha

Produção: Valéria Burke e Linara Siqueira
Ano: 2017
Duração: 76'
Classificação: 12 anos

Horários de 14 a 20 de março:
Dia 14 de março:
15h: O último trago
17h: Eleições
19h: Pastor Claudio

Dia 15 de março:
15h: O último trago
17h: Eleições
19h: Pastor Claudio

Dia 16 de março:
15h: O último trago
17h: Eleições
19h: Pastor Claudio

Dia 17 de março:
15h: O último trago
17h: Eleições
19h: Pastor Claudio

Dia 19 de março:
15h: O último trago
17h: Eleições
19h: Pastor Claudio

 Dia 20 de março:
15h: O último trago
17h: Eleições
19h: Pastor Claudio

Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 12,00 na bilheteria
do cinema ou no site ingresso.com . Idosos, estudantes,
bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados,portadores
de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam
R$ 6,00. Aceitamos Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: ‘O Último Trago’ - Do Convencional ao Sensorial

Sinopse: Uma mulher resgatada à beira da estrada incorpora o espírito de uma guerreira indígena desencadeando uma série de eventos que atravessam os tempos e os espaços. Do sertão nordestino ao litoral, séculos de lutas de dominação e resistência. 

Normalmente o cinema convencional nos traz uma trama linear, com começo, meio e fim e fazendo a gente sair do cinema tendo uma total noção sobre o que havíamos testemunhado na tela. Porém, há o caso das sessões se tornarem esquecidas, já que muitos filmes acabam se tornando dispensáveis devido as suas propostas corriqueiras.  Quando um filme se apresenta quebrando essas regras narrativas ele se torna livre para fazer o que bem entender com elas e proporcionar algo até mesmo incomum e nenhum pouco convencional.
É claro que não é de hoje que o cinema quebra as nossas expectativas com relação determinados filmes e fazendo a gente se perguntar o que a gente havia assistido durante uma sessão.  David Lynch, cineasta autoral e responsável por pérolas como, por exemplo, "Cidade dos Sonhos" (2001) costuma criar tramas não lineares e fazer com que o cinéfilo navegue em momentos sensoriais em celuloide. O filme "O Último Trago" segue essa linha de raciocínio e testando a nossa atenção sobre o que nós estamos assistindo.
Dirigido por Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti, o filme começa quando uma mulher ferida (Samya de Lavor) é capturada à beira da estrada por um personagem enigmático (Rodrigo Fischer). Em uma boate, sob os olhares de seu captor e do público, ela dança até chegar a uma espécie de transe ritualístico e primal, evocando uma mulher indígena e levando o espectador a outro tempo e espaço: o sertão nordestino em algum momento do século XX, onde novamente a essa figura indígena será evocada.
Os primeiros minutos já deixam muito claro que não estamos diante de um filme convencional, mas sim experimental e praticamente se tornando uma experiência sensorial. Aqui não há espaço para as regras da verossimilhança, mas sim para algo mais simbolista e com inúmeras mensagens subliminares nas entrelinhas. Os realizadores criam, portanto, uma pequena metáfora sobre o Brasil de ontem e hoje, onde os personagens principais transitam entre o tempo e o espaço e fazendo a gente se perguntar em qual época especifica a gente se localiza dentro da trama.
Se em seu prólogo e epílogo o filme nos lança mais perguntas do que respostas, a trama do meio, por exemplo, onde ela ocorre dentro de um bar em um lugar qualquer, se torna o único ponto especifico da trama onde nos sentimos em uma espécie de porto seguro, pois ali a trama se torna linear, mas até certo ponto. Na realidade é neste cenário que temos uma ligeira ideia sobre o que está acontecendo na tela e fazendo com que a trama transite até mesmo em outros gêneros como o suspense psicológico ou sobrenatural. Porém, não deixa de ser notório que esse momento especifico também exige nossa total atenção, já que a sua fotografia é muito escura e fazendo a gente se perguntar sobre o que está acontecendo na tela.
Se ficamos confusos com a viagem sensorial da trama, ao menos, quando determinados personagens começam a lançar certos discursos subliminares em suas palavras, podemos concluir alguns pontos específicos da obra. Assim como no longa de animação "Amor e Fúria" (2013), o filme nos fala de um Brasil sempre sendo explorado em sua história, onde os verdadeiros donos da terra são sempre massacrados e criando uma expectativa pessimista com relação ao nosso futuro. Embora complexo para alguns, “O Último Trago” tem o porte necessário para nos proporcionar uma experiência incomum e gerar debate sobre o nosso Brasil atual.  

Em Cartaz: Cinebancários. Rua General Câmara, nº 424, Centro de Porto Alegre. Horários: 17h e 19h. 

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Cine Dica: Albertina Carri, Sérgio Tréfaut e Sur Frontera (12 a 20 de março)

DIRETORA ARGENTINA ALBERTINA CARRI DEBATE AS FILHAS DO FOGO
DIRETOR PORTUGUÊS SÉRGIO TRÉFAUT PARTICIPA DE SESSÃO COMENTADA DE RAIVA
As Filhas do Fogo

SESSÕES ESPECIAIS DO SUR FRONTERA
No domingo, 17 de março, às 18h, a diretora argentina Albertina Carri participa de uma sessão comentada do longa-metragem As Filhas do Fogo. A mediação será feita pela jornalista e pesquisadora Gabriela Almeida. O filme contém cenas de sexo e não é recomendado para menores de 18 anos.
Albertina Carri ajudou a consolidar o chamado Novo Cinema Argentino. Transitando entre o melodrama pornográfico, o drama familiar e o documentário, a diretora se destaca por sua versatilidade e pela coragem de abordar temas ousados. Albertina também é fundadora do Asterisco, Festival International de Filmes LGBTIQ da Argentina.
A sessão faz parte da mostra Cinema da América Latina, que apresenta outros destaques na primeira semana de programação, como o mexicano Compra-me um Revolver, o brasileiro Los Silencios e o chileno Tarde Para Morrer Jovem.

EM CARTAZ
O diretor português Sérgio Tréfaut participa de um debate do filme Raiva na terça-feira, 12 de março, às 20h. A mediação é da crítica e pesquisadora Ivonete Pinto. Os longas Wajib - Um Convite de Casamento, Raiva e Um Elefante Sentado Quieto seguem em exibição até o dia 20 de março. A partir de quinta-feira, 14 de março, os curtas-metragens Princesa Morta do Jacuí, Catadora de Gente e Um Corpo Feminino passam a ser exibidos às 14h, sempre antes do longa-metragem programado para o horário.  

SUR FRONTERA
Nos dias 14 e 15 de março, a Cinemateca Capitólio Petrobras realiza sessões de dois filmes da realizadora argentina Paula Markovitch. As exibições fazem parte da programação do evento Sur Frontera.

El Premio (2011)
(Méx/Fra/Pol/Ale), de Paula Markovitch - 115min
Ceci, uma garota de sete anos, precisa guardar um grande segredo, mas ela não entende completamente do que se trata. A vida de sua família depende de seu silêncio. Mas sobre o que exatamente ela deve se silenciar? Ceci e sua mãe vivem escondidas de uma repressão militar na Argentina. Ceci se pergunta o que deve dizer. O que ela realmente acredita e faz para merecer o amor de sua mãe e dos outros?

Cuadros en la Oscuridad (2017)
(Arg/Méx/Ale), de Paula Markovitch - 80min
Marco é um artista de 65 anos que nunca pode exibir suas pinturas. Trabalha em um posto de gasolina e tem pensamentos amargos sobre seu destino. Um dia Luis, um jovem ladrão de 13 anos, entra em sua casa, que acreditava estar desabitada. Luis é a única testemunha da obra de Marcos. Entre ambos surge uma rara amizade, que lhes dá respostas sobre a arte e a vida. Elenco: Alvin Astorga, Paula Fernandez Mbarak e Maico Pradal.

INGRESSOS
Raiva (R$ 16,00)
Wajib (R$ 16,00)

Um Elefante Sentado Quieto (R$ 16,00)
Mostra Cinema da América Latina (R$ 10,00)
Sessões Sur Frontera (R$ 10,00)
A mostra Cinema da América Latina é a primeira atividade do projeto Cinemateca Capitólio Petrobras – programação especial 2019.  Durante os meses de março a novembro, a Cinemateca Capitólio Petrobras promoverá uma programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras através da Lei Rouanet/Governo Federal e cooperação cultural da Fundacine – Fundação Cinema RS e Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal da Cultura.

GRADE DE HORÁRIOS
12 a 20 de março de 2019

12 de março (terça)
14h - Um Elefante Sentado Quieto
18h – Princesa Morta do Jacuí + Wajib - Um Convite de Casamento
20h - Raiva + debate com Sérgio Tréfaut

13 de março (quarta)
14h - Um Elefante Sentado Quieto
18h - Raiva
20h - Catadora de Gente + Wajib - Um Convite de Casamento

14 de março (quinta-feira)
14h – Catadora de Gente + Wajib - Um Convite de
Casamento
16h – Raiva
18h - Cuadros en la Oscuridad
20h – Compra-me um Revolver (Cinema da América Latina)

15 de março (sexta-feira)
14h – Um Corpo Feminino + Wajib – Um
Convite de Casamento
16h – El Premio
18h – Raiva
20h – Los Silencios (Cinema da América Latina)

16 de março (sábado)
14h - Princesa Morta do Jacuí + Wajib - Um Convite de
Casamento
16h – O Silêncio é um Corpo que Cai (Cinema da América
Latina)
18h – Tarde Para Morrer Jovem (Cinema da América
Latina)
20h – Vermelho Sol (Cinema da América Latina)

17 de março (domingo)
14h - Catadora de Gente + Raiva
16h – Algo Queima (Cinema da América Latina)
18h – As Filhas do Fogo + debate com Albertina
Carri (Cinema da América Latina)

19 de março (terça)
14h – Um Corpo Feminino + Wajib – Um
Convite de Casamento
16h – Um Elefante Sentado Quieto
20h – Wyñaypacha (Cinema da América Latina)

20 de março (quarta)
14h - Princesa Morta do Jacuí + Raiva
16h - Um Elefante Sentado Quieto 
20h – Retablo (Cinema da América Latina)

sábado, 9 de março de 2019

Cine Dica: programação de março na Sala Redenção

Baronesa

Sala Redenção – Cinema Universitário e Sesc/RS apresentam a primeira mostra de cinema do ano de 2019. A mostra Hong Sang-soo: a Complexa Simplicidade do Cotidiano Contemporâneo é a primeira mostra especial do CineSesc dedicada a um realizador contemporâneo,  vivo e em plena produção. O ritmo de trabalho do realizador sul-coreano vem impressionando a crítica especializada pela abundância, pela qualidade e marca inconfundível de sua autoralidade. O forte de suas tramas é a abordagem do cotidiano de seus personagens.
Na maioria das vezes, esses personagens se confundem com o próprio cinema, em exercício metalinguístico fascinante e permanente em sua obra. Suas produções ora são realizadas na Coreia do Sul ora em países da Europa, em especial na França. Cinema, vida, celebração, foco em pontos de vista diferentes, a imprevisibilidade, as incongruências do amor, as relações entre verdade e mentira são temas recorrentes em seus filmes, que apesar de possuírem uma superfície aparentemente fácil, guarda reflexões profundas sobre a difícil tarefa de viver nesse mundo cada vez mais mediado pela tecnologia e pelas amplas camadas de sentido que suas obras nos permitem perscrutar.

HAHAHA
Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Ficção | 2012 | 116 min | Legendado
Dois amigos descobrem que, coincidentemente, estiveram na mesma cidade, na mesma data e com as mesmas pessoas. Suas memórias do tórrido verão acabam se misturando como um catálogo de recordações.
11 de Março | Segunda–Feira | 16h
19 de Março | Terça–Feira | 16h
25 de Março | Segunda-Feira | 19h
28 de Março | Quinta-Feira | 16h

A Câmera de Claire
Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Comédia Dramática | 2017 | 69 min | Legendado
Numa viagem de trabalho ao Festival de Cannes, Jeon Manhee (Minhee Kim) é demitida por sua chefe, que não revela o real motivo da demissão. Ao mesmo tempo, Claire (Isabelle Huppert), uma professora que sonha em trabalhar como poeta, sai pelas ruas tirando fotos em sua câmera Polaroid. Essas duas mulheres se conhecem e tornam-se amigas. Por acaso, as imagens de Claire ajudam Jeon a compreender melhor o momento pelo qual está passando.
11 de Março | Segunda-Feira | 19h
12 de Março | Terça–Feira | 16h
25 de Março | Segunda-Feira | 16h
28 de Março | Quinta-Feira | 19h

A visitante Francesa
Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Drama | 2013 | 90min | Legendado
Anne (Isabelle Huppert) é uma mulher francesa que está em uma pequena cidade na Coreia do Sul, onde visita um amigo que está prestes a ter um filho e trabalha como diretor. Lá, ao visitar uma praia, conhece um empolgado salva-vidas (Yu Jun-sang), que tenta conquistá-la. Pouco tempo depois outras duas mulheres francesas, ambas chamadas Anne, chegam ao local e lidam com os mesmos personagens.
12 de Março | Terça-Feira | 19h
13 de Março | Quarta-Feira | 16h
20 de Março | Quarta-Feira | 19h
26 de Março | Terça-Feira | 16h
29 de Março | Sexta-Feira | 16h

Certo agora, Errado Antes
Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Drama | 2016 | 121 min | Legendado
Por engano, Ham Cheon-soo (Jae-yeong Jeong) chega à cidade coreana de Suwon um dia antes do previsto. Para passar o tempo, ele vai até um antigo palácio, onde encontra uma artista chamada Yoon Hee-jeong (Kim Min-Hee). Juntos, eles vão até a loja de Yoon para admirar suas pinturas, comer sushi e se conhecerem. Em seguida, eles vão para um bar encontrar com amigos de Yoon. Ao ser perguntado se é casado, Cheon-soo admite que sim e decepciona a artista.
14 de Março | Quinta–Feira | 16h
18 de Março | Segunda-Feira | 19h
21 de Março | Quinta-Feira | 16h
26 de Março | Terça-Feira | 19h
29 de Março | Sexta-Feira | 19h

Na praia à noite sozinha
Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Drama | 2017 | 101 min | Legendado
Younghee (Kim Min-hee) é uma atriz famosa que tem a sua vida pessoal exposta após um caso com um homem casado. Ela acaba então decidindo deixar sua cidade e passar um tempo em Hamburgo, na Alemanha, e dar uma pausa na carreira. E, ao retornar à Coréia, Younghee reencontra os velhos amigos e começa a refletir sobre suas possibilidades de futuro. Em noites regadas a álcool, ela se libera e diz o que realmente sente, gerando conflitos bem complexos com eles.
14 de Março | Quinta-Feira | 19h
15 de Março | Sexta-Feira | 16h
22 de Março | Sexta-Feira | 16h
27 de Março | Quarta-Feira | 16h

Filha de ninguém
Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Drama | 2013 | 90min | Legendado
Haewon (Jeong Eun-Chae) é uma jovem adulta que vive deslocada em Seul, capital da Coreia do Sul. A estudante de cinema também sonha em se tornar atriz e admira a francesa Jane Birkin. Quando descobre que sua mãe (Kim Ja-ok) está se mudando para o Canadá e que seus colegas de faculdade estão falando mal dela por conta do relacionamento que teve com um professor casado (Lee Sun-kyun), Haewon se enche de dilemas existenciais.
15 de Março | Sexta-Feira | 19h
18 de Março | Segunda-Feira | 16h
22 de Março | Sexta-Feira | 19h
27 de Março | Quarta-Feira | 19h

PARCEIROS
Cinedebhate Direitos Humanos
Brazil - o filme
Dir. Terry Gilliam | Ficção Científica | Reino Unido | 1985 | 132min | Legendado
Sam Lowry (Jonathan Pryce) vive num Estado totalitário, controlado pelos computadores e pela burocracia. Neste Estado futurista, todos são governados por fichas e cartões de crédito e ainda precisam pagar por tudo, até mesmo pela permanência na prisão. Em meio à opressão, Sam acaba se apaixonando por Jill Layton (Kim Greist), uma terrorista.
13 de Março | Quarta-Feira | 19h

Clube de Cinema de Porto Alegre
Aurora
Dir. F.W Murnau | EUA | Mudo | 1927 | 97min | Legendado
Um homem pondera matar sua inocente esposa, mas é acometido pela culpa, e a mulher reage com terror quando suas intenções ficam claras. Enquanto isso, o marido que tenta levar adiante o plano é atormentado por uma sedutora mulher da cidade, que chega a assombrar os pensamentos do homem. O casal do interior acaba tendo suas vidas destruídas por causa dessa mulher que veio de fora.
19 de Março | Terça-Feira | 19h
Cinemas em Rede – Mulheres no Cinema

Baronesa
Dir. Juliana Antunes | Brasil | Drama | 2018 | 73min
Andreia e Leidiane são grandes amigas que moram em casas vizinhas na Vila Mariquinhas, na Zona Norte de Belo Horizonte. Elas trocam confidências, guardam sofrimentos e compartilham laços, mas quando uma guerra entre traficantes deixa o clima tenso, Andreia passa a cogitar ir embora da região.
*Após a sessão debate em rede com a diretora do filme, Juliana Antunes.
21 de março | Quinta-Feira | 19h

Tânia Cardoso de Cardoso
Coordenadora e curadora
Sala Redenção – Cinema Universitário
www.difusaocultural.ufrgs.br
(51) 3308-4081

sexta-feira, 8 de março de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'Capitã Marvel' - Quem Sou Eu?

Sinopse: Uma nova aventura dos anos 90, que mostra um período inédito na história do Universo Marvel. Acompanhamos a jornada de Carol Danvers, que se torna uma dos heroínas mais poderosas do universo. 

A jornada do herói é uma fórmula de sucesso quando se é usada para se contar a cruzada de um determinado personagem em sua busca para descobrir qual o seu papel neste mundo. No caso dos filmes de origens estrelados por super-heróis, na maioria dos casos, vemos esses personagens sofrerem devido as perdas pessoais e assim irem em busca de uma razão pela sua existência. No caso de “Capitã Marvel” a jornada é muito mais profunda sobre a sua pessoa, onde ela busca respostas sobre o seu passado e na luta para quebrar os seus próprios medos.
Dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck, o filme conta a história de Carol Danvers (Brie Larson) de o “Quarto do Jack” (2015), uma agente espacial do exército de Elite Kree. Carol não se lembra do seu passado e para conseguir respostas ela tenta ser a melhor agente de sua equipe. Porém, numa missão em que ela caça agentes Skull na terra, Carol começa aos poucos  descobrir o seu verdadeiro passado a muito tempo perdido.
Diferente de outros filmes de origem, a trama já começa com Carol em ação, mas transitando entre o dever e os pensamentos sobre saber quem é. Os primeiros minutos do filme aproveitam para explorar mais desse universo espacial da Marvel e aproveitando até mesmo para fazer interligações com o que já foi apresentado nos dois filmes de "Os Guardiões da Galáxia". Porém, o filme funciona, independente dessas interligações e das quais já estão mais do que estabelecidas dentro do universo cinematográfico Marvel.
Mas o filme engrena mesmo quando Carol cai na terra, em pleno ano de 1995. É aí que o lado nostálgico do filme nasce, pois há referências da cultura pop da época, que vai desde a música ao cinema. Portanto, não estranhe se você começar a ouvir sucesso de bandas como, por exemplo, “Nirvana” e fazendo a gente desejar que os realizadores tivessem colocado mais músicas daqueles anos que, aos poucos, começam a se tornar mais dourados em tempos contemporâneos.
Aliás, é na cruzada pessoal da protagonista em tentar saber quem é que o coração do filme pulsa mais forte. Curiosamente, a interpretação de Brien Larson nos incomoda num primeiro momento, já que no início do filme parece que ela não consegue achar a verdadeira essência de sua personagem. Se isso foi proposital ou não, isso colaborou para que Carol se tornasse uma personagem mais complexa, onde as cenas de flashbacks mostram uma garota determinada a alcançar os seus objetivos, mesmo quando o mundo lhe diz ao contrário.
Mas embora o hasteamento da bandeira em favor da mulher forte fique mais do que evidente, o filme não se prende muito a esse ideal, mas sim na fórmula de sucesso da Marvel que é o humor. É aí que o filme transita em meio as qualidades e seus defeitos, já que há tanto piadas certeiras, como também as desnecessárias e que poluem um pouco a obra. Esses momentos, aliás, são protagonizados por um jovem Nick Furý e Samuel Lee Jackson consegue segurar muito bem as rédeas nessas situações, mesmo quando em alguns casos soam muito ridículos.
Outro fator negativo no filme é os vilões, dos quais novamente não conseguem ter o mesmo destaque se compararmos com a protagonista. Porém, no meu entendimento, não há vilões propriamente ditos dentro da trama, mas sim personagens que fizeram escolhas erradas e cuja a trama nos diz que nunca se pode julgar as pessoas pelas aparências. Se isso pode soar ultrapassado para alguns, por outro lado, é sempre bom presenciarmos lições de moral como essa em tempos em que muitos poderosos tentam forçar as pessoas a voltarem para tempos mais preconceituoso.
Embora com seus deslizes, "Capitã Marvel" é uma boa aventura para toda a família, onde nos diz para sermos fortes contra os obstáculos e para assim conseguirmos obter o nosso voo mais alto.  


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Cine Especial: ‘O Dragão Vive - Glauber Rocha 80 anos’ - Final


Nos dias 09 e 10 de março eu estarei na Cinemateca Capitólio Petrobras, onde participarei do curso “O Dragão Vive - Glauber Rocha 80 anos”, criado pelo Cine Um e ministrado pelo jornalista Lennon Macedo. Abaixo confira as principais obras primas desse grande gênio do nosso cinema.  

'Maranhão 66 – Posse do Governador José Sarney'

Sinopse: Realizado em 1966, por ocasião da posse de José Sarney no Governo do Estado. Em contraponto ao discurso do governador eleito, Glauber filmou a miséria do Maranhão, a pobreza e as esperanças que nasciam dos casebres, dos hospitais.

Glauber Rocha rodou esse pequeno curta em  mostra o senador José Sarney tomando posse no governo maranhense a mais de quatro décadas atrás. Intitulado "Maranhão 66", o filme de sete minutos teria sido “encomendado” por Sarney, à época com 35 anos, ao precursor do Cinema Novo no Brasil. Em uma crônica sobre o vídeo, o jornalista e produtor musical Nelson Motta descreve:

"Com cabelos e bigode pretos, Sarney discursa para o povo na praça, num estilo de oratória que evoca Odorico Paraguaçu, mas sem humor, à sério, que o faz ainda mais caricato e engraçado. Sobre seu palavrório demagógico, Glauber insere imagens da realidade miserável do Maranhão, cadeias cheias de presos, doentes morrendo em hospitais imundos, mendigos maltrapilhos pelas ruas, crianças esquálidas e famintas, enquanto Sarney fala do potencial do babaçu. [...] O discurso de Sarney e as imagens de 'Maranhão 66' são os mesmos do 'Maranhão 2011', num filme trágico, cômico, e, 46 anos depois, profético".


'Di Cavalcanti' (1977)

Sinopse: Velório e enterro do artista plástico Di Cavalcanti, em que além de homenagear o amigo morto, Glauber Rocha fala de arte e política, por meio de uma colagem de imagens.

No dia 6 de setembro de 1897 nascia, no Rio de Janeiro, Emiliano Di Cavalcanti, um dos grandes nomes da pintura brasileira. Ele idealizou e organizou a Semana de Arte Moderna, em São Paulo, em 1922, quando também criou o catálogo e o programa do evento. No ano seguinte, viajou para Paris, onde ficou até 1925. Na Europa, conheceu artistas como Picasso, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau, entre outros. Na sua volta ao Brasil, em 1926, entrou para o Partido Comunista. Nos anos 30, iniciou suas participações em exposições coletivas, salões nacionais e internacionais. Em 1932, foi preso durante a Revolução Paulista. Alguns anos depois, voltou a ser detido por desenhos que satirizavam o militarismo da época. Nos anos 40, voltou a morar em Paris, mas deixou a cidade por conta da Segunda Guerra Mundial. Em 1951, participou da I Bienal de São Paulo e fez uma doação de mais de 500 desenhos ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em meados da década de 50, foi convidado por Oscar Niemayer para criar as imagens da tapeçaria que seria instalada no Palácio da Alvorada e para pintar as estações para a Via-sacra da catedral de Brasília. Na década de 70, o Museu de Arte Moderna de São Paulo organizou uma retrospectiva da obra do pintor, que recebeu prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Ele morreu no dia 26 de outubro de 1976, no Rio de Janeiro. Um dia após sua morte, Di Cavalcanti foi homenageado pelo cineasta e amigo Glauber Rocha, que rodou o curta metragem durante o velório do pintor. O filme foi conduzido pela narração frenética e radiofônica de Glauber, filmado com uma câmera de 35mm, que incomodou familiares e demais presentes no funeral. O curta ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes, em 1977. Sua exibição no Brasil foi proibida pela família de Di Cavalcanti, que considerou uma afronta a iniciativa de Glauber Rocha.


Mais informações sobre o curso clique aqui. 


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quinta-feira, 7 de março de 2019

Cine Dicas: Estreias do final de semana (07/03/19)

Capitã Marvel

Sinopse: Nos anos 1990, Carol Danvers, uma agente da CIA, acaba estabelecendo contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos.

Albatroz

Sinopse: O fotógrafo Simão, casado com Catarina, uma compositora de jingles publicitários, se apaixona pela atriz judia Renée, com quem viaja a Jerusalém. Lá ele acaba registrando um atentado terrorista, o que o torna mundialmente famoso. 

Diário de Classe

Sinopse: Três mulheres, uma presidiária, uma transsexual e uma empregada doméstica, têm suas histórias conectadas pela dificuldade de se incluir socialmente. Elas buscam melhorar a vida com a ajuda da sala de aula.

O Rei de Roma

Sinopse: Numa Tempesta é um focado e carismático homem de negócios que, levado por uma gigante ambição em ser bem sucedido, faz qualquer coisa para fechar novos acordos, mesmo que isso o leve a infringir a lei.

Rafiki 

Sinopse: Kena e Ziki são grandes amigas e, embora suas famílias sejam rivais políticas, as duas continuaram juntas ao longo dos anos, apoiando uma a outra na batalha pela conquistas de seus sonhos.


YOMEDDINE: EM BUSCA DE UM LAR

Sinopse: Beshay é um coletor de lixo que decide sair do confinamento de uma colônia de leprosos pela primeira vez e embarca em uma jornada ao Egito para procurar sua família.


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