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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 9

Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje.
   
O  Grande Mestre Beberrão 

Sinopse: Uma perigosa quadrilha de bandidos sequestra um jovem oficial para exigir a libertação de seu líder. Vespa Dourada (Pei-pei Cheng), extremamente habilidosa nas artes marciais e irmã da vítima, é incumbida de fazer o resgate. Ela conta com a ajuda de Gato Bêbado (Hua Yueh), um mestre do kung fu disfarçado de mendigo, para executar o arriscado plano.

Considerada um dos maiores clássicos de todos os tempos no cinema de artes marciais, esta é a produção que inaugurou uma linha que até hoje é explorada em filmes como O Tigre e o Dragão e O Clã das Adagas Voadoras, a dos vôos alegóricos. O filme foi realizado por King Hu, considerado o melhor do gênero e que em mais de uma ocasião trouxe inovações e influenciou toda uma geração de cineastas, tanto orientais quanto do Ocidente.

O ESPADACHIM DE UM BRAÇO SÓ

Sinopse: One-Armed Swordsman conta a história de Fang Gang (interpretado por Wang Yu, uma das grandes estrelas lançadas por Chang Cheh). Seu pai morreu para salvar o mestre, que então adotou o pequeno Fang para criar e treinar. Já mais velho, ele sofria as provocações dos discípulos-irmãos por ser filho de um servente; estes acabam desafiando-o num acerto de contas que termina em tragédia.

Pei-er, a filha do mestre, num gesto de raiva insensata, corta o braço direito de Fang. Delirante em sua dor, ele se afasta pela floresta, até uma ponte sobre um riacho; cambaleante, desmaia e cai num barco que ali passava naquele exato instante. Xiaoman, a moça que remava, leva Fang para casa e se ocupa dele. Logo cresce entre os dois um profundo afeto e a decisão de morarem juntos e ajudarem um ao outro. A mágoa de Fang pela perda do braço e conseqüentemente de sua vida como espadachim é duramente rebatida por Xiaoman, que também perdeu o pai em sacrifício pelo mestre. Com a mãe, ela aprendeu que as artes marciais se interpõem entre o homem e sua vida, que não devem ser louvadas porque sempre acarretam morte, em geral pela obrigação de honrar preceitos e responder a juras de lealdade. Todo esforço de Fang por desenvolver suas habilidades para seu braço restante com intuito de auto-proteção é visto com maus olhos pela moça, que defende firmemente sua posição de camponesa pacífica. Através de uma série de qüiproquós e movido por seu senso de vingança em nome da honra e de justiça, Fang acaba envolvido numa armação que visava destruir o clã do seu mestre e todos os seus discípulos. Contrariando Xiaoman, ele parte para defender o que acredita, em gesto notadamente humanitário. Com a espada cortada herdada do seu pai, Fang escapa da geringonça criada pelo clã inimigo para bloquear as longas espadas forjadas por seu mestre, salvando a este e a seus discípulos do extermínio. Mas tal ato de heroísmo não é seguido, ao contrário do que se poderia esperar, por uma volta ao seio da casa que lhe acolheu e fez dele um exímio espadachim, e sim por uma partida para o campo, ao lado de Xiaoman. São as regras do coração que comandam o filme; o afeto dispensado pela moça a Fang, sua dedicação em salvar sua vida e cuidar dele, mesmo com poucos meios, é o na verdade o grande ato heróico que merece admiração. E pelo reconhecimento de Fang, enorme é o peso que Xiaoman ganha no desenrolar da trama. Suas preocupações, seus sentimentos, suas palavras, são na verdade o motor que articula as ações do herói e o sentido do filme. É para protegê-la que ele incansavelmente treina seu braço esquerdo e desenvolve uma técnica própria e é por sua relação com ela que ele se vê enredado com o clã que ameaça o do seu mestre. Optando por seguir se envolvendo, como que absorto em obrigações que depassam sua vontade, Fang – e nós também – carrega consigo as preocupações de Xiaoman, de forma que toda a batalha travada parece uma batalha travada pela preservação de um amor.


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Cine Dica: MAIS DE TRÊS FOI O DIABO QUE FEZ no 7º festival CineMúsica

A produção do documentário “MAIS DE TRÊS FOI O DIABO QUE FEZ” orgulhosamente anuncia que o filme terá a sua estreia em festivais na noite de hoje, no 7º Festival CineMúsica, na cidade de Conservatória, no Rio de Janeiro.
O CineMúsica é o único festival de cinema do Brasil dedicado ao som, e  traz mais de 50 filmes, alguns em pré- estreia nacional! Um grande evento que reúne produtores, diretores e artistas do mundo do cinema e da cultura. Espetáculos de dança, concertos sinfônicos, filmes inéditos, sessões e oficinas infantis, palestras e gastronomia, movimentam o Festival CineMúsica.
O tema desse ano é o BRock. Por isso, o documentário estará abrindo o festival. Quem quiser acompanhar tudo sobre o evento, pode clicar no site  www.festivalcinemusica.com.br.
E quem quiser acompanhar as novidades sobre o filme, pode clicar no site www.maisdetres.com.


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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 8

Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje. 

Arrebentando em Nova York 

Sinopse: Keung (Jackie Chan) é um perito em artes marciais de Hong Kong que viaja para o casamento do seu tio em Nova York. Durante sua estada no Bronx, ele compra briga com motoqueiros e mafiosos, causando um verdadeiro terremoto de pancadaria na cidade. Para piorar, os policiais não conseguem controlar a situação e o lutador vai ter que resolver a situação pelas próprias mãos.

Quando Jackie Chan estrelou esse filme, ele já era veterano em filmes de artes marciais na China, mas essa produção onde a trama se passa em Nova York é especial por dois motivos: uma porque foi o filme no qual eu o conheci e fez me interessar em conhecer os outros filmes que ele estrelou na China como o divertidíssimo  Dragões em dose Dupla. O outro motivo é que essa foi à primeira produção de Hong Kong ao estrear em primeiro lugar nas bilheterias dos EUA. Com isso, as portas se abriram para Jackie Chan no cinema americano e fez com que ele estrelasse franquias de sucesso como á Hora do Rush, Bater ou Correr e Karatê Kid.  
O filme é divertidíssimo, pois coloca Jackie Chan como um cara comum (embora talentoso nas artes marciais), mas que acaba se metendo com gangues barra pesada e criminosos sem escrúpulo. Isso tudo é mera desculpa para colocar Chan em fazer o que faz de melhor: lutar kung fu ao máximo, mas ao mesmo tempo auxiliado com tudo que está ao redor, desde as cadeiras, mesas, garrafas, varas etc.
Claro que embora seja um mestre nisso tudo, Chan não é infalível e muitas vezes ele já se machucou seriamente em seus filmes e aqui não foi diferente. Durante as filmagens ele quebrou seriamente o tornozelo e se você assistir os créditos verá não só os erros de gravação, como também as inúmeras cenas em que o ator se ralou feio durante as cenas. Com um final divertidíssimo, lutas e perseguições adoidado, Arrebentando em Nova York pode ser resumido como uma espécie de melhor representante do que já rolou em toda a carreira de Jackie Chan. 

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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: DENTRO DA CASA


Sinopse: Um pouco cansado da rotina de professor, Germain (Fabrice Luchini) chega a atormentar sua esposa Jeanne (Kristin Scott Thomas) com suas reclamações, mas ela também tem seus problemas profissionais para resolver e nem sempre dá a atenção desejada. Até o dia em que ele descobre na redação do adolescente Claude (Ernst Umhauer) um estilo diferente de escrever, que dá início a um intrigante jogo de sedução entre pupilo e mestre, que acaba envolvendo a própria esposa e a família de um colega de classe.

Vi pouco, ou quase nada da filmografia de François Ozon, sendo que o ultimo que me lembro que vi foi 8 mulheres e vendo esse seu ultimo trabalho, faz me arrepender bastante por não ter o acompanhado mais de perto. Baseado na obra do dramaturgo espanhol Juan Mayorga, o filme não só mergulha no universo da literatura, como também é uma espécie de estudo da alma humana, que vai desde as suas obsessões, sonhos, desejos e vidas frustradas. Tudo isso acontece, no momento que o jovem Claude (Ernst Umhauer) se infiltra na família do seu melhor amigo, para então fazer uma analise detalhada do dia a dia deles, escrevendo no seu papel e fazendo ganhar confiança e respeito do seu professor Germain (Fabrice Luchini).
O que começa como uma simples curiosidade e admiração de professor para o seu aluno, acaba se tornando em um verdadeiro jogo de gato e rato, mas que jamais desce para o gênero de suspense, mas que faz com que o espectador tema pelo pior a cada momento que passa. No momento que o jovem invade o universo dessa família, acaba por então descascando as suas verdadeiras personalidades, onde se encontra de tudo um pouco: desejos reprimidos, frustrações, alienações e a quebra da imagem da família perfeita internamente. Tudo isso pelo olhar do jovem, que vai da curiosidade, para o surgimento de um interesse mais sério que começa a sentir por cada um deles, principalmente pela dona da casa (Emmanuelle Seigner).
Na  medida em que a obsessão toma conta do jovem, ao mesmo tempo desperta um desejo de curiosidade e obsessão também no seu professor, desejando então que o seu aluno vá mais ao fundo disso. No decorrer da trama, ficamos nos perguntando quais são os motivos para o professor desejar tanto que o aluno prossiga com isso, que vai de teorias de um possível desejo homossexual, paternidade que nunca chegou ou simplesmente vê nele alguém que ele jamais foi um dia. Além de uma direção agiu de Ozon, o filme conta também com um desempenho incrível de cada um do elenco, principalmente da dupla central Germain (Fabrice Luchini) e Claude (Ernst Umhauer), onde ambos nos rendem momentos inspirados tanto quando estão juntos em cena, como também quando estão separados durante á historia.
Atenção também para o ótimo desempenho de Kristin Scott Thomas, que embora sua personagem seja um tanto que secundaria, se torna peça fundamental no ato final da trama. Um agiu, imaginativo filme e que nos faz querer conhecer mais a filmografia de François Ozon.

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 7

Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje.  

Lutar ou Morrer 

Sinopse: O chinês Chen Zhen (Jet Li) estuda engenharia em Kyoto e está apaixonado por Mitsuko Yamada, a filha do diretor. Ele retorna para Shangai, ocupada pelos japoneses, após descobrir que o seu mestre de kung fu morreu em uma luta contra o campeão japonês Ryuichi Akutagawa. Zhen tenta provar que o guerreiro morreu envenenado, começando uma disputa que vai colocar a honra da China e do Japão em teste.


Ao fazer um remake do clássico de Bruce Lee A Fúria do Dragão, Jet Li fez o seu próprio clássico. Embora não tenha ido tão bem no mercado asiático, no Ocidente sempre aparece nas listas dos melhores filmes de kung fu de todos os tempos. O filme enfoca o tema clássico da rivalidade entre chineses e japoneses, o que rende lutas espetaculares entre Chen Zen e lutadores japoneses, incluindo uma escola inteira (referência à cena mais conhecida do filme de Lee), um honrado mestre de karatê e um perigoso militar (o responsável pela morte do mestre). A lenda viva Yasuaki Kurata é o mestre que luta com Li e o ensina a se adaptar ao estilo do adversário para vencer, o que será crucial na luta final com Billy Chau, o general assassino. Reunindo algumas das mais insanas lutas de todos os tempos, Lutar ou Morrer é, na humilde opinião (ao lado de Herói), um dos melhores filmes de Jet Li.  


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Cine Dica: FRANCES HA segue em cartaz no CineBancários


O CineBancários segue com o novo filme de Noah Baumbach, FRANCES HA, até dia 15 de setembro, às 15h, 17h e 19h, de terça a domingo. O filme destacou-se nos Estados Unidos como um grande sopro de renovação autoral junto às produções americanas.

Comparado á Manhatan, de Woody Allen, Frances Ha conta a estória de Frances (Greta Gerwig), que mora em Nova York, mas na verdade ela não tem um apartamento. Frances é aluna numa companhia de dança, mas não é de fato uma bailarina. Frances tem uma melhor amiga chamada Sophie, mas na verdade elas não estão se falando mais. Frances se joga de cabeça em seus sonhos, mesmo que a possibilidade de realização seja pequena. Frances deseja muito mais do que tem, mas ela leva sua vida com leveza e uma alegria inexplicável. FRANCES HA é uma divertida fábula moderna, na qual Noah Baumbach explora Nova York, a amizade, classes, ambição, fracasso e redenção.

Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui. 

Leia a minha critica sobre o filme clicando aqui. 

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 6


Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje. 

OPERAÇÃO DRAGÃO GORDO


Sinopse: Ah Lung, rapaz gordo e caipira, vai trabalhar em Hong Kong e acaba tendo que enfrentar os três melhores lutadores do mundo. Fã de Bruce Lee, de tanto observar o seu ídolo, se tornou também um mestre do kung-fu.
  
Esse filme eu descobri através dos meus pais, quando eles assistiam adoidados nas reprises da Band nos anos 80. Operação Dragão Gordo, Sammo Hung, estrela e dirige esta inteligente paródia do clássico de Bruce Lee, Operação Dragão, como um Bruce inflado que nem um suíno. Este filme é uma homenagem fenomenal ao culto a Bruce Lee, de uma forma divertida e respeitosa.
Sammo Hung era praticamente um guri quando dirigiu essa paródia e qualquer semelhança com o Kung Fu Panda não deve ser mera coincidência. O cara é ingênuo, trabalha no restaurante fuleiro do tio, se mete em confusão e luta no melhor estilo kung fu. Até o sonho dele no início lembra o do panda.
O filme na verdade veio na época (1978), para fortalecer mais o gênero de kung fu, misturado com altas doses de comédia, o que distanciava bastante de outros filmes em que eram levados mais a sério como o Dragão Chinês. As cenas de lutas são geniais, mas ao mesmo tempo um verdadeiro pastelão e algo que se viria muito nos filmes seguintes estrelados por Jackie Chan, que alias é grande amigo de Sammo  Hung. O resultado é mais uma ótima diversão para os fãs do gênero.


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Cine Dica: SALA P. F. GASTAL EXIBE SHOAH



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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 5

Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje.  

O JOGO DA MORTE

Sinopse:  Bruce Lee ele é Bily Lo, um ator de filmes de artes marciais. Sua namorada também está alcançando sucesso como cantora quando um "sindicato" criminoso oferece "proteção" aos dois. Bily sabe que eles serão explorados e não aceita, o que faz com que sejam ameaçados. Para enfrentá-los ele forja a sua própria morte e se infiltra na organização para destruí-la completamente. 

Neste que se tornou um dos mais famosos (e último) filmes de Bruce Lee, ele na verdade nunca conseguiu terminar este filme pois morreu antes, em 1973. Na realidade, quando surgiu a proposta  para Lee atuar em Operação Dragão, ele estava envolvido neste projeto, mas como achou a oferta da Warner mais atraente, decidiu  deixar esse filme de lado, para então se dedicar no filme que o consagraria no ocidente. Assim então, O Jogo da Morte se tornou um filme inacabado, onde boa parte das filmagens feitas são to arco final, onde Lee e outros lutadores participam de um jogo de lutas, onde eles vão subindo numa torre e tem que enfrentar um lutador por vez. 
O filme só seria concluído em 1978, com uma nova historia e se tornou quase autobiográfico, pois o personagem é um ator de artes marciais que finge sua propia morte para escapar de mafiosos para então caça-los um por um. Embora os produtores tenham se esforçado na criação desse filme, não há como negar que ele envelheceu mal em alguns aspectos como trazer o Bruce Lee a vida: foram usados ao todo dois dublês, que na maioria das vezes, hora usava óculos escuros para disfarçar, hora fica ficava de lado ou simplesmente nas sombras para cobrir o rosto. Talvez o pior momento foi já no inicio do filme, onde o dublê tem o seu rosto substituído pela imagem de Lee no espelho, mas que visto hoje em dia é bem nítido a imagem sobreposta em outra.   
Curiosamente, tanto neste filme, como na  continuação de 1981 foram usadas imagens verdadeiras do enterro de Bruce Lee como sendo do enterro do personagem! Apesar de Bruce Lee constar como parte do elenco nos créditos do segundo filme ele nunca esteve envolvido diretamente nesta produção, pois já estava morto. Um ator oriental foi usado no lugar do astro  interpretando um irmão dele na trama e existem algumas cenas com o verdadeiro Bruce Lee, mas retiradas de outros filmes.
Embora com todos esses defeitos, o filme é uma pequena declaração de amor que muitos tinham pelo astro naquele tempo e a produção passou a ser cultuada, tanto que Tarantino prestou homenagem há esse filme no seu Kill Bill.  Destaque para os históricos combates com Chuck Norris (retirado de O Voo do Dragão) e Kareem Abdul Jabbar no embate final da trama. 

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 4

Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje.  
Operação Dragão 

Sinopse: Lee (Bruce Lee) foi recrutado para investigar um torneio organizado por Han (Kieh Shih), que serve de fachada para a venda de ópio. Roper (John Saxon) e Williams (Jim Kelly) lutaram na Guerra do Vietnã e resolveram competir no torneio devido a problemas distintos. Enquanto Roper está fugindo da máfia, devido a dívidas de jogo, Williams está cansado de ser atormentado por policiais racistas e resolveu usar o carro para fugir deles. Lee também entra no torneio e, além de desmascarar Han, tem como objetivo retirar Roper e Williams do local com vida.

Operação Dragão foi o último filme protagonizado Lee antes de morrer, o que é algo que faz deste um dos filmes mais importantes de sua filmografia. Além de ser o filme mais ambicioso de sua época, tratando-se do gênero ao qual faz parte (foi o primeiro filme realizado com a contribuição de um grande estúdio norte-americano, neste caso, Warner Bros), é uma pequena máquina de atores; acredite se quiser, mas um dos dublês do filme é ninguém menos que Jackie Chan (ainda lutando em busca da fama que possui hoje) e a presença de Bolo Yeung que viria mais tarde há se tornar vilão em inúmeros filmes de ação, incluindo alguns protagonizados por Jean Claude Van Damme.
Mas, para falar a verdade, não gosto muito dos ares norte-americanos que este filme tem, até mesmo porque tira um pouco da identidade chinesa que muitos gostariam que ele tivesse. O filme pega atores de todos os lugares do mundo (China, Jamaica, EUA, etc…). Mas isso é o de menos, pois o que realmente não me agradou neste foi o fato do próprio procurar vestir Bruce Lee como uma espécie de agente 007.
O título ‘’Operação Dragão’’ é bastante significativo, pois é com ele que as coisas realmente giram. A trilha sonora, por exemplo, remete ao espectador mais atento a recordar dos grandes clássicos pertencentes à série de filmes 007, sobretudo o primeiro filme, 007 Contra o Satânico Dr. No (1962), protagonizado por Sean Connery. No caso de Operação Dragão, 007 seria Bruce Lee, Dr. No seria Shih Kien (o vilão, Han) e a ilha (o principal palco para toda a trama) seria… a ilha, que havia uma nos primeiros filmes do agente britanico.   
É interessante que até mesmo ocorre a proposta feita pelo vilão ao mocinho, para trabalhar com ele nos seus planos malignos, só que, claro, o mocinho recusa da melhor forma possível. Mas há partes geniais, como quando Lee enfrenta dúzias de seguranças e da um verdadeiro show de artes marciais, ou no grande clímax, onde o nosso herói enfrenta o seu adversário dentro de uma sala de espelhos. Essa cena, aliás, é aquele tipo de seqüência que entra para historia, pois o que vemos ali não é somente um jogo de espelhos, como também um incrível jogo de câmera, montagem e fazendo com que até mesmo ficamos confusos junto com o protagonista, para saber onde está escondido o vilão na sala.    

Por fim, se você quer se aprofundar mais sobre Bruce Lee, não perca este por nada. Há pequenas falhas, mas a ação e o desenvolvimento narrativo bem-sucedido fazem valer a pena, e claro, só por ser um clássico vale a pena.

NOTA: Mal foi divulgado, mas recentemente morreu Jim Kelly aos 67 e que havia se consagrado como um dos lutadores principais de Operação Dragão. Com cabelão black power e 1m88cm de altura, Kelly chamou logo atenção e foi escalado para atuar no filme Operação Dragão (1973), protagonizado por Bruce Lee. Na mesma década, Kelly participou de uma série de filmes de ação do gênero blaxploitation. A seguir, iniciaria carreira profissional no tênis.


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NOTA: MESTRES E DRAGÕES EM DESTAQUE

CURSO DO CENA UM EM SETEMBRO FOI DESTAQUE NO JORNAL DO COMÉRCIO DE HOJE 

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 3

Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje. 

 O Vôo do Dragão 

Sinopse: Estamos em Roma, e o couro vai comer! O jovem Tang Lung (Bruce Lee) acaba de chegar para proteger sua amiga e dona de restaurante Cheng Ching Hua (Miao) da extorsão de um bando. A Máfia seqüestra uma criança e tenta mandá-lo de volta para China. O chefe do bando manda vir dos EUA um perigoso mestre japonês de Hap Ki Do, com o reforço do melhor discípulo do campeão norte-americano de karatê. Tang enfrenta a dupla e esmigalha os dois adversários. O que Lee não sabe é que, um suposto amigo (na verdade um traidor), vai conduzi-lo ao Coliseu, onde o próprio campeão mundial de karatê (Chuck Norris) o espera.

Esse foi o primeiro (e ultimo) que Bruce Lee escreveu, dirigiu e atuou. Com isso ficamos desconfiados se a qualidade não ficou aquém do esperado. Verdade seja dita: se por um lado a historia é fraquinha se comparado aos filmes anteriores, por outro Lee explora o seu lado cômico de uma forma bem divertida e descontraída.
Seu personagem é um peixe fora d’água nas ruas de Roma, não consegue sequer se comunicar com quem quer que seja, a não ser com seus conterrâneos, e acaba se metendo em muita confusão, numa verdadeira comédia de diferenças culturais. Seus problemas começam já no aeroporto ao fazer um pedido no restaurante local ou tentar ir ao banheiro. Mais tarde, acaba indo parar no quarto de uma garota de programa e só percebe quando a moça está nua na sua frente.
Bruce Lee também foi responsável pela coreografia das lutas. Aliás, seu personagem acaba se impondo perante todos com a única coisa que parece saber fazer: lutar kung fu! O caso que a máfia italiana apresentada aqui não aparenta nenhuma ameaça e sofrem maus bocados nas mãos do personagem de Lee.
 Devido a isso, o filme poderia ser um fracasso total, por não ter nenhum desafio há altura de Lee. Mas eis que entra em cena ninguém menos que Chuck Norris, como um lutador campeão de karate e a serviço da gangue. O confronto entre ambos ocorre nas ruínas do Coliseu, sendo que são quase dez minutos de luta, onde se explora o melhor de cada um deles e se tornando uma verdadeira luta clássica de dois grandes astros de filmes de ação.

Vale lembrar que Chuck Norris nem era ainda um astro de filmes de ação consagrado naquele tempo, mas tudo isso mudou, quando Bruce Lee assistiu uma exibição de Karatê na praia e se impressionou com o jovem campeão. Graças a essa participação marcante é que lhe serviu para outras portas se abrirem e se consagrar em definitivo em filmes de ação como a trilogia Braddock.   

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Cine Dica:Em DVD e Blu-Ray: O Massacre da Serra Elétrica 3D - A Lenda Continua

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 2

 Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje. 

A Fúria do Dragão 

Sinopse: Ao retornar para Shangai, Chen Zhen (Bruce Lee), um jovem estudante de artes marciais, descobre que Fok-Kap, seu mestre do Kung-fu, morreu sob misteriosas circunstâncias. Em sua procura pela verdade e desejo de vingança, Chen descobre que uma grande operação de tráfico de drogas, uma escola de lutadores rivais e a tensão entre chineses e japoneses foram os fatores que provocaram a morte de seu mestre.
Agora, em combates brutais e usando somente a força de seus punhos, ele terá que enfrentar os assassinos de seu mestre e lutar contra as forças imperialistas japonesas que querem dominar seu povo.
  
Embora rodado em 1972, a ação de ‘A Fúria do Dragão’ decorre no início do século XX, o que explica um pouco a rivalidade histórica entre japoneses e chineses. Inclusive a cidade de Shangai estava tomada pelos nipônicos e os nativos sofriam preconceitos na sua própria terra. Há uma cena no filme em que o personagem de Bruce Lee é impedido de entrar em uma praça, pois ela era exclusiva pra japoneses e que visto hoje, seria algo bem politicamente incorreto.
Bruce Lee, como sempre, está impecável nas artes marciais, mas ao mesmo tempo nos brinda com uma interpretação intensa, onde ele passa toda a fúria e ódio que sente perante os antagonistas. Difícil dizer qual é a melhor cena de luta com ele, já que todas são espetaculares, mas posso citar duas essenciais: o primeiro confronto de Lee com a escola japonesa em que ele deixa todos no chinelo e no ato final, onde ele faz o famoso movimento de borboleta com os braços.   
 Embora em muitos momentos ficasse obvio que o filme foi todo filmado em estúdio, a produção acabou sendo reconhecida em 1972 com o prêmio de Melhor Filme Mandarim nos Golden Horse Awards, “A Fúria do Dragão” foi realizado por Lo Wei, o mesmo diretor do filme estrelado pelo astro anteriormente (O Dragão Chinês) e quebrou todos os recordes de bilheterias naquele tempo na China.    

Mais informações e inscrição para o curso, vocês conferem clicando aqui.

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Sessão Plataforma Exibe Filmes Inéditos na Sala P. F. Gastal

UMA PLATAFORMA PARA O LANÇAMENTO
DE BONS FILMES NA SALA P. F. GASTAL 

A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, em parceria com as produtoras Tokyo Filmes e Livre Associação, dá início no dia 27 de agosto próximo ao projeto Sessão Plataforma. Realizada mensalmente na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), a Sessão Plataforma irá exibir filmes de produção recente, de diferentes nacionalidades, com caráter predominantemente independente e sem distribuição comercial garantida no Brasil. Com curadoria de Davi Pretto e Giovani Borba, e produção de Paola Wink, a Sessão Plataforma já tem confirmada para os próximos meses a exibição de importantes filmes que circularam nos principais festivais do mundo todo e no Brasil passaram apenas pela Mostra de Cinema de São Paulo ou pelo Festival do Rio, como Room 237, de Rodney Ascher, Bestiaire, de Denis Cotê,  The Invader, de Nicolas Provost, e Leviathan, de Lucien Castaing-Taylor e Verena Paravel. A cada sessão, a Plataforma vai anunciar o filme seguinte da programação, em um trabalho que procura difundir um novo cinema e uma busca de realizadores com outros olhares, aproximando Porto Alegre do circuito de exibição do centro do país, do qual atualmente a capital gaúcha se vê ainda muito distante.
 O filme escolhido para inaugurar a Sessão Plataforma é o cultuado documentário Room 237, de Rodney Aschner, que participou dos festivais de Cannes, Sundance e Berlim. O documentário de Aschner explora os labirintos das inúmeras teorias obsessivas sobre o clássico filme O Iluminado, de Stanley Kubrick. Um filme sobre a paixão por um filme, por um realizador e, acima de tudo, pelo cinema, um filme sobre a cinefilia como única saída para se livrar dos fantasmas de um filme sobre fantasmas. Room 237 será exibido dia 27 de agosto, às 20h, com reprise no sábado, dia 31 de agosto, às 17h. O valor do ingresso é de R$ 3,00.

Room 237. Estados Unidos, 2012, 102 minutos. Direção de Rodney Aschner. Documentário. Exibição em Blu-ray, com legendas em português.
 
Abaixo, texto dos curadores Davi Pretto e Giovani Borba e da produtora Paola Wink sobre o projeto Sessão Plataforma:

BASE
Uma base para se estar mais próximo aos filmes, pensando os filmes e pensando o cinema.

Foi com esse desejo que concebemos a Plataforma; imaginando uma estrutura horizontal, praticamente suspensa, onde se pode ir além. Um espaço para compartilhar a experiência cinematográfica da sala, e que vai além dela, e a descoberta de novos filmes, de novos realizadores. Lugar que nos aproxima do horizonte e nos convida a contemplar, nos convida a refletir.
A Plataforma carrega um conjunto de ideias e ações que venham a encontrar novos caminhos para a situação paradigmática que nos encontramos atualmente na cinematografia brasileira. Vemos uma quantidade grande, ainda que desigual, de ações e investimentos governamentais, aliado com a facilidade trazida pela transformação para os equipamentos digitais (câmeras, projetores, etc). Vemos uma quantidade bastante significativa, e que cresce exponencialmente, de filmes nacionais lançados, inúmeros novos realizadores de lugares que antes eram desprovidos da possibilidade de produzir. Vemos a formação e crescimento de movimentos e realizadores que buscam uma produção mais horizontal e igualitária de criação coletiva, que corre em paralelo e independente de um modelo industrial. Porém há ainda um abismo que distancia a possibilidade de diálogo e inclusão desses filmes e cineastas com produções de grande orçamento e o circuito comercial “de shopping”. Nessa inclusão, quando ocorre, essas obras são forçadas a se enquadrar em um modelo industrial, que se propuseram a contrapor. A democratização das salas de cinema não legitimaria esse novo cinema, afinal essas obras já percorrem um circuito completo por si só. Festivais, mostras, cineclubes e exibições online que já somam números de público para essas obras, maiores que filmes de grande orçamento que pairam apenas em uma rede convencional de exibição. É imprescindível pensarmos como esses dois modelos de fazer cinema podem interagir sem a necessidade de nenhum deles perder sua personalidade.
 Essa questão da afirmação e preservação do âmago desse novo cinema também é indiretamente abalada quando ações do estado de financiamento fazem realizadores submeter seus projetos em modelos clássicos, onde são exigidos documentos dignos de uma proposta industrial. Roteiros, metas e justificativas. Projetos de realizadores internacionais renomados que trabalham com propostas fluídas e híbridas de encontro e acaso dificilmente seriam aprovados em editais no modelo encontrado no Brasil. Ainda parece que esbarramos em um pensamento de criação de um produto óbvio, como uma linha de montagem. Mais uma vez, vemos uma tentativa inadequada de controlar e definir o descontrole.
 A diversidade cinematográfica atravessa as fronteiras entre gêneros, bitolas, formatos, meios de exibição, de linguagem e metragem. Desta mesma maneira, pensamos que uma janela para este outro cinema pode se apresentar de maneiras também diversas, onde o formato com que se apresentam os filmes é parte de uma proposta artística.
 Foi deste pensar os filmes que queremos mostrar e como mostrá-los, que surge a Sessão Plataforma. Com o entendimento de que a Plataforma não está para uma mostra, tampouco festival de filmes. Nossa proposta é oferecer uma sessão única, e mesmo exibindo regularmente, essa premissa da sessão única faz de cada uma das sessões, uma nova edição, para um pequeno universo específico de cinema. Onde cada filme traz uma reflexão, imprime uma ideia, aponta novos caminhos, proporciona um outro olhar. Uma experiência cinematográfica periódica e extensiva; um formato horizontal, ao invés do formato vertical, intensivo e anual de eventos do gênero.
 A Sessão Plataforma é apenas uma das vertentes desta rede maior que propomos para refletir, exibir, escrever e produzir junto com esse novo cinema. Desta Plataforma, nosso olhar se lança neste horizonte, em busca da produção contemporânea ao redor do mundo que explora nas possibilidades narrativas e estéticas, sem artifícios mirabolantes, que atritam, provocam e instigam; que possam reinventar o fazer cinematográfico, sob a ótica das mais diferentes culturas, de onde volta e meia nos surpreendem as cinematografias pouco conhecidas.
  

Davi Pretto, Giovani Borba, Paola Wink


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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Cine Especial: Mestres & Dragões: Parte 1


Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje.

O DRAGÃO CHINÊS

Sinopse: Prostituição e tráfico de drogas estão por trás da inocente fachada de uma fábrica de gelo dirigida por um chefão do crime organizado. La trabalha o jovem Cheng, que vive com o primo. Tudo está calmo, até acontecer o misterioso desaparecimento de dois operários, seguido de cruéis assassinatos, e o pior o seqüestro do primo de Cheng e o extermínio de toda sua família. Isso faz com que agora, apesar de sozinho, Cheng mostre o que sabe dos segredos mais ocultos das artes marciais para acabar com a quadrilha e seu mandante.

Após tentativas frustradas em se consagrar como ator em filmes de ação no cinema americano, Bruce Lee retornou para China, onde atuou no seu primeiro grande sucesso da carreira, O Dragão Chinês. Embora seja visualmente uma produção precária, o filme surpreende pelo teor violento, não pelas cenas de lutas, mas pela crueldade de seus vilões, que não medem esforços para acobertar seus crimes ilícitos. Em meio a isso, temos um Bruce Lee que surge na historia de uma forma tímida, mas que aos poucos se revela um verdadeiro lutador de artes marciais que nos conhecemos até hoje.
Em meio a lutas fantásticas protagonizadas por Lee, o que talvez tenha conquistado mais o publico Chinês assistindo á esse filme, foi o fato de tanto o herói como os personagens próximos a ele, serem pessoas humildes e que representava boa parte da população Chinesa daquela época. Com certeza o ato final, onde vemos o herói sozinho e com o desejo de vingança por tudo que aconteceu anteriormente, fez com que os Chineses vibrassem a cada cena, mas que ao mesmo tempo chorasse pelo destino trágico do protagonista. A partir daí, Bruce Lee se tornaria um ídolo popular de toda China e mais filmes protagonizados por ele seria uma questão de tempo.              

Mais informações e inscrição para o curso, vocês conferem clicando aqui.

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