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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Cine Dica: Produção de Curta-Metragem



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APRESENTAÇÃO
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Por detrás de cada obra artística existe a construção de um olhar, que se particulariza a partir de uma construção íntima do realizador frente a um contexto sócio-histórico, ao seu objeto de registro e em relação a si mesmo como agente de um discurso. Por mais simples ou evidente que este conceito possa parecer inicialmente, seu uso prático pode ser responsável por problematizar ou mesmo ampliar a definição de certas práticas artísticas, como é o caso do cinema documentário. É tomando este princípio que o termo “Documentário de Criação” começa não somente a ser pensado como um paradigma, mas também como uma abertura de novas perspectivas para a produção documental contemporânea.
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No “Documentário de Criação”, está em jogo não somente o “que” está sendo registrado, mas, sobretudo, o “como” registrar. Neste tipo de produção ganha protagonismo as escolhas de abordagem que o realizador decide tomar frente ao seu registro e o “como” se confrontar com o real através da construção de um ponto de vista. Sem restringir-se mais a ideia que tanto o marcou por décadas enquanto “mostrar a realidade como ela é”, o documentário hoje assume um caráter muito mais subjetivo e complexo. Ao transitar em práticas relacionadas a um cunho mais poético, ensaístico e performático, o “documentário de criação” procura problematizar sua própria abordagem documental, conseguindo assim distinguir-se de um registro mais expositivo e jornalístico que tanto o caracterizou nos seus primórdios.

OBJETIVO GERAL
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Laboratório de Produção – Documentário de Criação, ministrado por Rafael Valles, no Museu da Comunicação (Porto Alegre), enfocará não somente uma análise, mas também uma prática que esteja inserida dentro da produção documental contemporânea. Seja a partir do estudo de documentários e artigos que aprofundem e problematizem o conceito de criação e autor no documentário, assim como a realização de exercícios e projetos dos alunos que coloquem em prática este tipo de produção, o curso se propõe a criar um espaço de reflexão crítica sobre a construção do real no documentário e a problematizar a posição do realizador neste processo.
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OBJETIVOS ESPECÍFICOS
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TEÓRICOS
  • Apresentar e conceituar a especificidade contida no cinema documentário, procurando entender como o “documentário de criação” se insere neste contexto.
  • Expor as diferentes formas de representação da realidade contidas na abordagem documental.
  • Analisar os conflitos existentes entre o olhar factual e o olhar poético, aprofundando um estudo sobre a subjetividade na produção audiovisual contemporânea e os limites do documentário enquanto representação da realidade.
  • Enfocar um estudo sobre o uso de diferentes mídias dentro do contexto do cinema documentário, buscando entender como isso ajudou a redefinir formas narrativas e estéticas dentro do âmbito documental.
PRÁTICOS
  • Realizar documentários em formato curta metragem (máximo 10 minutos de duração), visando a sua construção integral (elaboração, produção e finalização) ao longo do curso.
  • Assessorar o processo de escrita de projetos que necessitem um maior período de elaboração, visando postular a futuros concursos dentro do âmbito audiovisual para a sua realização.
  • Propor trabalhos práticos que procurem exercitar a construção de um olhar do realizador frente ao seu objeto de registro.

  
PÚBLICO ALVO
  • Aberto a estudantes, artistas, profissionais do meio cinematográfico e demais pessoas interessadas na realização de documentários e na construção da linguagem cinematográfica. Não existe a necessidade de contar com experiência cinematográfica prévia, pois a participação de pessoas com diferentes tipos de formação e trajetória proporcionará a riqueza da experiência.
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DATAS / CARGA HORÁRIA
  • Laboratório de Produção – Documentário de Criação será desenvolvido em 16 aulassemanais, às terças-feiras, das 19h30 às 22h. A atividade terá a duração de 40 horas / aula.
  • Início:20 de agosto de 2013
  • Final: 03 de dezembro de 2013

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

  • A ontologia do cinema documentário;
  • A questão da representação e da reprodução da realidade contida no documentário;
  • Exposição e análise dos gêneros no cinema documentário: expositivo, reflexivo, interativo, observacional e poético;
  • Os problemas narrativos no discurso cinematográfico: transparência e opacidade;
  • A questão do “dispositivo” no cinema documentário;
  • A auto-referencialidade como paradigma na representação da realidade;
  • A representação do “outro” no cinema documentário contemporâneo;
  • A influência do suporte tecnológico no processo de criação cinematográfico;
  • A re-significação do arquivo audiovisual. A crise do cinema de compilação.
  
METODOLOGIA
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O curso se desenvolverá em trabalhos PRÁTICOS e TEÓRICOS relacionados ao cinema documentário, com ênfase no “Documentário de Criação”. Serão realizados ao longo do curso trabalhos práticos, onde se buscarão exercitar dentro do âmbito da produção audiovisual, fotográfica e dissertativa, formas narrativas e poéticas que correspondam ao processo de construção do olhar do realizador frente ao seu objeto de registro.
Paralelamente a estes exercícios, o curso irá se concentrar ao longo do semestre no trabalho de assessoria de projetos de realização propostos pelos participantes, e que estejam dentro do âmbito do documentário. Nesta questão, cada participante também poderá optar por dois caminhos a seguirem durante o curso:
  • A realização integral de um curta-metragem com no máximo dez minutos de duração e que possua uma proposta relacionada aos conceitos trabalhados no curso.
  • Desenvolver um projeto escrito para a futura realização de um documentário, visando postular a concursos no âmbito da produção documental.
É importante ressaltar que em ambas opções existem diferentes etapas a serem cumpridas ao longo do semestre, onde serão estabelecidos cronogramas para que cada participante possa concluir o curso com o trabalho finalizado (ou pelo menos, no seu estágio mais avançado de finalização).
Dentro do campo teórico, serão abordados temas que reflitam e questionem a posição do “documentário de criação” dentro de um contexto audiovisual, artístico e sócio-histórico. Serão analisados artigos e conceitos responsáveis por expandir a compreensão sobre o que é documentário, assim como realizar a projeção de fragmentos de filmes paradigmáticos, que procurem aprofundar um entendimento na construção do “saber documental”.


VAGAS LIMITADAS

"LABORATÓRIO DE PRODUÇÃO – DOCUMENTÁRIO DE CRIAÇÃO"
de Rafael Valles
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Início: 20 de Agosto (16 encontros semanais, às terças-feiras)
Horário: 19h30 às 22h
Local: Museu da Comunicação (Rua dos Andradas, 959 – Porto Alegre)
Investimento:
  • À vista: R$ 650,00 (Cartão de crédito ou Depósito bancário)
  • Parcelado: 1 + 3 de R$ 180,00 (Depósito bancário + Cheques)
Informações: cenaum@cenaum.com / Fone: (51) 9176-4757
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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: OZ, MÁGICO E PODEROSO

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Cine Dica: Longa sobre o rei da Boca do Lixo entra em cartaz no CineBancários


O CineBancários lança, com exclusividade, no dia 23 de julho, BOCA, o premiado longa do cineasta carioca, Flavio Frederico, cinebiografia que conta a história do rei da Boca do Lixo . O filme permanece em cartaz até o dia 28, com sessões ás 15h, 17h e 19h. Ingressos: R$ 6,00 para o público geral e R$ 3,00 para bancários e jornalistas sindicalizados, idosos, estudantes e clientes do Banrisul.

Adaptado da autobiografia de Hiroito de Moraes (Daniel de Oliveira), o filme retrata com muito sucesso a atmosfera noturna da Boca do Lixo, região de prostituição no centro de São Paulo nos anos 50 e 60. Oriundo de uma familia de classe media alta, Hiroito frequentava a Boca apenas como boêmio em busca de aventuras sexuais, até que uma tragédia pessoal provoca uma mudança em sua vida. Seu pai é violentamente assassinado e Hiroito é acusado pelo crime. dois meses depois deste acontecimento, Hiroito compra dois revólveres e se muda para a Boca, tornando-se rapidamente um dos bandidos mais procurados pela polícia. O filme foi exibido em vários festivais no Brasil e exterior, onde acumulou onze prêmios, como Melhor Direção, Atriz, Trilha Sonora e Direção de Arte no Cine PE 2012; Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Direção no Festival de Toronto (Brafft) 2011 ;Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora no Miami Brazilian Film Festival 2011; Melhor Fotografia e Melhor Montagem no Festival do Rio 2010.

Flavio Frederico realizou o longa Urbânia (2001), sete curta-metragens e quatro documentários, entre eles, Caparaó (2006), vencedor do prêmio de melhor filme no É Tudo Verdade.

Mais informações e horários das sessões vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.  

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terça-feira, 16 de julho de 2013

Cine Especial(HQ): ESTRANHOS NO PARAÍSO: PARTE 8

Katchoo, Francine e companhia na rádio.

Quando comecei a escrever sobre Estranhos no Paraíso, após a série ter me pego de vez com o arco Santuário, eu imediatamente também fiquei de olho sobre tudo e qualquer matéria que fosse publicada na rede sobre a série. O Google como boa ferramenta de busca que se preze, tem um recurso para você criar um lista de assuntos do seu interesse e que uma vez publicado na rede, imediatamente você recebe a matéria em ultima hora. Eis que hoje recebo não uma matéria, mas sim um vídeo do youtube, contendo musicas e entrevistas de uma estação de radio do Distrito Federal intitulado Radio Utopia FM 98,1.              
Dentre os programas dessa estação, está um destinado somente a HQ e a convidada para entrevista neste programa foi ninguém menos que uma das editoras da HQM, Dandara Palankof e Cruz, especialista em Estranhos no Paraíso e boa parte responsável pela serie ainda estar na ativa em nosso país. Durante a entrevista, ela conta detalhes sobre a série, como ela chegou ao Brasil, os altos e baixos de idas e vindas em que a HQ passou em inúmeras editoras ao longo desses anos e do porque  ter levado tanto tempo para ser publicado um novo arco pela editora por aqui. O legal disso tudo, é que ela disse que a editora faz questão que se der tudo certo, irá publicar mais dois novos arcos ainda esse ano e, portanto ficamos na torcida.
Abaixo confira o vídeo contendo a entrevista.
Mais informações sobre a estação de radio Utopia vocês confiram clicando aqui.

 Leia mais sobre o que eu escrevi sobre Estranhos no Paraíso clicando aqui. 

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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: Terapia de Risco

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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: O HOMEM DE AÇO

NA MAIS NOVA ADAPTAÇÃO DO HERÓI PARA O CINEMA, O TRABALHO EM EQUIPE FEZ A DIFERENÇA.

Sinopse:Nascido em Krypton, o pequeno Kal-El viveu pouco tempo em seu planeta natal. Percebendo que o planeta estava prestes a entrar em colapso, seu pai (Russell Crowe) o envia ainda bebê em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra, e levando com ele importantes informações de seu povo. Contrariado com tal atitude, o General Zod (Michael Shannon) tenta impedir a iniciativa e acaba preso. Já em seu novo lar, a criança foi criada por Jonathan (Kevin Costner) e Martha Kent (Diane Lane), que passaram a chamá-lo de Clark. O tempo passa, seus poderes vão aparecendo e se tornando, de certa forma, um problema, porque isso evidencia que ele não é um ser humano. Já adulto, Clark (Henry Cavill) se vê obrigado a buscar um certo isolamento porque não consegue resistir aos salvamentos das pessoas e sempre precisa sumir do mapa para não criar problemas para seus pais. Mas o terrível Zod conseguiu se libertar e descobriu seu paradeiro. Agora, a humanidade corre perigo e talvez tenha chegado a hora das pessoas conhecerem aqueles que passarão a chama de o Super-Homem.

Após a recepção morna (e meio injusta) de Superman: O Retorno, a Warner simplesmente não fazia menor idéia de como trazer o herói novamente as telas. Mas coube então um nome confiável no ramo de adaptações de HQ, que fez historia dentro do estúdio, para comandar a difícil tarefa: Christopher Nolan logicamente era a pessoa certa para colocar o herói novamente nos trilhos, principalmente após o trabalho fenomenal que ele fez com a trilogia realista de Batman.
Como produtor do filme, Nolan decidiu então chamar outro cineasta para a cadeira de direção e Zack Snyder foi à bola da vez. Experiente no ramo de adaptações de HQ (300 e Watchmen), Snyder havia demonstrado não só saber fazer boas adaptações, como também ousar e injetar um olhar mais autoral nos filmes que dirige, sendo que Sucker Punch - Mundo Surreal é um bom exemplo a ser citado. Com David S. Goyer comandando o roteiro, os peões estavam armados. Restava somente assistir o resultado final, que, aliás, não decepciona nem o mais fanático.
Embora seja um filme que reconta algo que nos já sabemos de cor e salteado, acaba nos surpreendendo ao nos apresentar uma Krypton diferente de tudo que nos já vimos, sendo muito mais alienígena, mas que ao mesmo tempo lembra uma cultura que mescla elementos que lembram culturas antigas, principalmente as gregas e que idolatravam os Deuses. Neste universo já conhecido, mas ao mesmo tempo fresco aos nossos olhos, testemunhamos o nascimento do protagonista nas mãos de seu pai Jor-El (Russel Crowe, ótimo), que ao mesmo tempo já sabe que o destino de seu recém nascido já esta traçado. Ao mesmo tempo, surge com toda fúria e determinação Zod (Michael Shannon, espetacular), que desde que nasceu é predestinado a servir e preservar a vida de Krypton, nem que para isso mate os seus próprios lideres.
Em meio a traições, golpes e revelações, acontece o que todos esperam: Kal El é enviado ao nosso planeta, enquanto Krypton deixa de existir. Já nestes primeiros minutos, nos demos conta que não estamos vendo um filme de Zack Snyder, ou de Christopher Nolan, mas sim uma obra feita em equipe, onde as idéias de ambos os colaboradores se criou então algo novo, fresco e que jamais soa artificial. Com o herói na terra, acompanhamos a sua cruzada em descobrir suas origens, o do porque dele viver entre nos e ao mesmo tempo ele fica relembrando o seu passado em Smallville.
 Nesses flashbacks de sua infância, quem rouba a cena é Kevin Costner interpretando o pai adotivo de Clark, que embora pouco tempo em cena, seu desempenho é um dos melhores depois de vários anos em trabalhos dispensáveis. Suas cenas em que contracena com o jovem Clark são dignas de nota e que coloca o personagem num dilema, pois será que nos do mundo real estaríamos prontos para o surgimento de um ser como ele? Ai está à pegada mais forte de Nolan na produção, pois sua ambição em criar um universo fantástico dentro do nosso mundo real, fez com que a mitologia do herói se tornasse renovada e bem vinda para essa nova geração acostumada com o cinema pé no chão atualmente.
Com origem e revelações sobre quem é, finalmente testemunhamos o surgimento do herói uniformizado pela primeira vez. Embora muitos ainda tem na cabeça que Christopher Reeve é o Superman definitivo, é de se tirar o chapéu pelo esforço que Henry Cavill (Imortais) cria ao interpretar o personagem. Diferente de Brandon Routh que entrava e saia numa espécie de imitação de Reeve, Cavill traz algo novo e bem fresco para o personagem, aonde nos sentimentos conflito vindo dele e ao mesmo tempo camadas de sua personalidade ainda inéditas e que talvez somente não seja novidade para aqueles que sempre acompanharam o personagem nas HQ.
Ao mesmo tempo em que o herói surge aos nossos olhos, surge também em seu encalço Lois Lane, interpretada com competência por Amy Adams (Duvida). Embora não lembre muito fisicamente a personagem, sua simpatia que sempre transmite com o seu desempenho nas telas conquista o espectador, e diferente de suas antecessoras, sua Lois Lane vai para um caminho até então inédito sobre o seu primeiro encontro com o protagonista e o que acaba se tornando uma agradável surpresa, principalmente nos minutos finais de projeção. Mas antes do final, do segundo ao terceiro ato final acontece o que todos queriam numa adaptação como essa: ação do inicio ao fim.
Muitos acreditaram que nestes momentos Zack Snyder iria usar e abusar da sua forma de filmar, usando muita câmera lenta, efeitos rápidos e montagem de cenas em que muitos o acusam que às vezes ele se descontrola. Mas como eu disse acima, O Homem de Aço é um trabalho em equipe, sendo que ao mesmo tempo sentimentos a mão de Snyder, mas ao mesmo tempo há de outros colaboradores no desenvolvimento das cenas. Contudo, se podemos sentir o diretor em algum momento, é quando o herói desce na porrada contra Zod e seus lacaios, onde câmera de Snyder não encontra limites em momento algum e testemunhamos uma super briga em que Smallville praticamente é toda destruída.
De Smallville, o conflito se estende em Metrópoles, onde Zod revela a sua verdadeira ambição, que é transformar a terra na nova Krypton e usando a tecnologia do extinto planeta para esse feito. Neste momento é que sentimos uma ousadia maior do que a Marvel fez no filme dos Vingadores, pois embora tenhamos testemunhado uma batalha épica nas ruas de Nova York, nos não víamos em momento algum a perda de vidas ao longo do conflito. Aqui, embora não apareça nada de muito explicito, vemos corpos sendo jogados para longe, vidas sendo ameaçadas numa morte certa e tornando tudo numa forma mais tensa e emocionante.
Como não poderia ser diferente, acontece a super briga entre o herói e vilão, que faz com que qualquer outra luta já vista em outra adaptação de HQ ficar no chinelo e que supera em todos os sentidos a luta vista em Superman II. O final desse embate é emocionante e coloca o herói numa difícil decisão e que vai contra todos os seus princípios. Aliás, esse momento foi duramente criticado pelos fãs mais fanáticos, mas eu discordo, pois qualquer um que estivesse naquela situação, para salvar vidas inocentes, faria com certeza o mesmo. Mesmo que isso o marcasse para sempre em sua vida.
Com começo, meio e fim bem amarrados, O Homem de Aço se encerra de uma forma satisfatória e abre caminho para novas possibilidades sobre o que pode acontecer na possível seqüência. Se tudo ocorrer como previsto, O Homem de Aço pode futuramente ser lembrado como ponta pé inicial da DC expandir o seu universo para o cinema. Estamos na torcida.     

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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cine Dica: FILME DO HÚNGARO MIKLÓS JANCSÓ NA SESSÃO AURORA


Cine Dica: Estreias no final de semana (12/07/13)

Com a chegada do mais novo filme do Superman, aguardem por matérias especiais sobre as principais adaptações que o herói já teve no cinema, pois o azulão merece todas as honras. Confiram as estreias e para todos um ótimo final de semana.  

O Homem de Aço 

Sinopse: Nascido em Krypton, o pequeno Kal-El viveu pouco tempo em seu planeta natal. Percebendo que o planeta estava prestes a entrar em colapso, seu pai (Russell Crowe) o envia ainda bebê em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra, e levando com ele importantes informações de seu povo. Contrariado com tal atitude, o General Zod (Michael Shannon) tenta impedir a iniciativa e acaba preso. Já em seu novo lar, a criança foi criada por Jonathan (Kevin Costner) e Martha Kent (Diane Lane), que passaram a chamá-lo de Clark. O tempo passa, seus poderes vão aparecendo e se tornando, de certa forma, um problema, porque isso evidencia que ele não é um ser humano. Já adulto, Clark (Henry Cavill) se vê obrigado a buscar um certo isolamento porque não consegue resistir aos salvamentos das pessoas e sempre precisa sumir do mapa para não criar problemas para seus pais. Mas o terrível Zod conseguiu se libertar e descobriu seu paradeiro. Agora, a humanidade corre perigo e talvez tenha chegado a hora das pessoas conhecerem aqueles que passarão a chama de o Super-Homem.


O Cavaleiro Solitário 

Sinopse:Na trama de O Cavaleiro Solitário o homem-da-lei John Reid (Armie Hammer) deixado para morrer numa emboscada com cinco outros Texas Rangers é tratado pelo índio Tonto (Johnny Depp). Ele então passa a usar a máscara do Cavaleiro Solitário para vingar o assassinato de seus camaradas e levar justiça aos malfeitores.


A Caça 

Sinopse: Após um complicado divórcio Lucas quarenta anos tem uma nova namorada um novo trabalho e se dedica na reconstrução da sua relação com Marcus seu filho adolescente. Mas há algo errado. Uma observação passageira. Uma mentira aleatória. E quando a neve começa a cair e as luzes de Natal se iluminam a mentira espalha-se como um vírus invisível. O estupor e a desconfiança propagam-se e a pequena comunidade mergulha na histeria coletiva obrigando Lucas a lutar para salvar sua vida e dignidade. 

Réquiem para Laura Martin 


Sinopse:Um maestro famoso e reconhecido torna-se cada mais mais obcecado por sua musa, Laura Martin. Esta mulher, uma bela musicista, faz a transcrição de todas as composições do maestro. Nasce entre os dois uma relação de sedução e possessão, prejudicada pelo casamento dele com Raquel, mulher que se esforça para compreender os desejos do marido. Mas Laura Martin não seria apenas um ser imaginário?


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: DEZESSEIS LUAS

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: O AMANTE DA RAINHA


Sinopse: Século 18. A jovem britânica Carolina Matilde se casa com o insano rei Christiano VII da Dinamarca. Johann Struensee um intelectual alemão se torna médico da corte e ministro-chefe e Carolina e Struensee começam um romance.

O finalista dinamarquês ao Oscar 2013 de Melhor Filme Estrangeiro (perdeu para o austríaco "Amor" de Michael Haneke) tem seu grande mérito no roteiro,luxo da produção artística e reconstituição de época e certamente sera lembrado pela revelação do jovem talento  de   Mikkel Boe Folsgaard que acabou ofuscando o casal principal com sua estupenda atuação como o rei desajustado. Mesmo com a presença do ótimo ator Mads Mikkelsen (da série Hannibal) não foi o suficiente para tirar o brilho do jovem ator e não é toa que ele venceu o prêmio de melhor ator no Festival de Berlim em 2012. É uma aula de história sobre o iluminismo e seus efeitos na sociedade européia do século 18. Se não fosse o belíssimo filme de Haneke seria um dos candidatos mais fortes a levar a estatueta dourada.

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Cine Dica: 1º Festival de Cinema Independente Alemão integra programação do CineBancários, de 13 a 21 de julho


O CineBancários recebe, de 13 a 21 de julho, o 1º Festival de Cinema Independente Alemão, produzido pelo Instituto Goethe e Fantaspoa Produções. A programação é composta por comédias, documentários, dramas e aventuras, apresentando a recente produção independente da Alemanha. A iniciativa faz parte das atividades da Temporada Alemanha + Brasil 2013-2014 e conta com a co-realização da ACCIRS – Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul.
Na Sala CineBancários será exibida uma seleção de 6 curtas do renomado diretor Felix Stienz, mais 7 longas-metragens, dos 23 que integram a programação do festival. As sessões acontecem de 13 a 21 de julho às 15h, 17h e 19h, com ingressos a R$ 6,00 para o público geral e R$ 3,00 para bancários e jornalistas sindicalizados, idosos, estudantes e clientes do Banrisul.
O Festival de Cinema Independente Alemão estende sua programação também no Cine Santander Cultural e Sala Eduardo Hirtz da CCMQ.

Veja a programação completa clicando aqui. 


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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Cine Dica: ESSÃO COMENTADA DE CLÁSSICO DO WESTERN SPAGHETTI NA SALA P.F. GASTAL



O pesquisador César Almeida comenta a sessão de Uma Bala para o General, filme do cultuado diretor italiano Damiano Damiani.
A exibição faz parte do ciclo de westerns políticos e acontece nesta sexta-feira, 12 de julho, às 19h30, na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar).
 Estrelado por Gian Maria Volontè, Klaus Kinski e Lou Castel, Uma Bala para o General é um dos títulos mais importantes do zapata western,
 incursão extremamente politizada do western spaghetti que levou as narrativas do tradicional gênero norte-americano às entranhas da Revolução Mexicana. 
 Morto no início deste ano, Damiani ficou conhecido pela facilidade com que conseguia trabalhar dentro do cinema de gênero sem abrir mão do apuro estético
e da necessidade de colocar em pauta as questões políticas que afligiam a Itália. É autor de obras emblemáticas como O Dia da Coruja (1968),
Confissões de um Comissário de Polícia ao Procurador da República (1971) e Tenho Medo (1978).   
 César Almeida nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1980.
Ainda muito cedo, as histórias fantásticas do cinema e da literatura conquistaram sua atenção.
Mais tarde, a paixão por filmes B e livros fantásticos o levou a pesquisar e escrever.
Publica artigos sobre cinema desde 2008, e em 2010 lançou Cemitério Perdido dos Filmes B, que compila 120 resenhas de sua autoria.
Também escreve ficção, com o pseudônimo Cesar Alcázar, além de atuar como editor (Argonautas Editora) e tradutor.
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Uma Bala para o General (El Chuncho, Quien Sabe?), de Damiano Damiani (Itália, 1966, 135 minutos).

Durante a Revolução Mexicana, um jovem americano misterioso se une a um grupo de saqueadores liderados por El Chuncho.
A partir daí, iniciam uma série de ataques selvagens para roubar armas para um general rebelde.
Mas quando o Gringo resolve colocar em prática seus ideais juntamente com o grupo de bandidos,
El Chuncho descobre que as verdadeiras armas de guerra não pertencem a nenhum exército.
Numa terra devastada pela pobreza e violência, será possível comprar a liberdade com uma única bala?

Exibição em DVD.


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terça-feira, 9 de julho de 2013

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: BARBARA


Sinopse: Verão de 1980. Barbara (Nina Hoss) é cirurgiã pediátrica em um hospital a leste de Berlim. Quando as autoridades desconfiam que ela deseja passar para o lado oriental da cidade, ela é transferida para uma pequena clínica no interior, em um vilarejo isolado. Enquanto seu amante, Jörg, que vive em Berlim oriental, prepara a sua fuga, Barbara começa a receber grande atenção do chefe do hospital, André (Ronald Zehrfeld). Será que este homem está apaixonado por ela ou apenas espionando seus atos para o governo?

Embora ainda seja lembrada, a Guerra fria aos poucos se torna ultrapassada perante as inúmeras historias que transcorreram no mundo atual "pós 11 de setembro". Contudo, aquele período funciona muito bem como pano de fundo, para nos apresentar os conflitos humanos tanto de ontem como de hoje, da desconfiança que persiste e que torna tudo uma paranoia.  Vencedor do Urso de Prata de melhor direção no ultimo festival de Berlim, acompanhamos Barbara (Nina Ross esplêndida) sendo banida de Berlim para então trabalhar num hospital do interior, mas que ao mesmo tempo é perseguida a todo o momento por agentes da Stasi.
Durante todo o filme, ficamos nos perguntando quais são as verdadeiras motivações da protagonista, pois durante toda a sua trajetória, ela passa uma aura fria que não permite que a gente a decifre e tão pouco aqueles em volta dela na trama. O mais que chega próximo ao verdadeiro "eu" dela é o chefe do hospital, André (Ronald Zehrfeld), que embora aparenta ser confiável, também não temos uma exata certeza da sua real natureza. Ambos no fim, participam de um cenário opressivo dentro do hospital, no qual irá fazer que com que suas personalidades se descasquem aos poucos ao longo da projeção.        
Com um final em aberto, mas que decifra um pouco a verdadeira natureza da protagonista, Barbara me lembra um pouco os melhores momentos do cinema dos anos 70, sendo que o tema da Guerra Fria naquele período ainda estava fresco, mas que também servia de pano de fundo para apresentar boas historias como essa atual.    

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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: Meu Namorado é um Zumbi

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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: O VOO

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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: César Deve Morrer


Sinopse: A peça teatral "Júlio César", de William Shakespeare, é encenada por um grupo de prisioneiros da prisão de segurança máxima Rebibbia, localizada em Roma. Ao mesmo tempo que funciona como registro documental, trabalha a ficção por trás da trama original. Dirigido pelos irmãos Paolo e Vittorio Taviani e vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim 2012.

Parece que não é pela idade avançada (mais de 80 anos) que os diretores irmãos cineastas Taviani irão deixar de surpreender. Pois quem iria imaginar que eles iriam tão longe ao fazer uma versão corajosa e incomum de Júlio César de Shakespeare?   
Ambos foram corajosos ao adentrar numa segurança máxima e transformar os detentos em atores talentosos e que acabaram encarnando com perfeição os personagens tão conhecidos da Roma antiga. Além do ótimo empenho de cada um dos detentos, os cineastas empregam um tom quase documental, cujo formato se fortalece cada vez mais ao longo do filme, graças à bela fotografia em preto e branco. Filmado digitalmente, sendo o primeiro desse formato criado pelos cineastas, Cesar Deve Morrer é uma agradável surpresa vindo da Itália, onde possui cenas inesquecíveis e uma prova que se podem conseguir interpretações fascinantes de pessoas que antes nem se imaginavam no teatro ou tão pouco no cinema. 

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Cine Dica: PROFESSOR DÉCIO ANDRIOTTI PARTICIPA DE SESSÃO COMENTADA DE CÉU AMARELO


A sessão de Céu Amarelo deste sábado, 6 de julho, às 17h, na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro, será comentada pelo professor de filosofia e especialista em western Décio Andriotti. O faroeste de William A. Wellman é um dos mais sombrios e instigantes do período clássico de Hollywood, tendo como cenário as cidades-fantasmas. Cineasta prolífico, Wellman passeou entre os mais diversos gêneros, assinando obras emblemáticas como Inimigo Público, de 1931, um dos pilares dos filmes de gângsteres, e a primeira versão de Nasce uma Estrela, de 1937. No terreno do western, aproveitou as narrativas no velho oeste para lançar um olhar crítico sobre a relação da sociedade norte-americana com a violência. Céu Amarelo será exibido em Blu-ray.
Décio Andriotti é formado em Humanidades (Letras) pela antiga Formação de Humanidades dos jesuítas, bacharel em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Cristo Rei, hoje Unisinos, e licenciado em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Fez pós-graduação em História da Arte pela antiga Faculdade Palestrina, em Porto Alegre.

SESSÃO COMENTADA COM PROFESSOR DÉCIO ANDRIOTTI
Após exibição do Filme Céu Amarelo

Dia 6 de julho, às 17 hs
Sala P. F. Gastal (3º andar da Usina do Gasômetro)
Fone 3289 8135 / 8137
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Cine Dica: Em Cartaz: O Grande Gatsby


Sinopse: Jay Gatsby é um jovem milionário que organizava festas luxuosas cheias de bebidas e gente da alta sociedade de Nova York. O grande objetivo de Gatsby é atrair um antigo amor Daisy Buchanan. O único que sabe disso é Nick Carraway narrador da história e primo de Daisy.

Os filmes de  Baz Luhrmann são sempre envoltos de uma tragedia grega com pitadas de humor acalorados, capas de por muitas vezes a gente não saber ao certo em que gênero a produção quer ficar. Mas um dos grandes trunfo de suas obras, é não só pegar um publico mais exigente, como também o publico jovem que vai ao cinema mais para se entreter e sabendo disso, o cineasta nos brinda com uma primeira meia hora de O Grande Gatsby cheia de ritmo, a lá vídeo clipe e com uma trilha sonora contemporânea em plena década de 20.  Montagem, fotografia, edição de arte, figurino, tudo jogado aos trancos e barrancos, enchendo os nossos olhos em profusão acelerada raras vezes vistas no cinema e tudo embalado com um 3D competente. 
Infelizmente O Grande Gatsby sobre de um pequeno mal visto também nos outros filmes do cineasta, que é o fato da produção ser tão requintada e cheia de energia, que acaba sobrando pouco para os atores demonstrarem um desempenho melhor na tela grande. Não      que eles estejam ruins, muito pelo contrario, mas eles jamais superam o apuro técnico envolta deles e o que acaba tornando-os apenas peças de um jogo maior. Tobey Maguire é o único que se sai melhor, ao interpretar o cupido do casal da trama, mas em muitos momentos temos a ligeira sensação de que ele estará balançando em certas teias conhecidas nossas, fazendo a gente sentir saudade do seu melhor período da carreira. O mesmo não pode se dizer do casal central, pois Leonardo Dicaprio não passa química nenhuma quando está contracenando com Carey Mulligan, sendo que ele se sai muito melhor nas cenas que atua ao lado de Maguire. 
Embora com esses pesares, as interpretações melhoram na meia hora final, principalmente que surgem momentos cruciais na trama e que exige o melhor de cada um do elenco. De quebra, Baz Luhrmann nos brinda com uma bela homenagem ao Crepúsculo dos Deuses com relação ao destino de um dos personagens. No saldo geral, é um filme que enche os seus olhos, diverti,  mas que  não foi exatamente dessa vez que Baz Luhrmann conseguiu o equilíbrio perfeito entre a pirotecnia e interpretações inspiradoras.

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