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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 28 de junho de 2023

Cine Especial: Próximo do Clube de Cinema de Porto Alegre - 'O Último Ônibus'

SESSÃO CLUBE DE CINEMA  


Local: Sala Paulo Amorim, Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana

Data: 01/07/2023, sábado, às 10:15 da manhã


"O Último Ônibus" (The Last Bus)

Reino Unido, 2022, 86min, 12 anos

Direção: Gillies MacKinnon

Elenco: Timothy Spall, Phyllis Logan, Grace Calder

Sinopse: Depois da morte da esposa, Tom Harper sai do lugarejo onde viviam, no norte da Escócia, decidido a cumprir uma promessa. Para isso, ele vai fazer uma viagem de ônibus por 1.400 quilômetros até o sul da Inglaterra, usando seu passe gratuito de idoso. No percurso, enfrenta percalços, conhece pessoas gentis e desafia as limitações da idade – ao mesmo tempo em que revisita o seu passado e se depara com um país diverso e multicultural.

Sobre o Filme: "Road Movie" é um subgênero muito querido pelos cinéfilos, pois são filmes que nos identificamos com os personagens e principalmente pelo fato de sempre querermos um dia fazer uma longa viagem. Em alguns casos, por exemplo, a premissa da história é de o protagonista embarcar em uma longa jornada para cumprir determinada promessa pessoal que guarda para consigo já um longo tempo. "O Último ônibus" (2021) fala exatamente disso, ao testemunharmos um velho veterano embarcar em uma grande aventura e da qual fará o mesmo testemunhar as características atuais da vida humana.

Dirigido por Gillies MacKinnon, o filme conta a história de Tom (Timothy Spall), um homem idosos que, após a morte da esposa, aproveita seu passe gratuito de ônibus para viajar até o outro lado do Reino Unido para revisitar o local onde nasceu. Contando apenas com ônibus locais como meio de transporte, Tom parte em uma viagem repleta de momentos nostálgicos - levando consigo as cinzas da mulher para que ela conheça os habitantes da cidade em que passou sua infância. Ele só não contava com, até o final da jornada, ter se transformado em uma celebridade.

É sempre bom quando assistimos um longa que não nos passa de forma imediata a temática central da trama, pois isso nos dá a chance de podermos degustarmos dela e assim ficarmos imaginando as motivações dos protagonistas. No caso aqui já temos uma noção do que virá a seguir, já que vemos o protagonista se arrumando e se preparando para uma longa viagem, mas não sabemos ao certo as suas reais motivações. Porém, aos poucos, passado e presente vão se alinhando e para assim possamos então compreender as suas motivações.

Vemos, portanto, um senhor de idade cheio de vida, com muitas histórias para se contar, mas que somente está interessado em cumprir a sua promessa. Ao longo do percurso, porém, surgem pessoas que ficam curiosas com aquela figura e fazendo com que sintam o peso de sua história através de sua presença. Curiosamente, não vemos exatamente uma geração alienada como a gente espera, mas sim pessoas que param com relação ao que estão fazendo e começam observar aquele protagonista com maior atenção e fazendo com que se esqueçam dos seus celulares por alguns instantes.

Porém, o mesmo aparelho registra situações em que o velho protagonista se mete e fazendo com que se torne uma pequena celebridade em sua jornada. Se nos últimos tempos as redes sociais têm sido alvo constante de uma crítica acida com relação ao fato de fazer as pessoas estarem cada vez mais presos a ela, ao menos aqui é retratado da forma como ela realmente deveria ser usada. Em contrapartida, o protagonista usa velhas fórmulas para essa geração nova seguir em frente, principalmente quando a mesma nem sabe ao certo o que fazer quando um transporte enguiçar.

Conhecido mundialmente pela sua participação na franquia "Harry Potter", Timothy Spall obtém aqui um dos seus melhores desempenhos de sua carreira, ao nos transmitir através do seu personagem uma pessoa vivida, não escondendo as suas cicatrizes físicas e emocionais que adquiriu em sua vida, mas seguindo em frente para cumprir a sua promessa. Uma figura enigmática, mas da qual compreendemos ela independente dos flashbacks que surgem na tela. Neste último caso, por exemplo, eles surgem mais para entendermos mais do seu passado, muito embora não há muita explicação para ser dita, mas sim sentida.

Ao final, desejamos que a jornada do protagonista não termine tão cedo, pois já estamos mais do que enfeitiçados por essa aventura cheia de significado. Ao final, compreendemos que a promessa que ele queria cumprir era uma das mais simples possíveis, porém, de grande peso emocional e que somente ele poderia sentir. Distante dali uma geração de jovens que a recém começou a viver fica fascinada pela sua figura, mas mal sabendo que os próprios podem sim obter a sua própria jornada.

"O Último Ônibus" é tudo aquilo que a gente espera de um ótimo "road movie" e fazendo despertar em nós o desejo de saímos de nosso dia a dia e embarcamos em nossa própria jornada. 



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