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Sócio e comunicador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 20 de maio de 2022

Cine Especial: Clube de Cinema de Porto Alegre: 'O Jovem Frankenstein'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 14/05/22. 

Sinopse: Dr. Frederick Frankenstein obtém o livro de experiencias do seu falecido avô e começa a fazer experimentos com uma nova criatura.  

Mel Brooks pertence há uma época em que a comédia era mais corajosa, ousada e da qual a mesma não se preocupava em ofender determinadas pessoas através de piadas que nos faziam rir e pular da cadeira. Infelizmente em tempos atuais de "politicamente correto" a comédia em si feita por Brooks está morta e que dificilmente irá retornar um dia. Felizmente ainda existe recursos para revisitar tempos em que as comédias eram mais ousadas e "O Jovem Frankenstein" (1974) é um desses belos exemplos em que esse gênero vivia em bons tempos dourados.

A trama começa em uma faculdade de Medicina nos Estados Unidos, onde Dr. Frederick Frankenstein (Gene Wilder) é um professor que ensina sobre o sistema nervoso central.  Repentinamente chega Falkstein (Richard Haydn), que viajou 7 mil quilômetros para entregar ao Dr. Frankenstein o testamento de sua avó, que deixou para o neto um castelo na Transilvânia. Frankenstein vai para Transilvânia para reivindicar a herança. Ao chegar Frankenstein é recebido por Igor (Marty Feldman) e Inga (Teri Garr), ajudantes que irão leva-lo até o castelo de Frankenstein e são recebidos por Frau Blücher (Cloris Leachman), uma mulher que tem um jeito tão assustador que faz os cavalos relincharem de susto. No cenário dos acontecimentos Frank decide seguir os passos do seu avô, mas mal sabendo das atrapalhadas que irá se meter ao decidir dar vida ao monstro (Peter Boyle).

Logicamente, o filme não é somente a uma sátira ao gênero de terror dos anos trinta da Universal, como também uma bela homenagem aos primeiros grandes filmes de horror norte-americanos. É interessante, por exemplo, atmosfera criada na abertura, como se adentrássemos para algo sombrio, mas que aos poucos vai obtendo contornos de humor e para logo em seguida nos revelando a verdadeira proposta da obra. Já de imediato Gene Wilder rouba a cena na pele do neto de Frankenstein, cujo o seu humor sarcástico e inocente perante a sua realidade em volta nos fascina rapidamente.

Mas o grande chamariz do filme é sua ala de coadjuvantes sendo um mais fascinante e engraçado do que o outro. Não tem como não se esquecer da presença surpreendente de Marty Feldman como Igor, cujo os seus olhos arregalados eram presença constante nos filmes de Mel Brooks e seu Igor é sem sombra de dúvida uma das figuras mais interessantes do longa. Já Teri Garr como assistente do protagonista nos faz rir devido a sua inocência, mas que de boba sobre o assunto de membros masculinos não tem nada.

Já a criatura vivida por Peter Boyler é uma verdadeira figura Satírica que ele faz com a figura clássica do monstro vivido na época por Boris Karloff, mas que possui uma presença tão interessante quanto a do veterano ator. Já Cloris Leachman faz uma governanta que mais parece aquela vista no clássico "Rebecca, a Mulher Inesquecível" (1940) e cujo o seu nome pronunciado na história gera uma das piadas mais bem lembradas pelo público. De   Brinde, Mel Brooks nos traz uma participação especial e muito hilária de Gene Hackman como o velho cego e colocando o filme no seu bolso mesmo em poucos minutos de projeção.

Acima de tudo, o filme brinca com as fórmulas já muito manjadas que haviam sido usadas a exaustão dentro do gênero de horror daqueles tempos. Os camponeses supersticiosos em cena, por exemplo, se mostram veteranos quando o assunto é Frankenstein e o seu monstro, ao ponto de já estarem com tochas e facas nas mãos mais rápido do que imaginamos. Tudo é de uma forma exagerada, proposital, mas muito divertida e que nos faz rir da situação absurda. Vale salientar que o cenário do laboratório e do próprio castelo visto em cena são os mesmos que haviam sido usados em "Frankenstein" (1931) o que sintetiza ainda mais o respeito que Mel Brooks tinha por aquele clássico.

"O Jovem Frankenstein" Não é somente uma bela homenagem ao cinema de horror dos anos trinta, como também uma das melhores comédias de todos os tempos e quem já viu sabe do que eu estou dizendo. 

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