Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e comunicador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

terça-feira, 10 de maio de 2022

Cine Dica: Em Cartaz: 'Como Matar a Besta'

Sinopse: Em Matar a la Bestia, Emilia de 17 anos é uma jovem de Buenos Aires, chega na casa de sua tia que fica numa cidade perto da divisa da Argentina e Brasil, à procura de seu irmão perdido e afim de recuperar laços perdidos da família após a morte de sua mãe.  

A sugestão acaba sendo muito mais colaborativa dentro do gênero de horror do que propriamente mostrar cenas violentas ou até mesmo o monstro em cena. O clássico "A Bruxa de Blair" (1999) é um exemplo genuíno sobre esse meu pensamento, onde jamais vemos a Bruxa em si, mas sentimos o perigo em volta que se encontra escondido dentro da floresta. "Como Matar a Besta" (2022) é um desses casos em que irá dividir bastante a opinião do público, ao não explicitar sobre quem se encontra nas sombras, mas conseguindo obter a nossa atenção graças a sua atmosfera nebulosa.

Dirigido por Agustina San Martín, o filme conta a história de Emília, uma jovem de Buenos Aires, que chega na casa de sua tia que fica numa cidade perto da divisa da Argentina e Brasil, à procura de seu irmão perdido e afim de recuperar laços perdidos da família após a morte de sua mãe. Antes de chegar no hostel de sua tia Ines, os locais falam para a menina de 17 anos que "as fronteiras aqui são só linhas no mapa", ela também aprende que tem uma besta a solta, procurando por vítimas.

Pelo fato da trama principal se passar em uma cidade isolada do mundo o filme nos passa certa claustrofobia, mas não necessariamente devido a cenários apertados que quase não há em cena, mas sim pelo fato da difícil comunicação que não se obtém do restante do mundo. Com falta de sinal no celular, Emília se vê isolada nesta cidade e sem respostas com relação ao paradeiro do seu irmão, sendo que os moradores do local mal querem tocar no assunto, seja por medo ou porque não querem ela e seus parentes naquela cidade. É curioso, por exemplo, que nem os parentes de Emília queiram tocar no assunto, como se o irmão desaparecido não pudesse ser lembrado, ou tão pouco mencionado.

Embora com alguns elementos clássicos do horror incrementados na trama, com o direito de pessoas supersticiosas usando tochas a procura do possível monstro, o filme se envereda muito mais para o subgênero pós-terror, onde o monstro sai de cena e cujo o verdadeiro perigo pode estar nas ações e consequências de pessoas comuns, porém, que são facilmente persuadidas por aqueles que pregam a palavra de Deus. Enquanto isso, Emília e os demais personagens a sua volta se entregam aos prazeres do cotidiano, seja para amenizar a preocupação com relação ao desaparecido, ou para simplesmente fazer parte de uma contracorrente perante aquela comunidade embebedada por superstições e medo.

Com um bom uso da câmera, Agustina San Martín desfila com a mesma pelos cenários principais da trama, onde a floresta transita para um lugar misterioso e até mesmo assustador em alguns momentos. Não deixa de ser curioso, por exemplo, a sugestiva homenagem que a cineasta faz ao já citado clássico "A Bruxa de Blair", já que as cenas noturnas onde uma determinada luz vinda de uma lanterna ilumina alguns pontos do local e que lembrou rapidamente daquele filme. O ato final pode soar até mesmo frustrante para aqueles que desejam obter respostas ao final da trama, porém, fica também a sensação que os realizadores optaram em nos passar uma obra que nos faz mais pensar sobre o que viemos a testemunha do que meramente nos assustar.

"Como Matar a Besta" possui uma atmosfera tensa, curiosa e que fará muitos se perguntarem sobre o que realmente está acontecendo na tela. 


Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook twitter, Linkedlin e Instagram.  

Nenhum comentário: