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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Cine Dica: Jorge Luis Borges no Cinema: Versões e Perversões

FILMES INFLUENCIADOS PELA OBRA DE JORGE LUIS BORGES EM MOSTRA DA CINEMATECA CAPITÓLIO PETROBRAS
O Garoto (2015)



Programação especial da Cinemateca Capitólio Petrobras para o Festival de Inverno de Porto Alegre, a mostra Jorge Luis Borges no Cinema: Versões e Perversões, a partir do dia 25 de julho, apresenta uma série de filmes que estabelecem diálogo com a obra do escritor argentino. Todas as sessões têm entrada franca. A mostra tem o apoio das distribuidoras Vitrine Filmes, MPLC, Versátil, e do INCAA – Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales da Argentina.



Na mostra, há adaptações livres: Dias de Ódio (1954), de Leopoldo Torre Nilsson, A Intrusa, de Carlos Hugo Christensen (1979), Garoto (2015), de Julio Bressane. Um clássico da vanguarda argentina: Invasão (1969), de Hugo Santiago, roteirizado por Borges e Adolfo Bioy Casares. E filmes que procuram diferentes sintonias com o universo borgiano: Paris nos Pertence (1961), de Jacques Rivette, Performance (1970), de Nicolas Roeg e Donald Cammell, O Navio dos Afogados (1983), de Raoul Ruiz, Jauja (2013), de Lisandro Alonso, Em Busca de Borges (2016), de Cristiano Burlan.



Completa a programação uma edição especial do Projeto Raros com a exibição de A Estratégia da Aranha (1970), de Bernardo Bertolucci, adaptação personalíssima do célebre conto O Tema do Traidor e do Herói. Produzido pela RAI, canal de televisão estatal italiano, o filme nunca teve lançamento comercial em DVD ou blu-ray. Exibição a partir de uma matriz digital exibida no canal.



FILMES



Dias de Ódio (Argentina, 1954, 70 minutos), de Leopoldo Torre Nilsson



Emma Zunz, encarnada por Elisa Galvé, é uma garota jovem e solitária, com poucas amigas. Quando recebe uma carta a respeito do suicídio de seu pai, no Brasil, começa a planejar a vingança contra um empresário. Ele é o antigo companheiro de trabalho de seu pai. Adaptação do conto Emma Zunz de Jorge Luis Borges. Exibição digital.



Paris nos Pertence (França, 1961, 135 minutos), de Jacques Rivette



Anne Goupil é uma jovem parisiense estudante de literatura. Encontra-se por acaso com um grupo de teatro que ensaia arduamente Péricles, de Shakespeare, mesmo sem nenhum recurso financeiro. Ao mesmo tempo em que aceita o desafio de atuar na peça, Anne se descobre completamente envolvida numa misteriosa conspiração política cujos adeptos suicidam-se inesperadamente. O apocalipse iminente desestabiliza todas as suas convicções. Para Edgardo Cozarinsky, autor do livro Borges em/e/sobre Cinema, livro que inspirou parte da programação da mostra, a associação de Paris nos Pertence com a obra de Borges criou uma genealogia incalculável dentro do cinema de Rivette. Exibição digital.



Invasão (Argentina, 1969, 120 minutos), de Hugo Santiago



Um grupo de homens liderados por um idoso tenta impedir uma invasão à cidade de Aquileia. As ações da equipe vão transformando todos os ambientes da cidade. Com uma história que faz referências a Guerra de Tróia, o grupo, porém, percebe a força do grupo invasor, cheios de equipamentos e com uma força maçiça. A invasão é inévitável. O roteiro do filme foi realizado por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares. Exibição digital.



Performance (Inglaterra, 1970, 100 minutos), de Nicolas Roeg e Donald Cammell



Chas (James Fox), um violento e psicótico gângster inglês, precisa de um lugar pra se esconder. Encontra o abrigo perfeito na mansão de Turner (Mick Jagger), antigo astro do rock que agora vive recluso na companhia de Pherber (Anita Pallenberg), Lucy (Michèle Breton) e muitas drogas. Para Edgardo Cozarinsky, “embora não adapte um texto de Borges em particular, deriva francamente de toda a sua obra (assim como da obra de Artaud, Norman O. Brown e Ronald D. Laing)”.  Exibição digital.



A Estratégia da Aranha (Itália, 1970, 100 minutos), de Bernardo Bertolucci



Athos Magnani vai a Tara, povoado da Bassa Padana, para investigar a morte de seu pai, um misterioso personagem que teria se envolvido na luta contra o fascismo e em um atentado ao ditador Mussolini. No entanto, mesmo conhecendo muitas pessoas ligadas ao pai, Athos não consegue concluir se ele foi um traidor ou um herói. Adaptação do conto Tema do Traidor e do Herói. Exibição digital.



A Intrusa (Brasil, 1979, 100 minutos), de Carlos Hugo Christensen



No pampa, em 1897, dois irmãos, solitários, agressivos e brigões, defendiam sua solidão. Ligava-os uma profunda afeição: inimizar-se com um era contar com dois inimigos. Um dia, Cristiano, o irmão mais velho, leva Juliana para viver com ele. Morena, bonita, Juliana é, na verdade, também uma criada desde o primeiro dia. Mas com ela a discórdia entra, pela primeira vez, naquele rancho. Adaptação do conto homônimo de Jorge Luis Borges. Exibição em HD.



O Navio dos Afogados (França, 1983, 100 minutos), de Raoul Ruiz



Estórias fantasiosas com três marinheiros formam um labirinto de referências culturais, que vai desde os desenhos criados pelo cartunista Milton Caniff a Moby Dick de Melville, passando por A Odisséia, Cervantes, Stevenson e Conrad, com qualidade estilística na tradição de Orson Welles. O filme é um dos melhores exemplos da melhor qualidade do cinema do chileno Raoul Ruiz, bem definida pelo crítico Inácio Araújo: “um herdeiro direto de Orson Welles e Jorge Luis Borges, na medida em que aceita o mundo como constituído por aparências, a partir das quais compõe seus labirintos”. Exibição digital.



Jauja (Argentina, 2014, 110 minutos), de Lisandro Alonso



Um homem e sua filha embarcam numa viagem que tem como destino um deserto localizado no fim do mundo. Esta é uma empreitada em que muitos já se aventuraram, mas poucos conseguiram concluir com sucesso. O roteirista do filme, Fabián Casas, é um dos escritos argentinos contemporâneos mais influenciados pela literatura de Borges. Exibição em DCP.  



Garoto (Brasil, 2015, 70 minutos), de Julio Bressane



Inspirado no conto O Assassino Desinteressado Bill Harrigan, do escritor argentino Jorge Luis Borges, o filme acompanha um jovem casal que se encontra em um lugar encantado, onde experimentam uma aventura amorosa e espiritual. Tudo muda quando o rapaz, inesperadamente, comete um crime que conduz os dois à separação. No entanto, uma série de eventos inquietantes os reunirá mais uma vez. Exibição em DCP.  



Em Busca de Borges (Brasil, 2016, 85 minutos), de Cristiano Burlan



Os escritos de Jorge Luis Borges mergulham Henrique em um périplo entre as cidades de São Paulo, Buenos Aires e Genebra e o conduzem à fronteira entre a realidade e a evocação, entre a coisa e a palavra, entre o ser e o símbolo, entre a vida e a morte. Exibição em DCP.  





GRADE DE HORÁRIOS

25 de julho a 2 de agosto de 2017



25 de julho (terça)

14h30 – A Vida Após a Vida

16h – Visita ou Memórias e Confissões

17h15 – Na Vertical

19h – O Futuro Perfeito

20h10 – Invasão  (entrada franca)



26 de julho (quarta)

14h30 – A Vida Após a Vida

16h – Visita ou Memórias e Confissões

17h15 – Na Vertical

19h – O Futuro Perfeito

20h10 – Garoto (entrada franca)



27 de julho (quinta)

15h - Divulgação em breve

17h10 – Divulgação em breve

18h – Dias de Ódio (entrada franca)

20h – Paris nos Pertence (entrada franca)



28 de julho (sexta)

15h - Divulgação em breve

17h10 – Divulgação em breve

18h – Jauja (entrada franca)

20h – Projeto Raros Especial: A Estratégia da Aranha (entrada franca)



29 de julho (sábado)

15h - Divulgação em breve

17h10 – Divulgação em breve

18h – Em Busca de Borges (entrada franca)

20h – A Intrusa (entrada franca)



30 de julho (domingo)

15h - Divulgação em breve

17h10 – Divulgação em breve

18h – Jauja (entrada franca)

20h – Dias de Ódio (entrada franca)



1 de agosto (terça)

15h - Divulgação em breve

17h10 – Divulgação em breve

18h – Invasão (entrada franca)

20h – Performance (entrada franca)



2 de agosto (quarta)

15h - Divulgação em breve

17h10 – Divulgação em breve

18h – Garoto (entrada franca)

20h – O Navio dos Afogados (entrada franca)

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