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sexta-feira, 18 de março de 2016

Cine Especial: Análise e Interpretação de Filmes: Parte 4



Nos dias 21, 22 e 23 de março eu estarei participando em Porto Alegre do curso Analise e Interpretação de Filmes, atividade criada pelo Cine Um e ministrada pela jornalista Fatimarlei Lunardelli. Enquanto os dias da atividade não vêm, eu irei fazer por aqui uma pequena analise dos principais filmes que serão analisados no decorrer da atividade. 

Beleza Americana (1999)

Sinopse: Lester Burham (Kevin Spacey) não aguenta mais o emprego e se sente impotente perante sua vida. Casado com Carolyn (Annette Bening) e pai da "aborrecente" Jane (Tora Birch), o melhor momento de seu dia quando se masturba no chuveiro. Até que conhece Angela Hayes (Mena Suvari), amiga de Jane. Encantado com sua beleza e disposto a dar a volta por cima, Lester pede demissão e começa a reconstruir sua vida, com a ajuda de seu vizinho Ricky (Wes Bentley).
Logo nos primeiros minutos de filme, o personagem principal avisa: em menos de um ano, ele estará morto. O final realmente não é feliz, mas surpreende. Aliás, tudo surpreende. Afinal, as aparências enganam.
O título do filme, além de ter relação com as rosas, representa a ironia entre como as pessoas imaginam ser a vida da classe média nos Estados Unidos, e como ela é de verdade. Porque por trás da fachada de alguém que aparentemente é perfeito, como no caso da Angela, quase sempre existem problemas muito mais profundos, que a beleza física cumpre o papel de esconder. A relação de Jane com o vizinho Ricky mostra o típico caso de uma garota que namora com o primeiro garoto que repara nela, já que ela não está acostumada com esse tipo de atenção. Nem mesmo o pai repara nela, já que ele está tão ocupado odiando seu emprego e fantasiando com a própria amiga da filha.
Beleza Americana estuda antropologicamente o homem ocidental americanizado. O filme tem um olhar de compaixão e ternura sobre seus personagens perturbados com suas distâncias e estranhamento naturais. Ao mesmo tempo, ele trata de aproximar o exotismo dessa nossa sociedade à suposta esquisitice de viver verticalmente a vida. Trata-se de um estudo realista sobre a podridão e vazio da falta de sentido na vida. A sua mensagem é densa e dramática decorrente do ódio calado, da agressividade contida e da mediocridade da classe média consumista que busca satisfação e não consegue ser feliz dentro deste paradigma imposto, raso e cruel.


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