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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Cine Dica: Estreia e sessão especial de "Orestes"

 
"Orestes” estreia na grade de programação do CineBancários com sessão especial gratuita no dia 24 de setembro. A exibição será às 19h e, depois, haverá um debate com José Roberto Michelazzo, personagem do longa-metragem, Marcelo Perrone, crítico de cinema da Zero Hora, e outros convidados., O documentário de Rodrigo Siqueira (“Terra Deu, Terra Come”) apropria-se da história de Ésquilo e promove encontro com a história do Brasil. O filme será exibido nas três sessões diárias da nossa sala de cinema: às 15h, 17h e 19h. 

SINOPSE:
Em 458 a.C., Ésquilo encenou a trilogia Oréstia. A tragédia culmina com o julgamento de Orestes, que matou a própria mãe para vingar a morte do pai. A sua absolvição pelo júri de atenienses colocou fim ao olho por olho, dente por dente e converteu as Erínias, deusas da vingança, em Eumênides, como defensoras da democracia, um marco civilizatório na cultura ocidental.O documentário Orestes apropria-se da história de Ésquilo e promove o seu encontro com a história do Brasil. E se Orestes fosse brasileiro, filho de uma militante política e de um agente da ditadura militar infiltrado? E se aos seis anos ele tivesse visto sua mãe ser torturada e morta pelo pai? E se este mesmo Orestes, 37 anos depois, matasse o pai, um torturador anistiado em 1979, durante o processo de redemocratização?
A partir dessas perguntas, o documentário Orestes usa um júri simulado e uma série de sessões de psicodrama para investigar como a ditadura militar deixou marcas profundas nas narrativas oficiais e na subjetividade dos brasileiros. Documentário e ficção compõem um Brasil de verdades simuladas.No filme, o réu hipotético Orestes é levado a júri popular. Em sua defesa atua o ex-ministro da justiça José Carlos Dias, advogado de mais de 600 presos políticos durante a ditadura. Quem acusa é o promotor Maurício Ribeiro Lopes, exímio orador e performer em tribunais criminais.
O coro desta tragédia documental à brasileira é composto por um grupo de pessoas vítimas da violência policial, vítimas da ditadura e da sociedade civil. Reunido em sessões de psicodrama o grupo faz aflorar, sem filtros, situações e falas que normalmente não são ditas publicamente. É através do coro que os ritos da justiça são postos frente a frente com as paixões mais profundas do brasileiro comum, é no psicodrama que o presente olha para os traumas do passado.
As feridas deixadas pelo nosso violento e muitas vezes velado ou dissimulado processo histórico, permeiam o filme. As marcas da repressão nos anos 1970 encontram as marcas da violência policial de hoje. A verdade histórica é posta em xeque, as narrativas oficiais são desconstruídas, o fato e a versão são acareados, a justiça é posta em dúvida. No Brasil de 2015, talvez as Erínias, deusas da vingança, ainda estejam vivas e mais atuantes que nunca.Júri simulado do filme tem o ex-ministro da justiça José Carlos Dias na defesa e Maurício Ribeiro Lopes na acusação.

DIRETOR :

Rodrigo Siqueira é jornalista, trabalhou como editor de textos e imagens em televisão e internet e foi pesquisador para longas metragens antes de iniciar sua carreira de diretor.Como realizador de cinema, produziu, dirigiu e montou o longa metragem “Terra deu, terra come”, que foi o documentário brasileiro mais premiado no biênio 2010/2011. Também é produtor e diretor do longa documentário “Vaca, Galo, Porco” sobre a cultura do jogo do bicho, em fase final de pós-produção; e de “Brazil”, longa documental sobre imigrantes mineiros nos EUA. Atualmente desenvolve mais um longa e uma série documentais, além de trabalhar em um roteiro de ficção autoral.

FICHA TÉCNICA:

ORESTES

Brasil, 2015, 93min, cor, DCP
Sinopse: Orestes é uma adaptação da tragédia grega, de Ésquilo, para a realidade
brasileira. Com um júri simulado e uma série de psicodramas, Orestes coteja
dois momentos da nossa história: a ditadura militar dos anos 1970 e o
presente, da violência policial.
Direção e Roteiro: Rodrigo Siqueira
Fotografia: Leo Resende Ferreira
Montagem: Lessandro Sócrates e Rodrigo Siqueira
Editor de Som: Miriam Biderman
Som Direto: Celio Dutra
Produtora: 7Estrelo Filmes

GRADE DE HORÁRIOS:
22 de setembro (terça-feira)
15h – Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
17h - Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
19h - Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert

23 de setembro (quarta-feira)
15h – Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
17h - Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
19h - Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert

24 de setembro (quinta-feira)
15h – Orestes, de Rodrigo Siqueira
17h - Orestes, de Rodrigo Siqueira
19h - Orestes, de Rodrigo Siqueira (SESSÃO ESPECIAL GRATUITA: Debate com José Roberto Michelazzo, Marcelo Perrone e outros convidados)

25 de setembro (sexta-feira)
15h – Orestes, de Rodrigo Siqueira
17h - Orestes, de Rodrigo Siqueira
19h - Orestes, de Rodrigo Siqueira

26 de setembro (sábado)
15h – Orestes, de Rodrigo Siqueira
17h - Orestes, de Rodrigo Siqueira
19h - Orestes, de Rodrigo Siqueira

27 de setembro (domingo)
15h – Orestes, de Rodrigo Siqueira
17h - Orestes, de Rodrigo Siqueira
19h - Orestes, de Rodrigo Siqueira
 
29 de setembro (terça-feira)
15h – Orestes, de Rodrigo Siqueira
17h - Orestes, de Rodrigo Siqueira
19h - Orestes, de Rodrigo Siqueira
 
30 de setembro (quarta-feira)
15h – Orestes, de Rodrigo Siqueira
17h - Orestes, de Rodrigo Siqueira
19h - Orestes, de Rodrigo Siqueira

Os ingressos podem ser adquiridos no local a R$8,00. Estudantes, deficientes, idosos, bancários sindicalizados e jornalistas sindicalizados pagam R$4,00.

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