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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cine Especial: SERGIO LEONE - ERA UMA VEZ O SPAGHETTI WESTERN: Parte 5


Nos dias 15 e 16 de agosto, estarei participando do curso SERGIO LEONE - ERA UMA VEZ O SPAGHETTI WESTERN, criado pelo CENA UM e ministrado pelo professor Rodrigo Carreiro. E enquanto os dois dias não vêm, por aqui, estarei escrevendo um pouco sobre o que eu sei desse  cineasta, que deu novo status para o gênero do Western e que se sente isso até hoje.    

TRILOGIA SOBRE AMERICA

Era uma Vez no Oeste

Sinopse: Em virtude das terras que possuía serem futuramente a rota da estrada de ferro, um pai e todos os filhos são brutalmente assassinados por um matador profissional. Entretanto, ninguém sabia que ele, viúvo há seis anos, tinha se casado com uma prostituta de Nova Orleans, que passa ser a dona do local e recebe a proteção de um hábil atirador, que tem contas a ajustar com o frio matador.

Um dos melhores, e mais ambiciosos faroestes de todos os tempos, com o qual Sergio Leone realizou o sonho de dirigir um dos mitos do gênero que era Henry Fonda e transformá-lo num dos mais assustadores vilões da historia, o que acabou causando  desconforto nos americanos que sempre viam Fonda como mocinho. Todos no elenco (até mesmo Charles Bronson) estão ótimos em seus respectivos papeis e a musica composta pelo mestre Ennio Morricone se tornou clássica e entrou no imaginário dos fãs desse gênero.
Leia mais sobre Era uma Vez no Oeste clicando aqui.   

Quando Explode a Vingança

 Sinopse: Juan Miranda é um ladrão mau e desajeitado que tem seu caminho cruzado por John Mallory, um terrorista fascinado por explosivos. Juntos, sem querer ou não, eles entram de cabeça na Revolução Mexicana de 1913.
  
Segunda parte da ambiciosa trilogia de Leone sobre America. É um filme (literalmente) explosivo, divertido e sarcástico, com personagens debochados, desfecho sanguinolento e pano de fundo político. O bonito visual mostra a região de Almerica (Espanha). Assim como Era uma vez no Oeste, Leone quebra as leis do tempo, fazendo com que a longa duração do filme, passe a sensação de agilidade, graças ao fato, de ele sempre criar uma espécie de pequena historia em meio à outra maior do que está por vir. Bom exemplo disso é seqüência inicial, em que mostra a intolerância da aristocracia, perante as pessoas humildes do México, mas que acabam se tornando todos insignificantes quando eles batem de frente, com o que acreditavam serem seres inferiores.
Tudo isso, nos primeiros minutos de filme, onde tudo é feito de uma maneira minuciosa e muito bem dirigida por Leone. Mas um dos melhores pontos do filme é sem sombra de duvida a química perfeita de James Coburn e Rod Steiger, que nos brinda com momentos hilários, numa amizade que vai crescendo gradualmente no decorrer da historia. O personagem de Coburn, alias, tem toda a sua historia, muito bem contada através de flashbacks, no qual a bela direção de cenas em câmera lenta criada por Leone, com bela trilha sonora de  Ennio Morricone, fazem um belo casamento.        
  
Era uma vez na América

Sinopse: O filme é um conto épico de um grupo de gângsters judeus na cidade de Nova York, na primeira metade dos anos 1900, durante a sua infância até sua reunião posterior, nos anos 1960.

A mais ambiciosa superprodução criada por Leone, que fecha a trilogia sobre sua visão pessoal sobre a America, e o ultimo filme, de sua curta, mas marcante carreira. O filme é uma verdadeira saga, sobre a formação da máfia judaica na ilha de Manhattan, Nova York. Mais precisamente sobre a amizade de jovens, que se viram como podem, em meio a bicos, roubos e que os levam a um caminho sem volta de altos e baixos do mundo do crime.
Na época do seu lançamento, o filme tinha pouco mais de 139minutos de projeção, mas inesperadamente, houve protesto, tanto da parte dos fãs do diretor e que gostaram do filme, como da critica especializada que queriam ver mais dessa historia. Com isso, o filme foi lançado em TV a acabo, numa versão maior de 192 e quando chegou em VHS, teve uma versão muito mais entendida de 227 minutos e que acabou melhorando mais o entendimento da historia.      
A reconstituição de época é fantástica, sendo algo similar, ou até mesmo melhor do que se viu em O Poderoso Chefão: Parte II, e como sempre, Leone nos brinda com cenas magníficas (a do bolo é minha favorita) e que novamente faz um belíssimo casamento com a trilha sonora composta pelo mestre Ennio Morricone. De Niro e James Woods dão um show de interpretação, muito embora pequenas participações roubem a cena, como na pequena participação de Jennifer Connelly, que alias, foi seu papel de estréia no cinema.
Um filme que encerra com chave de ouro, uma curta, mas significativa filmografia de um grande cineasta.  

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