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domingo, 9 de setembro de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: Cara ou Coroa




Sinopse:São Paulo, inverno de 1971. João Pedro (Emílio de Mello) é um diretor de teatro que está bastante atarefado com os ensaios para uma nova peça. Nas folgas do trabalho ele recebe ocasionalmente a visita de um integrante do Partido Comunista, que não compreende as opções estéticas e políticas da peça, parcialmente financiada pelo partido. Paralelamente, Getúlio (Geraldo Rodrigues) e a namorada Lilian (Júlia Ianina), ambos idealistas, decidem colaborar com a resistência à ditadura militar, abrigando dois fugitivos. Eles decidem escondê-los na casa do avô (Walmor Chagas) de Lilian, um militar da reserva.

As pessoas agem das formas mais diversas, perante uma determinada situação em que vivem. No caso do período da ditadura militar, houve diversos tipos de pessoas, desde aquela a serviço (cegamente) do governo, como aqueles que fizeram de todas as formas para combater aquele equivocado período. O mais novo filme do diretor Ugo Giorgetti (O príncipe), procura não retratar um fato verídico naquele tempo, muito menos pessoas históricas, mas sim uma trama, na qual a maioria das pessoas que viveram naquela época pudessem se identificar, sendo através de personagens fictícios, que podem ou não ter realmente existido.
A trama nos joga em plena ditadura, mas não ficamos presos a fatos históricos, mas sim na forma em que as pessoas comuns se comportavam perante aquele período: do defensor do regime, para quem não quer saber de política, que vê, mas não enxerga, e de quem pertenceu um dia, mas que já está cansado e já teve a sua época. Não estamos diante de heróis ou vilões, mas sim pessoas presas num universo paranoico, no qual as deixam confusas e não sabendo em que direção irá tomar na vida. Mas é ai que surgem dois fugitivos (a serviço do partido comunista), que fazem de uma parte desses personagens, serem testados e conhecerem a si próprios. Muito embora, o roteiro não se prende a soluções fáceis, e fazem com que os personagens se apresentem do começo ao fim, de uma forma ambígua e levantando mais perguntas do que respostas sobre cada uma delas.

Embora o filme seja liderado por elenco jovem e semi-desconhecido, o filme nos brinda com interpretações magistrais de veteranos, como o ranzinza taxista (Otavio Augusto) que possui visão preconceituosa, acreditando cegamente nos ideais do governo na época, mas que não esconde certa bondade e inocência quando o assunto é sobre família. Porém, é Walmor Jhagas, ao interpretar um aposentado general, que nos brinda com um personagem de múltiplas camadas de personalidade, na qual nunca temos uma exata certeza, de ele estar tendo plena consciência ou não, da situação em que ele se passa em determinados pontos da historia.
Embora seja uma produção simples, o filme possui um visual fiel daquele período, graças uma reconstituição de época, que embora em sequencias fechadas, é eficaz. E ao terminar o filme, nos perguntamos sobre os destinos de cada um dos personagens, mas tendo uma absoluta certeza, que embora se apresentassem numa forma de parecerem estar sempre em cima do muro, eles tinham muito mais a oferecer do que nos podíamos imaginar. 


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4 comentários:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Só pelo Walmor já vale assistir esse filme...

O Falcão Maltês

Marcelo C,M disse...

Assisti ontem numa sessão especial, com debate em seguida, com a presença do propio cineasta.

renatocinema disse...

Adoro o diretor. Todos que vi dele, apreciei.

Esse, sendo bem sincero, não conhecia.

Será uma boa opção.

Marcelo C,M disse...

Eu conheci o cineasta neste sábado. Achei uma pessoa bem agradável e sincera.