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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Cine Dica: Curso Filmes & Sonhos

NÃO PERCA ESTA NOVA OPORTUNIDADE DE PARTICIPAR DE UM DOS CURSOS DE MAIOR SUCESSO DE 2017.

Curso



Apresentação

1895 foi um ano de convergências. Na noite do dia 23 para 24 de julho de 1895, Sigmund Freud teve seu sonho mais importante. A primeira projeção de cinema ocorreu em 25 de dezembro do mesmo ano. Teria Freud ido às primeiras projeções dos irmãos Lumière na cidade de Viena, em abril de 1896?


Desde seu início o cinema incluiu a linguagem onírica em suas narrativas. Ainda nos anos ’20 do século passado, quando o livro “A Interpretação dos Sonhos” popularizou-se pela Europa e pelo mundo, artistas e cineastas procuravam Freud, agradecidos pela influência do primeiro psicanalista em suas produções artísticas. Alguns tentaram, sem sucesso, a supervisão do gênio da alma humana para a produção de roteiros, influenciados por suas obras.


Com muito esforço e insistência, discípulos do pai da Psicanálise o convenceram a aceitar que os mesmos supervisionassem a construção de um roteiro de um importante cineasta do expressionismo alemão. Do cinema clássico ao contemporâneo, muitos filmes foram diretamente influenciados pelo pensamento psicanalítico.


Méliès, Pabst, Buñel/Dalí, Hitchcock, Bergman, Pasolini, Fellini e Kurosawa são exemplos de alguns diretores que utilizaram a psicanálise em cenas oníricas de seus roteiros. No Oscar de 2017, um dos filmes concorrentes ao prêmio máximo apresentava um sonho quase idêntico ao usado por Freud em seu livro mais famoso.


Público Alvo
Pessoas interessadas em Psicanálise, nos Sonhos e Cinema.
Não é necessário nenhum pré-requisito de formação e/ou atuação profissional para participar desta atividade.


Objetivos

O Curso Filmes & Sonhos: A Psicanálise no Cinema, ministrado por Leonardo Della Pasqua vai apresentar o desenvolvimento da teoria da interpretação dos sonhos na Psicanálise, relacionando os sonhos ao modo como são representados pelo Cinema, baseando as possibilidades de interpretação dos mesmos, utilizando os exemplos fílmicos para ilustrar os tipos de sonhos e modalidades de interpretação.


Conteúdo programático

Aula 1
- O cinema mudo:
1. O primeiro filme a utilizar sonhos em seu roteiro
2. A presença dos sonhos no cinema mudo
3. Os filmes oníricos do cinema mudo
- Georges Méliès e a intuição do inconsciente freudiano
- Georg Wilhelm Pabst e “Os mistérios da alma”
- Luis Buñuel, Salvador Dalì e o surrealismo onírico
- Sonhos no cinema clássico
- Hitchcock e a plasticidade do sonho
- Ingmar Bergman e o simbolismo onírico
- O livro dos sonhos de Federico Fellini
- A interpretação dos sonhos na obra de Pier Paolo Pasolini


Aula 2
- Sonhos no cinema moderno
- Os sonhos psicanalíticos na ótica de Woody Allen
- Sonhos de Kurosawa e a cena primária
- Exemplos de narrativa onírica em Pedro Almodóvar
- David Lynch e o moderno cinema onírico
- Anthony Hopkins e o sonho dentro do sonho
- Sonhos no cinema contemporâneo
- Michel Gondry e o cinema onírico
- Denis Villeneuve e a dimensão onírica dos roteiros
- Kenneth Lonergan e a atualidade de Freud


Ministrante: Leonardo Della Pasqua
Psicanalista. Psicólogo. Formado em psicanálise na escola Lo Spazio Psicoanalitico di Roma, Itália. Sócio-fundador do Laboratório Psicoanalitico Tiburtino, em Roma, na Itália, onde coordenou o evento “Cinema e Terceira Idade” por um período de três anos. Presidente da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul (Biênio 2011-2013), onde coordenou as atividades “Cinema e psicologia” e “Diálogos entre o direito e a psicologia”. Ministra a disciplina Teoria e Técnica Psicanalítica III no curso de formação em psicanálise do Círculo Psicanalítico do Rio Grande do Sul. Coordenador do curso “A interpretação dos sonhos na psicanálise: um laboratório onírico didático”, com diversas edições no Rio Grande do Sul.


Curso de Férias
Filmes & Sonhos: A Psicanálise no Cinema
de Leonardo Della Pasqua

Datas: 13 e 14 de Janeiro (sábado e domingo)

Horário: 14h às 17h

Duração: 2 encontros presenciais (6 horas / aula)

Local: Cinemateca Capitólio Petrobras

Investimento: Valor Especial - R$ 75,00
* Desconto para pagamento por depósito bancário: R$ 70,00

Formas de pagamento? Depósito ou transferência bancária / Cartão de crédito (PagSeguro)

Material
Certificado de participação e Apostila

Informações
cineum@cineum.com.br  /  Fone: (51) 99320-2714


Realização
Cine UM Produtora Cultural

Patrocínio
Back in Black
B&B Games

Apoio
Cinemateca Capitólio Petrobras

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Cine Especial: Clube de Cinema de Porto Alegre: Anna Karenina - A História de Vronsky



Sinopse: Publicado em 1877, o romance de Tolstoi narra o caso extraconjugal de Anna Karenina, que se apaixona pelo conde Vronsky e abandona a família, chocando a sociedade. Nesta adaptação, Shakhnazarov inicia o relato 30 anos mais tarde, durante a guerra russo-japonesa, quando o filho de Karenina procura saber do amante da mãe, o que a fez desistir da vida.
Anna Karenina é como as obras de William Shakespeare que, uma vez ou outra, sempre possui uma nova adaptação cinema para ser então conferida. Curiosamente, cada nova adaptação possui um teor que difere das outras e do qual somente o cinema é capaz de realizar tal tarefa. Se na última versão do conto (versão de 2012 e estrelado Keira Knightley) era uma bela fusão entre o cinema e o teatro, essa versão russa sofre um pouco pelo tempo excessivo, mas sendo um filme plasticamente belo para ser visto e que possui fórmulas na trama que a diferencia das outras. 
Dirigido por Karen Shakhnazarov (Tigre Branco), o filme começa em 1904, onde ocorre um conflito entre a Rússia o Japão. Em meio às trincheiras, o filho de Anna Karenina (Elizaveta Boyarskaya) procura descobrir quem foi realmente a sua mãe, através do relato de Shakhnazarov (Maksim Matveyev), amante de Anna e que se encontra ferido após um combate. Não demora muito para que certas lembranças do passado tragam novas revelações sobre a verdadeira faceta de Anna Karenina. 
Tendo interpretada por grandes atrizes ao longo da história (vide Greta Garbo e Vivien Leigh), Anna Karenina é aquele típico personagem, cuja sua via cruz já é mais do que conhecida pelo público. Porém, sua aura de tragédia grega é algo que atrai independente de qual época, pois é uma trama que flui de forma arredondada e que é sempre correspondido por diversas gerações. Eis então que Karen Shakhnazarov tem uma de suas tarefas mais ingratas, que é fazer com que a sua adaptação se diferencie das outras e o resultando em algo parcial, mas com alguns frutos a serem verificados.
O filme já começa de uma forma que se difere das outras, onde acompanhamos em narração off o depoimento do personagem Shakhnazarov, onde tudo que é visto na tela é de acordo com o olhar do personagem com relação a Anna Karenina. Se num primeiro momento achamos que o filme poderia se enveredar por um olhar machista com relação aos fatos, eis que testemunhamos o nascimento de um amor proibido de uma forma gradual e humana. Se por um lado Maksim Matveyev como Shakhnazarov não tem muito que acrescentar com relação a sua presença na trama, Elizaveta Boyarskaya como Anna é a verdadeira alma do filme, pois o seu olhar expressivo transmite toda a felicidade, amor, angustia e tristeza que a personagem sente ao longo da projeção.
Contudo, é preciso tirar o chapéu para o desempenho do ator Vitaly Kishchenko, como o personagem Alexei, marido da protagonista. Embora o seu personagem aja de uma forma vingativa pelo fato de Anna ter lhe traído, e curioso que observamos um personagem não movido somente pela frustração, como também pode ter sido moldado pelos costumes dos homens da época e pelo lado conservador da igreja.  Vitaly Kishchenko se aproveita então ao criar um personagem dúbio, onde não sabemos então se sentimos por ele raiva ou pena ao ser movido por regras e costumes impostos pela sua religião que tanto respeita de uma forma cega e, por vezes, irracional.
Tecnicamente o filme possui um belíssimo visual, cuja fotografia e edição de arte andam de mãos dadas á todo momento. Curiosamente, as raras cenas de ação que surgem na tela (como a já conhecida corrida de cavalos) empolgam e isso graças a uma direção segura de Karen Shakhnazarov. Porém, o filme falha um pouco no seu tempo, por vezes excessivo, cuja algumas passagens da trama, principalmente aquelas que se passam em 1904 soam um tanto que dispensáveis.
Contudo o que faz dessa versão se diferenciar das demais é pelo fato de que algumas passagens da trama ficam até mesmo em aberto e fazendo com que cada um tenha uma interpretação com relação ao que foi apresentado. E quando a gente acha que estamos nos encaminhando para o final que todos nós já conhecemos, eis que Karen Shakhnazarov nos planta a semente da dúvida com relação ao destino de alguns personagens centrais da trama e fazendo com que se gerem até mesmo debates após a sessão. Anna Karenina - A História de Vronsky pode até não ser a melhor versão sobre o conto, mas possui um brilho próprio.    
  

NOTA: Filme exibido no último sábado para sócios do Clube de Cinema de Porto Alegre.    

  



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