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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Cine Dica: Streaming: 'A Escolhida'

Sinopse: Veronica Henley é uma mulher bem sucedida, mas que se vê presa em uma realidade horrível que a força a confrontar o passado, o presente e o futuro antes que seja tarde demais. 

"Corra" (2017) não só revitalizou o gênero de horror, como também representou o grande temor de que os monstros reais do nosso passado ainda podem estar vivos em nosso presente. O filme estreou justamente em um momento em que os EUA e o mundo estavam começando a serem governados por uma extrema direita disfarçada de conservadora, quando na verdade ela possui todos os resquícios de racismo e com discursos polarizados. "A Escolhida" (2020) é um de inúmeros filmes que pegaram carona com o sucesso da obra de Jordan Peele, mas obtendo luz própria no momento que nos apresenta reviravoltas surpreendentes dentro da trama.

Dirigido por Gerard Bush por Christopher Renz, o filme conta a história de Veronica (Janelle Monáe), que é uma autora bem sucedida que se encontra presa em dois diferentes períodos: Os dias atuais e o Antebellum, a era das plantações no sul. Imersa nesta horrorizante realidade, ela deve descobrir o mistério por trás desses acontecimentos e fugir, antes que seja tarde demais.

Falar mais sobre o filme seria o mesmo que estragar algumas surpresas que nos pega desprevenidos e revelando a força maior do filme como um todo. Tecnicamente o filme foi realizado de uma forma muito bem pensada, desde ao plano-sequência da abertura, como também nas cenas em que a câmera lenta nos fascina. Ao mesmo tempo em que há todo um cuidado para reconstituir o cenário da Guerra Civil americana, por outro lado, há ali indícios de aquele cenário pode não ser bem o que nós imaginávamos.

Além de facilmente entrar na lista de filmes "pós terror" que andam fazendo sucesso atualmente, a obra possui também pitadas de outros grandes sucessos da ficção, que vai desde "Black Mirror"(2011) como também "Westworld" (2016). Quem acompanhou essas duas séries já tem, portanto, uma bagagem pronta e com isso, talvez, não venha se surpreender tanto com os desdobramentos da trama. Porém, os desdobramentos acontecem de uma forma que nos põem em dúvida sobre o que realmente acontece na tela, até que tudo fica claro em um certo momento, mas também obtendo o fator surpresa como um todo.

Em termos de interpretações vale destacar o fantástico desempenho da atriz e cantora Janelle Monáe como protagonista e cuja sua personagem vai oscilando entre uma mulher segura de si para alguém que deseja sobreviver em meio ao horror criado pela humanidade e da qual é, por vezes, difícil de explicar. Horror esse cujo o ingrediente vem do nosso próprio mundo real e nos revelando que o racismo norte americano continua encravado em suas terras enquanto houver pessoas que acreditam que podem estar acima de outras. O ato final talvez nos dê certa esperança, mas também nos dizendo que a Guerra Civil americana nunca terminou, assim como outras que nasceram na esperança pelo fim da escravatura.

"A Escolhida" é horror e realidade que se cruzam na tela, pois a obra em si é uma representação do temor que muitos sentem perante o fascismo da era Trump.  


Onde Assistir: Aluge pelo Youtube. 


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