Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Cine Dica: Em Cartaz: 'Luta Por Justiça' - Sem provas, mas com convicção

Sinopse: O advogado Bryan Stevenson assume o caso de Walter McMillian, que foi condenado a morte por assassinato, apesar das evidências que comprovam sua inocência. Stevenson encontra racismo e manobras legais enquanto luta pela vida de McMillian. 

Não é de hoje que o cinema norte americano trás para as telas o subgênero tribunal e cuja a trama trata da seguinte questão sobre o quanto sistema de lá pode ser preconceituoso com a comunidade negra. O clássico "O Sol é para Todos" (1962) foi um dos primeiros filmes ao abordar o assunto e não escondendo o lado preconceituoso do homem branco norte americano por detrás da mesa da justiça cega. "Luta por Justiça" resgata uma história polêmica e que somente sintetiza o quanto há de preconceito em um sistema que se diz imparcial, mas só que não.  
Dirigido por Destin Daniel Cretton, o filme conta a história de Bryan Stevenson (Michael B. Jordan), um advogado recém-formado em Harvard que abre mão de uma carreira lucrativa em escritórios renomados da costa leste americana para se mudar para o Alabama e se dedicar a prisioneiros condenados à morte que jamais receberam assistência legal justa. Ao chegar lá, Bryan se depara com o caso de Walter McMillian (Jamie Foxx), um homem negro falsamente acusado de um assassinato, mas que nunca teve uma defesa apropriada por conta do preconceito racial na região.  
Para começo de conversa Destin Daniel Cretton não tem nada de especial em sua direção, tão pouco demonstrando algum apelo para um cinema autoral. Porém, é notório que a temática do filme é o que salva a obra como um todo, principalmente em tempos de hoje em que cada vez mais a justiça, independente de qual país, está se tornando parcial e vivendo de apenas convicção. Se isso é sentido hoje, anos antes isso já era vasto, mas não obtendo tamanha atenção através dos meios de comunicação como um todo.  
O caso Walter McMillian, por exemplo, foi um de muitos casos de pessoas que foram condenadas à morte por crimes que não cometeram, mas que foram julgadas por poderosos que ansiavam por uma justiça cega e da qual gostavam de molda-la do seu jeito. Querendo ou não, foram casos de pessoas que foram julgadas unicamente devido a sua cor de pele e não pelas provas que existiam e tão pouco se importavam com elas. A trama se passa entre o final dos anos oitenta e início dos anos noventa, porém, continua mais atual do que nunca.  
Como eu disse acima, a direção de  Destin Daniel Cretton não nos passa algo de especial, mas consegue obter nossa atenção, não somente pelo ótimo desempenho dos atores em cena, como também de sequências que nos fazem nos prender na poltrona. Tanto Michael B. Jordan como Jamie Foxx estão ótimos em seus respectivos papeis, porém é justamente com um ator secundário, Rob Morgan (IV), que se obtém o melhor momento de todo o filme. Atenção para sua cena em que ele é sentenciado a cadeira elétrica que é, desde já, uma das cenas mais angustiantes do cinema deste ano.  
Embora seja baseado em fatos verídicos, tudo é encaminhado por um final onde os protagonistas obtém a sua redenção, mesmo quando tudo parecia perdido. Embora isso pareça um ponto positivo, é bom salientar que o cineasta optou em enveredar tudo por soluções mais reconfortantes, ao invés de nos deixar claro que a luta pela justiça no mundo real jamais é fácil de ser obtida. Ao menos, os créditos finais nos faz dar conta que a luta continua, independente de qual país acontece uma situação parecida, pois o sistema é falho e preconceituoso com  relação a raça e status.  
"Luta Por Justiça" é um retrato de um sistema corrupto, racista, viciado e que somente defende os afortunados financeiramente falando. 

Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook,  twitter, Linkedlin e Instagram.  

Nenhum comentário: