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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Cine Especial: MICHELANGELO ANTONIONI EM 4 ATOS: Parte 1


Nos dias 19 e 20 de Maio, participarei do curso MICHELANGELO ANTONIONI EM 4 ATOS, criado pelo CENA UM e ministrado pelo professor de cinema Henrique Marcusso. Diferente dos cursos anteriores que eu já participei, Marcusso irá somente fazer uma analise minuciosa sobre a Tetralogia Existencial que Antonioni havia criado nos anos 60. Enquanto a atividade não chega, por aqui, falarei um pouco dos quatro filmes que serão abordados durante o curso.  

  A AVENTURA
CRISE DO HOMEM É O TEMA DA OBRA FEITA DE VAZIOS QUE ABRE A TETRALOGIA EXISTENCIAL.

Sinopse: Tudo começa com um grupo de ricos, passeando de Barco pela costa do mediterrâneo. Três amigos – Claudia (Monica Vitti) e o casal Anna (Lea Massari) e Sandro (Gabriele Ferzetti), resolvem dar um mergulho no mar. Anna e Sandro brigam, e ela some inexplicavelmente. Ele e Claudia saem para procurá-la e acabam se envolvendo.

Quando foi lançado em Cannes em 1960, A aventura dividiu a critica do publico. Enquanto a critica se maravilhou com o estilo do até então desconhecido Michelangelo Antonioni, o publico, na maioria dele, odiou ao assistir uma trama sem movimento, cujo  o ponto de interrogação (o desaparecimento de uma das personagens) não é solucionado, e para a surpresa de todos, é deixado de lado ao longo da trama. Mas foi o tempo que comprovou que o diretor Italiano acertou em explorar a crise existencial do ser humano daquela época, cuja essa forma de filmar e contar historia, seguiria na chamada Tetralogia Existencial, formada por A Noite (1961), Eclipse (1962) e O Deserto Vermelho (1964).
Os temas explorados nesses trabalhos são sobre o vazio da burguesia e das classes abastadas (e a tomada de consciência de seus indivíduos sobre esse vazio), a alienação provocada pelos avanços industriais e o desenvolvimento urbano, que afastam o  homem de um mundo mais simples, do sentimentos, e a falta de comunicação um com o outro, tanto entre as famílias, como na amizade e no amor.
O relacionamento que surge (após o desaparecimento de uma das protagonistas) não é nenhum pouco especial, mas há emoções conduzidas pela monotonia. As conversas são raras, sendo que os estados psicológicos e os sentimentos dos personagens mostrados na tela ficam em aberto para o espectador tirar suas próprias conclusões. O ritmo é lento, com cuidado para as paisagens e campos abertos, o que acabou influenciando muitos outros cineastas, como  o alemão Wim Wenders.  Com o sucesso que teve com a critica e com o reconhecimento gradual que teve com o publico  ao longo do tempo, o diretor conseguiu sinal verde, para que  trabalhasse em países como Inglaterra (Depois daquele Beijo, 1966), Estados Unidos (Zabriskie Point, de 1970) e Espanha (Profissão Repórter, de 1975). Ironicamente, em 1986, Antonioni sofreu derrame e perdeu a fala, além de ter perdido parte do corpo paralisada. Digo irônico, devido ao fato que foi o cineasta que melhor filmou a falta de comunicação entre os personagens. 

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