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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Cine Especial: A GÊNESE DA NOVA HOLLYWOOD: Parte 2



De 1967 a 1980, o cinema americano viveu o seu período mais criativo, onde eram apresentadas para o público, histórias sérias, reflexivas e que espelhasse um pouco que os EUA passavam naquele período (período pós Vietnam e o escândalo do Waltergate). Com uma nova e criativa geração de cineastas, Hollywood presenteou para os cinéfilos, algo que somente se via em outros países, como na França e sua “nova onda” (Nouvelle Vague).

O próximo curso criado pelo Cine Um e ministrado por Leonardo Bomfim, intitulado A Gênese da Nova Hollywood tratará exatamente disso. A atividade acontecerá em Porto Alegre, dos dias 05 e 06 de março, mas antes disso, postarei por aqui os primeiros filmes (entre anos 60 e 70) e que deram origem a esse rico período do cinema americano.

   
O CALOR DA NOITE (1967)



Sinopse: Quando Philip Colbert (Jack Teter), o principal empresário de Sparta, uma cidade do Mississipi, é morto, o policial Sam Wood (Warren Oates) tenta achar o culpado. Ao ver na estação de trem um negro bem vestido, Virgil Tibbs (Sidney Poitier), ele é preso como suspeito sem chance de argumentar. Quando Sam vê que Tibbs tinha uma incomum quantidade de dinheiro para um negro de Sparta, o policial fica certo que encontrou o assassino. Mas o xerife Bill Gillespie (Rod Steiger) descobre, para seu espanto e constrangimento, que Virgil é um detetive da polícia da Filadélfia, que visitava sua família. Ironicamente Virgil é um expert em homicídios e recebe recebe ordens do seu superior para ajudar no caso. Isto o desagrada e também a Gillespie, que não gosta de ter um policial negro ajudando nas investigações. Para deixar mais tensa a situação Leslie Colbert (Lee Grant), a viúva da vitima, vê a ineficiência da polícia de Sparta e exige a presença de Virgil. Gillespie odeia a idéia, mas há uma grande pressão para o caso ser solucionado, assim aceita a colaboração de Virgil. Aos poucos vai surgindo um respeito entre eles. Virgil reconhece que Gillespieé uma pessoa bem decente, que está tentando fazer o melhor possível, e Gillespie passa a admirar Virgil por sua experiência e profissionalismo. Mas um detetive negro comandar uma investigação em uma região muita racista pode não dar certo.

Assistir a esse filme é no mínimo curioso. Em um tempo que vivemos, onde toda a raça e credo são aceitos, assistir O Calor da Noite é nos dar conta que já ouve tempos bem piores, em que o preconceito era lá e aqui, onde qualquer um poderia ser suspeito de um crime tudo por causa da cor da sua pele.
Norman Jewison (Jesus SuperStar) retrata bem isso com o policial de  Sidney Poitier que sofre com o terrível preconceito, mas jamais se deixa cair (a cena que recebe um tapa e logo em seguida responde com outro tapa é digna de nota) e vai até o fundo sobre o misterioso crime que aconteceu nesta cidade. Atenção pelo ótimo desempenho  de Rod Steiger que interpreta o chefe de policia preconceituoso mas que terá que aprender aos poucos a viver neste novo mundo livre.
Curiosidade: No Calor da Noite foi o 1º filme com classificação de censura PG a ganhar o Oscar de melhor filme.

 

O Bebê de Rosemary (1968)



Sinopse: Um jovem casal se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas. Quando ela (Mia Farrow) engravida, passa a ter estranhas alucinações e vê seu marido (John Cassavetes) se envolver com os vizinhos, uma seita de bruxas que quer que ela dê à luz ao Filho das Trevas.

O filme baseado no best Seller de Ira Levin, marca a estreia de Polansk no cinema americano, levando a perfeição a técnica de confundir alucinação e realidade. Grande sucesso em todo o mundo foi precursor de outros exemplares do terror diabólicos que giram em torno de um bebê voltado para o mau. Ruth Gordon (a vizinha intrometida) recebeu o Oscar de atriz coadjuvante.

Curiosidade: Para fazer as cenas de rituais e cânticos satânicos serem o mais realista possível, o diretor Roman Polanski contou com o auxílio de Anton LaVey, fundador da Igreja de Satã e autor de "The Satanic Bibles", que serviu como consultor nestas cenas.- Foi durante as filmagens de O Bebê de Rosemary que a atriz Mia Farrow se divorciou de seu marido, o cantor Frank Sinatra.

Interessados em participar do curso cliquem aqui. 


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