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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cine Especial: História do Cinema Gaúcho: Extra



Em 2003, eu estava assistindo ao filme O Homem que Copiava de Jorge Furtado no cinema. Imediatamente após a sessão, eu ouvia muitas pessoas admiradas com o fato do filme ter sido rodado em Porto Alegre e se maravilhado por ver certas partes da cidade ter sido filmada para a trama. O que essa geração nova talvez não saiba, é que já ouve inúmeros filmes rodados no RS, mas o que falta talvez seja uma falta de divulgação melhor, ou até interesse por uma pesquisa mais aprofundada sobre o assunto.
Neste final de semana ocorreu o curso História do Cinema Gaúcho, criado pelo Cine Um e ministrado pela Doutora, jornalista e professora  Miriam de Souza Rossini. Durante dois dias, e com muito bom humor, Miriam explicou a história dos altos e baixos do nosso cinema que, já existia desde o início do século, mas nunca teve exatamente um período forte da criação de inúmeros filmes. O que se seguiu e se criou ao longo das décadas, foi na realidade uma persistência da parte do cinéfilo gaúcho, na tentativa de se criar filmes, desde aqueles que sintetizassem o lado tradicionalista do estado, como também os períodos em que representavam as gerações de jovens da década de 70 e 80.
Durante os dois dias, soubemos um pouco mais da história do primeiro longa gaúcho, que foi Vento Norte de 1951, há filmes obscuros, mas redescobertos com o tempo, como no  caso de Abas Largas de 1963. Dos grandes sucessos de Teixeirinha (como Coração de luto), para uma linguagem que correspondesse com a geração da época, como no caso do longa Deu pra Ti anos 70 e curtas como No Amor. Curiosamente, por um bom tempo, Santa Maria foi um lugar farto de inúmeros cinéfilos que faziam seus curtas metragens com os recursos que tinham.
Assim como ocorreu em todo país (virada dos anos 80 e 90), tivemos a quase extinção de longas metragens, sendo que em 1992, o festival de Gramado somente havia filmes internacionais em exibição. A retomada veio em 1995, justamente com o filme filmado por aqui O Quatrilho, de Fábio Barreto. Além da retomada, não podemos nos esquecer dos inúmeros curtas metragens de sucesso, como aqueles exibidos na RBS, intitulados Histórias Curtas e que deu um novo gás para uma nova leva de cineastas gaúchos.
Por fim, o cinema gaúcho somente persiste por teimosia, mas é graças a essa teimosia gauchesca que temos uma história da 7ª arte para sempre ser contada. Confiram alguns momentos da atividade. 

 Hora de subir para mais uma nova atividade. 
E em boa companhia ao lado desse clássico. 
Assim começa o curso. 
Novamente Jorge fazendo as honras. 
Com bom humor, Miriam escavando para nós a história do cinema dentro do nosso estado.
Os nossos primeiros curtas da história.
Para Pedro: Uma das primeiras adaptações de O Tempo e o Vento.
Abas Largas: Filme Redescoberto. 
No Amor: Curta que correspondia com a juventude gaúcha da época.
Netto Perde a sua Alma: Um dos grandes representantes da retomada.
    

Leia também: Especiais sobre a história do Cinema Gaúcho clicando aqui.

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