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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Cine Dica: Programação especial homenageia Helena Ignez e Djin Sganzerla

De 26 a 30 de outubro, a Sala Redenção celebra uma das atrizes e diretoras mais importantes do país, Helena Ignez, e a filha, Djin Sganzerla, com a minimostra “Atoras” — neologismo criado por Helena para definir as mulheres que, assim como ela e Djin, transitam entre a atuação e a direção, no cinema e no teatro. A entrada é gratuita e aberta à comunidade em geral. A minimostra inicia no dia 26, às 16h, com “Ralé” (2015), dirigido por Helena Ignez. Simultaneamente filosófica e musical, a produção — que conta com Ney Matogrosso no elenco — atualiza o espírito do cinema marginal dos anos 1970 para celebrar a liberdade e a individualidade sexuais.

Já em “A mulher de todos” (1969), Helena interpreta a protagonista Ângela Carne-e-Osso, uma ninfomaníaca que devora ferozmente os homens. A sessão do dia 26 de outubro, às 19h, é seguida de conversa com Daniela Strack, pesquisadora da obra de Ignez, e Juliana Costa, membro-fundadora do Cineclube Academia das Musas, dedicado à pesquisa e difusão de cinematografias de cineastas mulheres. Completa a programação “Eclipse” (2025), segundo longa-metragem de Djin Sganzerla. O filme parte da convivência transformadora entre duas irmãs para refletir sobre as marcas da violência patriarcal e colonial.

A Sala Redenção está localizada no Campus Centro da UFRGS, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333. A minimostra “Atoras” tem apoio de Mercúrio Produções.

Confira a programação completa no site oficial da sala clicando aqui. 

sábado, 24 de outubro de 2026

NOTA: COM A PALAVRA O SENHOR CHARLES CHAPLIN

 

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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'A Caixa de Pandora'

Neste sábado (24/10), às 10h15 da manhã, o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne no auditório do Instituto Goethe para assistir ao clássico do cinema mudo "A Caixa de Pandora".

Dirigido por Georg Wilhelm Pabst e protagonizado por Louise Brooks, o filme acompanha a trajetória de Lulu, uma mulher cuja liberdade e capacidade de despertar desejo nos que a cercam acabam desencadeando uma sequência de conflitos e tragédias. A atuação de Brooks, marcada pela combinação de espontaneidade, sensualidade e ambiguidade, combina-se com um narrativa que se distingue pela representação de uma personagem feminina que foge aos padrões sociais de sua época, razões pelas quais o filme é hoje considerado uma das obras fundamentais do cinema mudo alemão.


Confira os detalhes da sessão:


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 24/10, às 10h15 da manhã

📍 Local: Instituto Goethe – Rua 24 de Outubro, 112 – Moinhos de Vento, Porto Alegre

🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade


A Caixa de Pandora (Die Büchse der Pandora)

Alemanha, 1929, 133min

Direção: Georg Wilhelm Pabst

Roteiro: Ladislaus Vajda

Elenco: Louise Brooks, Fritz Kortner, Francis Lederer, Carl Goetz, Krafft-Raschig, Alice Roberts, Daisy D’ora, Gustav Diessl, Michael von Newlinsky, Sigfried Arno


Sinopse: Lulu, uma jovem sedutora e independente, mantém relações com homens de diferentes posições sociais. Quando seu amante, o influente editor Ludwig Schön, decide se casar com outra mulher, uma série de acontecimentos leva os dois a uma situação trágica. A partir daí, Lulu enfrenta as consequências de suas escolhas e da atração que exerce sobre aqueles que a cercam.

Sobre o Filme: Muitos consideram o expressionismo alemão, como a semente que deu a origem a diversos gêneros, desde ficção, terror e filmes noir. Esse ultimo, aliás, é um gênero que ficou marcado por suas lindas, e fatais mulheres, sendo que uma das grandes precursoras desses maus caminhos  é Louise Brooks.

Dona de uma incrível beleza, e um corte de cabelo inconfundível, Brooks viveria neste filme, um papel que muitos dizem que não era muito diferente de sua vida pessoal que era em volta de muitos homens. Se for verdade ou não, isso pouco importa, sendo que ao fazer a personagem Lulu, uma mulher que domina, e conquista os homens com um olhar, e um sorriso, foi o suficiente para ficar no imaginário de qualquer cinéfilo que se preze.

Como só isso não bastava, o cineasta Georg Wilhelm Pabst, cria um universo na trama, em que os personagens se vêem envolvidos em volta da protagonista, seja para lhe conquistar ou para se beneficiar de acordo com a situação em que ela está envolvida. Curiosamente, não foram somente os homens, que se viam envolta dela, sendo que a condessa Anna Geschwitz é considerada por muitos historiadores como sendo a 1ª personagem lésbica do cinema, mesmo no contra gosto da atriz Alice Roberts que fez a personagem.

Com um final que deixa os personagens a mercê dos resultados dos seus próprios erros, "A Caixa de Pandora" é uma verdadeira aula de sugestão e gestos dos personagens, em que basta um olhar para se dizer tudo o que o eles pensam e o que irão fazer.  

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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (22/10/26)

 CARA-DE-BARRO

Sinopse: “Cara-De-Barro” acompanha a aterradora descida de um homem — de estrela em ascensão em Hollywood a um monstro movido por vingança — em uma história que explora a perda da identidade e da humanidade, o amor corrosivo e o lado obscuro da ambição científica.


O OUTRO LADO DAS REDES

Sinopse: Frances Haugen é uma engenheira do Facebook que se une ao repórter Jeff Horwitz. Juntos, eles enfrentam uma trajetória de riscos para revelar ao mundo os segredos mais bem guardados do gigante da tecnologia.


SACRIFÍCIO

Sinopse: Em Sacrifice, um evento beneficente repleto de celebridades é ofuscado quando um grupo de ambientalistas radicais invade o local, liderado por Joan (Taylor Joy), um sequestro é realizado. 


ZONA ZERO

Sinopse: Um vírus implacável. A história começa em uma Conferência de Biotecnologia onde tudo parece estar sob controle. De repente, um vírus que sofre mutações rápidas é liberado e o local é isolado. A contaminação se espalha. Os infectados não apenas atacam: eles evoluem de maneiras imprevisíveis. Nesse confinamento, um grupo de sobreviventes precisa lutar pela vida enquanto cada minuto reescreve as regras do jogo.


WILLOW E A FLORESTA ENCANTADA

Sinopse: Willow se muda com seu pai para uma grande floresta que herdou de sua tia-avó, Alwina. O que ela não esperava é que a floresta é encantada, corre perigo de desmatamento e Willow precisa encontrar outras três meninas com dons mágicos para salva-la.


SE EU FOSSE VOCÊ 3

Sinopse: Duas décadas depois da última troca de corpos, Cláudio e Helena vivem uma nova fase da vida ao lado da filha Bia, agora adulta e casada. Tudo parece em equilíbrio até que uma situação inesperada abala a dinâmica da família e coloca as relações à prova.


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Cine Dica: Cinesemana de 22 a 28 de outubro de 2026

A cinesemana de 22 a 28 de outubro reúne quatro estreias na nossa programação. Uma delas é a comédia erótica I WANT YOUR  SEX, novo trabalho do diretor Gregg Araki e protagonizado pela atriz Olivia Wilde; outro destaque é MEU VERÃO NA SICILIA, primeiro longa da diretora italiana Margherita Spampinato. Também apresentamos duas novidades brasileiras: a animação PAPAYA, que competiu no Festival de Berlim; e o documentário MESTRE ZU, em homenagem ao jornalista Zuenir Ventura.

Seguem na programação os sucessos de público NAZA, que traz relatos importantes sobre as vítimas das operações militares de Israel em Gaza; RAN, de Akira Kurosawa, que voltou aos cinemas em cópia restaurada; e ROSEBUCH PRUNNING, novo longa do diretor cearense Karin Ainouz. Em última semana, o público ainda pode conferir VIRTUOSAS, uma saga que mistura terror e crítica social; o documentário gaúcho QUANDO A GENTE MENINA CRESCE, rodado em Santa Maria; e MUITO PRAZER, comédia dirigida por Jorge  Furtado.

Confira a programação completa no site oficial da cinemateca clicando aqui. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Cine Dica: Streaming — 'Carrie, a Estranha'

Sinopse: Após a morte abrupta e inesperada de seu pai, a jovem tímida e isolada Carrie White (Summer H. Howell) é arremessada no implacável ecossistema de um colégio público.

Mike Flanagan é um nome para prestarmos atenção quando o assunto é cinema de terror. O realizador obteve um grande feito ao dirigir "Ouija: Origem do Mal" (2016) e, posteriormente, ganhou muito prestígio em séries de TV como "A Maldição da Residência Hill" (2018), "A Maldição da Mansão Bly" (2020) e "Missa da Meia-Noite" (2021). Porém, o cineasta pegou gosto mesmo ao visitar o universo literário de Stephen King.

Em "Doutor Sono"(2019), por exemplo, ele teve a proeza de revisitar o cenário imortalizado por Stanley Kubrick no clássico "O Iluminado"(1980) — mesmo dividindo a opinião do público e da crítica. Foi em "A Vida de Chuck" (2024), contudo, que talvez o realizador tenha captado melhor a essência do escritor. Eis que chegamos ao seu trabalho mais ousado: "Carrie, a Estranha" (2026), que revisita o clássico literário adaptado originalmente por Brian De Palma, mas com uma nova vestimenta capaz de agradar às novas plateias.

A minissérie se passa nos dias atuais e explora a vida de Carrie White (Summer H. Howell), uma adolescente criada por uma mãe extremamente religiosa. Após crescer isolada, ela precisa encarar os desafios da vida escolar quando uma tragédia familiar muda completamente sua rotina. Ao chegar ao colégio, encontra um ambiente marcado pelo bullying e começa a descobrir seus próprios poderes telecinéticos.

"Carrie, a Estranha" (1976) foi um dos primeiros grandes sucessos do diretor Brian De Palma e a primeira grande adaptação da obra de Stephen King para o cinema. De lá para cá, surgiram outras reimaginações do conto, mas sem obter o mesmo êxito. Portanto, a ideia de levar essa história novamente à TV parecia um tanto arriscada. Contudo, Mike Flanagan demonstrava ter plena consciência do que estava fazendo.

Ao atualizar o conto para a contemporaneidade, o cineasta acerta em cheio ao tocar em pontos delicados sobre o bullying escolar amplificado pelas redes sociais — dinâmica capaz de desestruturar vidas inteiras. Carrie é o "estranho no ninho" em meio a uma realidade na qual as jovens lutam por status e pelo desejo de ser a rainha do baile. Ao surgir nessa engrenagem aparentemente perfeita, torna-se o principal alvo de gozação, impulsionada principalmente por Chris (Alison Thornton). Esta última é a síntese de uma juventude nutrida pelo desejo de grandeza, que enxerga a protagonista como uma ameaça a ser destruída.

Summer H. Howell teve a missão ingrata de interpretar uma personagem imortalizada por Sissy Spacek nos anos setenta. Aqui, porém, ela constrói a figura à sua maneira: esta Carrie demonstra bem mais iniciativa para conhecer o mundo, enfrentando desde cedo as regras conservadoras de sua mãe. Já Samantha Sloyan se sobressai ao interpretar uma mulher rígida por conta de sua religiosidade, mas que não deixa de ter certa razão ao criticar um mundo cada vez mais desprovido de velhas tradições e preso a um sistema de regras alienantes.

As passagens do conto já tão conhecidas pelo público são entrecortadas por subtramas que se conectam com a história principal — mesmo quando nos passa a sensação de que, sem elas, a obra não perderia tanto. Logicamente, o ápice se concentra na festa do baile, construída através de elementos e personagens cujos caminhos culminam em um evento trágico. Há, porém, certas mudanças estruturais que irão dividir opiniões.

O que talvez me deixe com um pé atrás em relação ao resultado final da série é a alteração no destino de certos personagens, além da inserção de uma figura enigmática inexistente no livro. Tudo soa como uma fórmula para atrair o público que apreciou "Stranger Things" — uma repetição de padrão um tanto pretensiosa por parte dos realizadores —, culminando em um gancho para uma eventual segunda temporada. Resta saber se saberão conduzir uma trama inédita que dê continuidade à obra de Stephen King sem a autoria do próprio escritor.

No fim, a série "Carrie, a Estranha" é uma grata surpresa para os fãs do clássico literário, mesmo quando opta por liberdades poéticas que podem dividir o público.

Onde Assistir: Prime Vídeo.   

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Cine Dica: Newsletter Cinemateca Capitólio - 22 a 28 de outubro de 2026

 Mel Brooks, cinema dinamarquês e animação brasileira na programação semanal da Cinemateca Capitólio

A programação da Cinemateca Capitólio desta semana, de 22 a 28 de outubro de 2026, reúne a comédia de Mel Brooks, uma sessão do Cineclube Academia das Musas dedicada à cineasta dinamarquesa Annelise Meineche com o quente Nua em Pelo e a estreia da animação brasileira Papaya, de Priscilla Kellen.

Na quinta-feira, 22 de outubro, começa uma pequena mostra intitulada Mel Brooks é 100!, que celebra o centenário do cineasta norte-americano com quatro longas-metragens realizados entre 1970 e 1977. A programação abre às 17h com Alta Ansiedade (1977), paródia dos thrillers hitchcockianos, e reúne ainda Banzé na Rússia (1970), uma comédia de perseguição baseada no romance satírico As Doze Cadeiras, ambientado na União Soviética dos anos 1920; Banzé no Oeste (1974), que subverte convenções do faroeste e aborda o racismo; e O Jovem Frankenstein (1974), homenagem aos clássicos do cinema de terror dos anos 1930. A mostra segue até 28 de outubro, com entrada franca em todas as sessões.

Na sexta-feira, 23 de outubro, às 19h, o Cineclube Academia das Musas apresenta Nua em Pelo (Uden en traevl, 1968), da diretora dinamarquesa Annelise Meineche. O filme acompanha a jovem estudante Lilian que, após relatar ao médico sua dificuldade em atingir o orgasmo, passa a registrar seus encontros sexuais em um diário, envolvendo-se em uma sequência crescente de experiências. Realizada em um período de transformações nos debates sobre sexualidade e liberdade de expressão na Dinamarca, a obra integra a breve trajetória de Meineche, que dirigiu sete longas-metragens em cinco anos. A diretora foi uma das precursoras na realização de comédias eróticas em parceria com a produtora Palladium, seu primeiro trabalho Sytten (1965) abriu caminho para outras produções do gênero devido ao grande sucesso comercial. A sessão gratuita será apresentada por Thainá Maria, integrante do cineclube e historiadora da arte.

Também entra em cartaz Papaya (2025), animação brasileira dirigida por Priscilla Kellen. Com 74 minutos de duração e classificação livre, o filme acompanha uma pequena semente de mamão que sonha em voar e precisa continuar em movimento para não criar raízes. Ao longo de sua jornada, ela descobre a força das conexões que a ligam à vida ao redor e transforma o ambiente de maneira inesperada. Uma opção para o público de todas as idades, o longa tem sessões com ingressos a R$16,00 (inteira) e R$8,00 (meia).

Na quarta-feira (28), a programação conta duas sessões gratuitas em celebração ao Dia Internacional da Animação: às 19h, curtas-metragens nacionais; e às 20h, curtas-metragens internacionais. Mais informações em breve.

Confira a programação completa no site oficial da Cinemateca clicando aqui.